Brasileiro Série A
Fluminense sai da "confusão"
postado em 21 de novembro de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

No fechamento da 36ª rodada do Brasileiro da Série A, o Fluminense venceu (2x0) a Ponte Preta e saiu da "confusão". Bom para o Sport. O Avaí, que está na vice=lanterna, conseguiu um resultado pouco provável ao vencer o Palmeiras por 2x1, chegou aos 39 pontos, se igualando a Sport e Ponte Preta, e segue vivo na luta para tentar fugir do rebaixamento. Coritiba (43 pontos); Vitória (40), e Ponte Preta, Sport e Avaí, todos com 39 pontos, são os clubes ainda lutam para fugir da degola. Desses cinco apenas dois escaparão.

Na última rodada não foi registrada nenhuma vitória de time visitante. Na 35ª rodada houve apenas uma vitória de visitante, que foi a do Atlético/GO sobre o Botafogo (2x1). Nas duas últimas rodadas tivemos sete vitórias de mandantes, em cada uma delas. Os resultados atestam uma tendência, nesta reta final, do mando de campo ser determinante para os clubes que estão envolvidos na luta contra o fantasma do rebaixamento atingirem suas metas. Com três clubes (Ponte Preta, Sport e Avaí) empatados com o mesmo número de pontos ganhos, não fica descartada a possibilidade de algum time vir a escapar através dos critérios de desempates.

Jogos da 37ª rodada:

Coritiba          x          São Paulo

Ponte Preta  x          Vitória

Fluminense  x          Sport

Avaí                x          Atlético/R

Jogos da 38ª rodada:

Chapecoense          x          Coritiba

Vitória                        x          Flamengo

Vasco            x          Ponte Preta

Sport              x          Corinthians

Santos           x          Avaí

As probabilidades passam também pelas metas que os adversários ainda perseguem, como vagas na Libertadores e na Sul=Americana. O confronto entre Ponte Preta e Vitória pode vir a ser determinante para o sucesso de um dos dois. O único clube que sairá da "confusão" neste final de semana será o Coritiba, que chegaria aos 46 pontos. Os outros ficam na dependência da combinação dos resultados até a derradeira rodada, quando será passada a régua e fechada a conta.

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Brasileiro Série A
Briga de leões
postado em 19 de novembro de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

E os celulares foram transformados em calculadoras. Pelo menos para as torcidas do Sport, Ponte Preta, Vitória, Fluminense, Coritiba e, a depender dos resultados dos jogos desta segunda=feira, no fechamento da 36ª rodada, a do Avaí, que pode chegar aos 39 pontos, se igualando ao Sport, e ficando a um ponto do Vitória, primeiro clube fora da zona de rebaixamento. Mas é preciso também ficar de olho no confronto do Fluminense com a Ponte Preta, pois em caso de uma vitoria da Macaca, o rubro=negro baiano entra na zona de queda. A tensão aumenta por conta dos confrontos diretos. Mesmo com 43 pontos, Fluminense e Coritiba também correm risco, embora o Tricolor Carioca, caso vença a Ponte nesta segunda, assegura sua permanência na Série A.

Com tamanho empacotamento na parte de baixo da tabela, qualquer ponto conquistado pode representar uma vantagem, como foi o caso do Vitória, que estava vencendo o Cruzeiro, mas se contentou com o empate, uma vez que, o resultado lhe deixa fora da zona de rebaixamento, pelo menos, momentaneamente, pois a rodada somente será finalizada nesta segunda=feira. Mas antes de pensar na combinação de resultados, o Sport tinha que fazer a sua parte. O desafio parecia ganhar proporção gigantesca por vários fatores: primeiro o Leão vinha de uma derrota (5x1) para o Palmeiras; o Bahia, que faz boa campanha, precisava dos pontos em jogo para seguir na briga por uma vaga para disputar a Libertadores e, por último, o fato de o time não vencer como mandante desde o mês de julho, deixava a torcida leonina com uma pulga atrás da orelha.

Como no futebol não existe verdade absoluta, vale ressaltar que, dos 12 pontos disputados contra os clubes baianos (Vitória e Bahia), o Sport contabilizou 9, fato que lhe mantém vivo na luta contra o fantasma do rebaixamento. E os 3 somados neste domingo, na Ilha do Retiro, além de devolver ao Leão a eficiência na execução do dever de casa, energizou os comandados de Daniel Paulista para os últimos desafios que serão contra Fluminense e Corinthians.

Bom! Depois de fazer sua parte os Leões vão secar a Ponte Preta nesta segunda=feira, no jogo em que o time paulista enfrenta o Fluminense. Os cariocas têm 43 pontos na tabela de classificação e, em caso de vitória, darão um salto para 46 pontos, ficando livres do rebaixamento. Teoricamente o time comandado por Abel Braga, que no jogo de ida conseguiu um empate de 2x2 na Ilha do Retiro, iria para o confronto de sábado, com o Sport, mais relaxado, sem a pressão por resultado.

A 36ª rodada será fechada com o jogo entre Avaí e Palmeiras. No caso de uma vitória do time de Santa Catarina, as duas rodadas finais da Série A terão como grande atração a luta desesperada de três leões (Sport, Avaí e Vitória) e uma macaca (Ponte Preta), contra o rebaixamento.   

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Brasileiro Série A
Goleada "carimba" queda do Sport
postado em 17 de novembro de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

Toda caminhada começa com o primeiro passo. Assim como, toda goleada nasce com o primeiro gol. O Sport fazia uma boa apresentação na Allianz Arena, até sofrer um gol que deve ser posto na conta do árbitro paranaense, Rafael Traci, que cometeu um erro grotesco ao não marcar um impedimento do atacante Deyverson, que ficou livre para marcar o primeiro tento palmeirense na goleada (5x1), sobre o Leão. Um gol que levou os comandados de Daniel Paulista a perderem o foco. E a goleada acabou sendo o produto de tantos erros cometidos por um time que tem a pior defesa da competição.

Nas ultimas 18 apresentações o Sport contabilizou apenas uma vitória, sequência que lhe leva a ter um percentual de 96% de probabilidade de queda para a Série B. Os números nos mostram que a goleada imposta pelo Palmeiras apenas referenda um rebaixamento que estava em curso. Afinal, o time leonino já sofreu 57 gols, dos quais, 15 aconteceram nos confrontos contra dois clubes: Grêmio e Palmeiras, o que representa 25% dos gols que transformaram a defesa do rubro=negro pernambucano na mais vazada da competição.

O futebol tem suas ironias. No primeiro tempo do jogo com o Palmeiras, que terminou com o placar em branco, o Sport fez sua melhor apresentação nesta edição da Série A. Mas faltou precisão dos seus atacantes nas finalizações. O Leão também teve contra si o goleiro palmeirense, Fernando Prass, em noite inspirada. Dentro das imprevisões do esporte, a goleada foi construída na etapa de complemento, fato que, pelo que ocorreu nos 45 minutos iniciais, era pouco provável.

Naturalmente que, o descenso para a Série B tem que ser creditado aos erros cometidos pela diretoria que já começa a trabalhar visando a próxima temporada. O primeiro passo é contratar um novo comandante técnico. Ontem, em almoço com o ex=presidente, Arsênio Meira de Vasconcelos, e outros rubro=negros ilustres, ouvi de todos que, "a atitude mais digna dos atuais dirigentes do futebol seria a entrega do cargo". Meira, inclusive, está articulando um encontro dos Conselheiros Natos, para discutir o momento do clube. Na pauta, cobrança relativa a transparência sobre as finanças do Sport, e sobre os equívocos cometidos pela diretoria de futebol que culminaram com o rebaixamento do time para a Série B.

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Futebol Pernambucano
Os bastidores fervem
postado em 15 de novembro de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

Os bastidores fervem! Todos procuram culpados para os rebaixamentos do Náutico e do Santa Cruz para a Série C, Terceira Divisão Nacional, e a iminente queda do Sport para a Série B. A lavagem de roupa suja traz à tona sujeiras que escancaram os erros de gestão que explicam o porque dos clubes pernambucanos terem ficado a deriva nos campeonatos que disputaram. A dispensa do técnico, Marcelo Martelotte, nesta quarta=feira, por ele ter respaldado os jogadores do Santa Cruz, em suas reivindicações para o clube pagar os salários atrasados, é apenas mais um dos absurdos que temos observado. A demissão foi feita através do empresário do treinador, com os dirigentes se recusando a falar com o profissional.

O clima na Ilha do Retiro se tornou pesado após as declarações do presidente do Conselho Deliberativo, Homero Lacerda, que não poupou críticas aos dirigentes do futebol do Sport. Nas redes sociais, o ex=assessor de imprensa do clube leonino, Amaury Veloso, colocou sal no angu de caroço, ao revelar fatos da passagem do ex=treinador Vanderlei Luxemburgo como a "proibição de diretores no vestiário" e a lista de dez jogadores que o técnico havia entregue a Gustavo Dubeux para que fossem dispensados. Tal fato ocorreu após a goleada (5x0) sofrida pelo Sport para o Grêmio, na Arena Olímpico, em Porto Alegre. Na ocasião Dubeux teria dito que não poderia atender ao técnico porque os jogadores eram "patrimônios do clube". Quando de sua demissão, Luxemburgo mandou os repórteres saber do diretor o porque de sua dispensa. "A resposta está lá atrás", disse o treinador na sua última coletiva de imprensa na Ilha do Retiro.

O presidente, Arnaldo Barros, e todos os dirigentes do futebol do Sport, estão em São Paulo para assistirem ao jogo do Leão com o Palmeiras, nesta quinta=feira, no fechamento da 35ª rodada da Série A. A simples presença num jogo de futebol, num momento decisivo, não atesta competência.

A panela de pressão chiava nos Aflitos até que o atacante, William, pediu para deixar o Náutico porque não suportava mais a maneira como o treinador, Roberto Fernandes, tratava o grupo. O sinal ecoou alto. O técnico reagiu revelando uma série de situações vexatórias que ele foi obrigado a intervir: jogadores se apresentando embriagados; profissionais se recusando a treinar por conta do atraso no pagamento dos salários... O presidente eleito, que já trabalha junto com os atuais gestores, afirmou que as explicações para tais desmandos quem deveria dar eram os ex=dirigentes, Alexandre Homem de Melo e Emerson Barbosa. Coube a Barbosa explicar o inexplicável. De uma coisa se tem certeza: o futuro presidente assume o clube, em janeiro, no mesmo clima de discórdia que tem marcado as últimas gestões do Náutico.

O técnico, Marcelo Martelotte, acabou sendo demitido do Santa Cruz como o vilão de uma crise que não foi criada por ele. Aliás, o ex=comandante técnico se viu impotente diante de tantas promessas feitas pelos dirigentes, e nenhuma cumprida. Por ter defendido, e ficado do lado da tropa, o comandante foi classificado como traidor. Nenhum dirigente falou com Martelotte, mandou o recado de sua demissão pelo seu empresário.

O torcedor fanático acompanha as resenhas, consulta as redes sociais insistentemente, busca notícias nos jornais para saber qual o norte dos nossos clubes num cenário tão devastador.

Bom! Que bons ventos nos tragam 2018. Com vestiários calmos e iluminados, evidentemente. A tormenta vai passar. Assim nos ensina a dinâmica do futebol.

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Sport
O brado de Homero Lacerda
postado em 14 de novembro de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

A centenária história do Sport Club do Recife é pontuada por embates políticos que traduzem a luta de, rubro=negros contra os próprios rubro=negros, pelo poder na Ilha do Retiro. Mas isto não é privilégio do Leão pernambucano. Acontece em todos os clubes do futebol brasileiro. Mas o foco, no momento, é o Sport. Motivo: a iminente queda do clube para a Série B do Campeonato Brasileiro. Muitos não foram capaz de traduzir os sinais, e defendem a omissão como o gesto mais coerente no momento. Outros, como é o caso do presidente do Conselho Deliberativo, Homero Lacerda, resolveu colocar a boca no trombone, e como sempre acontece, seu brado ecoou causando o maior reboliço na toca do leão. Coisa da política clubística.

Homero Lacerda é considerado uma das maiores referências do Sport quando a matéria em pauta é o futebol. Inovador, ousado, sempre em sintonia com a nova ordem, tem uma visão futurista, qualidades que lhes deixam numa posição diferenciada em relação aos demais dirigentes. Sempre que esteve no comando do futebol levou o clube a campanhas exitosas. O brilho do dirigente que tem luz própria ofusca aqueles que, apesar do esforço e dedicação, não conseguem o mesmo protagonismo. As diferenças ascendem a fogueira das vaidades. E assim, Homero passou a ter seu nome preterido em detrimento ao de pessoas com pouco conhecimento da matéria futebol. Na última eleição, sua condução ao Conselho Deliberativo foi uma acomodação dentro de uma costura mal feita.

À época, Lacerda se colocou a disposição do presidente, Arnaldo Barros, para compor o Departamento de Futebol, mas teve seu nome rejeitado pelo grupo escolhido pelo presidente executivo. Os resultados ao longo da temporada atestam que a opção do presidente foi equivocada. No comando do Deliberativo, Homero Lacerda adotou um silêncio que não condiz com seu habitual comportamento, fato que deixou incomodado muitos conselheiros. As cobranças vieram à tona, e desde a semana passada que Lacerda é procurado pela mídia para se posicionar, na condição de presidente do Conselho Deliberativo, sobre o momento do futebol do Sport.

Após a derrota para o Atlético/GO, resultado que tornou a situação do clube da Ilha do Retiro dramática, no Brasileiro da Série A, Homero Lacerda passou a ser o preferido dos veículos de comunicação. O presidente do Conselho não economizou palavras, carregou nas tintas, e agitou a toca dos leões. Alguns felinos, que passam todo o tempo hibernando, assistindo ao circo pegar fogo, numa incontestável omissão, acordaram do sono doentio e passaram a criticar o comandante do Conselho Deliberativo porque ele teve a coragem de falar, de tornar público seu pensamento.

E o veio político foi ressaltado.

Agora, não se sabe o que é pior para o clube: um time que não demonstra vontade de vencer dentro das quatro linhas, ou incêndio que toma conta dos bastidores após o brado de Homero Lacerda.

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