Sport
O poder que não pode
postado em 15 de agosto de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

"Infeliz do poder que não pode".

A autoria da célebre frase é atribuída ao coronel Chico Heráclio, um dos maiores líderes políticos da história de Limoeiro, conhecido também como "Leão das Varjadas". Algumas frases do coronel, a época funcionavam como "Lei". Era regra. Seus seguidores as respeitavam tanto quanto as Leis de Newton na Física.

Ontem a noite, quando do anúncio da renúncia do presidente do Conselho Deliberativo do Sport, Homero Lacerda, foi inevitável lembrar da sabedoria popular do coronel Chico que, na política, criou outra lei: "O eleitor da Capital é a favor do contra".

Embora tardia, a renúncia de Homero foi, acima de qualquer coisa, de uma coerência imperativa. Afinal, há muito que ele vinha amargando a realidade das duas leis do coronel Chico. Embora no comando do poder maior do clube, ficando abaixo apenas da Assembléia Geral dos Sócios, os membros do  Conselho Deliberativo tolheram todo o seu poder como presidente. E todas as questões que eram postas em votação eram vetadas. Um caso típico do poder que não pode, e dos eleitores que são a favor do contra.

Este ano, fiquei atento a uma participação de Homero Lacerda no programa do Jorge Soares, na Rádio Clube. Com uma elogiável habilidade no trato com as palavras, o presidente do CD do clube leonino foi duro nas críticas. Usou as forças das palavras para externar sua indignação em relação as mudanças feitas no Estatuto do Sport.

Recentemente, numa das reuniões de ex=dirigentes e sócios do Sport, que acontecem  num restaurante, em Boa Viagem, o ex=presidente, Luciano Bivar, tido hoje como a liderança mais influente no clube, fez uma espécie de "mea culpa", revelando que, equivocadamente seguiu os conselhos de alguns dirigentes do Sport e trabalhou na aprovação das mudanças feitas no Estatuto do Sport, que segundo ele, estavam sendo danosas ao clube.

Analisando fatos passados e recentes, chegamos a conclusão que os problemas do Sport se resumem a briga dos leoninos contra os próprios leoninos. Eles estão juntos, mas nunca se misturam. Formam grupos, se comportam como senhores feudais  e se apossam de terras que pertencem a uma sociedade.

Sob a alegação de que "não devemos deixar que aventureiros assumam o poder do Sport", as "lideranças" fazem pactos até com o diabo. E depois são obrigadas a comer do pão que ele amassou.

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Sport
Rotina: derrota e queda de treinador
postado em 13 de agosto de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Nada menos que 17 pontos separam o Sport do São Paulo na tabela de classificação do Brasileiro da Série A. A distância, por si só, retrata uma desigualdade absurda de qualidade técnica entre os dois times. Sendo assim, a vitória (3x1) do Tricolor Paulista ao final do jogo entre os dois clubes, ontem a tarde, na Ilha do Retiro, não causou nenhuma surpresa. Afinal, o elenco atual do Sport é um dos piores da história, dentre os já montados pelo clube da Ilha do Retiro para disputar à Primeira Divisão Nacional.

O São Paulo impôs o ritmo que lhe convinha, e só não construiu uma goleada por conta do preciosismo de alguns jogadores. O "passeio" do time paulista acabou provocando o que todos já aguardavam: a queda do treinador, Claudinei Oliveira. Nenhum técnico, no futebol brasileiro, sobrevive a uma sequência de seis derrotas e dois empates. Pior: sem o time apresentar nenhuma evolução dentro das quatro linhas.

A mediocridade alcançou níveis inaceitáveis na coletiva de imprensa, onde o ex=treinador, o vice=presidente de futebol e até repórteres subestimaram a inteligência dos torcedores com um jogo de cena e elogios que não cabiam naquele momento em que se vivenciava o epílogo de uma crônica anunciada.

Sabemos que, em silêncio, os inocentes contribuem mais, em qualquer situação. Isto também se aplicada no futebol.

Desde a semana passada, quando o Sport empatou com a Chapecoense, que se sabe da insustentável permanência do treinador leonino no cargo. A forma como escalou o time, e a resposta apresentada pelo conjunto diante do São Paulo, foram imperativas para a queda de Claudinei Oliveira. Portanto, não foi surpresa para ninguém a sua saída. Apesar do esforço em se tentar repassar tal sentimento que não condiz com a realidade.

Após as palavras de despedidas do treinador, um experiente repórter, num surto de insanidade, não poupou elogios ao Claudinei Oliveira afirmando que o mesmo fez um bom trabalho no comando técnico do Sport.

Não sei qual  o conceito do cidadão sobre o que é bom, ou ruim, mas suas colocações soaram mal, e somente foram superadas por uma série de baboseiras proferidas pelo vice=presidente de futebol que, mais uma vez, expôs a incompetência de uma diretoria que não sabe diferenciar o joio do trigo.

Ontem, mais que nunca, ficou claro que, na Ilha do Retiro, se o "campo" não vai bem, pior são os bastidores. Nesta conjunção fica difícil alimentar bons sentimentos em relação ao futuro do Sport na competição.     

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Brasileiro da Série C
Náutico e Santa Cruz na "decisão"
postado em 12 de agosto de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Náutico e Santa Cruz já estavam classificados para a próxima fase da Série C, a mais importante do campeonato, a que decide o acesso à Série B no próximo ano. Digamos que o mata, mata que está por vir seja a Cereja do Bolo desta Terceira Divisão Nacional. Os quatro clubes que seguirem na competição terão alcançado suas metas, e partem em busca de um plus que é conquista do título, sem a pressão por resultados, apenas buscando uma festa maior para brindar o êxito.

Numa das nossas postagens ressaltamos a metamorfose do Náutico que, no início da fase de classificação amargou a condição de lanterna e, pós chegada do técnico Márcio Goiano, deu um salto que lhe levou a condição de líder do Grupo A. Na próxima fase os alvirrubros irão medir forças com o Bragantino/SP, que foi o quarto colocado no Grupo B. Os números da equipe paulista mostram sua vocação pelo futebol de contenção, que é um trunfo muito bem explorado pelos treinadores em disputas decisivas como será o confronto entre os dois times. Naturalmente que o mando de campo é determinante, e a performance do Náutico na Arena Pernambuco enche a torcida do campeão pernambucano de otimismo. Apesar de ter se classificado em quarto colocado no Grupo B, o Bragantino tem uma defesa menos vulnerável que a do Náutico e passou com um saldo de gols mais expressivo, detalhes que servem de alerta para o time dos Aflitos.

Dos oito clubes classificados para a próxima fase da Série C, o Santa Cruz é o clube que tem a defesa menos vulnerável. Os tricolores sofreram apenas 13 gols nos 18 jogos disputados na fase de grupos. Nos cinco últimos jogos o Tricolor Pernambucano apresentou uma evolução tendo amargado somente uma derrota, e conseguiu duas vitórias nas três últimas partidas. Por outro lado, seu próximo adversário, que surpreendeu com uma campanha irretocável nos jogos de ida da fase de grupos, apresentou uma queda de rendimento nos últimos cinco jogos. Nenhuma vitória nas últimas quatro apresentações.

O caráter decisivo dos jogos (a sorte está lançada em apenas duas partidas), é um desafio para os treinadores e seus respectivos grupos. Obterá sucesso aquele que se adaptar melhor à mudança, e nem sempre o time que descreveu a melhor campanha na fase de pontos corridos consegue ser o melhor no mata, mata. Os cuidados vão desde o equilíbrio emocional a pressão que vem das arquibancadas, passando pela blindagem dos vestiários. A ordem é não perder o foco em momento algum. Afinal, decisão de ganha nos detalhes.

Respeitar os números da primeira fase é importante, mas fundamental mesmo é não se deter diante deles. Neste mata, mata muda tudo. Até a filosofia de sobrevivência, pois não haverá tempo, nem espaço, para se recuperar de grandes tropeços.

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Acontece
Futebol nordestino fica órfão
postado em 09 de agosto de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O Brasil esportivo se surpreendeu com a notícia, na manhã desta quinta=feira, da extinção dos canais Esporte Interativo, cujas transmissões, ficarão restritas aos canais TNT e Space, que não são especiais de esportes. Os jogos da Liga dos Campeões da Europa também serão transmitidos pelo Facebook.

A sensação foi de um nocaute.

O sentimento é de que o futebol do Nordeste ficou órfão.

Tinha minhas restrições às mesas redondas onde alguns profissionais estavam mais preocupados em fazer gênero, em aparecer, do que com o conteúdo do debate. Nosso senso crítico também não é unanimidade. E existe um aparelho chamado controle remoto, que nos dar a prerrogativa de mudar de canal sempre que acharmos que uma programação não nos convém.

Mas o EI surgiu com uma filosofia que sempre aplaudi: a de prestigiar o que era excluído pelas outras redes de televisão. E aí o futebol nordestino ganhou uma visibilidade fantástica.

De repente, passamos a acompanhar o futebol de alguns Estados que estavam esquecidos, praticamente desaparecidos do cenário nacional por falta de uma melhor divulgação. E os espaços foram surgindo para muitos profissionais.

O Bruno Reis, com quem trabalhei na Rádio Clube, passou a ser uma espécie de embaixador da região. Ganhou um programa = EINORDESTE = tendo como foco os clubes nordestinos.

Há alguns meses aconteceu uns ajustes na programação do EI que funcionou como sinal emitido para o que ocorreria no futuro, e que somente hoje veio cair a ficha. A nova programação reduziu o espaço que era ofertado ao Nordeste de forma sensível. Mas os canais do EI ainda mantinha um olhar para uma região tão discriminada. Os investimentos passaram a ser direcionados para outros focos. Era ano de Copa do Mundo e as prioridades passaram a ser outras.

O canal Fox Sports também fez um investimento altíssimo na cobertura da Copa da Rússia, e o retorno financeiro, através da capitalização de patrocínio, não correspondeu as expectativas.

O anúncio do fechamento do canais do Esporte Interativo foi feito sem maiores explicações. Dizer o que ocorreu foi apenas uma migração para o TNT e o Space é uma meia verdade. Com a decisão, a marca Esporte Interativo passa a ter atuação apenas no ambiente digital. O canal é o maior de mídia no Facebook e, também, tem enorme alcance no Instagram, no YouTube e no Twitter.

Esta pode ser a nova ordem.

Mas que foi ruim para o futebol nordestino, ninguém duvida.

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Acontece
O futuro do futebol brasileiro
postado em 08 de agosto de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

O ano de 2019 no Brasil, mesmo com a mudança de comando, será lento no seu crescimento, e com a inflação um pouco mais alta.

A situação do País é caótica, e não será com o piscar dos olhos que tudo irá mudar. Esse quadro deverá refletir, mais uma vez, no futebol, quando se defrontarão dois times, um dos Econômicos e o outro dos Perdulários em uma grande partida.

Será um ano de poucas gastanças e de maior controle financeiro.

O Econômico F.C. deverá jogar no sistema 1=10, retrancado na defesa com uma boa zaga, para que possa resistir às tentações que serão ofertadas pelo adversário.

Será o ano para aqueles que souberem trabalhar no futebol com o binômio receitas e despesas, fato esse que deverá ser estendido para a sociedade em geral.

O time da economia que conta com bons jogadores, com seu modelo de jogo irá garantir uma vitória consistente, gastando dentro dos limites impostos por suas receitas, uma equipe bem competitiva, e sobretudo feliz com as contas pagas e dinheiro em caixa, jogando através de conta=ataques.

Enquanto isso, o Perdulário F.C. jogará de forma violenta com duras faltas. O seu sistema de jogo está baseado no tudo ou nada, com folhas salariais desproporcionais, que motivam atrasos de salários, reclamações de atletas, que certamente, como a história já fez seu registro em casos anteriores, sairão derrotados.

O responsável por esse clube é Arnaldo Barros, do Sport.

Irão se endividar, antecipar receitas para a compra de armamentos, mas como deixarão de pagar os salários, com os custos acima dos recursos captados, farão o caminho preparado para o desastre.

Essa luta simbólica que imaginamos entre dois times, um do bem e o outro ligado ao mal, serve para mostrar que 2019 será o ano dos inteligentes, das cabeças pensantes, e que poderão implantar uma fórmula de crescimento sustentável abrindo as esperanças de um futuro bem melhor para o futebol.

Do outro lado, os destruidores, insanos, gastadores com um único propósito, o de levar os seus seguidores para o inferno.

O Maracanã que será palco desse encontro estará lotado, todos os assentos foram vendidos, com torcedores de todos os clubes, que certamente estarão ao lado do Econômico F.C., que é aquele que representa o bom senso, a verdade e principalmente o futuro.

Temos a certeza de que o placar será 7x1 para os que pensam e que desejam mudanças no futebol, deixando de lado aqueles que vivem sonhando como se estivessem na Ilha do Apocalipse.

As mudanças irão atacar o sistema corrupto que campeia no esporte da chuteira.

O artigo antecipou a chegada do próximo ano, para que os clubes tenham tempo de formatarem os seus projetos que demanda um bom espaço de tempo.  

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