Artigos
Saturday Night Fever
postado em 31 de agosto de 2013

JOSÉ JOQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Hoje é sábado, e para o Recife é dia de futebol e de assistirmos aos nossos clubes dançando ao som do ¨Saturday Night Fever¨.

Não vamos traduzir por conta da qualidade cultural de nossos visitantes, e todos poderão fazê-lo, desde que não temos entre os nossos leitores torcedores organizados, os grandes personagens do futebol nacional.

Mais uma vez o domingo será de Caruaru, quando o Central recebe a visita do Botafogo da Paraíba, pela Série D.

Como já afirmamos anteriormente, não adianta reclamar, porque todos ficam calados. Continuamos morando nas senzalas.

Mas vamos ao que nos interessa, as danças dos nossos clubes no saturday tupiniquim. O primeiro a entrar em campo será o Náutico, às 18h30, recebendo a visita da nova sensação da competição, o Atlético do Paraná.

A diferença dos clubes é gritante. São 19 pontos que os distanciam, e o rubro-negro paranaense está no G4 (4º lugar) e o alvirrubro na lanterna da competição.

O Náutico somou 8 pontos (2 vitórias, 2 empates), com um aproveitamento de 19%. Como mandante somou 5 pontos dos 18 disputados, aproveitamento de 27%.

O Atlético do Paraná somou 27 pontos (7 vitórias e 6 empates), com um aproveitamento de 58%. Como visitante, conquistou 11 pontos dos 24 disputados, aproveitamento de 37%.

Nos jogos realizados neste mês de agosto, o time pernambucano conseguiu 1 ponto, dos 15 disputados, enquanto o Furacão conquistou 14 dos 18 disputados, sem perder uma única partida.

Embora o Náutico tenha mostrado alguns sinais de melhora no seu último jogo, com a presença de um meio de campo com qualidade, no caso, Morales, as chances de cada clube para este jogo são as seguintes: Vitória do alvirrubro- 25%, Empate- 30%, e Vitória do rubro-negro-45%.

Já mais para dentro da noite, o Sport recebe, na Ilha do Retiro, o BOA, que é um concorrente direto ao acesso, e que dista apenas um ponto do time pernambucano.

O rubro-negro pernambucano é o 3º colocado, com 30 pontos (10 vitórias), aproveitamento de 59%. Como mandante somou 18 pontos, dos 24 disputados, aproveitamento muito bom de 75%.

O time mineiro é uma surpresa da competição por conta de sua reação. Está na 5ª colocação, com 29 pontos (8 vitórias e 5 empates), aproveitamento de 57%. Como visitante, somou 12 pontos, dos 24 disputados, com um bom aproveitamento de 50%.

Nos jogos realizados no mês de agosto, o Sport somou 9 pontos, dos 18 disputados, enquanto o BOA conquistou 13 dos também 18 disputados, numa demonstração de que em seis jogos teve uma participação muito melhor do que a do adversário de hoje.

Embora os números atuais sejam favoráveis ao time das Minas Gerais, nas análises gerais, as chances de cada um são as seguintes: Vitória do Sport- 42%, Vitória do BOA- 30%- Empate- 28%.

Desejamos a todos um bom Saturday Night Fever.

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Acontece
Um golpe duro de assimilar
postado em 31 de agosto de 2013

EDGARD ALVES - FOLHA DE SÃO PAULO


A desqualificação do Ladetec, o único laboratório no Brasil que era credenciado para testes de doping pela Wada, a Agência Mundial Antidoping, é um duro golpe para o Rio-2016, o comitê organizador da Olimpíada e da Paraolimpíada.

Agora, as autoridades brasileiras da área correm atrás do prejuízo na tentativa de recuperar a credencial e assim evitar maiores danos para os eventos daqui a três anos.

O comitê Rio-2016, certamente, deve levar um puxão de orelha na visita que o COI realiza nestes dias na cidade para avaliação do trabalho de organização e do andamento das obras olímpicas. A falta de um laboratório credenciado para testes antidoping é uma situação complicada, diferentemente de outras pedras pelo caminho do comitê, renegociáveis sem desespero, como os impasses do campo de golfe, do local da canoagem e dos processos atrasados das instalações temporárias de basquete e handebol.

Por que o problema do laboratório é grave? Simples: porque havia um, embora necessitasse de ajustes e modernização das suas instalações, o Ladetec, que funciona no prédio do Centro de Tecnologia da UFRJ. O laboratório falhou, entretanto, na sua função específica, com resultados equivocados em exames.

E o Ladetec realiza obras de ampliação para os Jogos, com custo inicial estimado de R$ 29,6 milhões, em 2009, valor que, por mudanças do projeto, subiu para R$ 85 milhões e entrou na mira do TCU, que apontou indícios de irregularidades.

Levando-se em conta o alto grau de importância do controle antidoping no mundo dos esportes na atualidade, o descredenciamento do laboratório nacional tem forte impacto negativo. Além da boa saúde dos atletas, o antidoping busca propiciar condições de igualdade às partes em confronto numa competição esportiva. Age contra a picaretagem, a fraude, o recurso ilícito.

Nas Olimpíadas, desde meados da década de 60, quando a luta contra o doping iniciou sua escalada, os procedimentos completos dos exames sempre ocorreram na sede. O padrão veta viagem do material coletado, como urina e sangue, ou seja, não deve ser colhido na cidade dos Jogos e analisado em outra praça. Em Londres-12, foram feitos cerca de seis mil testes, quantidade que pode ser ampliada no Rio.

Nas competições em geral, até mesmo em Mundiais, como o de judô, em andamento no Rio, e testes rotineiros em etapas de treinamento, a viagem do material é possível. Por isso, o descredenciamento do Ladetec causa danos financeiros para o esporte no país. Uma análise no exterior custa em média mil dólares, uma fortuna.

Enfim, ou negocia-se com competência uma reviravolta no caso do Ladetec ou, com respaldo da Wada, monta-se novo laboratório às pressas, consumindo mais recursos públicos. Um momento delicado para a Olimpíada do Rio.

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Terra de Ninguém
postado em 29 de agosto de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, TERRA DE NINGUÉM


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Voltamos ao assunto das organizadas por conta de novas informações obtidas em publicações de nossas mídias, que não poderiam passar despercebidas.

A cada nova informação ficamos mais convictos que habitamos a ¨Terra do Ninguém¨, ou que em Portugal poderia ser chamado de ¨Casa da Mãe Joana¨, onde todos mandam e a desordem é total.

O jornal ¨Estado de São Paulo¨ está fazendo um trabalho que deveria ser realizado pelos órgãos de segurança, mas como esses são ineficazes, o veículo de comunicação veio dar a sua mãozinha mostrando as caras dos ¨brigões¨ do estádio Mané Garrincha, e entre esses mais um dos presos de Oruro.

A bola da vez foi Cleuber Barros, que é conhecido no mundo das organizadas como ¨Manaus¨, sua cidade de origem. O interessante é que os componentes dessas faccções tenham apelidos, como acontece com os traficantes que atuam no mundo do crime em nosso país.

Barros veio de Manaus para ajudar na organização do carnaval da Gaviões, e dorme na sede, mas tem condições de frequentar todos os jogos do Corinthians, inclusive os de fora do estado. Em Brasília, conforme comprovou o jornal, ele era um da linha de frente na briga generalizada contra os torcedores vascainos.

Por uma coincidência ele também estava entre os 12 ¨anjos¨ presos em Oruro, que chegou a ser apontado, junto com Oliveira (que estava tambem em Brasília), que é conhecido como "Soldado", como responsável pelo disparo do sinalizador que matou o jovem Kevin Espada.

Após cinco meses de prisão, foi liberado, mas resolveu continuar com a sua vida, e teve um retorno triunfal no Mané Garrincha.

Na verdade, o jornalismo está tomando o lugar daqueles que deveriam investigar os fatos, e que não o fazem com a devida qualidade, e o ¨Estado¨ nos mostrou mais competência do que os órgãos de segurança de Brasília.

Temos uma questão relevante para apimentarmos o nosso debate, ou seja: Como essas pessoas, que muitas vezes não trabalham, conseguem chegar a mais de mil quilômetros de distância, pagando ingressos de R$ 160? Quem os ajudam? Ou ainda qual o propósito dessas viajarem para tão longe e no final promoverem tumultos?

No final, as mesmices de sempre. A proibição do ingresso nos estádios por 90 dias, ou, então, o pedido de um promotor para a extinção dessas facções.

Nada irá acontecer, desde que moramos na ¨Terra de Ninguém¨, e uma foto do Ministro do Esporte Aldo Rebelo, publicada no blog de Rodrigo Matos, atesta o que estamos afirmando, quando um dia antes do jogo de Brasília esteve na sede da Gaviões, fazendo elogios a essa facção, e estava ao lado do vereador Raimundi Faustini, do PT de Francisco Morato, também envolvido nos acontecimentos do Mané Garrincha.

¨As torcidas organizadas cumprem um papel importante do nosso futebol. Os Gaviões têm um papel importante como a maior organizada de um dos maiores clubes de futebol do país¨, declarou Rebelo em sua saudação.

Na verdade após isso, só podemos dizer que se não fossemos a ¨Terra de Ninguém¨, o ministro já estaria demitido, pois elogiou a violência.

Lamentável e vergonhoso.

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Messi e o autismo
postado em 29 de agosto de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, MESSI E O AUTISMO


Roberto Amado - Site Poucas Palavras


Messi é autista. Ele foi diagnosticado aos 8 anos de idade, ainda na Argentina, com a Síndrome de Asperger, conhecida como uma forma branda de autismo. Ainda que o diagnóstico do atleta tenha sido pouco divulgado e questionado, como uma maneira de protegê-lo, o fato é que seu comportamento dentro e fora de campo são reveladores.

Ter síndrome de Asperger não é nenhum demérito. São pessoas, em geral do sexo masculino, que apresentam dificuldades de socialização, atos motores repetitivos e interesses muito estranhos. Popularmente, a síndrome é conhecida como uma fábrica de gênios. É o caso de Messi.

É possível identificar, pela experiência, como o autismo revela-se no seu comportamento em campo "nas jogadas, nos dribles, na movimentação, no chute. Autistas estão sempre procurando adotar um padrão e repeti-lo exaustivamente", diz Nilton Vitulli, pai de um portador da síndrome de Asperger e membro atuante da ong Autismo e Realidade e da rede social Cidadão Saúde, que reúne pais e familiares de "aspergianos".

"Messi sempre faz os mesmos movimentos: quase sempre cai pela direita, dribla da mesma forma e frequentemente faz aquele gol de cavadinha, típico dele", diz Vitulli, que jogou futebol e quase se profissionalizou. E explica que, graças à memória descomunal que os autistas têm, Messi provavelmente deve conhecer todos os movimentos que podem ocorrer, por exemplo, na hora de finalizar em gol. "É como se ele previsse os movimentos do goleiro. Ele apenas repete um padrão conhecido. Quando ele entra na área, já sabe que vai fazer o gol. E comemora, com aquela sorriso típico de autista, de quem cumpriu sua missão e está aliviado".

A qualidade do chute, extraordinária em Messi, e a habilidade de manter a bola grudada no pé, mesmo em alta velocidade, são provavelmente, segundo Vitulli, também padrões de repetição, aliados, claro, à grande habilidade do jogador. Ele compara o comportamento de Messi a um célebre surfista havaiano, Clay Marzo, também diagnosticado com a síndrome de Asperger. "É um surfista extraordinário. E é possível perceber características de autista quando ele está numa onda. Assim, como o Messi, ele é perfeito, como se ele soubesse exatamente o comportamento da onda e apenas repetisse um padrão". Mas autistas, segundo Vitulli, não são criativos, apenas repetem o que sabem fazer. "Cristiano Ronaldo e Neymar criam muito mais. Mas também erram mais", diz ele.

Autistas podem ser capazes de feitos impressionantes e o filme Rain Man, feito em 1988, ilustra isso. Hoje já se sabe, por exemplo, que os físicos Newton e Einstein tinham alguma forma de autismo, assim como Bill Gates.

Também fora de campo, seu comportamento é revelador. Quem já não reparou nas dificuldades de comunicação do jogador, denunciadas em entrevistas coletivas e até em comerciais protagonizados por ele? Ou no seu comportamento arredio em relação a eventos sociais? Para Giselle Zambiazzi, presidente da AMA Brusque, (Associação de Pais, Amigos e Profissionais dos Autistas de Brusque e Região, em Santa Catarina), e mãe de um menino de 10 anos diagnosticado com síndrome de Asperger, foi uma revelação observar certas atitudes de Messi.

"A começar pelas entrevistas: é visível o quanto aquele ambiente o incomoda. Aquele ar - perdido -, louco pra fugir dali. A coçadinha na cabeça, as mãos, o olhar que nunca olha de fato. Um autista tem dificuldade em lidar com esse bombardeio de informações do mundo externo", diz Giselle. Segundo ela, é possível perceber o alto grau de concentração de Messi: "ele sabe exatamente o que quer e tem a mesma objetividade que vejo em meu filho".

Giselle observou algumas jogadas do argentino e também não teve dúvidas: "o olhar que - não olha - é o mesmo que vejo em todos. Em uma jogada, ele foi levando a bola até estar frente a frente com um adversário. Era o momento de encará-lo. Ele levantou a cabeça, mas, o olhar desviou. Ou seja, não houve comunicação. Ele simplesmente se manteve no seu traçado, no seu objetivo, foi lá e fez o gol. Sem mais".

Segundo Giselle, Messi tem o reconhecido talento de transformar em algo simples o que para todos é grandioso e não vê muito sentido em fama, dinheiro, mulheres, badalação. "Simplesmente faz o que mais sabe e faz bem. O resto seria uma consequência. Outra aspecto que se assemelha muito a meu filho".

Outra característica dos autistas, segundo ela, é ficarem extremamente frustrados quando perdem, são muito exigentes. "Tudo tem que sair exatamente como se propuseram a fazer, caso contrário, é crise na certa. E normalmente dominam um assunto específico. Ou seja, se Messi é autista e resolveu jogar futebol, a possibilidade de ser o melhor do mundo seria mesmo muito grande", diz ela.

A ideia de uma das maiores celebridades do mundo ser um autista não surpreende, mas encanta. Messi nunca será uma celebridade convencional. Segundo Giselle, ele simplesmente será sempre um profissional que executa a sua profissão da melhor forma que consegue, mas arredio às badalações, às entrevistas e aos eventos. "Ele precisa e quer que sua condição seja respeitada. Nunca vai se acostumar com o assédio. Sempre terá poucos amigos. E dificilmente saberá o que fazer diante de um batalhão de fotógrafos e fãs gritando ao seu redor. De qualquer modo, certamente a sua contribuição para o mundo será inesquecível", diz ela.

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Denúncia
Um repasse de R$ 2,8 milhões
postado em 29 de agosto de 2013

SÉRGIO RANGEL  - FOLHA DE SÃO PAULO


Acusada pelo Ministério Público de desviar dinheiro público de amistoso da seleção em Brasília em 2008, a Ailanto Marketing Ltda. pagou R$ 2,8 milhões a uma empresa da mulher de Ricardo Teixeira, ex-dirigente da CBF.

A Ailanto pertence ao presidente do Barcelona, Sandro Rossell, amigo de Teixeira.

Documentos obtidos pela Folha revelam que a empresa do cartola catalão foi sócia da W Trade Brasil, de Ana Carolina Wigand Pessanha Rodrigues, mulher de Teixeira.

A parceria envolveu duas salas comerciais no Shopping Leblon, um dos mais badalados do Rio. Em janeiro de 2009, a W Trade se associou a Rossell (pessoa física), à Brasil 100% Marketing (que tem o dirigente do Barcelona como sócio) e a André Laport Ribeiro na compra dos imóveis, por R$ 7,6 milhões.

Com apenas R$ 50 mil de capital social, a empresa da mulher de Teixeira ficou com 24% de cada sala. Dois anos depois (e seis meses antes de Teixeira renunciar), a Ailanto pagou R$ 2,8 milhões pela parte da W Trade, segundo documentos do 2º Ofício de Registro de Imóveis do Rio.

A W Trade está registrada em nome de Ana Carolina e de Leonardo Diogenes Wigand Rodrigues, seu irmão. Ela tem 99% das cotas.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, desde 2004, quando foi criada, a empresa fez só uma operação de exportação, cujo valor ficou abaixo de R$ 1 milhão.

No ano passado, a Folha revelou o primeiro elo comercial entre Teixeira e a Ailanto. A empresa de Sandro Rossell foi dona da VSV Agropecuária, que tinha como endereço uma fazenda do brasileiro em Piraí, a 80 km do Rio.

Pelo arrendamento da fazenda, feito às vésperas do amistoso contra Portugal em Brasília, em 2008, Teixeira deveria receber R$ 600 mil.

Na compra das salas, Ana não assinou nada --foi representada por Vanessa Precht, sócia minoritária de Rossell na Ailanto. A venda foi feita pela Cencom S.A., também representada por Vanessa.

Ana mora na Flórida, onde faz pós-graduação em marketing. No início, o curso garantiu a permanência do marido nos EUA. O visto dele era atrelado ao dela. Recentemente, ele obteve o green card. Neste mês, o casal voltou ao Brasil para Teixeira fazer um tratamento médico.

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