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Cotas justas na visão do presidente da FPF
postado em 29 de dezembro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AS COTAS SÃO JUSTAS NA VISÃO DO PRESIDENTE DA FPF


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Não tínhamos lido o Jornal do Comércio de ontem, muito embora o tenhamos todos os dias, mas fomos alertados pelo jornalista Claudemir Gomes sobre uma matéria publicada por esse periódico, onde Evandro Carvalho, presidente da federação local defende as cotas que são distribuídas pelos direitos de transmissão.

Depois quer fizemos essa leitura, ficamos na certeza de que o cartola pernambucano está totalmente desinformado com relação à distribuição dos recrusos pela RGT, desde que tudo que foi dito pode acontecer em outro planeta não o nosso.

Como um presidente de uma entidade pode defender algo que vai contra os interesses dos seus clubes, e que é repudiado do norte ao sul do país, com exceção do Corinthians e Flamengo?  Vamos mostrar os equívocos de sua entrevista, e sobretudo o desconhecimento do que acontece no sistema.

Misturar pay-per-view com as cotas fixas delineadas nos contratos, é o mesmo que misturar alho com bugalhos. Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.

A distribuição das receitas do pay-per-view é feita no final da temporada, através de uma pesquisa do Ibope nas capitais do país, e de forma absurda a pergunta formulada é sobre o time que o assinante torce e estendida para toda a família, que muitas vezes não estão assistindo aos jogos. Óbvio que com uma contagem maliciosa como essa os maiorais são os mais beneficiados com os recursos, que representam no máximo 15% das cotas fixas, e nada tem a ver com essas.

Com relação às cotas fixas, o presidente analisou de forma totalmente errada, quando afirmou que essas eram alocadas em três níveis, quando na realidade são em seis, e a diferença do primeiro para o último não é de 20%, e sim de 79,4%.

Em 2016, Corinthians e Flamengo irão receber R$ 170 milhões. Ambos portencem ao grupo 1, enquanto Coritiba, Goiás, Sport, Vitória, Bahia e Atlético-PR receberão R$ 35 milhões, com uma diferença de R$ 135 milhões. Na matemática que aprendemos nos bancos escolares, essa tem o percentual acima relacionado (79,4%).

Por outro lado, nem para o São Paulo, que é do grupo 2, a diferença é de 20%, quando essa representa R$ 60 milhões, com um percentual de 35,2%. Palmeiras e Vasco estão no grupo 3, com uma diferença para o 1 de 70 milhões, ou seja, 41,2%. O Santos é o único do grupo 4, com uma diferença de R$ 90 milhões, 52,4%.

O grupo 5 que era desconhecido pelo presidente da entidade local, é composto por Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo, e contempla uma diferença de R$ 110 milhões, ou seja, 64,7%.

Para que o cartola pernambucano possa entender, na época do Clube dos 13, o Sport recebia a sua cota com uma diferença das pagas aos chamados grandes clubes, de 48%, enquanto hoje essa é de 79,4%, dobrou.

As cotas são indecentes, e atitudes como essa de considerá-las como justa, colabora para que o sistema perdure, já que os clubes são incompetentes e assistem a tudo isso calados e sem reação.

Mais uma conta matemática, se hoje a diferença do Sport para o Corinthians e Flamengo fosse apenas de 20%, o clube da Ilha do Retiro iria receber R$ 136 milhões no lugar dos R$ 35 milhões. Aconselhamos ao presidente do time rubro-negro cobrar de sua federação tal diferença.

Pobre futebol de Pernambuco, quando o presidente de sua entidade defende o indefensável, e com números que não existem, a não ser que esses sejam do Mundo da Lua. 

Voltamos mais uma vez a repetir, futebol é para profissionais, e não para os amadores que tomaram conta desse e o levaram ao fundo do poço.

Pernambuco não merece.

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Acontece
Para vencer peladas
postado em 28 de dezembro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, GLOBO AGE COMO PAI QUE FAZ DE TUDO PARA FILHO GANHAR AS PELADAS


Artigo escrito pelo escritor e jornalista, André Barcinski, publicado no jornal ¨Folha de São Paulo¨.


Quando eu era criança, havia na rua um menino cujo nome não lembro agora, mas que chamarei de Mauricinho. O pai de Mauricinho era rico e cobria o filho de mimos. Na pelada da rua, enquanto todos jogavam com uma bola Dente de Leite ovalada, Mauricinho aparecia com um Adidas de couro. Todo mundo queria jogar no time de Mauricinho, porque ele trazia uniformes e presenteava a molecada com camisas oficiais. Assim, podia escolher os jogadores que quisessse e vencia todas as peladas.

Quando leio sobre cotas de TV que a rede Globo pagará aos clubes brasileiros a partir de 2016, me lembro de Mauricinho, o play-boy. Porque a Globo age como o paizão rico que faz de tudo para que seu filhinho ganhe todas as peladas. No caso seus dois filhinhos: Corinthians e Flamengo. Timãoricinho e Flaboy.

Até 2011, as cotas de TV eram razoavelmente justas. A diferença entre os times do topo (R$ 25 milhões) e os de baixo (R$ 13 milhões) não chegava ao dobro. Em 2016, entretanto, Corinthians e Flamengo receberão R$ 170 milhões, quase cinco vezes o que caberá aos menos favorecidos (R$ 35 milhões) quase três vezes a cota de Cruzeiro, Atlético-MG, Inter, Grêmio, Fluminense e Botafogo (R$ 60 milhões). O terceiro do ranking, o São Paulo, receberá  R$ 60 milhões a menos que os dois preferidos da Globo.

Nada justifica essa disparidade. Os números que deveriam interessar a Globo, os de audiência, não são tão diferentes assim. Mas a emissora faz de tudo para criar um abismo entre os clubes. O objetivo parece ser transformar o Brasileirão em um campeonato semelhante ao espanhol, onde o Barcelona e Real Madrid recebem muito mais que os outros e dominam os títulos (no mesmo dia em que o Barcelona venceu com facilidade o River Plate, campeão sul-americano, o Real Madrid marcou 10 a 2 no Rayo Vallecano).

Para isso, a emissora conta com a incompetência dos outros clubes, que assistem a tudo calados, não organizam um boicote e, de pires na mão, aceitam que a Globo paga, sem entender que esse processo é irreversível e resultará em campeonatos menos equilibrados.

E o favorecimento não termina aí: segundo notícias recentes, a Globo teria aceitado mencionar em suas transmissões o nome da empresa que comprar os ¨naming rights¨ da Arena Corinthians, enquanto continua a chamar o Allianz Parque de ¨Arena Palmeiras¨.

E Corinthians e Flamengo, estão confortáveis com essa situação. Aparentemente, sim, segundo Rica Perrone, colunista do UOL, o time paulista já teria recebido da Globo, a garantia de que a diferença de valor em relação a outros times será mantida em contratos vindouros. É o triunfo do capitalismo à brasileira, onde a competição não é incentivada, mas aniquilada. Como dizem por aí, 7 a 1 foi pouco.

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Acontece
Um Barcelona sul-americano
postado em 21 de dezembro de 2015

 

CLAUDEMIR GOMES

 

A supremacia do Barcelona na decisão do Mundial de Clubes, onde venceu o argentino River Plate por 3x0, no Estádio Internacional de Yokohama, reabriu a discussão sobre o atual estágio do futebol europeu e  do futebol sul-americano. A visão de alguns críticos me parece equivocada, fato que torna alguns comentários injustos por omitir alguns fatores, dentre eles o mais importante que é a barreira econômica. Evidente que, nos quesitos relativos a gestão os europeus estão muito a frente. Entretanto, se nos determos a qualidade técnica, vale salientar que, dos onze titulares do time catalão, seis são sul-americanos, inclusive o fantástico trio de atacantes formado por Messi, Neymar e Suárez.

A migração de jogadores sul-americanos para o futebol europeu é uma realidade incontestável. Uma rápida olhada nas formações das seleções que disputam as eliminatórias para o Mundial da Rússia nos mostra a clareza do fato. Em todos os times é possível ver vários jogadores que atuam em times europeus. O intercâmbio tem sido decisivo para uma evolução do futebol sul-americano, mas é preciso não esquecer que, a soma de conhecimento se procede em via dupla. A disciplina tática do jogador europeu aliada a criatividade do jogador sul-americano permite a formação de um conjunto quase perfeito como é o do Barcelona onde o reflexo é apurado em quase todas as jogadas.

Não podemos esquecer que o futebol reflete bem o estágio de cada sociedade. Portanto, as comparações passam também por análises sociológicas, antropológicas  e financeiras. O que vemos dentro das quatro linhas é apenas o produto final de uma intrincada engrenagem.

Artigos
Blocos de Sujos
postado em 21 de dezembro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, BLOCOS DE SUJOS

 

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br

 

O futebol brasileiro tem a cara dos nossos blocos de sujos que saem durante o período carnavalesco nas ruas das diversas cidades. São manifestações populares feitas de improviso, sem enredos, e tendo a desorganização a sua linha de ação. É o bloco de cada um por sí. Desfilam pelas ruas cantando marchinhas com a ajuda de instrumentos improvisados, inclusive latinhas.

O mesmo acontece com os clubes de nosso futebol, em que o sistema individual permanece em detrimento do coletivo, formando verdadeiros blocos de sujos. Não existe união, e cada um usa uma fantasia diferente em um desfile que representa a miséria desse esporte em nosso país. O prêmio recebido é o do rombo financeiro.

Procuramos os compêndios escritos por Freud para sabermos qual a doença que tomou conta do futebol nacional, quando os clubes não conseguem observar que estão em um processo de autofagia ao se contentarem com os pixulecos dos direitos de tramsmissão, enquanto alguns são bem contemplados.

Freud não conseguiu nos explicar qual a razão de dois clubes serem aquinhoados com altas cotas, bem diferenciados dos demais, e qual a razão de que os que sofrem com o problema não se unem e dão um basta a tal sistema.

No tempo do Clube dos 13 a divisão de cotas da televisão ficava assim distribuída: R$ 25 milhões para o Corinthians, Flamengo, Vasco, São Paulo e Palmeiras, R$ 18 milhões para o Santos, R$ 16 milhões para Fluminense, Botafogo, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio e Inter, e R$ 13 milhões para o último grupo, composto por Sport, Bahia, Vitória, Atlético-PR, Coritiba e Goíás.

A diferença do Grupo 1 para o grupo 2 era de R$ 7 milhões, para o grupo 3, de R$ 9 milhões, e para o último grupo era essa de R$ 12 milhões.

Na temporada de 2016, Flamengo e Corinthians irão receber R$ 170 milhões, ou seja, R$ 60 milhões a mais do que o São Paulo, que no início ganhava igual a esses.

Para o Vasco e Palmeiras, a diferença será de R$ 70 milhões. Esses também recebiam de forma igualitária com os dois mais aquinhoados de hoje. O Santos que recebia R$ 7 milhões a menos, agora terá uma diferença de R$ 90 milhões, ou seja, 13 vezes vezes a mais.

Grêmio, Internacional, Atlético-MG, Cruzeiro, Botafogo e Fluminense, tinham uma diferença em suas cotas para os dois ungidos de R$ 9 milhões, no modelo que irá ser iniciado em 2016, reberão com uma diferença de R$ 110 milhões, ou seja, um pouco mais de 12 vezes.

Para os que representam o último grupo, onde encontra-se o Sport, a diferença na época do Clube dos 13 era de R$ 12 milhões, e na nova fórmula essa será se R$ 135 milhões, 11 vezes a maior.

Como os clubes se sujeitam a algo que todos sabem é destruidor? Qual a razão de não reagirem contra essa insanidade? Mesmo com tantas distorções ainda estão renovando um contrato que ainda não começou a vigorar.

Nem Freud, nem um ser vivo poderá responder. Algum dirigente já pensou que a partir de 2018 se não renovarem como espertamente a RGT está propondo, inclusive acenando com um adiantamento para ser descontado no futuro, não existirá mais contrato, e todo o sistema ficará zerado, e a televisão não poderá tramsmitir os seus jogos nas praças em que esses serão mandantes?

Porque esses não preferem se alinhar em um bloco que não seja o de sujos, para se unirem a partir de 2018, e também não permitir que os jogos em que estejam envolvidos nas praças dos adversários também não sejam tramsmitidos?

Será que não conhecem o canal próprio do Benfica de Portugal, ou ainda a possibilidade de vender a transmissão para uma empresa de telefonia, com os jogos sendo assistidos em celulares ou computadores?

Saídas existem, inclusive a venda dos jogos desse grupo independente para outra emissora de TV, já que estarão livres das amarras de um contrato.

De besta a RGT não tem nada, e essa renovação precoce é o sinal que essa percebeu que o bloco dos sujos poderia formar um bloco de verdade, e darem um basta a essa autofagia institucional. 

Para isso necessitamos de dirigentes corajosos, o que aliás é o grande problema.

Acontece
Visões diferentes do Mundial
postado em 17 de dezembro de 2015

Blog do ERICH BETING


Há uma invasão argentina no Japão em curso. Até o domingo, 15 mil argentinos estão espalhados pelo país asiático para acompanhar a tentativa do River Plate de ser campeão do mundo contra o gigantesco Barcelona, que levou pouca gente da Espanha para o Japão para acompanhar o que pode ser o tricampeonato mundial do clube.

A presença maciça dos torcedores do River, em detrimento dos fãs do Barça, mostra de forma cristalina a diferença que existe no Mundial de Clubes na visão de europeus e sul-americanos.

Os argentinos demonstram que, o que interessa a eles, é exclusivamente a bola. Ser campeão, levantar a taça e poder se dizer melhor time do mundo.

O mesmo sentimento não existe no Barcelona. Logicamente que os jogadores anseiam pela vitória, mas para o torcedor do clube, não há o mesmo peso a conquista do mundo como há na conquista da Europa. Se houvesse, o Japão também estaria pintado de azul e vermelho.

O Barcelona não está a passeio no Japão. Mas o propósito do clube ao disputar a competição é completamente diferente daquele vivido pelo River Plate.

Para o time espanhol, a disputa do Mundial de Clubes no Japão, no meio da temporada, é uma ótima forma de o clube ter contato com o fã asiático. As imagens de televisão deixam claro isso. O Sportv mostrou, antes da partida em que o Barça ganhou com sobras do Guangzhou, o frisson causado pelos jogadores do time espanhol quando andavam pelo hotel lotado de fãs. Lembrou, bastante, o que representavam os Beatles em sua época de ouro.

Por isso mesmo, jogar o Mundial se transforma num ótimo negócio para o Barcelona. Tanto que o clube jogou hoje com a camisa azul, lançada recentemente. Muito mais do que diferenciar-se do uniforme vermelho do Guangzhou, o propósito de elevar as vendas da terceira camisa no Japão deve ter sido levado em conta nessa escolha.

Para o sul-americano, a viagem ao Japão é muito mais do que uma simples oportunidade comercial. O clube, a mídia e os atletas estão focados na competição. Os negócios que podem eventualmente ser feitos na Ásia ficam em segundo plano.

Com visões tão distintas de enxergar o evento, Barcelona e River Plate evidenciam, também, a diferença que existe no futebol como negócio na Europa e na América do Sul.

Por aqui, ainda olhamos apenas o desempenho dentro de campo como forma de mensurar o sucesso de um clube. Sim, o futebol é o produto principal. Mas ele não pode mais ser concebido de forma a se pensar só no campo.

Por lá, os clubes sabem que são empresas. O produto principal deles é o futebol, mas para alimentar isso eles precisam investir pesado em atletas. E isso só é possível de se fazer com dinheiro. Dinheiro que, por sua vez, é bastante provável de se encontrar nos ardorosos fãs asiáticos.

O comportamento de Barcelona e River Plate no Mundial de Clubes mostra de forma bem clara como sul-americanos e europeus encaram o futebol. E revela, também, como ainda demoraremos a ter uma visão de futebol como produto que ajudou a revolucionar a cara da bola jogada na Europa nos últimos 30 anos%u2026

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