Sport
O que está acontecendo com o Sport?
postado em 23 de fevereiro de 2018

Blogdopaulinho.com.br

 

Eliminado, recentemente, pelo modesto Ferroviário, o Sport/PE que já havia sido rebaixado à Série B do Brasileirão em 2017, ficou de fora, também, da lucrativa Copa do Nordeste.

Muito desses desastres podem ser explicados por conta da desastrosa administração.

O presidente, Arnaldo de Barros, tem jogado para a torcida ao demitir o contestado Alexandre Faria e, em sequência, contratado Klauss Câmara, sem, porém, atacar as principais razões que geram insatisfação nos jogadores, entre as quais os frequentes atrasos de salários.

Se antes o Sport ironizava seus principais adversários, Santa Cruz e Náutico, pelos meses durarem mais do que 30 dias, alguns destes períodos no Leão, por conta da gestão atual, tem ultrapassado os 90.

Não à toa problemas jurídicos do clube começam a pipocar na mídia.

Para defender-se do episódio Diego Souza, os advogados do Leão acreditam, em clara demonstração de incompetência, que um email tem valor maior do que o contrato firmado entre as partes.

Não à toa o Fluminense já conseguiu bloquear parte da venda ao São Paulo: R$ 5 milhões de um total de R$ 10 milhões, quando o presidente afirmava, em aparente mentira, não ultrapassaria R$ 1 milhão.

O clube teve também que passar pelo constrangimento de admitir, publicamente, calote na aquisição do jogador André "Cachaça", que será cobrado com juros e correções devidas pelo Atlético/MG.

Mais grave ainda é o caso da ação promovida pelos agentes do jogador Rithely, que não receberam as comissões acordadas.

Em entrevistas, o vice-presidente jurídico do clube, Dr. Leucio Lemos, admitiu a dívida, mas que o Sport tem outras prioridades de pagamento.

Ocorre que, segundo a Câmara Nacional de Resolução de Disputas, criada pela CBF em 2016 para resolver litígios entre clubes, atletas, intermediários e treinadores, que foi acionada pelos agentes do então ídolo da agremiação, a equipe pernambucana sofrerá graves sanções se não quitar as pendências.

Entre as quais:

  • bloqueio do repasse de Receita ou Premiação à receber da CBF ou de sua Federação;
  • devolução de premiação ou título conquistado em competição da CBF;
  • proibição de registrar novos atletas pelo período de dois anos;
  • suspensão ou cancelamento do Certificado de Clube Formador.

O departamento jurídico do Sport, em defesa, ao que parece, novamente atabalhoada, alegou: "estamos entregando a defesa do Clube na CNRD e manifestando a questão da competência. Na nossa tese, a CNRD não tem atribuição para decidir sobre isso".

Ao pagar para ver o Sport arriscará, ainda mais, sua já sofrível condição administrativa, esportiva e financeira.

Este caso, especificamente, serve de exemplo aos dirigentes que prometem, como políticos, o que não possuem interesse em cumprir, sabedores de que o ônus para a falta de palavra recairá sobre os clubes, não em seus bolsos.

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Acontece
A volta dos Aflitos
postado em 23 de fevereiro de 2018

ROBERTO VIEIRA

 
 

Perdoa, velho amigo!

Perdoa-nos por te haver traído por 500 contos de réis.

A gente não sabia.

Nenhum dinheiro.

Nenhuma modernidade.

Nenhuma Arena vale uma lembrança de ti.

Centenário.

Tu te calaste recluso e triste.

Abandonado em meio ao relento.

Quase viraste shopping center.

Quase foste pretérito sem volta.

Como se as lembranças do vevete não valessem nada.

Como se as tardes de domingo da infância; as cadeiras de madeiras; o comeu morreu; o velho palco das ilusões de criança pudesse ser fechado.

Lacrado.

Sublimado num depósito bancário.

Entregue a sanha política de uma Copa.

Certo

O mundo é globalizado.

O futebol virou mercado.

Mas as tribos resistem apaixonadas.

O amor por seu clube e sua terra é igual.

Seja ela Catalunha, Bavária ou Pernambuco.

Perdoa, velho amigo, perdoa!

Porquê tivemos de reaprender com lágrimas.

Que o mais belo estádio.

É o estádio da nossa aldeia...

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Sport
Técnico e time sem norte
postado em 22 de fevereiro de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Não importa a vertente por qual seja analisada, a verdade é que a apresentação feita pelo Sport, ontem a noite, no estádio Luiz Lacerda, em Caruaru, onde empatou sem gols com o Belo Jardim, que até então segurava a lanterna do Pernambucano foi grotesca. A pior da temporada até o momento, fato que atesta a dificuldade que o técnico, Nelsinho Baptista, vem encontrando para definir um plano de jogo, e encontrar um posicionamento tático através do qual consiga extrair o melhor do grupo que tem em mãos.

A bisonha apresentação dos campeões estaduais diante de um adversário com grandes limitações fez ecoar os gritos do silêncio de um arquibancada deserta, fato que dimensionou a revolta a o protesto dos 600 torcedores rubro=negros que marcaram presença no estádio.

Se nos bastidores os dirigentes do Sport dão mostras de uma incompetência que deteriorou, ainda mais, um grupo que vendia uma falsa unidade, dentro das quatro linhas a falta de qualidade dos que foram recrutados como reforços, e a apatia de profissionais que deixam transparecer o descontentamento com estado de coisas, que leva o time que era apontado como franco favorito para a conquista do título, a se nivelar com equipes sem qualificação técnica e com clubes de estrutura amadorística.

Nelsinho Baptista não conseguiu ajustar o setor de contenção, o setor de armação se tornou menos criativo e o ataque não funciona. Enfim, sua falta de conhecimento do grupo e o fato de ter se desconectado do futebol brasileiro por um período de nove anos, lhe deixou impotente diante do gigantesco desafio que é o de estabelecer um equilíbrio entre o campo e os bastidores da Ilha do Retiro.

O trabalho de campo não vai bem, e isso não é mais segredo até porque jogadores mais experientes, com bom tempo de casa, já não guardam segredo de suas insatisfações. Nos bastidores, a falta de conhecimento e habilidade dos  gestores provocou uma crise que desestabilizou, ainda mais, os vestiários.

O fraco futebol, que marcou o empate com o Belo Jardim, deixou os novos dirigentes do Sport com uma missão quase impossível. Tanto o novo comandante do futebol, Guilherme Beltrão, como o novo executivo, Klauss Câmara, desceram a Serra das Russas com a certeza de que precisam mudar muita coisa. Até o treinador, caso ele siga nesse marasmo.

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Futebol Brasileiro
Garrafas Pet
postado em 21 de fevereiro de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Os cartolas do futebol brasileiro não têm a capacidade de pensar o esporte, que por conta desses chegou ao limite do fundo do poço.

Uma reunião na Federação de Futebol do Rio de Janeiro sacramentou a ausência de inteligência dos dirigentes, que desesperados com a ausência dos torcedores nos estádios locais passaram a discutir alternativas que possam modificar a atual situação.

Surgiu então uma genial idéia que foi nada mais, nada menos, do que a troca de garrafas pets por ingressos.

Trata=se de algo do tempo das peladas, quando os clubes dos jovens dos bairros faziam rifas, vendiam garrafas nos mercados municipais para a compra dos seus uniformes. As chuteiras eram por conta de cada um.

Realmente as cangalhas não param de cair sobre os ombros dos responsáveis pela administração do nosso pobre e combalido futebol.

O modelo a ser copiado é o da Copa Verde, mas os arautos do caos não procuraram saber a média de público desse torneio que é de 1.157 torcedores em 15 jogos realizados.

O buraco que existe no futebol brasileiro é mais profundo do que se possa imaginar, e não será uma garrafa pet que irá resolvê=lo.

Os fatores que estão tirando os torcedores dos estádios são latentes e só a cartolagem finge que não enxerga. Precisa de um bom oftalmologista.

Um calendário incompetente e imoral, amontoando grande número de partidas, matando os jogadores. Precisamos de menos jogos e mais qualidade.

Por outro lado a ausência da regulamentação salarial é outro fator de risco.

As disparidades entre os clubes cresceram na velocidade da luz.

Os horários indecentes, a overdose de jogos, times grotescos e mal formatados, a violência fora e dentro dos gramados, e sobretudo a subserviência à Rede Globo que manda e desmanda nesse esporte, modificando datas e horários para que possa atender a sua grade de programação. Hoje existe o horário do pós novela.

A falta de credibilidade no comando geral é outro fator que influencia na queda do futebol nacional.

Como acontece na política do País, quem poderá acreditar nos seus dirigentes, que são produtos antigos que estão nas prateleiras há muitos anos e bichados?

A manutenção dos falidos estaduais, se perdendo 18 datas é outro grande problema que envolve o futebol nacional.     

A distribuição das receitas é perniciosa e maléfica, quando clubes recebem cotas cinco vezes a mais do que uma grande parcela dos demais disputantes. Óbvio que o desequilíbrio acontece e o interesse pelo jogo diminui.

Transmitir uma partida para a cidade onde essa está sendo realizada é algo criminoso. A não ser em uma decisão, o torcedor dá a preferência as poltronas.

A falta de um estímulo ao trabalho de formação é sem dúvida algo que influencia na debacle.

Qual a razão dos regulamentos das competições não ter uma cláusula que obrigue a presença de pelo menos cinco jogadores da base em campo ou no banco de reservas? E os problemas com a arbitragem modificando resultados com seus erros?

Daria para escrever um livro sobre esse tema, mas o que mostramos serve bem para mostrar o que acontece no futebol brasileiro, que precisa de pessoas sérias no comando para que possam promover uma revolução.

A garrafa pet é o maior exemplo do atual momento em que vivemos.

É lamentável e o mais grave é que existe um comprometimento com o silêncio de diversos segmentos, que é constrangedor.

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Sport
"O que fizeram com o Estatuto foi um crime"
postado em 18 de fevereiro de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O presidente do Conselho Deliberativo do Sport, Homero Lacerda, roubou a cena, na tarde deste domingo, ao participar do programa do Jorge Soares, na Rádio Clube. Os bastidores do clube leonino estão agitados desde a desclassificação do time na Copa do Brasil, quinta=feira, quando deixou escapar uma vitória que parecia consolidada, ao sofrer três gols em dez minutos, do modesto time do Ferroviário/CE. Na decisão por pênaltis, o Sport levou a pior: 4x3. A contextualização aponta o resultado como um dos mais negativos da centenária história do clube leonino.

Como desmembramento do que houve em campo, toda a diretoria de futebol foi afastada pelo presidente executivo, Arnaldo Barros, eleito pela torcida como o principal responsável pela crise em curso.

Apontado como omisso por alguns sócios, o presidente do Conselho Deliberativo, que chegou a pedir desculpas por ter apoiado Arnaldo Barros nas eleições, não poupou críticas aos atuais gestores e foi taxativo ao afirmar que "o Sport está mergulhado numa das piores crises de sua história". No entanto, Homero, se respaldou na dinâmica do futebol para semear esperança, ressaltando que o atual cenário pode mudar, "desde que o futebol seja entregue a uma pessoa que tenha liderança e conheça da matéria".

Como o futebol é o carro chefe do Sport, e o assunto em pauta é a derrocada do time leonino, que vem sofrendo com a desqualificação promovida pelos diretores que eram capitaneados pelo presidente Arnaldo Barros.

A acusação mais grave feita por Homero Lacerda, atual presidente do Conselho Deliberativo, foi referente as mudanças proferidas no Estatuto do clube.

"O que fizeram foi uma excrescência. Criminosamente mudaram o Estatuto do clube para se beneficiarem nas eleições", afirmou.

Provocado pelo apresentador, Jorge Soares, Homero foi sucinto: "A grande maioria das eleições foi fraudada".

Num programa onde os ouvintes se transformam em repórteres, a audiência superou todas as expectativas, mas a emoção dos entrevistadores fez com que as perguntas fossem todas alusivas ao futebol. Ninguém questionou o fato de o presidente do Conselho achar criminosa as mudanças feitas no Estatuto e, com mais de um ano no cargo, não ter tomado nenhuma providência para consertar o que considera um crime. Apesar da indignação não tomou nenhuma atitude.

O ex=presidente, Luciano Bivar, também participou do programa e considerou positiva a possibilidade de Homero vir a comandar o futebol, embora tal alternativa venha sendo descartada pelo presidente do executivo, Arnaldo Barros.

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