Santa Cruz
O cartão de apresentação
postado em 30 de junho de 2015


CLAUDEMIR GOMES


O cartão de apresentação do Santa Cruz tem a assinatura de Grafite. O ex-atacante da Seleção Brasileira fará sua estreia com a camisa tricolor em agosto, isso porque, seu contrato com o Al Sadd, do Catar, vai até o dia 31 de julho. Existe a possibilidade de o adversário ser o Botafogo, que seria mais um atrativo para a torcida tricolor lotar o estádio do Arruda e dar boas vindas ao artilheiro.

Todo clube precisa de um cartão de apresentação. Não é outra coisa senão aquele jogador referência, que impõe respeito aos adversários. É certo que tudo o que falamos de Grafite é em relação ao passado. Mas a aposta dos "empresários" que estão bancando o investimento para o Clube do Arruda é boa. Há quem questione a idade do artilheiro - 36 anos - mas isso é bastante relativo, e a constatação de o quanto ele irá agregar ao time comandado por Marcelo Martelotte, só teremos quando ele começar a jogar.

Dentre todos os questionamentos sobre a vinda de um jogador diferenciado para o Santa Cruz, apenas um considero pertinente: a questão do pagamento antecipado de três meses de salário. A questão de que Grafite receberá um salário bem acima do teto estabelecido pelo clube não merece discussão. Todo talento tem que ser diferenciado também na questão salarial. O que não pode acontecer é um jogador receber em dia, juntamente o que tem o salário mais alto, e o restante do grupo amargar atraso de dois meses.

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Acontece
Modelos de jornalismo
postado em 29 de junho de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, MODELOS DE JORNALISMO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O jornalismo esportivo brasileiro é bipolar. De um lado, aqueles que pertencem ao grupo que detêm os direitos de transmissão de todos os jogos que são realizados no país, inclusive os da seleção e, do outro, um segmento que não tem esse filé nas mãos, e as suas análises são totalmente diferentes.

O grupo da RGT sempre coloca panos quentes nos acontecimentos. Não ouvimos, ou lemos alguma cobrança com respeito ao abandono dos cartolas a três seleções que disputavam competições internacionais. O Mundial Sub-20, o Mundial Feminino e a Copas das Confederações. Não questionaram a ausência de Del Nero, e o seu medo de sair do Brasil.

Enquanto os seus jornalistas não reconhecem que o futebol brasileiro faliu, e a participação do grupo nessa queda é latente, os comentários são mamão com açúcar, sem o enfrentamento da realidade.

Ouvimos ontem de um amigo uma frase lapidar sobre o tema: "Os blogs como o seu, e outros que tem a mesma linha são lidos por milhares de pessoas, enquanto uma notícia no Jornal Nacional é ouvida por milhões, e isso faz a diferença".

O portal UOL por uma coincidência nos apresentou as análises dos dois lados sobre o jogo do Brasil contra o Paraguai, e essas retratam a bipolaridade de nosso jornalismo esportivo.

Galvão Bueno, o papa do ufanismo, repetiu apenas uma frase do filósofo Robinho- ¨Temos que melhorar¨, e nada mais, achando inclusive que a seleção teve oportunidade de definir o jogo. Chapa branca pura.

Mauro Cezar Pereira, no Linha de Passe da Espn-Brasil, foi contundente e diferente do Bueno. ¨Fica cada vez mais evidente que Dunga não tem qualificação para ocupar o cargo, não só por seu trabalho como treinador que é ruim, mas por alguns predicados que o cargo exige, diante das câmeras de televisão, fala coisas sem sentido, é um cara que à beira do campo mais parece um torcedor, não consegue refletir, não tem ideias, o seu repertório como técnico é muito pobre¨.

Edinho, um desses ex-jogadores que comentam o futebol na Sport TV, e que pelo corporativismo não consegue criticar nem os jogadores, tampouco a seleção. Comentando o jogo, ele afirmou: ¨Como é que a gente tá cobrando resultados de um Brasil de um tempo atrás se não somos mais o Brasil de um tempo atrás. Tem que ter calma agora, ter paciência, os resultados foram bons nos amistosos, o amistoso faz parte do processo. O Brasil teve uma imposição no começo, o Paraguai ficou preocupado¨.

Existe uma verdade, enquanto os donos da RGT não tiverem a consciência de que a linha de ação de sua emissora está matando o futebol nacional, iremos continuar recebendo esse tipo de jornalismo, que não realiza um trabalho analítico como o procedido pelos da ESPN e, sobretudo, com independência, buscando os fatos nas próprias raízes, dando uma contribuição para que esse esporte seja transparente.

A CBF não foi criticada, muito menos Dunga. Esconder a notícia não é do interesse da democracia e isso é fundamental para que possamos evoluir. Esse problema poderia ser resolvido com a democratização das comumicações, que evitaria o monopólio.

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Futebol Brasileiro
Ascensão e queda
postado em 28 de junho de 2015

CLAUDEMIR GOMES


O fracasso do Brasil na Copa de 50, com o fatídico "maracanazo" - derrota para o Uruguai na partida final, no Maracanã - provocou no torcedor brasileiro um sentimento de medo e vergonha. É como se todos tivessem ficado mofinos, fato que levou o jornalista, Nelson Rodrigues, a chamar tal comportamento de "complexo de vira lata". No final da década veio à primeira conquista mundial, em 1958, na Suécia, quatro anos depois o bicampeonato - 1962 no Chile. Não passou muito tempo para a torcida ir ao delírio com o tricampeonato levantado em 1970, no México. Eram gerações de ouro que não encontraram muita dificuldade para impor, com técnica e maestria, um futebol refinado e malandro, que só o jogador brasileiro sabia praticar. E a Europa, que ainda se recuperava da devastação imposta pela guerra, se rendia aos nossos encantos.

O "complexo de vira lata" já não existia. Escudado em três títulos, o torcedor brasileiro exibia sua autoestima com a certeza de que praticávamos o melhor futebol do mundo. Passaram-se vinte e quatro anos para o Brasil chegar ao quarto título. Neste período o futebol europeu se revitalizou e a vizinha Argentina entra para o grupo das potências futebolísticas com a conquista de dois títulos: 1978 e 1986. O Rei Pelé foi aclamado como "atleta do século". Em 1994, quando vivenciávamos a última década do milênio, o futebol brasileiro, sem ginga, mas com pragmatismo, chega ao tetracampeonato. Na última disputa do Século XX, foi a final com a França. No primeiro Mundial do novo milênio, conquista o penta, sendo o primeiro campeão do Século XXI. O ego inflou: somos os melhores do mundo e isso não vai acabar nunca.

Nenhum país conseguiria tal feito: conquistar, num espaço de 12 anos, três títulos mundiais, depois, em novo ciclo, chegar a três finais e levantar dois títulos. Mas o mundo mudou, o futebol se transformou num dos maiores negócios do planeta e passou a exigir organização e planejamento.

Como exigir organização num modelo falido, onde dirigentes são presos, outros fogem para não serem detidos, ou ficam enclausurados para não serem deportados em outros países. A emissora que lidera o Ibope cria um novo conceito de comentaristas colocando microfones nas mãos de ex-jogadores que estão sempre em cima do muro, com raras exceções. Jornalistas, cronistas com embasamento e conhecimento de causa são preteridos porque falam a verdade, e não alimentam o ufanismo que leva 290 milhões de habitantes a pensarem que ainda somos os mais, mais do futebol.

O Brasil foi humilhado na Copa de 2014 com uma sonora goleada imposta pela Alemanha - 7x1 - sem falar na despedida que foi com outra derrota - 3x0 - para a Holanda. Nada mudou. O ufanismo e o despreparo da nova geração de cronistas esportivos, que basta um jogador fazer um gol bonito e já é tratado como craque, seu espaço para a formação de um dos piores grupos da história da Seleção Brasileira, a começar pelo treinador que tem um auxiliar apelidado como Cebola. É pra fazer chorar.

Os bastidores estão cheios de lama. Os clubes, que poderiam promover uma revolução se calam. As federações, que representam o colegiado eleitoral da CBF, são farinhas do mesmo saco.

O que podemos esperar desse futebol? Nada. Nos apequenamos, nos tornamos nanicos com ego de gigantes. Os jogadores são os menos culpados. Afinal, eles não podem praticar um futebol que não sabem. Mas o Galvão Bueno descobriu a pólvora, que estava embutida numa declaração de Robinho: "Precisamos melhorar muito". O futebol brasileiro é isso ai.

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Copa América
O problema foi a virose
postado em 28 de junho de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O PROBLEMA FOI A VIROSE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Os Deuses do Futebol pelo menos mostraram que estão do lado certo, quando apoiaram o Paraguai na cobrança das penalidades, no jogo contra a seleção do Circo.

Seria injusto uma vitória de um time mequetrefe, de pouca qualidade técnica, sob o comando de um brucutu alienado, que afirmou na coletiva que a campanha tinha sido ¨ótima¨, e que a culpada pela derrota foi a virose.

Realmente o futebol brasileiro vive por um bom tempo com uma virose moral, que é pior do que a técnica. Viroses são alguns jogadores que em outras épocas jamais estariam com a camisa de uma seleção nacional.

O time brasileiro é a cara do Brasil, nada mais, nada menos. Sem qualidade, raros talentos, um treinador desavisado e arrogante, e não poderia ser acobertado pelos Deuses do Futebol.

Ficamos satisfeitos com a vitória do Paraguai, que pelo menos foi uma equipe lutadora que procurou até o final do jogo o seu resultado, enquanto do outro lado um grupo amofinado não sabia o que fazer com a bola.

Os comentários no pós jogo em especial do lado da RGT foram rídiculos, protetores e sobretudo sem as devidas análises da mediocridade de nosso futebol.

Dunga depois da atitude racista e da virose deveria entregar o cargo, junto com essa comissão mequetrefe que tomou conta do futebol brasileiro, juntamente com o bando que encontra-se dirigindo o Circo.

Enquanto isso, pela 9ª rodada da Série A, no período da tarde foram realizados dois jogos, envolvendo o Avaí x Grêmio, e Chapecoense x Sport.

Na Ressacada o time gaúcho marcou o gol mais rápido da competição, aos 36 segundos do primeiro tempo, obrigando a modificação do esquema da equipe catarinense, que ainda no primeiro tempo sofreu o segundo gol.

Na segunda fase, o Avaí conseguiu o seu gol, mas o placar final terminou em 2x1, levando o Grêmio provisoriamente ao G4, em uma campanha de recuperação extraordinária sob o comando de Roger.

Em Chapecó, mais uma vez o rubro-negro de Pernambuco mostrou que é incapaz de conquistar uma vitória como visitante, e tinha tudo para consegui-la se não fossem as substituições do treinador Eduardo Baptista, que nesse segmento tem uma nota zero em todos os jogos. O Leão é um canário abarrancado, só ganha em casa.

O Sport começou bem o jogo, embora com nove jogadores, desde que Maikon Leite e André ficaram no Recife, e os que estavam em Chapecó eram seus clones.

Conseguiu marcar o seu gol através da cobrança de uma falta duvidosa, quando a bola alçada na área foi aproveitada pela cabeça de Rithely, aos 29 minutos. Depois do gol, um apagão aconteceu com o time da Ilha do Retiro, deixando espaços para o Chapecoense, que passou a dominar a partida, e quase chegava ao empate se não fosse a boa atuação do goleiro Danilo.

No segundo tempo, pensávamos que o Sport iria retomar o seu jogo dos 29 minutos iniciais, mas as substituições feitas pelo treinador criaram condições para o time da casa, que passou a pressionar e no final conseguiu o seu gol de empate, que foi justo, e mostrando que um time jogando com 4 zagueiros, 4 volantes como o rubro-negro, chama para o seu campo o adversário, que tanto tentou e conseguiu o empatar, em um jogo cujos três pontos poderiam ter vindo para a Ilha do Retiro.

O time pernambucano continua invicto na competição, e poderá terminar a rodada na liderança, visto que os times que tem condições de ultrapassá-lo são o São Paulo, que tem um jogo difícil contra o Palmeiras, e o Atlético-PR que enfrenta como visitante a Ponte Preta.

No jogo noturno, cuja qualidade foi pior do que a da seleção do Circo, o Corinthians derrotou o Avai por 2x1.

Pela Série B, o Santa Cruz enfim ganhou um jogo e saiu da zona de rebaixamento, ao derrotar o Sampaio Corrêa por 1x0, com o gol marcado no segundo tempo.

Enquanto isso, o Náutico que teve três vezes à frente do marcador, cedeu o empate ao ABC, no Frasqueirão, com o placar final de 3x3, perdendo a oportunidade de empatar em pontos com o Botafogo, desde que esse foi derrotado pelo Macaé pelo placar de 3x2, e caindo para 4ª posição da tabela.

O alvirrubro completou o terceiro jogo seguido sem vitória. Tem que se preocupar com a queda.

Nos outros jogos da tarde, o Mogi Mirim, continuando com o seu afogamento, foi derrotado pelo CRB, mesmo jogando em casa (0x1), e o Bahia derrotou o Luverdense por 1x0, voltando ao G4.

No período noturno, o BOA estancou a arrancada do Bragantino ao derrota-lo por 3x0.

Os jogos que assistimos estavam contaminados pela virose, desde que estiveram no patamar da ruindade.

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Copa América
O novo cenário
postado em 26 de junho de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

Antes de a bola rolar a expectativa era de que esta edição da Copa América do Chile teria um nível técnico bastante elevado. Tal previsão era baseada em vários fatores, dentre eles, o fato de, todas as seleções sul-americanas terem em seus elencos atuais, vários jogadores que estão vinculados a clubes europeus. Esta migração provocou o que poderíamos chamar de evolução das espécies.

A última edição da Copa América realizada no Chile foi em 1991. Fizemos a cobertura do evento para o Diário Pernambucano junto com o editor de esportes na época, Adonias de Moura e o fotógrafo, Júlio Jacobina. A telefonia móvel ainda não havia chegado ao Brasil. O Chile já dispunha de celulares. Passados 24 anos, o cenário mudou, e dentre as mudanças observamos o êxodo dos jogadores de todos os países sul-americanos para a Europa. Como consequência, a qualidade do futebol melhorou nas pequenas escolas e levou as medianas a derem um salto, como acontece com Chile e Colômbia.

Brasil, Argentina e Uruguai seguem como os três maiores pilares do continente. As três escolas seguem com suas características, embora os jogadores se mostrem mais disciplinados taticamente, influência européia. O diferencial é a safra. Atualmente a safra argentina é melhor que a safra brasileira e uruguaia. Isto é fato.

Na primeira fase foram anotados 40 gols em 18 partidas, com média de 2,2 gols por jogo. A média melhorou em virtude do Grupo A - Chile, Equador, México e Bolívia - que teve o registro de 26 gols em 6 jogos. Nos grupos B e A, todas as vitórias na fase de classificação foram por diferença de um gol.

Os dois primeiros jogos das quartas de final - Chile 1x0 Uruguai e Peru 3x2 Bolívia - foram disputados num outro nível técnico, correspondendo às expectativas iniciais de uma competição de referência. O Chile, que desde o início vem apresentando o melhor futebol, com características marcantes da escola sul-americana, fez um jogo memorável com um pragmático Uruguai. A mobilidade, a transição de bola do time chileno, o toque de bola, a qualidade técnica de alguns jogadores e o agrupamento das peças nas ações ofensivas, levam os donos da casa a condição de um dos favoritos à final.

O atacante, Paolo Guerrero, acordou e Peru desencantou com um futebol envolvente e objetivo diante de uma limitada Bolívia. O time peruano, que marcou apenas duas vezes na etapa de classificação, construiu uma convincente vitória - 3x1 - com chances de um placar mais elástico. E vai o recado para os chilenos: o céu não é tão perto quanto eles estavam pensando.

É grande a expectativa do confronto entre Argentina e Colômbia, embora, pela qualidade do grupo, a Argentina esteja mais credenciada à vitória, mas para tal, terá que driblar o marasmo que marcou suas últimas apresentações, onde foi notória a fadiga de alguns jogadores vindos de final de temporada européia.

O Brasil se escuda no passado para ser creditado como favorito no confronto com o Paraguai. O grupo recrutado por Dunga é um dos piores da história da Seleção Brasileira, e corre o risco de ser surpreendido pelo esforçado Paraguai.

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