Brasileiro Série B
O "The End" tricolor
postado em 29 de novembro de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

O fechamento da campanha do Santa Cruz na Série B não poderia ter sido mais alvissareiro: vitória convincente - 3x1 - sobre o Vitória da Bahia, adversário tradicional que sempre leva a campo o tempero da rivalidade. O resultado levou o Tricolor do Arruda a fechar uma sequência de seis vitórias, feito só alcançado por ele durante a competição; a ter o ataque mais positivo do campeonato - 63 gols - e ficar na condição de líder. Enfim, um "The End" como manda o figurino, para a felicidade geral de toda a nação coral.

Sem pressão, mas comprometidos com a meta final que era alcançar a segunda posição na tabela de classificação, os jogadores se mostraram leves e soltos, fato que facilitou a imposição da melhor qualidade do time da casa sobre um Vitória recheado de jogadores oriundos da base. A conquista do vice-campeonato abre a possibilidade do Santa Cruz vir a disputar a edição 2016 da Copa Sulamericana, caso interesse, uma vez que o clube teria que optar pela Copa do Brasil ou pela competição continental.

O torcedor tricolor foi ao estádio com o firme propósito de celebrar uma conquista que foi o acesso, e celebração com vitória fica mais doce ainda. Os 36.666 torcedores presentes ao Arruda exercitavam projeções para o futuro. Comportamento natural de quem acabara de conquistar uma carta de alforria. Isso mesmo. O acesso livrou o Clube do Arruda de um pesadelo que durou quase dez anos, e levou a queimar no mármore do inferno por três anos, isso porque, a Série D para um clube do tamanho e da tradição do Santa Cruz senão o inferno. Mas o Clube do Povo está de volta ao céu, a Série A, lugar reservado à elite do futebol nacional.

Quem vai e quem fica? Esta era a pergunta que mais se ouvia na sede do clube, onde a festa rolou até altas horas da noite do sábado, e nas arquibancadas. O técnico Marcelo Martelotte, grande responsável pela reação do time ao longo da competição, já trabalha neste sentido, embora tenha evitado falar sobre o processo. Afinal, tratar de dispensa num grupo vencedor não é tarefa fácil, embora seja imprescindível. Qualificar o grupo é de fundamental importância para assegurar uma campanha de manutenção.

O momento é para se deliciar com os sabores da vitória.

Acontece
A CPMF do Sport
postado em 26 de novembro de 2015

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O Sport Recife não atravessa um bom momento financeiro, graças a uma gestão que gastou além do orçamento, quando tentou dar um passo maior do que as suas pernas. Teve que recorrer a uma Instituição Bancária através de um empréstimo para fechar o ano com um melhor equilíbrio.

Mas como algumas receitas já foram antecipadas e não estarão no orçamento de 2016, o presidente João Martorelli resolveu criar a sua CPMF para garantir o clube na próxima temporada.

Foi buscar nas atas de anos anteriores uma tal de ¨quota de atualização patrimomial¨, que deve ter sido aprovada em uma Assembleia com poucos participantes, para cobrá-la dos portadores dos títulos patrimoniais. Quando do nosso retorno ao Recife iremos verificar se existe legalidade em tal fato, para tomarmos uma posição.

Na realidade o Sport é um péssimo cobrador, e vamos citar o nosso caso pessoal. Como não somos cobrados, e não conseguimos tirar o boleto via on-line, estamos com quatro meses de atraso, fato esse que nunca aconteceu, desde que a pessoa que pagava no caixa do clube as nossas mensalidades há algum tempo está fora do Recife e não nos sentimos confortáveis em ingressarmos em um patrimônio que está sendo depedrado no dia a dia, e que ajudamos a construir e mantê-lo com a dignidade que merece.

O jeito será o de fazer um depósito judicial, fato esse que estamos analisando. Um pequeno detalhe, estamos completando 50 anos de sócio patrimomial, sem contarmos com o período como atleta de voleibol do clube.

Não somos contrários a pagamentos extras que possam ajudar o clube com relação ao seu patrimônio, mas esses deveriam ser justificados para os associados, e não através de uma entrevista do cartola, respondendo suas próprias perguntas no site do clube.

Cobrar uma nova taxa em um clube sem a devida transparência é algo para um debate bem maior.

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Acontece
Del Nero renuncia ao Comitê da FIFA
postado em 26 de novembro de 2015

CLAUDEMIR GOMES


Impossibilitado de fazer viagens internacionais, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, renunciou ao cargo que ocupava no Comitê Executivo da FIFA. A carta de renúncia foi entregue ao comitê executivo da Conmebol. Para o seu lugar foi indicado Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney, que é um dos quatro vice-presidentes da entidade que comanda o futebol brasileiro.

A troca será oficializada na próxima semana, durante reunião do comitê da Fifa, em Zurique. Sarney, inclusive, já viajará para este encontro.

Del Nero faltou a todos os compromissos internacionais da Fifa desde maio, quando teve início o escândalo de corrupção que abalou o futebol mundial. Na ocasião, sete dirigentes de alto escalão foram presos, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marín, às vésperas do congresso geral da entidade em Zurique. No mesmo dia das prisões, Del Nero voltou ao Brasil e não viajou mais ao exterior.

Apesar de todos esses episódios o mandatário já afirmou que irá disputar a reeleição em 2019. Como bem diz o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo: "Vamos e convenhamos, como o futebol nacional poderá continuar ser dirigido por alguém que vive preso no país com receio de viajar para o exterior, por conta das investigações do FBI, e sequer comparece aos jogos de sua seleção realizadas em território nacional, e no último domingo não esteve presente na festa de entrega do troféu de campeão ao Corinthians".

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Náutico
A união chega aos Aflitos
postado em 24 de novembro de 2015

CLAUDEMIR GOMES


Nos últimos anos venho afirmando que o grande problema do Náutico é a briga dos alvirrubros contra os próprios alvirrubros. A intolerância tomou conta dos homens e o clube ficou fracionado. Um comportamento fratricida que fatalmente levaria a instituição a uma degradação sem precedente, caso tivesse continuidade. As vésperas de mais uma eleição, quando já se tinha conhecimento de duas chapas que foram inscritas para concorrerem ao pleito - "Vermelho de Luta e Branco de Paz" e "Náutico de Todos" - o bom senso levou os líderes das duas correntes a uma reflexão. Assim, a eleição que está programada para o dia 13 de desembro terá apenas uma chapa de consenso, ou seja, o futuro presidente será aclamado. E o Náutico de todos parte para a luta em paz.

O "desarmamento" daqueles que postulam cargos provocou uma revisão de conceitos e como resultante aconteceu uma reunião para selar a união que até então parecia improvável. A distribuição de cargos é uma engenharia política fácil. O essencial é a conscientização de todos sobre a importância da unidade, visto que, este é o único caminho para o fortalecimento do clube que se apequenou, se distanciou das conquistas e teve o patrimônio dilapidado.

O patrimônio humano e intelectual é o único vetor que o clube dispõe para o seu soerguimento. O desafio era encontrar a alquimia que promovesse a união dos alvirrubros. Aconteceu. Quem é quem na chapa da unidade passou a ser subjetivo. Afinal, o Clube Náutico Capibaribe é infinitamente maior que qualquer um dos seus amantes.

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Futebol Brasileiro
O bate e volta
postado em 24 de novembro de 2015

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br

 

 

Na era de pontos corridos a partir de 2003, 11 clubes participaram do bate volta, ou seja, subiram em um ano e desceram no outro.

O Joinville foi o 11º primeiro a ingressar nesse sistema, ao ser degolado no último domingo. Bateu em 2014 e voltou em 2015.

O ranking desses times que brincaram de ioiô tem a seguinte ordem:

2003- Fortaleza, 2005- Brasiliense, 2006- Santa Cruz, 2007- América-RN, 2008- Portuguesa e Ipatinga-MG, 2009- Santo André, 2010- Guarani, 2011- América-MG, 2012- Sport e 2015, o Joinville, sendo que na atual temporada um recorde poderá ser batido com três clubes participando do Bate e Volta.

No ano de 2004 não aconteceu tal efeito, desde que Palmeiras e Botafogo ascenderam em 2003, e continuaram, em 2013, os que acessaram no ano anterior, Criciúma, Goiás, Atlético-PR e Vitória resistiram, e, em 2014, que também contou com a permanência de Palmeiras, Chapecoense, Sport e Figueirense.

Foram 5 clubes do Sudeste, 4 do Nordeste, 1 do Centro-Oeste e 1 do Sul.