Acontece
Receita briga com CBF para taxar patrocínios
postado em 28 de abril de 2015
Pedro Ivo Almeida/UOL


Blog do RODRIGO MATTOS


A MP do Futebol não é o único ponto de discórdia entre a CBF e o governo federal. Há uma disputa entre as duas partes relacionada à cobrança de impostos sobre os patrocínios da entidade que envolve mais de R$ 20 milhões. É pouco diante do faturamento de R$ 500 milhões da entidade, mas é emblemático visto que a entidade faz propaganda da quantidade de impostos que paga para o fisco.

O balanço financeiro da confederação de 2014 registra em seu passivo R$ 35 milhões em débitos com tributos e encargos, um salto em relação aos R$ 14,6 milhões do ano passado. Esse aumento de mais de R$ 20 milhões refere-se a Cofins, que atingiu R$ 25,9 milhões. A entidade ainda entende que pode recuperar R$ 8,3 milhões em impostos.

A Receita cobra da CBF o pagamento desse impostos: contratos de patrocínio da década de 90 -entre eles da Nike, Traffic, Coca-Cola (esses dois já extintos); e pagamentos de passagens da Série B e Série C de dez anos atrás valor. Um deles iria gerar débito de R$ 6 milhões,  e outro de R$ 1,3 milhão. Mas juros, mora e cobranças de anos posteriores multiplicam os montantes.

Há disputas no Carf (conselho internos da Receita) e na Justiça Federal. Até então a CBF têm perdido boa parte das ações, mas conseguiu algumas vitórias. A maior parte das cobranças sobre patrocínios foi considerada pertinente -o último recurso da entidade seria julgado agora em 2015. E os impostos sobre as passagens também foram entendidos como legítimos na esfera administrativa.

Resultado: a CBF foi à Justiça em 2014 contra a Receita para tentar liminares para suspender as cobranças. Conseguiu suspender o pagamento de Cofins a partir de 2014, embora não tenha eliminado a dívida de outros anos. Mas teve rejeitado o seu pedido para suspender a ação sobre as passagens.

Assim, foi negado a confederação a possibilidade de tirar a CND (Certidão Negativa de Débito). No site da Receita, fica claro que, com os dados atuais, não é possível atestar a regularidade fiscal da entidade.

"É prerrogativa do contribuinte questionar as cobranças da Receita. A CBF entende que essas cobranças não são corretas e tem o direito de discutir", contou o diretor financeiro da CBF, Rogério Caboclo. "Como a CBF se pauta pelo conservadorismo em relação à parte financeira, registramos o tributo que ainda está em discussão."

Os advogados da confederação que tratam do caso não quiseram dar entrevistas. A disputa da CBF com a Receita ocorre em paralelo a uma enxurrada de cobranças do governo contra os clubes de futebol, como mostrado pelo blog.

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Artigos
Geração playstation
postado em 27 de abril de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A GERAÇÃO PLAYSTATION


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Existe ainda inteligência no futebol brasileiro, através de pessoas que pensam o esporte de forma profissional e diferenciada. O nosso blog é um bom exemplo, que venceu um desafio na aposta de fazer algo diferente, com bom nível, e sem a preocupação de discutir as cuecas de Neymar, mas, sim a realidade do que acontece nesse esporte. O número de acessos é a resposta dada, confirmando o acerto do caminho escolhido, e por isso estamos sempre procurando algo de novo para discutirmos com os amigos que nos seguem.

Recebemos no dia de ontem uma entrevista do jornalista Anderson Gurgel, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, publicada no site Esporte Fino, em que analisa a Geração Playstation e a sua presença no futebol.

O cenário mostrado por Gurgel ao também jornalista Rodrigo Borges que fez a reportagem, não é animador para os clubes brasileiros, mostrando que as dificuldades que esses têm na penetração internacional podem com o decoorer do tempo transformarem-nos em dinossauros ou peças de museu. ¨Se o futebol brasileiro continuar piorando a cada geração, a força dos clubes globais vai aumentar aqui¨, afirmou.

Na verdade, ele focou algo real, com relação à entrada dos grandes clubes europeus em nosso país, que a cada dia evolui mais, sendo hoje um caminho sem volta, e se não modernizarmos o futebol brasileiro, a derrota será mais grave do que os 7x1 da Alemanha.

Sobre essa penetração, a análise de Gurgel mostrou de forma clara que o processo de internacionalização do ato de torcer é mais uma manifestação da globalização, que não se resume a finanças, mas uma mudança de comportamento principalmente que envolve recursos e consumo. Como o futebol na verdade é hoje um produto de consumo, fica claro o processo de disputa do mercado pela paixão e o consequente investimento de tempo e dinheiro para alimentar esse sentimento.

Para ele, está existindo uma tendência à consolidação do gosto de torcer por alguns poucos grandes clubes, que na prática hoje são mais do que clubes de futebol, quando tornaram-se marcas globais poderosas que oferecem ambientes de entretenimento sofisticados. Os jogadores que são os ídolos, potencializam essa construção. A concentração de torcidas em torno se clubes como Real Madrid, Bayen de Munique, Barcelona, Chelsea, entre outros, é um fenômeno de globalização do esporte.

A entrevista foi longa e impossível de analisá-la no geral, contudo, Gurgel procedeu com excelentes análises que servem para reflexão, inclusive ao mostrar que as TIC, tecnologias de informação e da comunicação, são os agentes fundamentais da globalização.

Na verdade, o que podemos tirar do que foi publicado no site é que se nada mudar no futebol brasileiro, ou se piorar, a cada geração, os clubes globais estarão dominando, e que a paixão pelos clubes locais será finalmente superada em relação aos grandes times internacionais.

Não existe retrocesso possível na midiatização do esporte, e a globalização irá influenciar futuros torcedores, o que aliás acontece internamente em nosso país com relação a Flamengo e Corinthians.

A Geração Playstation veio para ficar, e se não procuramos modificar o nosso sistema, em breve estaremos conhecendo alguns de nossos clubes através de publicações antigas, como já acontece com muitos na atualidade.

São matérias como essas que enriquecem o debate.

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Futebol Pernambucano
China deu um nó em Eduardo
postado em 26 de abril de 2015


CLAUDEMIR GOMES

 

Sérgio China deu um banho tático em Eduardo Baptista e colocou o Salgueiro na final do Pernambucano. O fato é inédito visto que, pela primeira vez teremos um clube do Interior decidindo o título estadual. O empate - 1x1 - na Arena Pernambuco, referendou a classificação que havia sido desenhada na primeira partida, disputada semana passada no Cornélio de Barros, em Salgueiro, com uma vitória por 2x0.

Com base na história, todos acreditavam que o Sport conseguiria reverter o quadro, contudo, mais uma vez tivemos uma mostra de que a tese, "futebol é o momento", é sustentável. Mais ainda: no futebol técnico ganha e perde jogo.

A vantagem construída no primeiro jogo era substancial, mas o treinador do Salgueiro %u2013 Sérgio China %u2013 surpreendeu ao colocar sua equipe para encarar o Sport de frente. Naturalmente que, a melhor qualidade técnica de alguns jogadores leoninos fez diferença, fato que levou a equipe rubro-negra a sair na frente, no placar, entretanto, quando os dois times foram para os vestiários, no intervalo do jogo, a responsabilidade da mudança de cenário ficou por conta dos treinadores. Brilhou a estrela de China

A leitura correta feita pelo técnico do Salgueiro foi traduzida nas mudanças proferidas. Todas apresentaram uma resposta positiva, fato que levou o time sertanejo a equilibrar o jogo e explorar as deficiências do adversário que se multiplicaram com os equívocos do técnico Eduardo Baptista. O Sport terminou o jogo com quatro atacantes, alternativa que culminou com a abertura de uma avenida para o adversário encaixar seus contra-ataques. O Salgueiro chegou ao empate - 1x0 - e teve uma chance de ouro para construir a vitória.

O Carcará já alcançou um feito histórico, mas pode se imortalizar com a quebra de uma hegemonia de cem anos, levando pela primeira vez o título para o Interior do Estado.

Ao Leão mais uma lição de que já passou a hora de rever os conceitos e valores que norteiam o futebol na Ilha do Retiro.

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Acontece
O Cornélio de Barros encolheu
postado em 24 de abril de 2015

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O Clube de Regatas Flamengo está denunciando o Salgueiro, por ter dado o dirble da vaca na arrecadação do seu jogo pela Copa do Brasil.

Aliás, pensávamos que esses procedimentos já tinham sido extirpados de Pernambuco, mas a realidade é bem outra.

Após o jogo, o clube local apresentou um público pagante de 4.900 pessoas, sob a alegação que houve evasão de renda. Na última segunda-feira, o seu presidente afirmou que já tinham sido vendidos 5 mil ingressos.

Quem conhece o Cornélio de Barros como nós, sabe muito bem que esse comporta no máximo 10 mil torcedores, e pelo que vimos ontem não tinha menos do que 8 mil, e apresentar apenas quase a metade no movimento é algo que apequena o nosso futebol, e leva uma imagem negativa do clube para todo o Brasil.

O que choca é a conivência da Federação, tentando dar a cobertura a tal atitude, na tentativa de reduzir a participação dos visitantes na arrecadação, da qual esse teria direito.

Um tipo de esperteza que é coisa do passado, e ninguém é trouxa para aceitar algo antigo perpetuado em nosso futebol, graças a manobras como essas.

Nem que a vaca tussa tinha 4.900 pagantes no estádio Municipal Cornélio de Barros. Algo de errado aconteceu, e as histórias que estão sendo contadas é do tempo da carochinha.

Perguntamos apenas o seguinte: Quem estava em Salgueiro desde o domingo organizando o esquema do jogo? Quantos porteiros foram do Recife para atuarem no estádio? São peças importantes desse quebra-cabeça. O resto é nhem, nhem, nhem.

Esse é o futebol pernambucano que não ganha nada nas competições em que seus clubes participam, e ainda apresenta algo constrangedor vindo de um clube que começa a dar um bom passo para a maturidade, mas não soube conduzir uma arrecadação de um jogo de maior porte.

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Acontece
Qual o melhor estádio privado do país?
postado em 22 de abril de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, QUAL O MELHOR ESTÁDIO PRIVADO DO BRASIL?


 RICARDO ARAÚJO - blog Novas Arenas - Revista Exame


Essa é a pergunta que mais me fazem. A resposta que muitos torcedores desejam (certamente para contar vantagem com os amigos, ou não, no bar) saber.  Mas será que essa polêmica ainda dá caldo ?

O estádio do Corinthians possui um sistema de drenagem inédito, que lhe permite manter o melhor gramado do Brasil.

Por outro lado, o Allianz Parque, possui, além da ótima localização, um modelo de negócios único em eficiência e rentabilidade no país.

Já a Arena da Baixada acaba de inaugurar o único teto retrátil deslizante da América Latina.

Por sua vez, a Arena do Grêmio possui uma área construída incomparável, que lhe proporciona os maiores espaços internos (funcionais e comerciais) e conforto.

E aí? Sem dúvida, essas são as melhores arenas privadas do país.

Comparando os equipamentos por itens de desempenho, é possível subdividir essa %u201Celeição%u201D em duas. A melhor estrutura física, digamos assim, e o melhor projeto, dentro de um conceito amplo de rentabilidade do negócio. Considerei como fatores comparativos, itens como funcionalidade (treinamento do staff, qualidade dos serviços, sinalização etc), oferta de assentos, localização, integração com o entorno, segurança, conforto geral e amplitude de espaços, acabamento interno e qualidade dos materiais utilizados, tecnologia embarcada, e capacidade de gerar receitas.

E o design? Bem, em um comparativo como esse, design conta apenas quando é utilizado para resolver %u201Cproblemas%u201D e alcançar %u201Csoluções%u201D de ordem prática, e não como tradutor de %u201Cbeleza%u201D, já que esse é um parâmetro extremamente subjetivo. Por isso, o item %u201Cbeleza%u201D ficou de fora.

Outro aspecto que ignorei, é a lenga lenga política e que sempre é movida por rivalidade clubística, se a arena foi construída com capital de quem, se o %u201Cfunding%u201D foi esse ou aquele, se foi viabilizada por políticos ou partidos X ou Y. Estamos falando de papo de botequim, mas sem exageros.

Portanto, separando a eleição em duas e somando todos os aspectos mencionados, minha opinião é de que a Arena do Grêmio é o melhor estádio, o melhor equipamento, o que oferece mais conforto para seus usuários. Já o Allianz Parque, é o que possui o melhor modelo de negócios, o que oferece as maiores condições de rentabilidade para seus exploradores. São os dois melhores estádios privados do Brasil hoje, %u201Cpeso por peso%u201D.

Espero que tenham compreendido a diferença entre os dois conceitos.

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