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Quem é craque sempre será craque
postado em 22 de maro de 2019

PAULO CEZAR CAJU - O GLOBO

 

Depois da ligação direta, lado de campo e jogador agudo, a nova criação do jornalismo esportivo é dizer que determinado time tem a digital do treinador. E basta um falar para todos os outros seguirem a cartilha. Tinha uma campanção antiga de João da Praia que se encaixava bem nesse momento: "aonde a vaca vai,o boi vai atrás".

Se você zapear e parar um pouquinho em cada uma das mesas redondas, entenderá que nossos comentaristas também estão engessados: grande parte pelo menos. "O Palmeiras tem a digital do Felipão", atestou um deles. Na verdade, "aode a vaca vai, o boi vai atrás" tem tudo a ver com a escola dos nossos treinadores. E justamente Felipão lidera a lista, afinal, é o mais velho, foi campeãodo mundo jogando na retranca e continua em atividade. É seguido por Tite e todos os outros que vocês já conhecem.

Aí, quando surge um Sampaoli, o "analista da bancada" diz que o seu time joga de forma previsível. Pior ainda, quando surge um artilheiro, artigo raríssimo no futebol atual, e a comentarista que "Gustagol não faz bem ao Corinthians porque o time é obrigado a jogar em função dele...". Ué, vai jogar na função de quem não sabe fazer gol? Outro dia, uma falou que não aprovava a contratação de Cuervas porque o Santos já estava cheio de jogadores baixos. Eu escalo um time só com jogadores baixos e que dificilmente perderia.

Saindo do Brasil, o Atlético de Madrid tem a digital de Simenone. Se não tivesse, o craque Griezmann não seria tão subaproveitado. Os comentaristas atuais amam Carille, Felipão e cia, e torcem o nariz para quem tenta resgatar nossa essência, como Fernando Diniz e Sampaoli. Atualmente moro em Floripa e é duro ver o Figueirense de Hemerson Maria, e o Avaí de Geninho, jogarem. Entram para não perder e ponto. Alberto Valentim usou um time de reservas contra a Cobofriense e perdeu. Qual outra competição importante o Vasco joga para agir assim? No Flamengo, o jogador mais caro da história do clube briga para ser titular!!!

Com Vitinho não é diferente. Essa não vou entender nunca! A grande verdade é que o torcedor atual também enxerga o futebol de outra forma. Nas redes sociais, um jovem disse outro dia que aquela série de dribles de Clodoaldo contra a Itália, na Copa de 70, não aconteceria hoje porque a marcação era fraca. Ai eu pergunto: por que com a marcação forte de hoje Iniesta faz a mesma coisa? Jairzinho são sobreviveria, dizem outros. Então porque Messi, acima dos 30 anos continua deixando os seus marcadores para trás?

Como não sei desenhar, tentarei explicar mais uma vez: quem é craque será sempre craque e quem é crucutu será semre brucutu. O problema de hoje é que os treinadores valorizam mais os brucutus, ainda mais se eles tiverem barbonas enormes, fizerem cara de mau e derem socos no ar após cada carrinho. Sou nostálgico mesmo, do tempo em que digital era só na carteira de trabalho, as vacas que puxavam a fila eram premiadas e os bois não se deixavam domar facilmente.


OBS: MATERIAL COPIADO DO BLOG DE JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO

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Sport
Primeira baixa na diretoria
postado em 20 de maro de 2019

CLAUDEMIR GOMES

 

A diretoria do Sport sofreu sua primeira baixa, com a renúncia, em caráter irrevogável, do vice-presidente de patrimônio, Guilherme Albuquerque, fato que ocorreu na noite da segunda-feira quando o titular da pasta entregou carta-renúncia ao presidente executivo, Milton Bivar.

Trata-se de um desfalque substancial. Guilherme Albuquerque é uma referência na Ilha do Retiro, tanto pela história de sua família dentro do clube, quanto pelos serviços que prestou como atleta e dirigente, tendo ocupado diversos cargos, dentre eles a presidência do Conselho Deliberativo.

"Tudo ao nosso redor é patrimônio!".

 Foi com esta frase simples, que Guilherme justificou sua decisão. Ao entregar minucioso relatório da atual situação do patrimônio do clube rubro-negro, o ex-comandante da pasta do patrimônio, arquiteto por formação, expôs que se faz necessário interferências em todos equipamentos existentes no complexo sócioesportivo da Ilha do Retiro.

Como recuperar tal patrimônio?

Este o desafio. Com parcas receitas e um turbilhão de prioridades, os atuais gestores não fizeram nenhum planejamento. Atuam como "bombeiros", apagando focos de "incêndio". Sem orçamento para investir nos reparos, consertos e recuperação dos equipamentos, os dirigentes ligados a diretoria de patrimônio têm atuado como perfeitos "ouvidores", uma vez que, não dispõem de recursos para equacionarem os problemas.

De mãos atadas, e com a certeza de que não poderia corresponder as expectativas numa das diretorias mais importantes, mas sem orçamento, Guilherme se desvencilhou do peso das cobranças, e deixa a diretoria sem ser chamuscado pelas acusações de não ter realizado um bom trabalho, o que fatalmente acontecerá.

Os esforços do presidente, Milton Bivar, em busca de recursos e investidores, são notórios, mas a prioridade das prioridades, no momento, na Ilha do Retiro, é recolocar o Sport na Série A nacional, e resgatar o passivo com o pessoal.

Como diriam os navegadores de antigamente: "Navegar é preciso, viver não é preciso".

Para Guilherme Albuquerque, investir no patrimônio também é questão de sobrevivência para o clube.

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Campeonato Pernambucano
Leão com pinta de campeão
postado em 18 de maro de 2019

CLAUDEMIR GOMES

 

Mesmo sabedor das "surpresas" do futebol, os números da primeira fase do Campeonato Pernambucano sinalizam para que a torcida rubro-negra comece a ensaiar o refrão: "O campeão voltou". Afinal, o Sport, após o tropeço na estréia, quando foi derrotado pelo Flamengo de Arcoverde (3x2), reagiu e se impôs como grande favorito ao título. Ao final da fase de classificação figurou como líder exibindo o melhor ataque, a defesa menos vazada e com o artilheiro da disputa. Com tamanho saldo não há como não apostar no Leão.

Para obter sucesso na fase preliminar, o clube da Ilha do Retiro fez uma revisão nos seus conceitos, trocou de técnico, e soube tirar vantagem sobre os principais concorrentes ao título estadual, por estarem disputando a Copa do Nordeste simultaneamente. Resumindo: o Sport teve tempo para corrigir as falhas, enquanto Náutico e Santa Cruz se deparavam com um excesso de jogos nas competições que estão sendo disputadas ao novo modelo "Pingadinho", como bem batizou o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo.

E o técnico, Guto Ferreira, poderá vir a ser campeão com apenas 7 jogos, isso porque, sob o seu comando o Sport disputou três partidas, e se chegar a final estará cumprindo mais quatro compromissos. Nunca foi tão fácil "enriquecer" o currículo. Por mais discreto que seja, na atual conjuntura do futebol brasileiro, ser campeão estadual é sempre importante para o currículo.

O melhor do Pernambucano está por vir, infelizmente as quartas de final seguem o modelo "Pingadinho", começam a ser disputadas nesta quarta-feira e somente serão concluídas na próxima semana. Apesar das expectativas em relação aos confrontos, sabemos que os clubes do Interior ainda não estão com musculatura para brigarem pelo título doméstico. A disposição dos jogos na tabela nos mostram que, se o imponderável não entrar em campo, teremos uma semifinal protagonizada por Náutico e Santa Cruz, com o vencedor fazendo a final com o Sport. Central ou Salgueiro, um dos dois, será o sparring do Leão na semifinal.

"O futebol segue uma lógica", assegura o mestre José Joaquim Pinto de  Azevedo. Nesta reta final do Pernambucano esta lógica parece bem delineada com Santa Cruz, Náutico e Salgueiro dividindo suas atenções entre a Copa do Nordeste e o Estadual, ficando Sport, Central e Petrolina focados apenas no Pernambucano. Coisa do "Pingadinho".

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Acontece
Os efeitos da internacionalização
postado em 15 de maro de 2019

CLAUDEMIR GOMES

 

A internacionalização do futebol segue a passos largos. Isto é fato. Aos poucos vamos nos envolvendo com o que acontece em outros países e continentes, e de forma natural, passamos a selecionar o que mais nos atrai como amantes e admiradores do esporte mais popular do planeta. De repente, nos surpreendemos com o apego a outras camisas, passamos a eleger novos ídolos, que necessariamente não falam nosso idioma, enquanto a realidade doméstica vai se perdendo na sua pobreza.

Na noite da quinta-feira acompanhamos o jogo, Santa Cruz 1x0 Central, pelo rádio, nos deliciando com a extraordinária narração de Bartolomeu Fernando, na Rádio Clube. Em seguida, vimos pela televisão, o confronto do Náutico com o CRB, pela TV Jornal, com a boa vitória do alvirrubro pernambucano (2x1). Afinal, é preciso dar atenção as coisas nossas.

Confesso, no entanto, que estava mais ávido por assistir ao sorteio das quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, que aconteceu às 8h desta sexta-feira, com transmissão direta pelo canal fechado TNT. Os confrontos se prenunciam como espetáculos inesquecíveis: Ajax x Juventus; Liverpool  x  Porto; Tottenham x Manchester City; Barcelona  x  Manchester United. A ordem das semifinais também foi estabelecida e a grande final acontecerá no primeiro dia do mês de junho.

A cobiça do jogador brasileiro nos dias de hoje é se transferir para um clube europeu. A televisão coloca a nossa disposição um cardápio fantástico com várias competições da Europa. O Campeonato Argentino também passou a constar dessa agenda. As meses redondas, que acontecem diariamente, nos canais esportivos, passaram a discutir o futebol internacional na mesma intensidade que o futebol brasileiro. Enfim, vivemos aqui, mas nossa atenção está voltada para o Velho Continente. Coisa de um mundo sem barreiras.

A internacionalização é imperativa. Não há como desconsiderá-la. A FIFA anunciou na manhã desta sexta-feira, um novo modelo para o Mundial de Clubes, que a partir de 2021, passará a ser disputado por 24 equipes, a cada quatro anos, substituindo a combalida Copa das Confederações. O número de equipes por continente não foi definido, contudo, existe um pleito da Conmebol para que a América do Sul venha a ter seis vagas.

Tudo conspira para a unificação dos calendários. Aliás, o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, defende esta tese há muito tempo. É uma forma de o futebol brasileiro encurtar a distância do europeu, que nos últimos dez anos se tornou abissal. Observem que, no primeiro semestre, quando o calendário brasileiro é reservado para as competições estaduais e regionais, que são marcadas por uma lastimável pobreza técnica, os campeonatos na Europa estão na fase final, nos momentos decisivos, quando se tornam mais atraentes. Futebol em nível de excelência. Eis a razão maior pela qual o torcedor brasileiro, a cada dia, prefere mais a poltrona de casa que as arquibancadas dos estádios.

Os efeitos da internacionalização está nos deixando com a sensação de que, assistir aos jogos do Pernambucano é mergulhar no nada.

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Natação
Novo leilão em pauta
postado em 12 de maro de 2019

CLAUDEMIR GOMES

 

O site da ZUKERMAN Leilões tem em pauta, para o dia 20/03/2019, o leilão da sede do CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE, juntamente com o Estádio dos Aflitos e outros equipamentos que fazem parte do complexo socioesportivo do clube alvirrubro. O preço: R$ 100.000.000,00 (1ª Praça).

Na 2ª Praça, programada para o dia 12/04/2019, o preço cai 70%, passando o valioso patrimônio a ser oferecido por R$ 30.000.000,00. O que representa um verdadeiro achado para os especuladores imobiliários.

O exequente não é outro senão a Fazenda Nacional, ou seja, sede e estádio estão indo a leilão para que o clube quite débitos com a União.

Não é a primeira vez, e gostaria que esta viesse a ser a última, que somos surpreendidos com o anúncio de que equipamentos do Náutico estão na pauta de leilões. O fato, que se tornou corriqueiro, não deixa de causar indignação por ser um reflexo da fragilidade das gestões do clube alvirrubro.

O não pagamento de tributos a União é a articulação de uma "bomba" que um dia vai estourar. Aconteceu na atual gestão. O que nos deixa perplexo é a facilidade que existe para se negociar este tipo de débito, mas os gestores de plantão preferem empurrar a coisa de barriga, comprometendo o futuro da agremiação.

Sempre que um equipamento de um dos clubes pernambucanos vai a leilão, a sensação é de que tudo será resolvido. É como se deixar a solução do problema para a última instância fosse o procedimento mais correto a ser adotado. Ledo engano. Além da negligência que macula a gestão causadora do caos, existe o risco de o clube vir a perder o seu patrimônio.

Impossível?

Não. Temos o exemplo do Santa Cruz que perdeu sua antiga sede, situada na Avenida Beberibe. O histórico equipamento tricolor foi adquirido por uma empresa que vende material de construção em um leilão. O clube recorreu, a pendenga segue na Justiça. Mas o fato é que o pior aconteceu.

A sede e o estádio do Náutico estão no coração dos Aflitos, um dos bairros mais cobiçados do Recife, onde o metro quadrado é um dos mais valorizados na Capital Pernambucana. Recordo que, há poucos anos, havia uma ala de alvirrubros embriagados pelo canto da sereia, que defendia a venda do Estádio Eládio de Barros Carvalho. Surgiram várias cartas com propostas. As ofertas nunca foram reveladas, até que o tempo varreu o que poderia ter sido uma insanidade coletiva.

Bom!

A sede e o estádio do Náutico estão na pauta de um leilão. Ninguém fala, até porque o assunto dominante nos jornais e telejornais é o leilão do Aeroporto dos Guararapes.

Que o clube não seja vitima do silêncio dos inocentes.

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