Histórico
História
Central centenário
postado em 15 de junho de 2019

CLAUDEMIR GOMES

 

Os 100 anos de um clube de futebol é um marco de resistência. Evidente que sua história é pontuada por glórias e insucessos, mas a condição centenária é a maior de todas as conquistas. Este o sentimento dos caruaruenses que neste sábado, 19 de julho de 2019, brindam os cem anos de fundação do Central Sport Club.

O mestre Lenivaldo Aragão nos presenteou com um post no seu blog - www.blogdelenivaldoaragão.com.br - no qual faz uma síntese da história do alvinegro caruaruense, a Patativa do Agreste. Ninguém melhor, e com mais conhecimento que Leni para relembrar fatos marcantes desses cem anos que estão sendo bem lembrados pela mídia com reportagens e programa especiais.

Dia desses, num almoço na casa do amigo, Gilberto Lyra, encontrei Edgar Aragão, ex-presidente centralino. De forma natural, o futebol foi um dos motes da nossa prosa. Não podia ser diferente. Estava diante de dois caruaruenses cujas famílias têm vários protagonistas de fatos relevantes da história do Central.

A Patativa foi assunto pra mais de dez léguas de conversa.

E vieram à tona nomes de jogadores que se tornaram ídolos em diferentes épocas; equipes memoráveis; dirigentes que foram responsáveis por saltos expressivos para o crescimento do clube, enfim, relembramos a história através de seus personagens.

Em determinado momento me dei conta de que nossa conversa tinha o verbo sempre no passado. Não provoquei os amigos, mas fiz uma indagação aos meus botões: E o futuro?

O torcedor alvinegro pode dizer que, no presente o Central foi vice-campeão pernambucano em 2018. Passado recente que atesta que o clube continua pulsando. Um pulsar que exige novos olhares, novas atitudes. Exige gestões que lhes coloque em sintonia com o novo tempo.

Num dos produtivos bate-papos com o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, que tem um carinho muito grande para com o clube caruaruense, ele me falava sobre a necessidade da cidade adotar o Central, assim como Chapecó adotou a Chapecoense. Claro que a Patativa é o clube mais popular da Capital do Agreste, mas é preciso tornar tal realidade mais efetiva em prol do crescimento do clube.

Estamos num novo tempo e o desafio é se adequar a ele.

As comemorações dos 100 anos de fundação do Central Sport Club nos dão a certeza de que a Patativa criou uma grande plataforma que lhe permite grandes vôos no futuro. O centenário também é imperativo: exige novos saltos de qualidade e crescimento do clube alvinegro.

Afinal, reverenciar um passado de glórias é uma coisa bastante prazerosa e salutar, mas a alegria de um futuro promissor é incomparável.  

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Brasileiro Série B
Tudo está no seu lugar
postado em 12 de junho de 2019

CLAUDEMIR GOMES

 

A magra vitória do Sport (1x0) sobre o CRB, na rodada que marca o fechamento da primeira fase do Brasileiro da Série B - o campeonato será paralisado e somente volta a ser disputado no mês de julho - levou o torcedor leonino a cantar, em plena época junina, o famoso samba de Benito di Paula: "Tudo está no seu lugar, graças a Deus, graças a Deus...".

O Sport contabilizou 15 pontos nas oito partidas que disputou, ocupa a quinta posição na tabela de classificação com a mesma pontuação do quarto colocado. Resumindo, está bem na fita. Critério de desempate somente será observado quando o campeonato acabar, passar a régua e fechar a conta. Até que isto aconteça serão disputadas trinta rodadas, fato que provocará mudanças de cenário.

A competição vem sendo marcada pelo equilíbrio de forças. Algumas equipes apresentaram uma evolução nas oito rodadas iniciais, com destaque para Ponte Preta, outras, seguem patinando, com dificuldade de encontrar o veio que lhe leve ao sucesso na disputa.

O técnico Guto Ferreira se esforça nos seus argumentos para justificar a oscilação do time que embora tenha construído resultados satisfatórios, não foi convincente em relação a qualidade do futebol apresentado. Entendemos que, em Série B as atenções se concentram nos resultados, contudo, existe uma grande interrogação pela frente: como voltarão as equipes após a paralisação de trinta dias?

O pressuposto exige cuidados especiais contra as surpresas. Na sua coletiva, após o jogo, o treinador rubro-negro expôs sua preocupação em relação aos ajustes que se fazem necessários para melhorar a qualidade e produtividade dos seus comandados. Na vitória sobre o alvirrubro alagoano o Sport cometeu erros grosseiros individuais e no coletivo. Não resta dúvida de que o representante pernambucano na Série B possui um dos melhores elencos entre os 20 clubes disputantes, mas a máquina precisa ser azeitada.

Encerrar a primeira fase da Série B - oito rodadas - com um aproveitamento de 62,5% de aproveitamento é um alento para os clubes que têm como meta o acesso à Série A. O desafio é manter este percentual ante as dificuldades que estão por vir. Os números dão o norte das campanhas, mas o que aconteceu, até o momento, foi muito pouco para definir uma tendência.

A expectativa pelo reinício da Série B será muito grande. A partir de sexta-feira as atenções se voltam para a Copa América, cuja edição acontece em solo brasileiro. A intertemporada vai interferir na competição. Isto é fato. E são muitos os fatores determinantes para as pretensas mudanças desejadas pelos clubes. Tudo começa com o poder de investimento de cada um.

"Tudo está no seu lugar!", canta o mestre Benito di Paula, mas no mesmo samba faz um alerta sobre o futuro:

"Quero ver quem vai, quem fica, ou quem chega de repente".

Eis o mote da segunda fase da Série B.   

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Futebol Feminino
Testemunha da Evolução
postado em 10 de junho de 2019

 CLAUDEMIR GOMES

 

O amigo, Sérgio Mota, costuma dizer que, "cada pessoa tem o seu tempo, e sua velocidade". É preciso respeitar tal realidade, e tirar o máximo de proveito das situações e possibilidades que se apresentam a medida que avançamos no tempo.

A oitava edição da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que está sendo disputada na França, deve funcionar como um marco de mudança na história desta modalidade esportiva. A partir dos anos 80 é que o futebol feminino começou a mostrar sua cara. O primeiro Mundial foi em 91. Até o final da década de 70 o futebol era, por Lei, um esporte proibido para mulheres, aqui no Brasil. A época já fazíamos parte do quadro de jornalistas do Diário de Pernambuco, fato que nos levou a condição de testemunha desta história.

A Copa da França tem se tornado um capítulo especial desta história, em virtude do salto que o futebol feminino deu no Século XXI, despertando o interesse do público. Os números são impressionantes e atestam as conquistas de espaço do esporte em todos os continentes.

O mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, diariamente posta artigos no seu blog sobre a parte organizacional, ou seja, a gestão do futebol, onde o planejamento é imprescindível nos dias de hoje. O futebol passou a ser gerido como um grande negócio, e deixou de ser tratado unicamente dentro das quatro linhas, como acontecia na época do amadorismo.

O futebol feminino faz parte do novo tempo. Começa se consolidar como um grande produto. Os anos de luta serviram para quebras de paradigmas, dentro e fora de campo. Foi uma luta para as meninas manterem a unificação nas regras do futebol. Havia uma corrente defendendo um tempo de jogo menor; campos com medidas mais reduzidas; tamanho de trave reduzida... Enfim, no campo técnico havia uma série de suposições. As mulheres conseguiram convencer a FIFA que as regras deveriam ser únicas, para homens e mulheres. Uma vitória decisiva para a evolução da modalidade.

Os países que planejaram o crescimento se transformaram, nesta fase de implantação e desenvolvimento, nas primeiras potências do futebol feminino. Os que apostaram apenas no talento não conseguiram dar sustentação ao crescimento, como é o caso do Brasil, que aposta sempre no talento individual das jogadoras, mas mantém a modalidade na indigência administrativa.

A visibilidade, a comunicação são imprescindíveis para a evolução. Este ano, pela primeira vez, a televisão brasileira abriu as postas, de forma efetiva para o futebol feminino. Nunca um mundial teve uma cobertura neste nível, fato que nos possibilita constatar o crescimento da modalidade em todas as vertentes.

Taticamente é notória a melhora na ocupação dos espaços em campo. A movimentação das jogadores dentro das propostas de jogo, tem tornado o espetáculo mais atrativo. Além do grande número de países que estão transmitindo os jogos ao vivo, como é o caso do Brasil, a presença do público nos estádios atestam o aumento da popularidade do futebol feminino. Todos os ingressos para as semifinais e finais foram adquiridos antes de a bola começar a rolar na competição.

Diferentemente do futebol masculino, que primeiro evoluiu tecnicamente, através do talento individual dos jogadores; taticamente, e por fim na parte organizacional a partir da década de 90, quando passou a ser tratado como um grande produto, se transformando num dos maiores negócios do mundo atraindo grandes investidores, o futebol feminino segue um caminho inversos.

A Copa da França tem nos mostrado que, o produto final apresentado dentro de campo é a resultante de uma gestão planejada em busca de sucesso. Evidente que, o talento individual sempre será ressaltado, desde que venha a ser bem trabalhado em prol do coletivo. Esta é a nova ordem, ou melhor, a ordem das meninas.

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Futebol Feminino
Campos de Sonhos
postado em 06 de junho de 2019

CLAUDEMIR GOMES

 

Os dias que antecedem a oitava edição da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que será disputada no período de 7 de junho a 7 de julho, na França, nos leva a uma reflexão sobre esta modalidade esportiva que, por mais que tenha evoluído, precisa de uma "carta de alforria" aqui no Brasil, onde as meninas seguem presas a preconceitos e discriminações. O futebol feminino verde e amarelo é tratado como um subproduto.

A Lei Áurea do futebol feminino no Brasil foi "sancionada" na década de 80. Em épocas passadas as mulheres eram proibidas de praticar o esporte restrito aos homens. Lembro do baixinho, Gerôncio Mendes, louco, apaixonado pelo Sport, fazendo suas incursões pelas redações de rádios, jornais e televisão para divulgar o futebol feminino que estava construindo seu alicerce na Ilha do Retiro.

São mais de 30 anos de luta. Valeu a pena! Claro que valeu. O simples fato de Marta ter sido eleita, em seis edições do prêmio, a melhor jogadora do mundo, é um reconhecimento que enaltece o talento das nossas jogadoras. Coisa de DNA. Mas em termos efetivos de organização seguimos no casulo.

Costumo dizer que o futebol feminino segue sendo jogado para debaixo do tapete. Certa vez o ex-presidente da FPF, Carlos Alberto Oliveira, disse que eu estava sendo injusto nas minhas críticas. Confesso que, na nossa aldeia, nunca consegui enxergar boa vontade generalizada em relação ao futebol das meninas. As coisas aconteceram por conta da luta, da insistência, persistência, e dedicação de alguns abnegados.

Se chegarmos junto dos mais fieis torcedores de Náutico, Sport e Santa Cruz, e pedirmos a eles para citar o nome de dez jogadoras de seus respectivos clubes, eles não conseguirão responder. O mesmo acontecerá com os cronistas esportivos. A imprensa também trata o futebol feminino como um subproduto.

Quando acontece o Campeonato Pernambucano os jogos são realizados em campos distantes e sem nenhuma divulgação. Parece até que as meninas são pragas que estragam gramados. Ervas daninhas.

Ano passado, a Prefeitura do Paulista promoveu uma edição do Campeonato Regional do Nordeste de Futebol Feminino. Tivemos representantes de quase todos os Estados nordestinos. Histórias fantásticas de superação chegaram ao nosso conhecimento. Feitos coletivos e individuais.

O presidente do Vitória, Paulo Roberto, optou por investir no futebol feminino. Seu projeto foi exitoso. O Tricolor das Tabocas se tornou uma referência nacional na modalidade. Mas lhe faltou uma base de sustentação. Os três grandes clubes recifenses - Sport, Náutico e Santa Cruz - não acompanharam o tricolor de Vitória de Santo Antão. Hoje, vemos o futebol feminino morrer de inanição no Estado.

A Seleção Brasileira chega a esta Copa da França escudada no talento de Marta, que ao que tudo indica, não estará na sua melhor condição física em virtude de uma lesão que a impossibilitou de participar da fase final de treinamentos. A "Canarinha" já esteve melhor cotada em outras edições. Nada podemos exigir de uma modalidade que vive na sarjeta em nosso País.

São poucos os colégios que oferecem o futebol feminino como alternativa para a prática esportiva. A maioria dos clubes de futebol entroncha a cara para as meninas que sobrevivem na sombra dos "padrinhos".

Converso com alguns amigos sobre o futebol feminino no Brasil e só aumenta a minha desilusão. Sinto-me como se estivéssemos retornado ao ponto de partida. Não consigo enxergar princípio, meio e fim. Os estádios brasileiros seguem equipados com "Campos de Sonhos", como eram vistos por Gerôncio Mendes.    

   

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Artigos
Neymar e Pompéia, a mulher de Júlio César
postado em 04 de junho de 2019

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com

 

Na história da Roma Antiga no Século I a.C., Pompéia foi a segunda esposa de Júlio César. Em 63 a.C.,  esse foi eleito para o cargo de Pontífice Máximo, o sumo sacerdote da religião romana.

Pompéia realizou um festival em homenagem em sua casa ara a Boa Deusa, no qual nenhum homem poderia participar.

Públio Clódio Pulcro, um jovem patrício conseguiu entrar disfarçado de mulher, com o objetivo de seduzi-la. Não conseguiu, foi preso e processado por sacrilégio. César não apresentou nenhuma queixa contra esse no julgamento, e ele foi inocentado.

Mesmo assim, Júlio César se divorciou de Pompéia, afirmando que, "a esposa de César não deve estar nem sob suspeita". Essa frase deu origem a um provérbio cujo texto é geralmente o seguinte: "A mulher de César, não basta ser honesta, deve parecer honesta".

Nos lembramos da história da antiga Roma para analisarmos o caso d Neymar com uma mulher brasileira, na cidade de Paris.

Essa acusou o jogador de estupro e agressão física e por conta disso prestou queixa na Delegacia da Mulher em São Paulo, inclusive com um dossiê gravado contra esse.

Não vamos fazer juízo de valor desde que as investigações ainda estão no início, mas Neymar é aquele paparicado pela mídia, que virou um milionário e como todos aqueles que não têm formação adequada, julga-se acima de tudo, inclusive da lei.

Não é a toa que as suas empresas tem um débito na Receita Federal brasileira de R$ 70 milhões, com vários processos na Espanha e no Brasil por conta de sua negociação com o Barcelona.

Todos estão lembrados do soco que esse deu em um torcedor após um jogo na França.

Não sabemos se tudo foi armação ou não, mas a fita da agressão está com a polícia, e possivelmente quando o segredo de Justiça foi quebrado todos tomarão conhecimento dos fatos.

O jogador postou um vídeo com voz lamuriosa se defendendo, sem a sua arrogância natural, e nessa ocasião cometeu um erro grave, ao expor a foto da garota nua, que é um crime de acordo com nossa lei.

Neymar há muito tempo deixou de ser futebolista, para se tornar uma celebridade, se arriscando de maneira totalmente irresponsável a aventuras como essa.

Obvio que a blindagem do Circo é um estimulante para o jogador, inclusive o "Encantador de Jornalistas", que o defendeu, com um único sentido, a da manutenção do seu emprego.

Esperamos que a Polícia trate o assunto como o faz com os Joões da vida, e não pelo que o atleta representa para o nosso futebol.

Embora esteja ainda em uma acusação, mas o Instagram é grave e já merecia um afastamento do time do Circo.

Neymar como uma estrela de futebol deveria cuida da sua imagem, e deveria oferecer bons exemplos para os mais jovens, mas atitudes como essa certamente se enquadra como a Mulher de César.

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