Histórico
Sport
No aguardo da festa
postado em 14 de novembro de 2019

CLAUDEMIR GOMES

 

Matemática é ciência exata!

Isto é fato.

Portanto, é sempre aconselhável seguir o rigor dos números. Mas como nos mostra o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, por mais que tentem provar o contrário, o futebol segue uma lógica. Seguindo esta vibe podemos afirmar que o Sport assegurou o acesso à Série A do Brasileiro com a vitória (2x0) sobre o Botafogo/SP, quando atingiu a casa dos 63 pontos.

Pensar o contrário é se perder no labirinto a procura de filigranas. Cálculos, projeções, aproximações... são inúmeras as possibilidades nestas três rodadas finais da Série B, onde quatro times lutam para referendar à classificação. O Leão Pernambucano se escuda numa vantagem substancial, que o deixa blindado contra "flechadas", olho gordo, agouro e pragas proferidas pelos adversários. Afinal, somente coisas de outro mundo seriam capaz de "roubar" a vaga do rubro-negro da Ilha do Retiro.

Algumas análises chegam a ser patéticas. É como se a bola rolasse apenas para um lado do campo colocando o acesso do Sport em risco. E os profetas do apocalipse criam receitas que cairiam bem numa halloween. É uma forma de manter o torcedor concentrado, focado na competição. Discordo de algumas jogadas de marketing, até porque, sempre achei que o torcedor se sente muito mais atraído pela conquista do que pelo medo.

Bom! Pelo sim ou pelo não, domingo é dia de casa cheia na Ilha do Retiro. E a tabela conspira a favor. Afinal, dos clubes que ainda brigam para consolidar o acesso, o Sport é o último que irá a campo. Tal fato cria a possibilidade de a domingueira ser fechada com uma prévia carnavalesca na sede social leonina. Isto é tradição. Sempre que o time rubro-negro adiciona mais um feito ao seu acervo de conquistas, tem festa na Ilha.

E assim será.

O mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, que está partindo para a sua já tradicional "Dolce Far Niente", em terras lusas, desde que o Sport alcançou a marca dos 60 pontos, na vitória sobre o Criciúma, nos assegurou que o Leão havia, naquele jogo, alcançado seu objetivo, ou seja, a classificação. Azevedo é craque no manuseio com os números. Se diverte fazendo projeções.

Todas as manhãs converso com o José Joaquim por telefone. É a forma mais prática que tenho de somar conhecimentos. Aproveito e exploro ao máximo.   

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Artigos
Ferramenta de manipulação
postado em 13 de novembro de 2019

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO

 

Temos uma simbiose com os esportes em geral, em especial o futebol por um longo tempo, o que facilita as nossas análises sobre o tema, e sempre estamos observando algo que passa despercebido pelas mídias, que tem uma visão ligada a espetacularização do esporte do que o trato de sua realidade.

Não temos a menos dúvida de que o futebol brasileiro está atuando como uma ferramenta de manipulação e controle social. Enquanto arte e espetáculo verdadeiro, esse esporte é muito distorcido pelos meios de comunicação, perdendo assim a sua essência e raízes.

Essa modalidade esportiva da maneira como ela é apresentada pela mídia pode ser traduzida como um pão sem nutrientes, que somente engorda os detentores do poder e, como o circo, apresenta pouco ou quase nada de útil para a formação de um pensamento crítico do seu torcedor.

Quando a seleção do Circo atua, e obtém uma vitória, muitas vezes perante adversário mequetrefe, o ufanismo com essa conquista representa realmente as distorções dos fatos. Trata-se de um modelo indutor do u o adversário era potente, e que o time circense foi extraordinário, manipulando as mentes daqueles que os assistem.

Os atletas se tornam celebridades, são tratados como tal, e todos os seus movimentos fora de campo são destacados. Neymar indo ao sanitário é uma manchete nos meios de comunicação. A bola da vez é Gabigol e o seu namoro com a irmã desse jogador.

Os clubes são secundários, e o mais importante é o individual.

Quando lemos, assistimos ou ouvimos a divulgação de tais fatos, ficamos certos de que o futebol que deveria ser um espetáculo coletivo se transformou em algo individual, movido a interesses financeiros, e que os segmentos do setor pouco se importam com os clubes e sim com os seus ídolos.

Óbvio que o esporte para crescer necessita de astros, mas esses não estão acima das bandeiras. O mundo se tornou individualista, e o futebol é  coletivo, e o que importa é o sucesso do clube no geral, mais isso se tornou apenas um pequeno detalhe quando observamos a maneira como os nossos astros são tratados.

Na realidade a imprensa é comprometida com os patrocinadores, e segue a linha editorial de suas empresas, vendendo muitas ilusões para uma multidão de iludidos.

Uma certa vez, lemos um documento da Sociedade dos Jornalistas da França, em que textualmente dizia: "A imprensa só é livre quando não depende nem do poder governamental, nem do poder do dinheiro, e sim exclusivamente da consciência dos jornalistas e leitores".

Aplicando-se isso, o ufanismo chapa branca seria extirpado.   

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Náutico
Luto: Morreu Dr. Omar Braga
postado em 11 de novembro de 2019

ROBERTO VIEIRA = blog do Roberto Vieira

 

Não o conhecia pessoalmente.

Ele que nasceu no longínquo fevereiro de 1969.

Mas nos meus tempos de criança, adolescente.

Lá estava Dr. Omar Braga nas resenhas.

Fulano joga.

Fulano não joga.

Omar que tinha sempre um caso pitoresco pra contar.

Como naquele fevereiro de 1972.

Quando completou 43 anos.

Trazendo à tiracolo Alan Cole da Jamaica, novamente.

E olha que Omar foi na terra do reggae resgatar o cara.

Craque na vida.

Sogro de Renatinha, filha do mestre José Moreira Rego Lima.

Doutor Omar Braga vai fazer falta.

Mas vai rever no céu uma turma boa.

Bita, Lula, Marinho Chagas, Amaral Dutra, Carlos Celso e Gradim.

Quem sabe até o massagista Miro não apareça.

Vá em paz, mestre!

Esse mundo está ficando cada vez mais triste.

 

NOTA: "O MESTRE ROBERTO VIEIRA TEM TODA RAZÃO - ESSE MUNDO ESTÁ FICANDO CADA VEZ MAIS TRISTE. CONFESSO QUE SOU UM PRIVILEGIADO, POIS QUANDO REPORTER, VIVENCIEI UM NÁUTICO QUE NO DIA A DIA NOS COLOCAVA EM CONTATO COM PESSOAS HUMANAS INESQUECÍVEIS COMO Dr. OMAR BRAGA; EDGAR CAMPOS e LIA, A TORCEDORA SÍMBOLO QUE ERA A "MADRINHA" DE TODOS OS JOGADORES. (CG)

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Acontece
A Copa engoliu o Campeonato
postado em 08 de novembro de 2019

CLAUDEMIR GOMES

 

O ex-presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Carlos Alberto Oliveira, sempre teve restrições a criação de uma Liga dos Clubes e a Copa do Nordeste. A época, final da década de 90, no século passado, ele vislumbrava o fato novo como a falência das Federações e dos campeonatos estaduais. Passados vinte anos, observamos que o visionário Oliveira estava certo em alguns pontos. Constatação que tem como referência o crescimento da competição regional em detrimento ao encolhimento dos estaduais.

A Copa do Nordeste foi lançada na década de 90, logo após o Brasil conquistar o tetra mundial, nos Estados Unidos. Projetos similares foram lançados em outras regiões do País, contudo, o nordestino foi o que se transformou num case de sucesso. Evidente que, no transcorrer dos anos aconteceram muitos ajustes; houve uma queda de braço com a CBF e as Federações, mas no final a entidade nacional colocou a CN no seu calendário, e a partir daí os investidores direcionaram as atenções para o evento que vem reforçando sua musculatura nas últimas temporadas.

Investimento maciço da mídia; cotas financeiras expressiva para os clubes; melhora na qualidade técnica das equipes e jogos atrativos para os torcedores reativando clássicos regionais que alimentam, de forma salutar, a rivalidade que impulsiona os clubes na busca por um salto de qualidade. A resultante destes e outros fatores é a qualificação e o crescimento da competição regional e a depreciação dos estaduais.

Com a divulgação da tabela dos jogos da primeira fase da Copa do Nordeste, competição onde, na próxima edição, o futebol pernambucano estará representado por Sport, Náutico e Santa Cruz, observamos que haverá uma dificuldade tremenda para o encaixe dos jogos do Pernambucano 2020. A fase classificatória da CN se inicia no dia 23 de janeiro e irá até o dia 21 de março. Todos os jogos do Sport, e a maioria das partidas do Náutico e do Santa Cruz estão programados para os sábados.

Fevereiro é mês de carnaval, e no Recife esta festa popular suplanta qualquer outro tipo de entretenimento. Portanto, em três dos quatro finais de semana deste mês a bola não deverá rolar na Capital Pernambucana.

Detalhe: Na fase final da Copa do Nordeste e do Pernambucano os clubes também estarão disputando a Copa do Brasil. A agenda de jogos é maior que a disponibilidade de datas. Como as adequações são feitas a partir da importância da competição, a tendência natural é de que o torneio estadual venha a ser o mais prejudicado.

Desconheço de foram feitos estudos com a possibilidade de transferir os estaduais para o segundo semestre. Seria uma alternativa de dar mais visibilidade à disputa doméstica que a cada ano vai sendo mais imprensada  pela CB e desperta menos interesse do torcedor. Evidente que no segundo semestre os clubes estarão envolvidos nas finais da Série C e definindo seus futuros nas Séries B e A do Brasileiro.

Isto é sinuca de bico! Diriam os amigos carpinenses.

O fato é que a Copa engoliu o Campeonato.

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Sport
Sábado é dia de "decisão"
postado em 06 de novembro de 2019

 CLAUDEMIR GOMES

 

Matemática é ciência exata! Isto é fato. Portanto, ao alcançar a marca dos 65 pontos o Bragantino é o primeiro, dentre os 20 clubes que disputam a Série B, a assegurar o acesso a elite do Campeonato Brasileiro em 2020: Série A. Agora, as três vagas restantes serão disputadas por Sport, Atlético/GO, Coritiba e Paraná, com o clube pernambucano tendo confortável vantagem nesta reta final.

Mais que nunca, o resultado é o que importa neste momento decisivo para os clubes que têm como meta o acesso. A pobreza técnica dos jogos deixa claro que, o item qualidade somente será focado por aqueles que obtiverem sucesso quando forem reestruturar e reformar seus elencos. Afinal, reconhecidamente, esta foi uma das edições, tecnicamente, mais fraca da Série B nacional desde que a mesma passou a ser disputada pelo sistema de pontos corridos.

A injusta divisão de renda está definindo um novo cenário para o futebol brasileiro. O desequilíbrio financeiro vem colocar seis clubes num patamar altíssimo, outros seis numa posição intermediária que lhe dará o suporte para sobreviver na Série A, enquanto o restante ficará numa permanente gangorra entre as Séries A e B.

Não é correto traçar um paralelo entre as campanhas dos clubes que estão disputando o acesso a Série A, com os clubes que estão na linha de baixo do Campeonato da Primeira Divisão. A qualidade dos adversários, a intensidade dos jogos são diferentes. Fazer este tipo de análise partindo de um pressuposto é insustentável. A prática nos mostra que, todos os clubes que ascenderem, este ano, à Série A, correm o risco de descerem na próxima temporada, caso não façam bons investimentos focados na melhora da qualidade. Isto será vital para a sobrevivência.

Mas isso é coisa do futuro, e a disputa exige foco total no momento. Apenas o Bragantino já pode iniciar o planejamento para a temporada 2020. Ao Sport, e os demais, a ordem é somar pontos. Sendo assim, este jogo com o Criciúma, sábado, na Ilha do Retiro tem que ser encarado pelo Leão. A vantagem do mando de campo começa com uma presença substancial da torcida. É voz corrente no futebol brasileiro que, a Ilha do Retiro cheia faz tremer qualquer adversário. Sendo assim, o primeiro gol sai das arquibancadas. Os outros, basta o time ter uma atitude altiva, como teve diante do Coritiba, segunda-feira que fatalmente conseguirá construir o placar que lhe convém.

Os pessimistas costumam dizer que, "os time que estão na zona de rebaixamento são mais perigosos". Isto é conversa de quem pensa pequeno. Evidente que, o respeito tem de haver sempre, em todas as circunstâncias, até porque "futebol não aguenta desaforo", como afirmam os mais experientes. A campanha do Sport é imperativa, o time joga em casa diante de um adversário que está na iminência de cair para a Série C. Portanto, a ordem é ir para cima, fazer valer a força e tirar vantagem de jogar no "Caldeirão da Ilha".

O futebol evoluiu bastante, mas tem certas coisas que são imutáveis, como a vantagem de decidir em casa, com o apoio da torcida. Este jogo com o Criciúma é decisão.

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