Brasileiro Série A
Nos Aflitos o Timbu é rei
postado em 30 de junho de 2012

Claudemir Gomes

Araújo desfalca o Náutico enquanto Fred desfalca o Fluminense. A ausência de bons jogadores é sempre sentida. No mínino, o espetáculo fica mais pobre tecnicamente. Não podemos precisar qual dos dois times perde mais com a ausência dos atacantes. De uma coisa temos certeza: o confronto entre o alvirrubro pernambucano e o tricolor carioca, às 16h20 nos Aflitos, promete ser um bom espetáculo.

O fato de jogar em casa é uma vantagem substancial para os comandados de Alexandre Gallo, que até o momento somaram pontos apenas nos jogos que disputaram como mandantes. O mando de campo tem sido imprescindível para a campanha de manutenção do Náutico. Por outro lado, o Fluminense, que ainda se mantém invicto na competição, contabilizou mais vitórias como visitante, nas seis primeiras rodadas da Série A.

O time de Abel Braga descreve uma campanha linear, bastante equilibrada, graças ao talento do meia Deco, considerado o ponto de desequilíbrio do clube das Laranjeiras. Numa comparação direta dos números das campanhas dos dois clubes, e dos valores individuais, a tendência natural é creditar o favoritismo ao Fluminense, entretanto, quem conhece a superação dos alvirrubros quando jogam em casa, respaldados pela torcida, sabe que neste jogo não é aconselhável cravar apenas uma coluna.

Afinal, no seu terreiro, o Timbu tem se mostrado indomável.  

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Artigos
Os indecentes do futebol
postado em 30 de junho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS INDECENTES DO FUTEBOL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Como gostaríamos de ver o futebol brasileiro moralizado, em um bom caminho e que pudesse oferecer um produto sério e de boa qualidade.

Para isso, torna-se necessário um comando digno e sobretudo decente em seus atos, para que possa assim adquirir a credibilidade juntos aos consumidores.

Infelizmente, não somente na área esportiva, como nos demais segmentos da sociedade, existe uma covardia quando se acomoda com os malfeitos, e não se organiza em uma reação contra aqueles que estão usufruindo do poder de forma equivocada e muitas vezes indecentes.

A Confederação Brasileira de Futebol é o maior retrato do descaminho que tomou conta do esporte nacional. Foi preparado um golpe de estado, articulado pelo fugiivo Ricardo Teixeira, para que São Paulo assumisse de vez os destinos do nosso futebol. A subida ao trono por Marin foi a grande final de um ato teatral programado pelos que desejavam o poder há muito tempo.

Marin começou o caminho traçado, que era o da paulistanização da entidade, e vem conseguindo aos poucos transformá-la em uma sucursal da Federação Paulista.

Ontem, o golpe de estado foi consumado com a eleição de Marco Polo Del Nero, o Sancho Pança de Marin, para a Vice-Presidência da entidade, como representante do Sudeste do país.

Com 71 anos, ele será o substituto automático da presidência, quando de sua ausência. Um estupro consumado ao futebol do Brasil, e que recebeu o apoio do colégio eleitoral, que se tornou tão culpado como os mentores dessa trama tão bem urdida.

O mais interessante é que essa eleição foi marcada para uma sexta-feira, dando aos seus eleitores um final de semana às custas da entidade e do dinheiro do futebol.

Os presidentes das Federações irão receber o troco pelo apoio dado, quando terão um convidativo passeio, aproveitando-se do que o Rio de Janeiro oferece. Tinham todo o tempo necessário para a realização de uma Assembleia, mas escolheram uma sexta-feira para sua realização, objetivando as benesses que poderiam ser oferecidas.

A covardia se estende quando todos enfiam a cabeça na terra, como avestruzes humanos e se calam diante dos salários pagos ao presidente e seus assessores, e agora mais um descoberto pelo jornal Folha de São Paulo, ao ex-presidente Ricardo Teixeira, que assumiu o cargo de assessor.

Não pode haver uma indecência maior do que o pagamento de R$ 120 mil a um aspone, que nada tem a ver com a entidade, já que teve que fugir do país para não ser preso, e até hoje não teve a coragem de visitá-lo como turista, e recebe como prêmio um salário com tão alto valor.

Até quando todos se calarão diante de tantas mazelas? A imprensa pouco repercute, os torcedores fazem parte do antigo conceito nacional do rouba mas faz, e também se calam contra tais atitudes e, assim, o futebol brasileiro, que tinha tudo para se tornar um dos grandes do mundo, caminha para o cadafalço por conta das indecências praticadas.

Precisamos, sem dúvida, acordar e reagir contra os desmandos.

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Acontece
Os clubes pagarão a conta
postado em 29 de junho de 2012

Claudemir Gomes

A FIFA autorizou os clubes a utilizarem 12 jogadores no banco de reservas. O número exagerado de suplentes foi adotado na Copa do Mundo, repetido agora na Euro, e a partir de domingo passa a valer para todos os campeonatos oficiais. Por enquanto a medida não passa de uma prerrogativa, que pode ou não ser utilizada pelo treinador.

A primeira pergunta: Quem paga a conta?

Conversei com o gerente de futebol do Sport, Adelson Vanderlei, profissional com larga experiência, que passou a listar uma série de itens que vão incidir num substancial aumento das despesas dos clubes: numeração de camisas, aumento de profissionais a receberem prêmios (bichos) por jogo; aumento no custo de concentração, passagens, além da reforma no espaço físico, ou seja, o clube terá que aumentar o banco para comportar mais cinco profissionais.

Atualmente são sete jogadores e mais cinco integrantes da comissão técnica. Com a mudança, cada banco terá que comportar 17 pessoas.

Consultei quatro treinadores que estão disputando a Série A e dois que estão na Série B. Todos consideram o fato de ter mais opções para mudanças positivo, contudo, ressaltaram que, como o número de substituições permanece o mesmo - três - a nova regra não deverá surtir tanto efeito quanto se pensa.

De uma coisa temos certeza: o borderô vai ficar mais caro para os clubes, tal como aconteceu quando aumentaram o número de árbitros assistentes.

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Acontece
Ricardo Teixeira ainda recebe salário
postado em 29 de junho de 2012
SÉRGIO RANGEL - FOLHA DE SÃO PAULO
 

Pressionado pelo governo federal e pela Fifa, Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF há mais de três meses, alegando que precisava cuidar da saúde.

Longe do Brasil, o cartola deixou o comando da confederação, mas ainda recebe pagamentos da entidade que dirigiu por 23 anos.

Morando em Miami desde então, o ex-presidente ganha de José Maria Marin, seu sucessor, mais do que amealhava como dirigente. Na nova gestão, os depósitos para Teixeira continuam sendo feitos na agência do Itaú localizada no condomínio onde funciona a sede da CBF, no Rio.

A primeira liberação de pagamento foi autorizada no dia 30 de março. Segundo o borderô da entidade, o dirigente foi autorizado a receber R$ 105 mil. Como presidente da confederação, ele ganhava R$ 98 mil mensais.

A operação foi repetida no final do mês seguinte. Em 30 de abril, a CBF liberou um depósito ainda maior. De acordo com o borderô daquele dia, o cartola recebeu R$ 120 mil. Em maio, a entidade fez nova liberação. A reportagem não conseguiu precisar o valor que foi concedido.

Na nova CBF, Teixeira recebe como uma espécie de assessor especial da presidência. A função também é exercida pelo presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero.

O cartola também é remunerado na CBF. Desde o início da gestão Marin, ele recebe mensalmente cerca de R$ 130 mil da confederação.

O paulista deve ser nomeado hoje vice-presidente da região Sudeste. Por ser o mais velho dos vices, Del Nero, 71, será o substituto de Marin em caso de eventual problema com o atual mandatário.

Marin sucedeu Teixeira graças a Del Nero. Há cerca de quatro anos, o cartola da federação paulista indicou o antigo político para ocupar uma das vice-presidências.

Fora dos holofotes desde o dia 12 de março, quando enviou de Miami sua carta de renúncia, Teixeira permanece influente na entidade. Funcionários o informam semanalmente sobre a movimentação financeira da CBF.

No início deste mês, Marin se encontrou pessoalmente com seu antecessor.

No exterior, eles conversaram sobre os bastidores da Fifa e do futebol nacional, além de terem discutido a organização da Copa. Teixeira presidia também o Comitê Organizador Local de 2014.

DENTRO E FORA

Teixeira deixou o poder em março por pressão do governo federal e da cúpula da Fifa. Ele era alvo de denúncias de corrupção tanto no Brasil quanto no exterior.

No país, a Folha demonstrou sua ligação com a Ailanto Marketing, acusada de desvio de dinheiro público em amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008, no DF.

No exterior, Teixeira era ameaçado de ser expulso da Fifa por suposto envolvimento com o caso ISL, maior escândalo de corrupção da entidade. Após renunciar à presidência da CBF, abriu mão também dos cargos na Fifa.

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Acontece
Clubes dependentes da televisão
postado em 29 de junho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A DEPENDÊNCIA DOS CLUBES COM A TELEVISÃO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Muito boa a pesquisa da Mazars auditores, por solicitação do portal Lancenet, sobre as origens das receitas de 14 clubes do futebol brasileiro.

Nela foi verificada uma grande dependência que se tem com a televisão, visto que o percentual atingiu 36,4% de participação. Tal índice é o maior desde 2003.

Certamente a Rede Globo ficará feliz com tal fato, pois consegue assim colocar uma coleira nos clubes, que prontamente atendem aos seus desejos.

Verificou-se na pesquisa que o item negociação de jogadores continua caindo ano a ano, e hoje representa apenas 1 de cada seis reais faturados pelas entidades.

O Corinthians foi o clube que mais faturou com essas negociações, mas o interessante é que para incrementarem as suas receitas apresentaram um valor de R$ 58 milhões que não condiz com a realidade. O que ingressou na verdade nos seus cofres foi menos do que a metade, pois a sua participação nos direitos dos atletas eram pequenos.

Em uma manobra contábil, deram o total como entrada, e nas saídas colocaram alguns valores repassados aos verdadeiros detentores dos direitos econômicos dos atletas.

Como vimos, o segmento Tv foi o de maior participação, com 36,4%, vindo a seguir os Patrocínios e Marketing, com 24,8%, Social e Esportes Olímpicos (10,6%), Bilheterias (7,1%) e Outros (5,9%).

A pesquisa verificou o crescimento do setor Marketing e Patrocínio, mas demonstrou a dependência dos clubes com a televisão e, ainda, com a venda de jogadores. Botafogo e Fluminense tiveram mais de 50% de suas receitas atreladas a esses itens.

O Internacional é um excelente exemplo de como fugir disso. Arrecadou R$ 40 milhões com os seus sócios. Esse valor colocou-o entre os clubes mais ricos do país.

Um ponto por demais preocupante foi o relacionado à queda das receitas de bilheterias, que é fundamental para o equilíbrio das receitas dos clubes, e que tem na Europa um grande exemplo. Acreditamos que um dos motivos desse problema, está ligado às ausências do Mineirão e Maracanã.

Quando foi analisado o clube de maior torcida do Brasil, o Flamengo, a sua dependêcia com a televisão chegou ao extremo com 51,2%, o mais alto entre os clubes brasileiros. Na contramão da história, as receitas de Marketing e Patrocínios ficaram no 4º lugar, o que se torna bem estranho por tratar-se de uma agremiação com um grande número de consumidores.

Ainda sobre o clube da Gávea, verificou-se que as receitas de bilheteria não chegaram a metade de Corinthians e Santos e, as Sociais, ficaram abaixo de Inter e Grêmio.

São excelentes dados, e que servem para uma verificação de que os clubes estão se projetando de maneira errada, pois existe uma linha na economia, que é o da diversificação das fontes de receitas, pois se depender em demasia de apenas uma, se essa faltar, a falencia será geral, e isso poderá acontecer com o futebol.

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