Copa das Confederações
A final desejada
postado em 27 de junho de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A Copa das Confederações terá a final desejada pela torcida brasileira: Brasil x Espanha. Nada mais oportuno para a Seleção Brasileira que teve a oportunidade de enfrentar três campeões do mundo na competição: Itália, Uruguai e Espanha. A conquista do título será a carta de crédito que colocará o time de Felipão entre os mais cotados do Mundial de 2014.

Sabemos que não existe olhar totalmente imparcial num jogo de futebol, mas uma grande parte da imprensa esportiva brasileira perdeu o ponto de equilíbrio. É notória a dificuldade de alguns profissionais em diferenciar o resultado do jogo, do bom futebol. Nem sempre o melhor time é o vitorioso. Evidentemente que, no momento, na atual circunstancia, os resultados são imprescindíveis para o trabalho da Seleção Brasileira, mas isso não quer dizer que o time brasileiro já esteja no nível de outras seleções. O bom é saber que o trabalho correspondeu às expectativas neste primeiro instante.

O jogo entre Espanha e Itália foi um desses clássicos onde os técnicos foram fundamentais. O italiano, Cesare Prandelli, surpreendeu com uma proposta de jogo onde os alas apareceram como elementos surpresa, e dessa forma a Itália foi mais objetiva que a Espanha no primeiro tempo, embora a posse de bola dos espanhóis, como de costume, tenha sido maior que a do adversário.

Vicente Del Bosque deu o troco na prorrogação quando liberou seus zagueiros e utilizou o jogo aéreo como principal alternativa para chegar ao gol italiano.

As duas seleções mostraram competência até nas cobranças dos pênaltis. Em determinado momento tem que haver um erro, e para a sorte dos atuais campeões do mundo, o erro foi italiano.

Até domingo vamos observar muitos excessos da turma que não consegue enxergar a evolução da Seleção Brasileira, e da outra que acha que estamos praticando o melhor futebol do planeta.

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Futebol Pernambucano
Importação de clássicos é um risco
postado em 27 de junho de 2013

CLAUDEMIR GOMES

Que a televisão manda e desmanda no Campeonato Brasileiro todos sabem. A vinda do clássico carioca - Botafogo x Fluminense - para a Arena Pernambuco deve ser encarada como um produto da nova ordem do futebol nacional. O que me surpreendeu foi à antecipação do jogo do Náutico com a Ponte Preta para o sábado, dia 6 de julho, às 18h30. A partida estava programada para o domingo, no mesmo horário, coincidindo com o confronto dos times do Rio de Janeiro.

Uma das propostas para não deixar as novas arenas ociosas é transformá-las em palcos de grandes clássicos do futebol brasileiro. O fato deve se tornar corriqueiro em Brasília, e Pernambuco vivenciará tal experiência na rodada que marcará o retorno da Série A.

Se analisarmos tal medida como um fato isolado, podemos dizer que se trata de uma boa oferta para quem gosta do bom futebol. Contudo, se a experiência abrir a possibilidade para a importação de partidas envolvendo grandes equipes de outros Estados, o futebol pernambucano corre sério risco de encolher, ainda mais, e os clubes - Sport, Náutico e Santa Cruz - de terem a fidelidade de seus torcedores minada.

Os grandes clubes pernambucanos sentem dificuldade de se manterem na elite nacional, fato que implica numa perda de visibilidade. E mesmo quando disputam a Série A têm poucos jogos mostrados pela televisão aberta. Abrir concorrência, dentro de casa, com clubes que já são beneficiados pela injusta divisão de receita, é um risco que exige um estudo mais aprofundado.

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Artigos
Eles merecem
postado em 27 de junho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ELES MERECEM



JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Os clubes brasileiros acostumaram-se com a subserviência aos poderosos cartolas. Todos conhecem o que acontece em seu entorno, e calam-se por medo de represálias, que é a palavra mais usada entre eles.

Por outro lado, os torcedores os acompanham, e se contentam quando os seus clubes contratam um jogador, ou ganham um titulozinho aqui e acolá.

A sociedade esportiva sabe muito bem o comportamento dos dirigentes das entidades que comandam o futebol nacional, que se perpetuaram no poder e nunca mais largaram. Quando morre alguém, ou bate um cansaço, passam para os herdeiros do feudo. Ninguém reclama. Todos ficam calados.

Assim, tivemos a ideia de publicarmos uma petição pública para despertar a consciência do segmento, mas estamos encontrando dificuldades para a coleta de assinaturas, muito embora tenhamos o apoio de amigos dedicados, que estão lutando para tal objetivo.

A própria imprensa local desconheceu o fato e, por incrível que pareça, fomos procurados por um jornal do estado do Paraná para falarmos sobre o tema.

Tudo isso reflete o sentimento de alienação do setor esportivo brasileiro, que se contenta com muito pouco do varejo e esquece a importância do atacado.

No dia de ontem, mais um ataque da Confederação Brasileira de Futebol contra os times da Série C, ao cortarem a verba de R$ 400 mil (antes era R$ 500 mil), que caberia a cada representante na competição, por conta do contrato com a televisão.

Sob a alegação de que estariam gastando muito com passagens e hospedagens, resolveram segurar tais recursos para que cobrissem as despesas da competição.

O mais vergonhoso está na reação dos cartolas. Submissos feitos cordeirinhos a serem imolados,  poucas críticas foram ouvidas.

Na verdade, eles merecem, como todos os outros que dirigem clubes brasileiros, que sabem o que acontece e nada fazem para conter as mazelas e os desmandos.

Ricardo Teixeira foi o Deus do Olímpo do futebol muitos anos, com os cartolas aos seus pés, muito embora todos sabendo dos seus procedimentos e do acúmulo de riquezas, cuja origem eram as tetas das vacas de sua fazenda. Ele foi o primeiro produtor de ouro leiteiro do mundo.

Só foi derrubado por conta de um jornalista estrangeiro, uma vez que os nativos o amavam, e entre eles um que se apresentava na televisão com um babador, que foi transferido para o atual, que há pouco se apossou de um terreno público, cuja denúncia saiu e teve pouca repercussão.

A CBF nada em ouro, os salários pagos aos seus cartolas, e as benesses para os presidentes das Federações dariam para compor todas as despesas da Série C, inclusive com a entrega aos participantes dos recursos da TV, já que o dinheiro do futebol não pertence a essa entidade, e sim a todos que fazem os seus eventos.

Os cartolas merecem o que está acontecendo.

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Copa das Confederações
"Fantasmas" e mando de campo
postado em 25 de junho de 2013

Claudemir Gomes

 

Sempre que o Brasil vai enfrentar a Itália, a fatídica derrota - 3x2 - na Copa de 82 é lembrada. Estava fazendo a cobertura daquele jogo. Deixamos o estádio Sarrià, eu e o Fernando Menezes, atônitos, e caminhamos pelas ruas de Barcelona como se estivéssemos buscando um rumo. É impossível esquecer aquela partida, embora tenha desfrutado da alegria de ver o Brasil ser Tetra numa decisão com os italianos, no Rose Bowl, em Pasadena, nos Estados Unidos, em 94.

Agora, como a Seleção Brasileira irá enfrentar o Uruguai, amanhã, no Mineirão, pelas semifinais da Copa das Confederações, o que entrou na pauta dos comentários foi a Copa de 50. Nasci dois anos depois do "maracanazo", mas ao que tudo indica este fantasma não será nunca exorcizado. De lá pra cá conquistamos cinco títulos mundiais, e os vizinhos, nenhum.

Humberto Araújo, que utiliza os traços para expressar toda a sua sabedoria e sensibilidade, se sente incomodado com os números que os cronistas esportivos utilizam para formar seus conceitos. Respeito os dados estatísticos recentes, mas não aprovo os que buscam números caducos para defender teses. Afinal, quem dita a regra no futebol é o momento.

O Uruguai sempre foi um adversário que impõe respeito, e vende caro suas derrotas em virtude de uma consciência de superação. Tal característica é repassada de geração para geração.

A Seleção Brasileira evoluiu dentro da Copa das Confederações, se reaproximou e conquistou a torcida que passou a acreditar na sua capacidade de conquistar o título deste torneio experimental, e também da Copa de 2014.

Domingo, quando Dante marcou o primeiro gol brasileiro na vitória - 4x2 - sobre a Itália, afirmei, quando o locutor ainda dava o grito de gol, que o zagueiro estava impedido - em posição irregular. Todos que estavam na sala me olharam, e por um instante me senti como se estivesse diante de um pelotão de fuzilamento. O torcedor é emocional e parcial. Eis porque ele dimensiona fatos que frustraram sonhos, mesmo aqueles que não foram vivenciados por eles, mas que fazem parte da história.

Nesta quarta-feira Brasil e Uruguai entram em campo escudados em fatos recentes e dados estatísticos. De uma coisa temos certeza: as duas seleções sabem, como poucas, valorizar o mando de campo.

 

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Náutico
Fraco aproveitamento da base
postado em 25 de junho de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O NÁUTICO TEM UM FRACO APROVEITAMENTO DE ATLETAS DAS BASES


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O Portal IG fez um bom levantamento sobre a participação de jogadores formados pelos clubes no Brasileirão.

Estivemos analisando os números, e ficamos na certeza de que os clubes de nosso futebol não aproveitam bem os seus trabalhos, e continuam agindo através de contratações, que oneram o seu fluxo de caixa.  

Na temporada de 2012, o clube que mais utilizou jogadores formados em sua base, entre titulares e reservas, foi o Santos. Em cinco rodadas foram nove (50%).

Além disso, vários jogadores oriundos das bases da equipe santista jogam em outras equipes, em um total de 9 (50%).

A seguir, e para nós não é novidade, vem o Vitória, com 08 atletas formados em casa atuando na atual equipe (45%), e 10 em outras (55%). O clube baiano tem uma tradição de ser um excelente formador.

A Portuguesa tem 7 atletas da formação em seu elenco (58%), e 5 jogando em outros times (42%). O Internacional de Porto Alegre confirma também o seu currículo de clube formador - 6 em seu atual time (27%) e 16 jogando fora (73%).

O Bahia contempla 6 no seu elenco (43%), e 8 atuando em diversas equipes do Brasileirão (57%), tendo o São Paulo os mesmos números do time baiano.

O Centro de Formação no XEREM do Fluminense colocou 4 jogadores na sua composição do momento (27%), e 11 jogando nos demais clubes (73%). O Goiás tem 5 em casa (55%) e 4 fora (45%). O Flamengo tem o mesmo número do  Fluminense nas súmulas dos jogos realizados, 4 (23%)  e 13 (77%) nas equipes adversárias. O Botafogo tem 4 em casa (50%) e 4 fora (50%).

O Atlético-PR,  que já foi um grande formador, se contenta hoje com 4 no atual time (44%), e 5 nos outros disputantes (56%), o Atlético-MG, tem 4 (28%) e 10 nos demais (72%).

O Cruzeiro no seu plantel vem utilizando 4 atletas formados nas bases (18%), enquanto 18 (82%) vem atuando nas equipes que formam o Brasileirão. O Grêmio fica no patamar de 4 (28%), com 10 fora (72%).

Participação pífia tem o Corinthians que faz um grande investimento no setor, aproveitando no seu elenco apenas 3 (27%), e com 8 jogando fora (73%). 

Os mais fracos são: o Náutico com 3 formados no seu CF, e sem nenhum nos demais, sendo o único clube que não tem jogadores espalhados pelos adversários; o Vasco com a relação de 2 aproveitados (40%) e 3 fora (60%); e o Criciúma com 1 (17%) e 5 (83%) completam o pelotão final.

A Ponte Preta é a única que não aproveitou nenhum atleta, e colocou 4 nos demais.

De um total de 241 jogadores atuando nos 20 clubes da competição, o aproveitamento dos formados nas bases é de 87 (36%), para 66% dos que são aproveitados nos demais componentes da competição.  

Em linhas gerais, o trabalho é mais aproveitado pelos outros.

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