JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O Estado Islâmico tem atormentado o mundo
civilizado, e a onda de imigrantes sÃrios é o reflexo do poder do terrorismo
contra a sociedade.
No Brasil nós temos alguns setores do Estado Islâmico atuando no crime organizado, e no futebol esse está representado pelos terroristas de torcidas organizadas que mesmo proibidas continuam frequentando os estádios brasileiros.
Na última terça-feira dois momentos de violência protagonizados pelos membros do Estado Islâmico tupiniquim. No Engenhão, antes do jogo do Botafogo e Paraná pela Série B, uma briga generalizada entre membros de uma organizada paranista, apoiada pela Young Flu do Fluminense, contra uma facção terrorista do time da Estrela Solitária.
Subindo para o Nordeste, em nossa capital, a Avenida Rosa e Silva após o jogo entre Santa Cruz e Payssandu tornou-se uma praça de guerra, com bombas caseiras, rojões, lutas corporais entre as facções do tricolor do Arruda, a Inferno Coral, e uma do time paraense, que estava alojada no Clube Náutico sob a proteção de uma torcida do clube, a Fanáutica, que é ligada aos seus poderes diretivos.
Como um clube da tradição do alvirrubro permitiu que esses torcedores visitantes fizessem o seu pouso em suas dependências, por solicitação de sua organizada? Lamentável.
Como esses torcedores ainda entram nos estádios de futebol? Pernambuco tem uma proibição ¨mandrake¨, desde que esses com a cobertura dos clubes trocaram de camisas, mas frequentam os mesmos espaços, sob olhares complacentes de todos, e em especial dos nossos órgãos de segurança.
Antes do jogo no Arruda, foram apreendidos entre as organizadas do tricolor, bombas caseiras e coquetéis molotov, numa demonstração que já estavam preparados para uma guerra e não para um jogo de futebol.
A torcida Inferno Coral tem o apoio da diretoria do clube, o mesmo acontece com a Fanáutica, e fatos como esse tornaram-se rotineiros, e o último nos Aflitos será mais um entre aqueles que já foram anotados, e os outros que ainda virão.
O poder público sucumbiu perante esse estranho Estado Islâmico, quando conseguem bani-los, surgem com outros nomes, e continuam zombando de todos. A sociedade sem a devida garantia de segurança jogou a toalha e retirou-se para as poltronas, deixando os espaços para os terroristas do futebol, que o dominaram.
Essa guerra campal aconteceu poucos dias após a condenação de três membros da Inferno Coral, por conta do assassinato de um torcedor quando jogaram da arquibancada um vaso sanitário. Para essa gente isso nada representou, e a Rosa e Silva foi o maior exemplo.
Os anos passam, a sociedade não reage, os bons torcedores não cobram dos seus clubes o apoio que é dado ao Estado Islâmico. Se os dirigentes deixarem de acobertar essas facções terroristas, numerando os lugares, vendendo ingressos nominais com numeração, esses ficariam diluÃdos e sem poder de concentração.
Seria um golpe mortal, que poderia ser acompanhado por medidas judiciais fechando todas as suas sedes, que são fabricantes de armas perigosas e de outras coisas não institucionais.
Até quando vamos suportar tais ações, sem uma medida concreta, que deveria ser tomada para que o futebol volte a ser um palco de entretenimento, com torcedores sérios, civilizados, e não um acampamento de guerra.
Ano após ano, os problemas continuam, e os imigrantes do futebol pedindo asilo nas poltronas, e o nome de Pernambuco em todas as mÃdias brasileiras com os vÃdeos de sua guerra.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








