Santa Cruz
Para ser lembrado e preservado
postado em 31 de maro de 2015

Nem sempre a história é preservada no futebol pernambucano. Fatos relevantes passam despercebidos e entram no esquecimento. Há dez anos o Santa Cruz conquistava, após um jejum de dez anos, o título do Campeonato Pernambucano 2005. A conquista, fruto de uma campanha irretocável, foi sacramenada com uma vitória - 2x1 - sobre o Petrolina, na noite do dia 31 de março de 2005. Uma festa que foi iniciada na cidade sertaneja e culminou com uma demonstração de amor da torcida tricolor. A temporada foi dourada para o Clube do Arruda que também ascendeu à Série A do Brasileiro. Abaixo transcrevemos um artigo publicado no site CoralNET em março de 2006 com o título - 12 MESES EM TRÊS CORES - ressaltando a importância daquele título memorável. (Claudemir Gomes).



12 MESES EM TRÊS CORES


Por Karlos Felipe


Um ano. Muita coisa aconteceu nesse período de tempo, mas pode perguntar a qualquer tricolor, a resposta será unânime: "Parece que foi ontem!". Todos têm a sua história, seu relato do que fizeram na inesquecível noite de 31 de março de 2005.

Pois é, há exatos 365 dias a torcida do Mais Querido estava em festa, tirava da garganta o grito que permaneceu engasgado por dez anos: "É Campeão!". O motivo de tanta festa foi um resultado que, caso não fosse as circunstâncias, poderia ser considerado normal, uma vitória sobre o Petrolina, no Sertão, por 2x1.

Marcaram para o Santa Carlinhos Bala, com cinco minutos de jogo e Roberto, aos 28. Eliomar diminuiu para o Petrolina, aos 45. O placar se manteve assim até o final, mas a essas alturas a torcida tricolor não estava mais tão preocupada assim com o jogo em Petrolina, as atenções agora se voltavam para Caruaru.


Era na Capital do Agreste que o Porto recebia o Náutico, único time em condições de alcançar o Santa. Até o início desta rodada, que era a oitava do Segundo Turno, dois pontos separavam o líder Santa do vice Náutico, por isso, com um tropeço alvirrubro e uma vitória coral, o campeonato seria do Terror do Nordeste.


E o tropeço veio. De forma dramática, o Náutico ficou no 2x2 com o Porto, dando início à festa em três cores que percorreu Pernambuco. Em todos os bairros da Região Metropolitana havia comemorações de tricolores. O Arruda era para onde convergia a multidão que voltava a sentir o gostinho de torcer pelo melhor time.


Na manhã seguinte, dia 1º de abril, uma multidão ainda maior rumou com sentido ao aeroporto, para recepcionar os campeões de 2005. Após muita alegria e muita comemoração, os atletas foram para o Arruda, desfilando em um carro do Corpo de Bombeiros, sendo seguidos por uma legião de fanáticos, recebendo saudações ao longo do caminho.


Estando nas Repúblicas Independentes do Arruda, o carnaval seguiu. A partida seguinte, um clássico contra o Náutico, que poderia ter sido decisivo, acabou se tornando um amistoso de luxo, assistido por mais de 40 mil tricolores e cerca de cem corajosos alvirrubros. O Santa venceu por 2x1, levantou a taça, deu volta olímpica.


Foi um conquista incontestável, o Santa Cruz venceu os dois turnos, o segundo com 100% de aproveitamento, venceu 15 jogos, empatou dois e perdeu apenas um. Marcou 43 gols e sofreu 15. Mas, mal imaginava o torcedor, tanta alegria era apenas um aperitivo, 2005 ainda guardaria muitas, mas muitas alegrias para os torcedores do Mais Querido.



ROBERTO, O CAPITÃO ARTILHEIRO

Para todos os atletas que participaram da conquista do título estadual de 2005, o dia 31 de março de 2005 ficará marcado, mas para um deles em especial, aquele dia será eterno.

O zagueiro Roberto além de ser o capitão do time, teve a honra de assinalar o gol que sacramentou o título, o segundo na vitória por 2x1, contra o Petrolina.

Roberto chegou ao Santa em 2004 e de lá para cá tem mostrado uma identificação cada vez maior com clube, para ele, a conquista do Pernambucano 2005 é um feito inigualável em sua carreira.


"Já joguei em vários clubes, já levantei vários troféus em minha carreira, mas o conquistado com o Santa foi especial. Ser o capitão, fazer o gol do título e levantar a taça foi algo bastante especial".

Roberto ainda comentou sobre o jogo: "Apesar de respeitar bastante a equipe do Petrolina, tínhamos plena convicção que poderíamos sair campeões naquela partida".


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Copa do Nordeste
Ceará 3x0 Pernambuco
postado em 26 de maro de 2015

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O ¨brilhante¨ futebol pernambucano na noite de ontem foi derrotado pelo cearense por 3x0, resultado injusto por conta do que apresentaram Fortaleza e Ceará, e da pouca bola do Sport e Salgueiro.

Na cidade de Salgueiro, o time do mesmo nome foi superado pelo alvi-negro cearense por 2x0, o que já era previsível.

Mesmo com o mando de campo, a equipe local não conseguiu equlibrar o jogo em nenhum momento, e a diferença na qualidade técnica refletiu no resultado.

Enquanto isso o Fortaleza com um time simples, mas bem compactado, dominou o Sport Recife, que voltou a jogar o que sabe, ou seja, nada.

Os 25 minutos iniciais foram do tricolor cearense, jogando no campo do adversário, marcação bem planejada, e com a posse de bola de 61%. O rubro-negro pernambucano só olhava.

Desse período em diante aconteceu uma melhora no time da Ilha do Retiro, que conseguiu finalmente chegar na área do adversario.

Quando todos pensavam que o segundo período poderia ser outro para o Sport, a equipe da casa tomou conta do jogo, dominou-o totalmente, fez o o marcador de 1x0, que foi o resultado final, quando esse deveria ter sido pelo menos de 4x0, graças a atuação do goleiro Magrão.

Na realidade o treinador Chamusca do Fortaleza deu um banho em Eduardo Baptista, técnico do rubro-negro, quando aproveitou-se bem das Avenidas Pascoa e Durval, deu velocidade ao seu jogo, e conseguiu amansar o Leão da Ilha do Retiro, abafando o seu rugido.

Na realidade vencer no estadual de Pernambuco não serve como referência, e na hora em que atua contra um time um pouco melhor, da terceira divisão nacional se complica. Essa é a sina rubro-negra.

Como sempre as substiruições de EB não deram certo. Aliás o técnico está nos devendo uma resposta sobre Danilo, nos mostrando qual a posição em que esse atua.

Enfim as esperanças estão voltadas para a Ilha do Retiro, que também já foi poderosa, embora essa tenha perdido a sua força nos últimos anos. Se jogar como ontem, o Sport não irá derrotar o seu adversário, pois com o futebol de volantes, certamente o sucesso não será alcançado.

O nosso futebol vive de ilusões, vendidas por um bando de ilusionistas.

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Acontece
Um desconto de R$ 800 milhões
postado em 26 de maro de 2015

Blog do RODRIGO MATTOS


Com a MP do Futebol,  o governo deve dar um desconto de cerca de R$ 800 milhões nas dívidas com os clubes de futebol. Esse é o cálculo inicial de especialistas que estimam em 20% a queda do valor total dos débitos de R$ 4 bilhões. A Receita Federal informou ainda não ter o montante dos benefícios porque estes serão obtidos caso a caso.

O texto da legislação estabeleceu que o total das dívidas terá um desconto entre 70% e 60% das multas, entre 30% e 20% dos juros e de 100% dos encargos legais. O percentual depende do número de parcelas do financiamento, 120 ou 204 meses.

No caso dos 12 maiores clubes do Brasil, o valor estava estimado em R$ 1,5 bilhão pelo governo federal até junho de 2014. Assim, só esses times teriam descontos de cerca de R$ 300 milhões de seus débitos.

"O desconto deve ficar entre 20% e 30% do total da dívida. Essa sistemática é a mesma de outros pagamentos de refinanciamento. A dúvida é que os clubes têm muitas dívidas velhas e, por isso, o impacto é muito grande", afirmou Piraci Oliveira, advogado especialista que já escreveu livro sobre finanças de clubes e é conselheiro do Palmeiras.

"Essa conta (20%) é bem plausível. Mas não me comprometeria com ela. Só sei que o alívio é insuficiente para os clubes que vão a continuar a gerar déficit porque não foi mexida na estrutura do futebol", afirmou o tributarista Ives Gandra Martins, que é conselheiro do São Paulo. Outros especialistas em finanças de clubes também apontaram o percentual de 20% como uma estimativa inicial, mas dizem que vai variar caso a caso.

A diretoria do Flamengo tinha calculado uma queda de R$ 340 milhões para R$ 270 milhões em sua dívida fiscal com o pacote do governo, isto é, em torno de 20%. Mas ainda é cautelosa com o valor. "É possível, mas ainda estamos calculando. A tarefa é complicada", ressalvou o presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello.

O valor final será obtido por cálculo da Receita Federal em análise conjunta com cada um dos clubes. A adesão pode acontecer até 30 de junho de 2015 quando os débitos serão consolidados. Por enquanto, ainda há outras dúvidas dos clubes.

"Temos recursos penhorados e queremos saber se esse dinheiro pode ser usado para a compensação ou se a Receita pode levantar a penhora. Cada setor do clube está estudando a lei para saber como botar em prática", contou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira.

Questionada pelo blog, a Receita Federal foi evasiva sobre o valor: "O total do  desconto depende do número de parcelas que cada clube optar. E, em virtude do sigilo fiscal previsto no Código Tributário Nacional, a Receita Federal não fornece informações sobre contribuintes específicos", respondeu a assessoria do órgão.

Assim, o governo assinou a lei sem saber exatamente qual a sua renúncia fiscal. Isso levando-se em conta que a conta deve chegar a R$ 800 milhões, segundo especialistas.

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Futebol Pernambucano
Arenas pernambucanas
postado em 25 de maro de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

Os anos 70 foram marcados pelo milagre econômico brasileiro, época em que brotaram estádios nos Estados com a mesma facilidade com que as flores brotavam nos campos. A conquista do tricampeonato mundial no México, por Pelé e companhia, era o mote do qual precisava o governo militar para se popularizar, e não existia ferramenta melhor para encurtar essa distância do que o esporte mais popular do país. De Norte a Sul surgiram os gigantes de concretos sem a preocupação com demandas, fato que levou muitas dessas praças a se transformarem em elefantes brancos.

Passados 40 anos o Brasil se candidata a sediar o Mundial de 2014. O viés político no entorno do evento provocou a febre das arenas. Pernambuco foi contemplado com uma sede, e ao projeto do novo estádio foi acoplado o projeto da Cidade da Copa. O discurso de que o legado que a Copa 2014 deixaria para o Estado seria extraordinário, impediu qualquer questionamento sobre estudos de impacto e viabilidade de uma arena numa zona morta da Região Metropolitana do Recife, para a qual já haviam sido criados vários projetos, mas nenhum executado.

A arena foi construída e somente esta semana foi revelado o investimento feito: R$ 743 milhões, 55% a mais do preço original. A Cidade da Copa não saiu do papel e, desde o início, não foi equacionado o problema mais grave para o funcionamento do equipamento: a falta de transporte coletivo, uma vez que não existem linhas de ônibus direto para a arena e a estação do metrô mais próxima fica a 3 km de distância.

Aproveitando a febre das arenas, Sport e Santa Cruz também apresentaram seus projetos de arenas. O clube rubro-negro exibiu a maquete do seu futuro estádio cercado de prédios, fato que confundia o projeto esportivo com um projeto imobiliário, razão pela qual levou alguns sócios e conselheiros a se posicionarem contra uma proposta que foi apresentada de forma açodada e sem a devida transparência. O tempo das arenas passou, o investidor apresentado pelo Sport se complicou na Operação Lava-Jato da Polícia Federal. Por falta de investidores o projeto segue engavetado, embora os atuais dirigentes sigam vendendo ilusão.

No Santa Cruz a proposta da Arena Coral, que tinha a chancela do arquiteto, Reginaldo Esteves, que projetou o Estádio José do Rego Maciel, foi alterada por imposição dos novos investidores. Na operação o Santa Cruz cede a parte da sede e do parque aquático para construção de um shopping. Com o País mergulhado numa grande crise econômica, e a recessão batendo a porta, o grupo desistiu de investir na requalificação do estádio. Agora, o clube tricolor já estuda a possibilidade de desenvolver o projeto com investimento próprio, através do financiamento da venda de cadeiras cativas. Uma receita que deu certo quando da ampliação do estádio.

Tanto no milagre econômico quanto na febre das arenas quem não aproveitou o bonde da história, quando o mesmo estava parado na estação, não entrou em sintonia com a nova ordem.  

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Artigos
Bom Senso precisa colocar a mão na lama
postado em 24 de maro de 2015

Blog do MENON


O Bom Senso F.C conseguiu dois feitos espetaculares. O primeiro, a sua própria criação. Jogadores se organizaram de maneira horizontal, sem pelegos e longe de organizações de classe que se contem em ter uma postura assistencialista. O segundo, a influência que conseguiram ter na edição da medida provisória que regulamenta o refinanciamento da dívida de clubes com o Estado.

É importante saber - e os dirigentes do Bom Senso sabem - que as vitórias não estão concretizadas. Não se esgotam no que foi feito até agora. Há muitas lutas para justificar a fundação da entidade, como o atraso constante de salários, como a farsa do direito de imagem, como a situação falimentar de clubes do interior, como a inexistência de um calendário racional etc.

E a grande vitória - a medida provisória assinada pela presidente Dilma Rousseff - ainda não existe. É apenas o pontapé inicial, para ficarmos no jargão futebolístico. Ela vai agora ao Congresso e será motivo de grande discussão por parte dos Pais da Pátria, dos 300 picaretas que Luis Inácio falou, dos 400 achacadores anunciados por Cid Gomes. Longe de mim avalizar estas denúncias, mas assumo que não gosto da composição do Congresso. Muito conservador, pronto a defender interesses dos poderosos e privilégios próprios.

A bancada da bola está pronta. Está organizada ou se organizando. E quem vai defender as ideias do Bom Senso F.C? Quando alguém disser que os clubes vão falir porque o prazo de VINTE ANOS é muito pequeno para pagar dívidas, quem vai retrucar?

A briga vai ser boa e o Bom Senso F.C precisará de apoios. Como não elegeu ninguém, como Paulo André é jogador do Cruzeiro, como Alex é comentarista da ESPN, como Dida é reserva no Inter, é difícil que haja deputados prontos a defender na íntegra a medida provisória. Principalmente porque a base de apoio de Dilma não é grande e nem coesa. Ou melhor, é grande no papel. Um tigre de papel.

Então, é necessário colocar a mão na lama. Buscar apoios, procurar deputados, quem sabe arranjar um patrono para as ideias. E, lembrar sempre que um bom acordo é melhor que um mau negócio. Se não der para aprovar tudo do jeito que está, que se busque a preservação do principal. Aí, vai ser a hora de negociar com todo tipo de vossa excelência. Se for difícil, é só lembrar que o importante é avançar. Mesmo que com passos pequenos.

E não pode ser difícil de negociar. Os deputados foram eleitos pelo voto popular. E, se não merecem respeito por suas atitudes, merecem por sua origem. A vontade popular precisa ser respeitada sempre.

Esperemos pelos próximos passos do Bom Senso F.C. Que sejam vitoriosos, pelo bem do futebol brasileiro.

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