Campeonato Pernambucano
Surpresa alvirrubra
postado em 31 de maro de 2014


Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Foto: Diego Nigro/JC Imagem - Marcos Vinícius, autor do gol da terceira vitóra do Náutico sobre o Sport no Pernambucano


CLAUDEMIR GOMES

O cenário da última rodada do hexagonal do Pernambucano abriu uma série de possibilidades. O Sport, que aparecia como líder, poderia, ao final da jornada, se manter em primeiro, ou aparecer em terceiro lugar, enquanto o Santa Cruz, que iniciou a disputa em terceiro, tinha chance de fechar em primeiro. O quarto elemento das semifinais ainda não estava definido. Bom! No final, dentro das probabilidades, o Náutico se classificou em primeiro, o Sport foi o segundo colocado, o Santa Cruz ocupou a quarta posição enquanto o Salgueiro se garantiu como o representante do Interior.

A presença do trio de ferro da Capital - Sport, Náutico e Santa Cruz - nas semifinais é uma imposição do distanciamento técnico e financeiro das equipes interioranas. Tal desequilíbrio transformou em regra o título ficar com um dos times do Recife. Mesmo com a possibilidade de o imponderável surgir em alguma edição da competição doméstica, não há como se pensar num fato novo. Falta criatividade aos clubes e a federação para buscar um novo modelo.

O primeiro lugar conquistado pelo Náutico foi um prêmio à superação dos alvirrubros. O técnico Lisca, que vem se revelando o rei da tergiversada em suas entrevistas, ainda está desenvolvendo a montagem de um elenco, mas foi competente na superação dos obstáculos que surgiram nesses três meses de trabalho. Não é certo afirmar que o time dos Aflitos está jogando o fino do futebol, mas se mostrou eficiente na execução do básico, e com isso superou os credenciados Sport e Santa Cruz.

O excesso de clássicos num curto espaço de tempo - o Sport já disputou quatro jogos com o Santa Cruz e quatro com o Náutico em dois meses - aumentou o nível de dificuldade entre as equipes, banalizou o que existe de mais precioso na disputa estadual, e fez com que o público perdesse o interesse pelos confrontos, fato que foi expresso através da queda de público nos últimos jogos. Calma! Vem mais clássicos por aí. No próximo domingo vamos ter o quinto confronto entre rubro-negros e tricolores nos últimos trinta dias. Como diz o amigo, Bartolomeu Fernando, narrador da Rádio Globo 720 AM: "É show".

Eduardo Batista sente dificuldade em definir alternativas táticas para o time do Sport. Ao assumir o comando técnico do grupo rubro-negro, o treinador, na época na condição de interino, surpreendeu com a definição de uma nova postura tática. O tempo passou e o seu plano de jogo foi assimilado pelos adversário, fato que tornou o time leonino previsível. A carência de um camisa dez no time do Sport é notória. Ailton, que ano passado foi um jogador coadjuvante na campanha na Série B, não tem condições de assumir o papel principal numa Série A. Renan Oliveira, contratado para suprir tal deficiência, ainda não deu uma resposta positiva.

As limitações do Santa Cruz são bastante evidentes. O tricampeão pernambucano não se qualificou e continua com um time a nível de Série C. Chega às semifinais escudado na rivalidade, mas assustado com o fato de ter disputado quatro clássicos com o Sport e não ter contabilizado nenhuma vitória.

Como quarto elemento o Salgueiro chega às semifinais como mero figurante, sem chance de surpreender, fato que coloca o Náutico na condição de grande favorito nas semifinais. Para quem partiu do zero, chegar à decisão do título é bastante louvável. Se os resultados dos clássicos dão o mote, o torcedor do Náutico vislumbra com a possibilidade de comemorar um título que ele não brinda há dez anos.

leia mais ...

Artigos
Santa, Náutico e a Série B Nacional
postado em 29 de maro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, SANTA, NÁUTICO E A SÉRIE B NACIONAL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Estivemos analisando a tabela da Série B Nacional, assim como a situação de todos os clubes disputantes, por conta de suas atuações nos eventos estaduais.

Na realidade, com exceção do Vasco, a competição está segmentada entre vários setores, e pelo que observamos o número de protagonistas será reduzido, com uma maioria de coadjuvantes e figurantes.

O Vasco sobra na turma. A distância é grande inclusive financeira, visto que o clube carioca receberá R$ 70 milhões dos direitos de transmissão, enquanto os demais terão no máximo R$ 3 milhões. Uma situação indecente.

Clubes como o Oeste, Vila Nova-GO (que foi rebaixado para a segunda divisão estadual), Bragantino, Boa, Icasa e ABC, começam a competição situados em seu último grupo, daqueles que irão lutar contra a degola.

Um segundo grupo lutará pela continuação na competição, e estará composto por América RN, Atlético-GO, Luverdense, Paraná e Sampaio Correia.

Oito clubes irão lutar pelas três vagas, já que uma pertence ao Vasco da Gama e pela ordem de chances teremos: Ponte Preta, Portuguesa, Joinville, Ceará, América-MG, Santa Cruz, Náutico e Avaí .

O planejamento desses clubes será fundamental para obterem o acesso programado, e para que que possam chegar à Primeira Divisão Nacional, deverão conquistar pelo menos 64 pontos, que representa um ponto acima da média obtida nos últimos 8 anos, a partir de 2006, que foi de 63.

América-RN, em 2006, classificou-se com 61, Vitória com 59 (2007), Grêmio Barueri com 63 (2008), Atlético-GO com 65 (2009), América-MG com 63 (2010), Sport Recife com 61 (2011), Vitória da Bahia com 71 (2012) e Figueirense com 60 (2013).

A tendência estatística é bem clara, e se colocarmos no planejamento uma meta de 64 pontos, será sem dúvidas uma garantia de sucesso.

Temos uma fórmula que pode ser aplicada, e que chama-se de 9x16, ou seja, em cada 9 rodadas, a conquista de 16 pontos, sobrando ainda duas para que os obstáculos sejam ultrapassados.

O aproveitamento dos pontos conquistados em cada nove rodadas deverá ser de 59%, que pelas estatísticas garantirão o acesso pretendido.

Na verdade, a competição de 2014, tirando o Vasco da Gama, será disputado no mesmo nível por 8 equipes que se igualam atualmente tecnicamente, e que dependerão de suas estruturas administrativas e sobretudo financeiras para que atingirem a pontuação necessária.

Qualquer percalço no caminho, inclusive com atrasos de salários será fatal, e ocasionará uma queda de chances ao clube que sofrer com tais problemas.

Os nossos amigos poderão discutir o fato de deixarmos o Paraná de fora, quando esse clube chegou bem perto do acesso em 2013, mas assim o fizemos por conta dos seus problemas internos, sobretudo os financeiros, que motivaram inclusive a sua ausência na fase final do estadual paranaense.

O planejamento para os nossos clubes é fundamental, e sem esse item, certamente no final do ano irão continuar na Série B Nacional, o que é lamentável, desde que a situação atual é bem propícia.

leia mais ...

Copa 2014
"Dar um jeito"
postado em 29 de maro de 2014

FOLHA DE SÃO PAULO


"Dar um Jeito" ("We Can Find a Way") é o nome do hino oficial da Copa do Brasil.

É um título que remete ao "jeitinho brasileiro", a propalada habilidade do brasileiro para solucionar problemas com jogo de cintura, mencionada recentemente pelo candidato à presidência da CBF Marco Polo Del Nero.

Questionado sore os atrasos das obras da Copa, o dirigente respondeu: "No último minuto, a gente sabe que tudo dá certo".

O hino será cantado durante o encerramento do Mundial, mas poderia muito bem acompanhar situações da Copa do Mundo que causam preocupação, como o impasse em torno das estruturas provisórias do Itaquerão.

"A Fifa e a Sony trabalham duro para produzir um álbum que traz à vida os sons do Brasil por meio de várias faixas", afirmou o diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil.

A entidade que controla o futebol mundial anunciou ontem que o guitarrista e compositor mexicano Carlos Santana, o cantor brasileiro Alexandre Pires, o DJ sueco Avicii e o cantor haitiano Wyclef estarão entre as atrações que cantarão o hino no dia 13 de julho no Maracanã.

leia mais ...

Artigos
Cartilha furada
postado em 26 de maro de 2014

RUY CASTRO - FOLHA DE SÃO PAULO


A Fifa cometeu uma cartilha intitulada "Brasil para principiantes", advertindo para algumas das nossas peculiaridades a que seus clientes europeus deveriam ficar atentos durante a Copa. Alertada de que o texto era inconveniente, a Fifa retirou-o de seu site. Mas sejamos honestos --nem tudo nele era mentira. No mínimo, servia para sabermos como os gringos nos enxergam.

Ele diz que nunca iniciamos uma frase com a palavra "não". É isso mesmo. E, pior: dizemos "pois sim" quando queremos dizer "não", e "pois não" quando queremos dizer "sim". Até os portugueses se atrapalham conosco --porque, para eles, "pois sim" é "sim" e "pois não", "não". Aliás, nós também nos atrapalhamos com essa diferença quando vamos a Portugal.

Diz a Fifa que "falamos com as mãos", gostamos de "tocar nas pessoas com quem conversamos" e isso pode "facilmente se transformar num beijo". Bem, os italianos é que entendem de falar com as mãos. Quanto a tocar nas pessoas, é verdade --se um gringo nos pede uma informação, só faltamos levá-lo no colo aonde ele quiser ir. Já em matéria de beijos, quem somos nós perto dos russos - todos eles -, que, ao se encontrar, trocam profundos beijos na boca?

E de onde a Fifa tirou a ideia de que, se um turista disser que Buenos Aires é a capital do Brasil, "corre o risco de ser deportado"? Ao contrário, Buenos Aires é a cidade favorita dos brasileiros que viajam - para compras - e nossa birra com os argentinos se limita ao futebol. Já se um brasileiro na Sérvia confundi-la com a Croácia e vice-versa, a família pode mandar buscar o corpo.

E discordo da história de que passamos o dia comendo açaí. Açaí é coisa para ripongos, naturebas, macrobirutas e, naturalmente, turistas. Brasileiro gosta mesmo é de buchada de bode, feijoada com rabada e outros piriris.

leia mais ...

Artigos
A luta contra o colapso financeiro
postado em 24 de maro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, FUTEBOL BRASILEIRO LUTA CONTRA O COLAPSO FINANCEIRO


Ana Luiza Mikos - Jornal Gazeta do Povo/PR.


O futebol brasileiro encara uma revisão nos seus conceitos financeiros.

A readequação muito mais necessária do que desejada é a alternativa ao colapso. A temporada começa sob cautela dos clubes e tem seqüência incerta.

Às vésperas da Copa do Mundo, os clubes veem o Mundial como vilão: concentrou patrocínios e impactou o calendário de tal forma que minguou os investimentos nesse primeiro semestre.

Com exceção das equipes que disputam a Libertadores, o início de 2014 reservou apenas os deficitários estaduais, as fases iniciais da Copa do Brasil e nove rodadas do Brasileiro até o hiato de um mês sem jogos durante o Mundial.

¨A menos de três meses do início, com exceção dos novos estádios, a Copa não trouxe absolutamente nada para os clubes¨, afirmou o vice-presidente de futebol do Coritiba, Paulo Thomaz de Aquino.

O efeito Copa é um ingrediente recente em uma crise maior. O eldorado turbinado nos últimos anos pelo boom nas receitas da tevê ruiu. Os clubes abriram a atual temporada contratando 37,5% a menos do que no ano anterior.

Uma retração após o consumo exorbitante. Um levantamento da consultoria BDO mostrou que em 2008 os 24 principais times do Brasil somaram R$ 1,4 bilhão em faturamento, com 24% desse montante referente às cotas da televisão. Em 2012, o valor saltou para R$ 3,19 bilhões, com os direitos de mídia sendo responsáveis por 40% dessa quantia.

Com os cofres cheios, os clubes passaram a gastar adoidado. Depois de conviver com o êxodo de atletas, entraram em uma fase de repatriamento e contratações badaladas.

Ronaldinho Gaúcho abriu a era ostentação do futebol brasileiro em 2011 com um salário de R$ 750 mil (depois reajustado para R$ 1 milhão) para vestir a camisa do Flamengo. Em julho de 2012, o Botafogo foi buscar o holandês Seedorf, Paulo Henrique Ganso custou R$ 24 milhões ao São Paulo. Só o Corinthians gastou R$ 45 milhões com Alexandre Pato em 2013.

Recém-eliminado no Paulistão, Mano Menzes culpa o planejamento anterior para o atual momento no Timão. ¨Quando se tem R$ 60 milhões, como se teve na temporada passada, fica mais fácil. Quando se gasta muito em uma é mais difícil na outra¨, alfinetou o treinador nesta semana.

¨A tevê despejou um monte de dinheiro e os clubes torrando, pagando salários absurdos. Gastaram tudo. O Grêmio recebeu R$ 35 milhões de luvas, fechou 2011 no azul, mas em 2012 e 2013 encerrou no vermelho. O Corinthians, que recebia R$ 35 milhões por ano da tevê, fechou 2012 com R$ 150 milhões. Mas não era um número real, incluia luvas. Muitos clubes gastaram e ainda pegaram financiamentos em bancos¨, apontou o consultor de marketing e gestão esportiva Amir Somoggi, com uma análise pouco otimista do futebol nacional.

¨Teremos um ano muito difícil para o futebol brasileiro. E essa situação debilitada é única e exclusivamente responsabilidade dos gestores dos clubes. São desprevenidos. Nunca houve planejamento. Não pensam sequer em um mês, imagina em um ano. Não existe ação com torcida que dê resultado em um mês. Patrocinador que invista em um mês¨, reforçou.

¨Hoje só se consegue trazer um jogador em definitivo com um fundo de investimento por trás. Negociação clube com clube não existe. Ninguém tem dinheiro para isso¨, acrescentou Thomaz de Aquino.

¨Vivemos um momento de conscientização, porque o mercado está em crise e temos que encarar a realidade. Não adianta os clubes prometerem salários milionários e não conseguirem pagar. Vira uma bolha¨, afirmou o empresário Marcos Malaquias.

A dívida fiscal das agremiações gira em torno de R$ 4 bilhões. Os principais clubes apresentaram no mês passado uma nova sugestão de pagamento das dívidas com a União.

Uma comissão especial formada pelo Atlético-MG, Corinthians, Coritiba, Flamengo, Fluminense, Internacional e Vitória, representando os 24 principais times do país, propõe a amortização da dívida ao longo de 20 anos. Pela proposta, 5% do total da dívida seria paga em até 2015, 25% até 2021, 35% até 2027 e o restante em 2034.

leia mais ...