Santa Cruz
Tricolor é destaque internacional
postado em 31 de julho de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, SANTA CRUZ NA 89ª COLOCAÇÃO ENTRE OS MAIORES PÚBLICOS DO MUNDO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Recebemos da Pluri Consultoria mais um trabalho sobre o futebol. Desta vez foi o 3º Ranking Mindial Pluri de público nos estádios, comparando-se à última temporada em cada um dos países analisados.

Trabalhos como esses ajudam a entender os caminhos desse esporte no mundo, contrapondo com o que acontece em nosso país.

Quando analisamos a lista divulgada, vimos o quanto o Brasil está longe nesse segmento. A Europa contempla 78 dos 100 clubes com maior média de público do Mundo, e entre esses 13 estão nas primeiras colocações.

As três primeiras posições permanecem inalteradas na última temporada. O Borussia Dortmund continua a ser, pelo 3º ano consecutivo, o clube que leva mais torcedores ao estádio em todo o mundo, com uma média de 80,3 mil pessoas por jogo, com 100% de aproveitamento dos assentos, e todos os jogos com ingressos esgotados antecipadamente.

Em seguida aparecem o Manchester United com 75,2 mil/jogo (99% de ocupação), Barcelona, com 72,1 mil/jogo (73% de ocupação, por conta da gigantesco Camp Nou), Real Madrid, com 71,6 mil/jogo (84% de ocupação) e Bayern de Munique, com 71,0 mil/jogo (100% de ocupação).

Em sexto lugar encontra-se outro time alemão, o Schalke 04, com 61,6 mil/jogo (também com 100% de ocupação).

O futebol alemão tem uma representação vigorosa nesse ranking. Entre os 10 primeiros, 6 são clubes alemães, sendo um da 2ª divisão, o Hertha Berlin (9º colocado), com 51,9 mil/jogo (70% de ocupação), 2 ingleses e 2 espanhóis,

Entre os 100 maiores, a Alemanha também lidera com 25 times, seguido por 16 da Inglaterra, 8 da Espanha e 7 da Itália, França e Argentina.

O futebol alemão está cada dia mais consolidado, e esses números atestam essa realidade. Dentro e fora de campo a sua fase é exemplar, e serve como modelo para os demais países.

Em toda a lista há clubes de 18 países diferentes. O primeiro clube não europeu da lista é o argentino River Plate, 14º colocado, com uma média de 49,4 mil torcedores/jogo (ocupação de 73%), seguido pelo América do México, 25º colocado, com 44,6 mil por jogo (ocupação de 42%).

Entre os 22 clubes não europeus há 7 da Argentina, 4 do México, China e Japão, 2 do Brasil e 1 dos Estados Unidos.

O time brasileiro mais bem colocado é o Cruzeiro, na 70ª colocação, com uma média de 28,9 mil/jogo (ocupação de 50%), e o Santa Cruz, na 89ª posição, com 16,7 mil/jogo (ocupação de 44%).

Os demais clubes estão acima da 100ª colocação, demonstrando a atual situação do nosso futebol, que não é nenhuma novidade, desde que a continuação de 2013 está sendo repetida em 2014, com os estádios vazios.

Entre os clubes analisados, há 26 com plena ocupação (taxa acima de 95%), sendo 13 na Inglaterra, 10 na Alemanha, 2 na Holanda e 1 na França.

Dos 100 clubes ranqueados, 87 disputaram a Primeira Divisão de seus países, 11 a Segunda Divisão, 5 da Alemanha, 5 da Inglaterra e 1 da França. O Rangers, da  Escócia, e o Santa Cruz, de Pernambuco, são os únicos que disputaram a 3ª divisão da temporada.

O clube que mais cresceu foi o Cruzeiro ( 148%), e o que mais regridiu foi o Schaktar Donetsk (-19%).

São dados importantes para que todos conheçam a realidade de nosso futebol, comparado ao de outros países, quando entre 100 clubes de maiores médias de público só temos dois e assim mesmo nas 70ª e 89ª colocações.

A Pátria das Chuteiras só existe na cabeça de ufanistas e dos ilusionistas, que utilizam uma realidade virtual, desde que com a real, somos bem pequenos e estamos longe dos maiores centros.


OBS: O trabalho da Pluri Consultoria é extraordiário e a análise feita por José Joaquim é perfeita. A posição alcançada pelo Santa Cruz, e pelo Sport, pode vir a ser questionada por conta do programa Todos com a Nota. Afinal, se for subtraído o público que vai a campo com ingressos subsidiados pelo Governo do Estado, sendo computado apenas o público pagante, a média de público dos nossos representantes cairá vertiginosamente. (Claudemir Gomes)

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Campeonato Pernambucano
A ordem é piorar a competição
postado em 29 de julho de 2014

CLAUDEMIR GOMES

 

"Nada está tão ruim que não possa ficar pior". A famosa Lei de Murphy virou regra na Federação Pernambucana de Futebol quando o assunto é o Campeonato Pernambucano de Futebol da Primeira Divisão. Desde que o presidente da FPF, Evandro Carvalho, assumiu o comando da entidade da Rua Dom Bosco, sucedendo a Carlos Alberto Oliveira que faleceu em 29/08/2011, que a maior competição do futebol estadual vem se apequenando com uma sucessão de erros imperdoável.

Sem falar nas agressões cometidas ao Estatuto do Torcedor, que é ignorado por completo pelos dirigentes da entidade, a sequência absurda de erros enfraqueceu os clubes do Interior e afastou o público dos estádios. A cada tentativa de acerto dos iluminados responsáveis pela definição do modelo de disputa, os equívocos se tornam mais evidentes, fato que evidencia a incapacidade dos "técnicos" para resolver tal equação.

Ontem - segunda-feira - ao ler a coluna do Cássio Zirpoli, no Diário de Pernambuco, tive a impressão de que um novo "monstro" está sendo projetado para tornar o Pernambucano 2015 pior que o de 2013 e que o de 2014. Pelo nosso entendimento, a competição terá uma primeira fase com oito clubes, uma segunda fase com nove equipes, uma vez que o Santa Cruz, que não disputará a Copa do Nordeste, entra na disputa nesta fase, e uma terceira fase que será um hexagonal com os três primeiros colocados na segunda fase e mais os três clubes que estavam envolvidos na competição regional: Sport, Náutico e Salgueiro.

A justificativa de tal engenharia é de que a primeira fase servirá apenas para indicar o representante do Estado na Série D do Campeonato Brasileiro. Portanto, clubes que estejam envolvidos em outras divisões do campeonato nacional - Séries C, B ou A - estarão livres da disputa da primeira fase do Estadual. O modelo cria a possibilidade de, no futuro, a fase preliminar do Estadual possa vir a ser disputada por seis ou cinco clubes.

Coisas do futebol pernambucano, como diria o caro Edvaldo Morais.

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Artigos
Isso aqui tá bom demais
postado em 28 de julho de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ISSO AQUI TÁ BOM DEMAIS!


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Por um acaso no dia de ontem ouvimos uma música do falecido compositor e cantor Domiguinhos, que tem o título ¨Isso aqui tá bom demais¨, e nos lembramos do futebol brasileiro por conta dos seus versos iniciais:

¨Olha, que isso aqui tá muito bom,

Isso aqui tá bom demais,

Olha, quem tá fora quer entrar, mas quem tá dentro não sai".

Pois é.

Ficamos pensando se o compositor teve o sentimento de homenagear o forró, ou estava se referindo ao modelo de nosso futebol, que é o ¨daquele que está dentro não  sai¨.

Clubes, Federações e Confederação retratam esse sistema cantado por Domiguinhos, existindo os que desejam entrar para mudar, mas são barrados por aqueles que estão se locupletando da festa, que não temos dúvidas é excelente para esses.

Quantas vezes ouvimos dirigentes afirmarem que não aguentavam mais as críticas, que estavam cansados, mas ao mesmo tempo não víamos nenhum movimento para deixarem os comandos.

Era apenas uma pirotecnia, e uma encenação teatral para chamar a atenção, e o desvio dos problemas.

Algo de bom está embutido em seus cargos.

Os clubes mudam de cartolas, mas os que saem continuam no sistema, participando de suas atividades, e ocupando outros cargos. É estressante, mas é divertido para eles. Os que estão de fora não entram, porque a injeção de sócios-fantasmas influenciam nos resultados das eleições.

Todos ficam cantando ¨Isso aqui tá bom demais¨.

Quando se parte para as Federações, existem dirigentes que estão há decadas. Conhecemos um desses no Acre, que na época que estávamos no Basquetebol, era presidente de uma entidade eclética que contemplava esse esporte, junto com o futebol e outros. Hoje o famoso Antonio Aquino ainda continua no comando da entidade, sem que tenha promovido nenhuma evolução no setor.

O futebol do Acre morreu há um bom tempo, mas o nosso Aquino está cantando que ¨Tá bom demais¨. Certamente tem algo positivo para ficar tantos anos no poder.

Como ele, existem dezenas que estão no sacrifício, mas não largam o ¨ossinho¨, que lhes concede tantas benesses, fazendo que esqueçam os estresses da vida.

Continuam sobrevivendo por conta de Clubes Amadores da Capital, e de Ligas, que só existem para a manutenção do poder. Quando sentem um sobressalto, vão para uma sala fechada e produzem novos eleitores.

É bom demais. Dominguinhos tinha razão.

Quando chegamos na Confederação, aí é que ¨Tá Bom Demais¨, quando uma grupo assumiu o seu comando a mais de 25 anos, e continua mandando apesar de tantas criticas e ofensas que lhes são dirigidas.

No fim do mês um polpudo cheque recompensa tudo aquilo que esses passam, desde que o sentimento de dignidade e de honra não faz parte dos seus vocabulários.

Como alguém pode ser ofendido diariamente, e não tomar nenhuma providência para deixar o cargo? Uma resposta simples: faz parte do sacrifício, cuja recompensa vem através de benesses, algumas negociatas como Teixeira promovia e, no final, contando com uma mída amiga, que também gosta do ¨Isso aqui tá bom demais¨.

Os de fora que desejam entrar não conseguem, pelos casuísmos eleitorais da entidade, onde 47 ungidos, na maioria comprometidos com o sistema elege o presidente, ferindo inclusive a legislação em vigor, e se perpetuam no poder, que é de sacrifício, mas tem algo de bom demais dentro dele.

Como na música, a vida se repete no futebol brasileiro, cujo comando vive no verdadeiro forró, sob o som de um bom acordeon (sanfona), que insiste no refrão: ¨Isso aqui tá bom demais, quem tá fora não entra, e quem tá dentro não sai¨.

Não sai por quê? O único que não está bom é o futebol. Difícil de se entender.

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Brasileiro Série B
A realidade pós Copa do Mundo
postado em 28 de julho de 2014

Meia começou bem, marcou um gol mas cansou no segundo tempo e foi substituído. Foto: Diego Nigro / JC Imagem

O meia Wescley é uma das caras novas do Santa Cruz que caiu em queda livre após a Copa. Foto: JC/Imagens - Blog do Torcedor


CLAUDEMIR GOMES

 

A Copa do Mundo fez com que a temporada 2014 do futebol brasileiro se tornasse atípica em virtude do achatamento do calendário. Nenhuma competição foi subtraída, como mandava o bom senso, uma vez que não haveria datas suficientes para acomodar tantos jogos. O jeito foi promover um %u201Catropelamento%u201D geral: campeonatos sendo iniciados no ano anterior, pré-temporada com apenas oito dias, e outros tantos absurdos.

Neste cenário pontuado por trapalhadas, os clubes, que já não são bons nesse quesito, se perderam no planejamento. O hiato de 40 dias provocado pela disputa do Mundial, fez com que o Campeonato Brasileiro, competição de pontos corridos, passasse a ter duas fases bem distintas, o que abriu espaço para a criação de expectativas de melhoras na fase final da disputa, ou seja, no período pós Copa, onde o componente financeiro deve funcionar como propulsor de mudanças. Os reflexos não serão decorrentes apenas de contratações visando à evolução técnica dos times. A falta de recursos para cobrir despesas fixas e básicas como pagamento de salários, impacta de forma decisiva em clubes como Náutico e Santa Cruz, que passam por momentos difíceis e precisam reagir urgentemente sob pena de correr risco de rebaixamento.

A resposta dada por tricolores e alvirrubros nas três rodadas após a intertemporada, nos deixa com a certeza de que o tempo que os treinadores tiveram a disposição para ajustarem seus elencos de pouco, ou quase nada, valeu.

O Santa Cruz acumulou três derrotas deixando ressaltada a fragilidade do seu sistema defensivo. Afinal, foram dez gols sofridos em três partidas, numa prova inconteste das limitações técnicas dos atuais titulares e também do equivocado posicionamento definido pelo treinador para os homens de contenção.

O Náutico investiu na aquisição de oito profissionais, alguns sequer estrearam, pois houve uma perda de tempo na regularização dos atletas junto a CBF. Na verdade este foi mais um dano provocado pela crise financeira. A falta de qualidade é notória no grupo alvirrubro. Apostar no novo é uma estratégia válida, entretanto, o momento do clube exigia a presença de um comandante mais experiente, que repassasse mais confiança ao grupo, uma vez que os novos gestores do clube são inexperientes e não contam com o respaldo das "lideranças". Lisca e Sidney Morais fazem parte de uma nova geração de treinadores, ainda não têm embocadura para tocar determinados instrumentos.

O planejamento financeiro do Santa Cruz foi prejudicado pela insanidade das torcidas organizadas. As consequências dos atos de vandalismo levaram o um prejuízo de R$ 5 milhões ao ter que disputar jogos fora do Arruda, e outros de portões fechados. Pode-se também contabilizar perdas futuras com a ausência do Tricolor na próxima edição da Copa do Nordeste. A meta neste retorno a Série B, após um período de seis anos de disputas nas Séries C e D, é manter o Santa Cruz na Segunda Divisão nacional, mas para tal é fundamental estancar a queda livre que está em curso no pós Copa do Mundo.


Foto: Alexandre Gondim/Acervo JC Imagem

Sidney Morais atribui a fraca campanha do grupo a inexperiência do grupo e cobra reforços de qualidade - Foto: JC/Imagens - Blog do Torcedor.


A falta de recursos financeiros, aliada a inexperiência dos novos dirigentes e do treinador, enfraqueceu o discurso da mudança que levaria o Náutico a um outro patamar. A prática revelou a incapacidade do grupo de tocar o barco. É preciso rever os conceitos para evitar o caos.

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Futebol Pernambucano
Começou! Mas ninguém viu
postado em 24 de julho de 2014

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


No último fim de semana foi iniciado o Campeonato da Segunda Divisão do Futebol de Pernambuco, com a maioria dos estádios de portões fechados, por conta da ausência dos laudos técnicos.

Ninguém viu, ninguém vê, nesse anestesiado estado.

Conversamos com um dirigente de um dos clubes disputantes, que nos informou dos problemas dos diversos estádios que irão abrigar a competição, sem as mínimas condições de realizarem jogos de futebol de várzea, muito menos de profissionais.

As vistorias foram realizadas em apenas 10 minutos, com algumas fotos e o tudo bem obrigado.

Só gostaríamos de saber da coordenação do Todos com a Nota, se irão pagar os ingressos de jogos com portões fechados, desde que se isso acontecer é um caso de improbidade administrativa.

Já bastam os fantasminhas.

Esse é o modus operandi adotado pela mentora da Rua Dom Bosco para uma divisão de acesso à principal, com clubes sem condições, e locais dignos de uma boa pelada de fim de semana.

Não existe futuro para o nosso futebol, mas tudo irá continuar, pois as Ligas e a tonelada de clubes Amadores da Capital irão resolver o problema.

Nós bem que merecemos.

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