Copa do Nordeste
Semifinal da transpiração
postado em 30 de abril de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

Sport e Santa Cruz fizeram um clássico de muita transpiração e pouca inspiração, na noite do sábado, na Ilha do Retiro, cenário que se repete no futebol pernambucano a cada confronto entre os grandes clubes do Recife. O fato explica porque o Santa Cruz, com um conjunto tecnicamente inferior, surpreendeu o adversário nos seus domínios, neste que foi o primeiro jogo válido pelas semifinais da Copa do Nordeste. Dentro de um raciocínio lógico todos creditaram o favoritismo ao time comandado por Ney Franco, mas como entre a teoria e a prática existe uma distância que precisa ser respeitada, foi a equipe de Vinícius Eutrópio que acabou sendo a protagonista com uma vitória por 2x1, resultado que lhe dá uma vantagem substancial para o segundo jogo que acontecerá na próxima quarta=feira, no estádio do Arruda.

Embalados por uma rivalidade centenária, as duas equipes estabeleceram um nível de competitividade bastante alto. Procuraram se superar dentro de suas propostas táticas, fato que levou  o jogo a uma alternância de cenário. O Sport entrou com três atacantes e três volantes. Os homens de frente não se limitaram a função de buscar o gol,e exerceram uma marcação quando não estavam de posse da bola, obstaculizando a saída de jogo do time adversário. Com esta proposta os leoninos mantiveram a equipe tricolor presa no seu campo de jogo. Um posicionamento que vingou até os 25 minutos. Se por um lado os laterais do Sport tinham total liberdade para apoiar o ataque, do outro, os alas do Santa Cruz tinham pouca participação nas jogadas ofensivas.

Numa das poucas oportunidades no primeiro tempo, aos 32 minutos, Tiago Costa trabalhou uma bola com Thomás e o meia fez um cruzamento a meia altura para a chegada de Léo Costa que mergulhou e marcou o primeiro gol tricolor com uma cabeçada certeira. O Sport reagiu logo a seguir. Cinco minutos depois, numa jogada individual de Diego Souza, o lateral Tiago Costa derrubou o atacante leonino dentro da área. Diego Souza se encarregou da cobrança, repetiu a mesma munganga, de quarta=feira, quando desperdiçou uma cobrança de pênalti no jogo com o Botafogo, no Engenhão, mas desta feita bateu com precisão e empatou a partida.

Na fase de complemento, quando os dois técnicos recorreram aos reservas para mudar o cenário, Vinícius Eutrópio fez uma leitura mais positiva e obteve as respostas que buscava. A entrada do atacante André Luís no time do Santa Cruz, diminuiu o espaço do lateral Mena, enquanto criava uma válvula de escape para o encaixe dos contra=ataques do time tricolor. Foi numa dessas investidas que saiu o gol da vitória do Santa Cruz, anotado por Pitbull. O segundo gol tricolor desarticulou o time do Sport que perdeu toda a sincronização, não conseguindo articular nenhuma jogada.

O Sport vai para o segundo jogo pressionado para reverter a vantagem do Santa Cruz. No curto espaço de oito dias os leoninos disputaram três jogos e contabilizaram duas derrotas e um empate. Os dirigentes tricolores acreditam num público superior a trinta mil torcedores no estádio do Arruda.  

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Acontece
Mais sujeira na FIFA
postado em 30 de abril de 2017

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Na FIFA a corrupção é uma palavra que faz parte do seu dia a dia. Investigações do FBI sobre corrupção na entidade se ampliam e voltam a atingir alguns membros que, ainda fazem parte do seu comando.

Nesta semana o auditor da FIFA, Richard Lai, se declarou culpado diante da corte de Nova York revelando que havia sido "contratado" para recrutar outros dirigentes em esquemas corruptos.

O mais grave é que Lai era um dos homens de confiança de Gianni Infantino, presidente do órgão, para o Comitê de Auditoria num esforço de limpar o nome da entidade.

Essa é a primeira prisão de um membro asiático da FIFA, no processo que estava limitado a América Latina.

A entidade tenta provar que foi vitima dos cartolas, e que não admite corrupção.

O trabalho de convicção do auditor era o de captar cartolas para o esquema de fraudes.

No depoimento o auditor entregou o nome de várias Federações e seus dirigentes que já estavam dentro do processo.

Isso retrata bem a podridão do futebol mundial, e que o brasileiro é uma parte componente desse sistema.

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Futebol Brasileiro
Os reis da pantomima
postado em 27 de abril de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

O saudoso Ney Bianchi, jornalista da Manchete Esportiva, com o qual somei muitos conhecimentos em várias coberturas internacionais, costumava dizer que "a coisa mais polêmica no futebol acontece aos olhos de todo torcedor que é o pênalti". Ney faleceu em 23/12/98, sem ter tido a oportunidade de desfrutar do avanço tecnológico que hoje nos permite analisar fatos que escapam da nossa visão. As transmissões com equipamentos de ponta, ultramodernos, transformaram os jogos numa espécie de reality show, onde nada escapa das câmeras e micro câmeras. A sensação que temos é de que o pano caiu, e passamos a descobrir que a malandragem do jogador brasileiro não tem limites.

O futebol arte, que durante muitos anos era a marca registrada do jogador brasileiro, passou a dar espaço para os mestres da pantomima. A dissimulação faz parte do jogo, parece estar intrínseca na regra. E ela vai aparecer em todos os continentes, onde a bola rolar. Entretanto, o que estamos vendo ultimamente nos jogos envolvendo times brasileiros, beira o absurdo, ao mesmo tempo em que revela a vocação de vários jogadores para serem atores do cinema mudo, que faz parte de um passado distante.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, ao participar do Congresso da Conmebol, no Chile, revelou que "no Mundial de 2018 vamos ter árbitro de vídeo". Evidente que o recurso, que nos testes tem dado uma resposta muito positiva, será utilizado para dirimir dúvidas em lances polêmicos, mas de certa forma, irá coibir a simulação, a malandragem que vem apequenando o futebol brasileiro. Não é preciso abrir o leque, basta nos concentrarmos nas partidas realizadas no último final de semana, e no meio desta semana, e vamos nos deparar com vários candidatos ao título de "rei da pantomima". O pior é que até treinadores estão entrando nesta "lei da malandragem".

Com tantos simuladores em campo, as arbitragens que vivem eternamente sob suspeição, ficaram passivas a um número maior de erros. Afinal, os artistas da pantomima estão se especializando cada vez mais, e suas armações só são captadas pelo conjunto de câmeras. Fogem a retina dos olhos dos mortais.    

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Acontece
Salvemos o Futebol
postado em 24 de abril de 2017

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com



O juiz Sérgio Moro é um dos responsáveis pela Nova República que será implantada no país, com relação à Operação que desvendo o quanto a corrupção tinha se entranhado no sistema nacional, em esperical em sua maior empresa, a Petrobras, que foi assaltada por meliantes do colarinho branco em plena luz do dia.

Quando assistimos as cenas das prisões de figuras das mais importantes do mundo político e econômico brasileiro, ficamos convictos de que algo mudou, e que estamos ingressando numa Nova República, que ficará livre da corrupção e dos desmandos daqueles que usam o patrimônio público para enriquecer.

O futebol brasileiro necessita de um Sérgio Moro, de um Ministério Público Federal e de uma Polícia Federal que atuaram de forma republicana, mesmo sabendo que estavam jogando uma bomba atômica nas terras "brasilis".

O futebol faz parte da sociedade nacional,eé umdos segmentos quemais necessita de uma Operação Limpeza, que nóspoderíamos chama de "Savemos o Futebol", mesmo plagiando uma ONG argentina do mesmo nome, que luta contra os barrabravas, e os torcedores uniformizados daquele país.

O futebol brasileiro adoeceu,e a corrupção também colocou os seus tentáculos em tentáculos em diversos setores, e acreditar que tudo vai bem, que esse esporte vive na Ilha da Fantasia, é certamente negar uma realidade.

Já tivemos vários escândalos no segmento, e nenhum foi apurado devidamente. As CPIs por conta de uma bancada da bola comprometida com o mal terminaram em pizza.

O caso da Loteria Esportiva e a manipulação de resultados com a escala de árbitros, quando a Comissão de Arbitragem era dirigida pelo falecido Yves Mendes, explicou na época, e não resultaram em nada. Jogaram por baixo do tapete, e a vida continuou como dantes. Todos ficaram felizes.

Em 2005 tivemos a Máfia do Apito,sob ocomando de Edilson Pereira de Carvalho,queanulou vários resultados, prejudicando o Internacional e ajudando o Corinthians a vencer o Brasileirão desse ano. Mais uma grande pizzaria.

No Circo Brasileiro de Futebol, Ricardo Teixeira imperou pormais de 20 anos. Ficou rico por conta de uma fazenda de gado leiteiro, que produzia vaca e leito de ouro, etodos o cortejavam como um rei medieval, era o "Rei do Futebol", como bem o chamou o magnata indiano que esteve recentemente no Brasil fazendo "negócios" com essa entidade.

Deu no que deu, um jornalista britânico pesquisou e descobriu algumas propinas recebidas por esse de uma empresa ligada à FIFA. Renunciou ao Circo, mas permanece até hoje com influência nesse esporte,feliz e serelepe no Brasil, desde que não pode viajar para outros países.

A entidade ficou com seus continuadores, e a emenda foi pior do que o soneto, quando o sucessor, José Maria Marim foi preso na Suíça, e continua de tal forma nos Estados Unidos, teve que renunciar, deixando em seu lugar Marco Polo Del Nero que também está sendo investigado pelo FBI, e escondido na Barra da Tijuca.

Somente esses fatos recentes necessitavam de uma investigação, mas nada foi realizado, e tudo continua como dantes.

Enquanto isso as negociações de atletas com as participações de agentes em conluiu com alguns dirigentes são nebulosas. Tentaram investigar esses fatos mas no final tudo ficou no esquecimento.

O futebol no Brasil precisa com urgência implantar a campanha Salvemos o Futebol, desde que o esporte que já foi do povo, vive um momento de total desorganização, e sem um comando com crédito para modifica-lo.

Clubes, Federações e a Confederação deveriam ter suas Caixas Pretas abertas para que todos possam tomar conhecimento do que acontece entre as suas paredes. Seria o pontapé inicial.

Que a Nova República seja implantada no país e no futebol. Ainda temos a esperança de que isso irá acontecer.

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Campeonato Pernambucano
Salgueiro em busca do fato novo
postado em 23 de abril de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

Nada mais previsível nesta edição do Pernambucano do que o Salgueiro chegar a condição de finalista. O futebol de resultados pode até ter iludido o torcedor do Santa Cruz, mas o que dar sustentação ao crescimento é o desempenho da equipe nos jogos, e isso nós sabíamos que faltava ao Tricolor do Arruda. Por outro lado sobrava no Carcará, fato notório através da regularidade do time sertanejo. A chegada do Salgueiro a sua segunda decisão em três anos, abre a possibilidade da criação de um fato novo na centenária história do Estadual: ter um clube do Interior como campeão. A bola bateu na trave em três oportunidades: duas com o Porto de Caruaru (1997 e 1998) e com o Salgueiro em 2015.

Na sua campanha o Salgueiro acumulou duas derrotas: uma no hexagonal e a outra nas semifinais, ambas para o Santa Cruz, fato que deixa o torcedor sertanejo ainda mais esperançoso em relação a conquista do título. O mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, não se cansa de observar que, no futebol também existem fatos previsíveis e que o mesmo respeita uma lógica. Nos quatro confrontos entre Santa Cruz e Salgueiro, mesmo naqueles em que o time sertanejo deixou o campo como perdedor, apresentou um melhor futebol. Neste sábado, com o Santa Cruz jogando respaldado pela vantagem do empate, o técnico Evandro Guimarães deu mostra de que estudou bem o adversário e deu um nó tático no treinador coral, Vinícius Eutrópio.

No nosso debate diário, às 17h, na Rádio Globo 720 AM (Panorama Esportivo), tenho enfatizado a dificuldade do time do Santa Cruz em fazer a transição de bola do meio campo para o ataque. Por diversas vezes ressaltei a falha de o time ter um atacante solitário, sem que nenhum companheiro se apresente para dialogar com ele, fato que facilita a marcação por parte dos adversários. Erros e vícios repetidos constantemente são captados pelos oponentes, que logo estudam uma forma de explorar tais fragilidades. Foi justamente isso que aconteceu no confronto deste sábado onde o Salgueiro venceu, com propriedade (2x0), um dos piores times do Santa Cruz nesta década que tem sido uma das mais positivas na história do Clube do Arruda.

Bom! Todo finalista merece respeito, principalmente quando o mesmo chega a tal condição escudado numa campanha pontuada por uma regularidade impressionante, como fez o Salgueiro, e que tem como bônus o fato de decidir o título em casa, no Estádio Cornélio de Barros, onde geralmente o Carcará "pega, mata e come".

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