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Proibição da FIFA pode acelerar reforma
postado em 30 de setembro de 2014

Blog do RODRIGO MATTOS


Com a proibição da Fifa de investidores em direitos de jogadores, o governo federal quer acelerar medidas de reformas no futebol para não deixar os clubes enfraquecidos e sem dinheiro para manter seus principais atletas. A legislação mais importante proposta é LRFE (Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte), mas também está em estudo reforma da Lei Pelé, e até uma nova lei para o futebol.

O que o governo abriu mão foi de criar uma norma própria do país para vetar os direitos de investidores sobre atletas, que estava em discussão no Ministério do Esporte. O entendimento é de que, com a proibição da Fifa, essa questão já estará resolvida em quatro anos, quando houver a regulamentação e a medida for válida.

"Essa ideia acabou vindo de fora para dentro. Clubes vão estar mais frágeis no primeiro momento. Mas se torna mais importante a lei de responsabilidade para poder dar mais força. Essa ideia de catástrofe no futebol brasileiro é igual ao que pregavam na lei do passe", analisou o coordenador para futebol do Ministério do Esporte, Toninho Nascimento. "Vamos estudar uma série de questões durante esse período de quatro anos (até a validade da proibição dos investidores)."

Entre as medidas em análise no governo, está uma adaptação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) para os jogadores, visto que a maioria recebe por meio de contratos como pessoa jurídica. Outra questão é reduzir a idade em que um atleta poderá fazer contrato, de 16 anos para 14 anos, que é um pedido da CBF. Mas o Ministério Público do Trabalho é contra a alteração.

A proibição dos investidores em direitos de jogadores terá um reflexo considerável no futebol brasileiro, já que grandes clubes têm a maioria de seus jogadores fatiados. Mas empresários e fundos de investimentos já se preparam para burlar o sistema com dois mecanismos: a compra de clubes de futebol pequenos, e contratos civis com previsão de créditos sobre as transferências.

"Se tiver um time que não está nem na Série D, e tem 40 transferências, acredito que a Fifa vai fiscalizar e punir, impedir de fazer negociações. Se o empresário quiser investir e ter categorias de base, ajudar o futebol, ai tudo bem. Quem vai fiscalizar é a Fifa. Mas o governo vai monitorar para saber se o ambiente no Brasil está funcionando e se existe necessidade de outra regulação", completou Toninho.

Há clubes como barrigas de aluguel espalhados por Estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A Federação Paulista de Futebol chegou a aumentar o valor a ser pago para criação e inscrição de um time para R$ 500 mil para conter esse movimento. Em geral, essas equipes ficam na segunda divisão estadual, e não têm ascensão no cenário nacional.

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Artigos
FIFA estuda veto a investidores
postado em 26 de setembro de 2014

Blog do RODRIGO MATTOS


O Comitê Executivo da Fifa estuda proibir os investidores em direitos sobre jogadores, e pode anunciar uma medida com este fim nesta sexta-feira. Se aprovada, a determinação afetará centenas de jogadores de clubes grandes brasileiros, segundo levantamento do blog. Ou seja, os clubes terão de fazer uma revolução na forma como contratam e levantam dinheiro.

A UEFA exige da federação internacional o veto à participação de empresários nos ganhos de transferência de atletas. O Brasil e a América do Sul se opõem porque seus mercados serão mais afetados. Mas a tendência é que a Fifa aprove alguma mudança de regulamentação com restrições aos empresários. Se não for agora, deve ocorrer em 2015.

Em seus balanços financeiros de 2013, os grandes clubes brasileiros listam cerca de 400 jogadores fatiados com participação de terceiros nos seus direitos. Isso porque apenas seis dos 12 maiores times nacionais, Palmeiras, Santos, Botafogo, Flamengo, Corinthians e São Paulo, detalharam as informações sobre seus atletas.

O advogado Eduardo Carlezzo, especialista em direito esportivo internacional, classifica como "monstruoso" o impacto no Brasil se houver a aprovação da nova regra:

"O Brasileiro é o sexto principal do mundo. Nas 5 principais ligas, com exceção de alguns clubes espanhóis, não há dependência de empresários e investidores para contratações. Os clubes se mantém com seus próprios recursos. Em um momento como este, de total rediscussão do futebol brasileiro, é chegada a hora de colocar este item na pauta: os clubes tem que apreender a viver com recursos próprios, caso contrário a ciranda da dependência financeira externa nunca vai acabar", afirmou ele.

Veja abaixo as informações dos clubes sobre direitos de seus atletas no profissional e nas categorias de base ao final de 2013:

São Paulo

Eram 75 jogadores do elenco  com participação de terceiros. Entre eles, o principal é Paulo Henrique Ganso. No total, o clube detém 32% sobre seus direitos, e a DIS, o restante.

Flamengo

Eram 89 atletas com direitos divididos com empresários. Quando o artilheiro Hernane foi para um clube árabe, o time rubro-negro ficou com 50%. No elenco, o zagueiro Samir tem 60% dos direitos vinculados à equipe carioca.

Corinthians

O clube listava 15 jogadores com participação de terceiros, mas o número é maior visto que só foram relacionados os principais. Entre os jogadores do elenco, está o zagueiro Gil, do qual o clube detém 90%.

Palmeiras

O time relacionava 117 jogadores com direitos divididos com terceiros, de um total de 195. Para se ter ideia, havia atletas até do sub-14 que o clube alviverde não tem participação integral.

Santos

A lista do Santos tinha 54 jogadores divididos com investidores. Entre eles, estava o atacante revelação Gabigol, do qual o time santista tem 60% dos direitos.

Botafogo

O clube alvinvegro mostrava poucos jogadores como Jádson e Doria entre os que tinham seus direitos fatiados. Empresas como Companhia de Participações Esportivas., MFD, e Hefesto Consultoria estava entre os sócios.

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Brasileiro Série B
As possibilidades de acesso
postado em 25 de setembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AS POSSIBILIDADES DO ACESSO NA SÉRIE B


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Com o encerramento da 25ª rodada da Série B, ficou restando 39,4% da competição, representado por 13 rodadas.

Foram 5 vitórias dos mandantes, 4 empates e 1 vitória dos visitantes, o que vem consolidar a força do mando de campo nessa reta final.

Entre os quatro primeiros apenas uma mudança de colocação, com a Ponte Preta assumindo o lugar do Avaí (2º), por ter sido a única equipe do grupo que venceu o seu encontro. Os outros três empataram.

A maior aproximação foi do BOA, que estava separado por cinco pontos do 4º colocado (Vasco), reduzindo para três. Nas demais colocações, modificações pontuais, sem que possam oferecer algo mais na disputa.

Lemos ou ouvimos muitos comentários sobre as possibilidades dos clubes de conquistarem o acesso para a Série A de 2015, e muitas vezes bem longe da realidade.

A média histórica para o acesso desde o ano de 2006, quando a competição passou a ter 20 clubes, é de 63 pontos para o quarto colocado, com o risco de ser definido pelos critérios técnicos, e 64 pontos como garantia do sucesso na competição.

Serão disputados 39 pontos nas 13 rodadas. O Joinville, que é o atual líder, tem um aproveitamento de 63%, com 47 pontos conquistados, e para alcançar os seus objetivos necessita de mais 17 pontos (47,3%).

A Ponte Preta, com os seus 46 pontos (61%), necessita de 18 para o seu acesso (46%), o mesmo se dando com o Avaí, enquanto o Vasco, que tem 44 pontos (59%), terá que conquistar 20 pontos (51%).

Tais dados demonstram que mesmo reduzindo os seus aproveitamentos, as chances desses quatro clubes são bem latentes e expressivas.

O Ceará é o quinto colocado, com 43 pontos (57%), necessitando de mais 21 (53,8%), também abaixo dos seus percentuais.

No caso do BOA, que é o 6º colocado, com 41 pontos (55%), a necessidade seria de 23 pontos (58,9%), acima da sua atual performance.

As dificuldades vão aumentando na medida em que são analisados outros postulantes. O Sampaio Corrrêa, 7º, soma 37 pontos (49%), necessitando de 27 para atingir a média do acesso (69,2%), bem longe do que vem apresentando hoje, e com um percentual igual ao do líder da competição.

A situação dos clubes de Pernambuco também é muito complicada, porque as necessidades são grandes, e ambos não conseguiram emplacar uma série de vitórias como aconteceu com a Ponte Preta (4 seguidas).

O Náutico é o 8º colocado, com 35 pontos (47%). Para obter o sucesso necessita conquistar 29 pontos dos 39 disputados (74,3%), que é um percentual só obtido pelos grandes clubes quando estiveram na Série B. Para alcançar tal pontuação, seria necessário a conquista de 10 vitórias em 13 jogos.

Com relação ao Santa Cruz, que tem um jogo a menos, e que pela demora de ser realizado tornou-se mais difícil em função da melhora do Bragantino, tem 34 pontos (47%) e irá disputar 42. Para chegar a média do acesso (64), necessita de 30 pontos (71,5%), percentual muito acima do que vem realizando.

Quanto ao rebaixamento, a média histórica é de 44 pontos, mas pelas perfomances dos quatro clubes da zona da degola, o ponte de corte poderá descer para 40 pontos. 

As maiores chances de descenso pertencem aos quatro clubes localizados nessa zona perigosa, o Icasa, Portuguesa, Vila Nova e América-MG, caso esse último não reverta a penalidade que foi imposta pelo STJD.

São números reais, e que servem para que todos possam fazer os seus cálculos, e verificarem que a realidade é bem outra daquela que alguns ilusionistas querem vender.

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Campeonato Brasileiro
Sonhos, discursos e realidade
postado em 25 de setembro de 2014

Foto: Assessoria do E. C. Bahia

Sport é surpreendido pelo Bahia na Fonte Nova - Foto: Assessoria do Bahia Futebol Clube

CLAUDEMIR GOMES


O Náutico não conseguiu vencer nenhum dos clubes que se encontram no G4 da Série B. O Sport já foi derrota por três clubes que se encontravam na zona de rebaixamento da Série A. O Santa Cruz sempre se manteve a uma distância considerável da zona de acesso. Não sei quais razões levam os treinadores dos nossos clubes a vislumbrarem cenários nada condizentes com a nossa realidade.

Surpresas e imprevistos fazem parte do futebol. Aliás, o fato de a lógica ser contrariada com relativa frequência o torna o esporte mais apaixonante do planeta. Entretanto, numa competição de tiro longo, como é o Campeonato Brasileiro, o script segue uma lógica que é determinada por vários fatores, dentre eles a força, a qualidade técnica e a regularidade.

Em dez partidas no comando do Náutico, o técnico Dado Cavalcanti não conseguiu repetir a mesma formação do time em dois jogos seguidos. As dificuldades com as quais lidam o comandante alvirrubro são enormes e incontestáveis. Entretanto, nada o impediu de se embriagar com o sucesso momentâneo que levou o time a uma sequência de três vitórias. O salto na tabela de classificação foi suficiente para o comandante assumir um discurso ufanista e vender a ilusão de que logo o Náutico estaria entre os candidatos a uma vaga de acesso. Os últimos resultados, onde o time disputou nove pontos e somou apenas um, levaram o treinador a corrigir o seu equívoco, alinhar o discurso e enxergar que, uma coisa é se aproximar, outra é entrar no G4.

O Sport do técnico Eduardo Baptista descreve a melhor campanha de manutenção na Série A desde que o campeonato passou a ser disputado pelo sistema de pontos corridos. O rubro-negro pernambucano está há várias rodadas oscilando entre a sétima e a oitava posição na tabela de classificação. Com um perfil doméstico, o grupo que tem grandes limitações técnicas, joga no limite, mesmo assim o seu treinador semeia a ilusão da conquista de uma vaga para a Libertadores da América. A derrota para o Bahia, e mesmo o futebol apresentado na magra vitória - 1x0 - sobre o Coritiba, deixam claro que a campanha de manutenção na Primeira Divisão nacional é o limite do campeão pernambucano.

O Santa Cruz se mantém distante da zona de rebaixamento e da zona de acesso. Nada a cobrar do Tricolor do Arruda no seu retorno à Série B, a não ser que o seu novo treinador, Oliveira Canindé, acorde do seu sonho. Aliás, sonhos é o que não falta nas Repúblicas Independentes do Arruda, que diga o meia, Ailton, que revelou pérolas tão valiosas quanto as que soltou quando foi apresentado no Sport, há dois anos. Coisas do futebol.

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Acontece
O cano na Kaena
postado em 24 de setembro de 2014

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O blog está ficando muito famoso, e de vez em quando estamos nos tornando como de utilidade pública.

No dia de ontem um amigo nos enviou um email sobre a situação da Construtora Kaena, que foi a encarregada de implantar a pavimentação completa -e, diga-se de passagem, muito bem feita-, dos Centros de Treinamentos do Sport Recife e Clube Náutico, que não recebeu até agora da Prefeitura do Recife, o valor correspondente às obras realizadas.

Como bem sabemos, os trabalhos foram realizados como de urgência, urgentíssima, para atender as necessidades das seleções que estariam em nossa capital durante a Copa do Mundo, sendo que nenhuma delas utilizou os equipamentos esportivos ofertados.

A URB silenciou, e a empresa, de forma justa, investiu os seus recursos, desejando receber pelos serviços prestados.

Trabalhou certo, quer receber. Certamente o nosso edil não está sabendo de tal fato, e seria bom que fosse comunicado que contrato é para ser cumprido e não postergado, principalmente por ele ser um excelente auditor das contas públicas.

São coisas das obras, do futebol e dos gestores.

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