Brasileiro Série B
Gol contra, do adversário, vale muito
postado em 29 de junho de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

Valeu pelo resultado! A magra vitória do Náutico sobre a Luverdense - 1x0 - com um gol contra marcado pelo zagueiro Wallace, teve um sabor de alívio para o torcedor alvirrubro. Afinal, o time vinha de uma sequência de quatro jogos sem vitória, encontrava-se na oitava posição, na tabela de classificação, e corria o risco de se distanciar, ainda mais, do grupo de acesso. Com os três pontos contabilizados, não só estancou a "queda" como também ficou a um ponto do G4. O sobe e desce a importância de se fazer uma boa "gordura", quando tiver oportunidade, como também o equilíbrio da disputa, onde o décimo-primeiro colocado, o Brasil de Pelotas, está a três pontos do quarto colocado, o CRB.

Mais que as edições anteriores da Série B, a atual vem sendo marcada por uma pobreza técnica impressionante. Não existe uma grande equipe se destacando. Até o líder Vasco tem três derrotas. É possível observar clube na zona de acesso com uma das defesas mais vazadas do campeonato. A regularidade fará a diferença nesta disputa de ponto a ponto. Qualquer prognóstico que vir a ser feito antes da vigésima rodada é pura especulação, fruto do achismo e da vontade de adivinhar.

Foi impressionante o número de chances desperdiçadas pelos comandados do técnico Alexandre Gallo. Aliás, este é um detalhe que leva a torcida alvirrubra a ter bons sentimentos em relação a chegada do time à Série A. O Náutico não apenas tem um dos melhores ataques, mas também se destaca pela criatividade. Se o time fosse tão eficiente na finalização quanto é efetivo na criação, fatalmente estaria brigando pela primeira da tabela.

Bom! O próximo adversário, sábado, será o Atlético/GO, que vem descrevendo uma campanha elogiosa, sendo um dos creditados ao acesso. Vencer um adversário de peso, na condição de visitante, é marcar o retorno ao G4. E viva o equilíbrio entre as forças, que valoriza sobremaneira o futebol de resultados, faz a torcida ir ao delírio com uma vitória produzida por um gol contra. Coisas do futebol.  

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Brasileiro Série A
Mudanças de cenário
postado em 27 de junho de 2016

CLAUDEMIR GOMES


Numa competição de longa duração, como o Campeonato Brasileiro, as mudanças de cenários são constantes, razão pela qual, o desafio de todo o treinador envolvido na disputa é buscar a regularidade. As oscilações são inevitáveis para a maioria dos clubes, principalmente para os que não possuem bons elencos, não têm peças de reposição a altura.. A décima primeira rodada da Série A foi marcada pela saída do Sport da zona de rebaixamento, e pela entrada do Santa Cruz no desconfortável grupo de queda. É como se um tivesse passado o bastão para o outro. Motivo mais que suficiente para as redes sociais serem tomadas por gozações. É a gréa que embala as arquibancadas.

Os analistas dividem o campeonato em ciclos que são compostos de cinco rodadas. Portanto, estamos no terceiro ciclo. A mudança de cenário foi notória para Santa Cruz e Sport. Nas cinco primeiras rodadas os tricolores contabilizaram duas vitórias, dois empates e apenas uma derrota, justamente no clássico com o seu arquirrival Sport (1x0). Os campeões pernambucanos marcaram 11 gols e sofreram 6, ficando com um saldo positivo de 5 gols. Por outro lado, os rubro-negros sofreram três derrotas, empataram um jogo e venceram o clássico que disputaram com os tricolores. O time da Ilha do Retiro marcou 2 gols e sofreu 5, ficando com um saldo de 3 gols negativos.

O clássico doméstico funcionou como um divisor de águas na campanha do Santa Cruz, que não superou o fato novo na sua campanha que foi a derrota para o Sport. A mudança de cenário foi drástica. Da sexta a décima rodada os tricolores acumularam quatro derrotas e venceram apenas um jogo. O ataque funcionou apenas duas vezes em cinco jogos, enquanto a defesa foi vazada sete vezes. A sequência de resultados negativos levou o time a despencar do grupo de acesso para o grupo de rebaixamento. O terceiro ciclo começa com nova derrota da equipe comandada por Milton Mendes.

O segundo ciclo marcou o início da reação do Sport que marcou 8 gols em cinco jogos, contra 10 sofridos pela defesa. O início do terceiro ciclo foi marcado por uma goleada - 5x1 - dos rubro-negros sobre a Chapecoense, resultado que lhe tirou da zona de queda e diminuiu para um gol o saldo negativo. A queda do Santa Cruz, e o crescimento do Sport são exemplos de oscilações que proporcionam mudanças de cenários.

O Sport evoluiu no coletivo em virtude do crescimento tático. A medida que o conjunto passou a apresentar uma maior identificação com o plano de jogo definido pelo técnico Oswaldo de Oliveira, várias peças cresceram individualmente, fato que leva o treinador a ter um pensamento positivo em relação ao desempenho do time nos próximos ciclos. A chegada de novos jogadores aumenta o leque de alternativas a medida que se fizer necessária a reposição de peças no time titular.

Com um time de grandes limitações técnicas, o Santa Cruz, que não fez grandes investimentos para qualificar o grupo, joga sempre no limite, fato que deixa seus torcedores apreensivos a partir do momento que não escuta previsões otimistas do técnico. O desafio de Milton Mendes é estancar a queda, levar o grupo a reconquistar a autoestima, e dessa forma promover uma nova mudança de cenário. Caso contrario, o Santa será derrubado por uma regularidade negativa, que o transformará em saco de pancadas.

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Artigos
O adeus de Messi em dia de Silva
postado em 27 de junho de 2016
POR Roberto Vieira

Messi disse adeus.
Cansado de ser cobrado pelos hinos, pelos títulos, pela glória perdida.
Pela Argentina que não existe mais.
Messi diz adeus porque tudo tem começo, meio e fim.
Puskas disse adeus em 1956 por causa da invasão russa.
Just Fontaine disse adeus em 1960 por causa das contusões.
Uwe Seeler disse adeus em 1970 por causa dos cabelos brancos.
Todos sem títulos mundiais.
Todos sem títulos continentais.
Todos fundamentais.
Porém, sempre existe o caso do Rei Pelé.
Pelé que disse adeus em 1966.
Cansado das pancadas, das derrotas e de ser vendido como panaceia.
Pelé que nunca gostou de perder.
Ainda mais no meio da bagunça infernal de Liverpool.
Pelé que voltou questionado em sua realeza.
Pelé que devolveu a dúvida com o Tri.
Hoje?
Hoje é dia de Silva.
Silva que bateu a última penalidade.
Silva que continuaria Silva caso perdesse o pênalti.
Porque difícil é ser Messi.
Um menino perdido em suas lembranças de infância.
Defendendo um país que lhe exige ser Gardel e Evita.
Um país que vive perdido nos tangos da década de 30...

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Brasileiro Série A
Talento de Diego Souza desequilibrou
postado em 20 de junho de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

"Nada substitui o talento". A frase do jornalista, Paulo Jardel, nunca esteve tão atual para o torcedor do Sport, que viu o time rubro-negro vencer o Fluminense, neste domingo, na Ilha do Retiro, por obra do talento do meia Diego Souza. O gol da vitória foi marcado aos 45 do segundo tempo, na última volta do relógio, como diriam os narradores antigamente, fato que emoldurou a obra prima que tinha no seu contexto a insistência, a persistência, a técnica apurada e o bom condicionamento do jogador que arrancou do seu campo de jogo, colocou o pé numa dividida e superou a tudo, e a todos, se pôs no caminho do gol. Foi uma vitória com uma pincelada do quase extinto futebol arte.

Empolgado com o que viu e narrou para milhares de ouvintes, o narrador da Rádio Globo, Bartolomeu Fernando, foi curto e grosso na sua indagação: "O resultado foi justo?". Sim. Foi produto do time mais objetivo. O Fluminense até que teve mais posse de bola, e maior volume de jogo na primeira fase, contudo, seu ataque foi de uma ineficiência doentia. Além disso, a vitória pode ser creditada a um jogador que não desistiu dela. Diego Souza esteve frente a frente com Diego Cavalieri, mas o goleiro do Flu cresceu na sua frente. Depois foi primoroso numa cabeçada, mas a bola, caprichosamente esbarrou na trave e se perdeu pela linha de fundo. Equivocadamente, já tinha gente dizendo que ele havia deixado o futebol em casa. Mas o craque não desistiu da vitória, e com o talento que Deus lhe deu, fez a diferença.

Quanto ao restante do time, podemos dizer que a evolução tática acontece de forma lenta em decorrência da pobreza técnica do grupo. "É a nossa realidade", como bem define o rubro-negro, Humberto Araújo.    

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Brasileiro Série B
Contrariando a lógica
postado em 20 de junho de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

A décima rodada do Brasileiro da Série B foi bastante atípica. Quebrou "regras" e paradigmas. Nos dez jogos disputados tivemos cinco vitórias de clubes visitantes; quatro empates e uma vitória de mandante. Os visitantes marcaram 16 gols contra 11 dos donos da casa. Detalhe: dos quatro clubes que se encontravam no G4, três amargaram derrotas, apenas o Náutico empatou. Todos jogaram respaldados por suas torcidas. A rodada das surpresas colocou o CRB no grupo de acesso. Evidente que ainda faltam muitos jogos, mas o momento nos apresenta quatro clubes do Nordeste na briga direta por uma vaga na Série A em 2017.

Nesta terça=feira o Náutico vai ao Rio Grande do Sul medir força com o Brasil, que está a dois pontos do time alvirrubro, e ocupa a décima posição na tabela de classificação. No caso de uma vitória os gaúchos passam a equipe dos Aflitos na soma dos pontos. Por conseguinte, os comandados de Alexandre Gallo saem do G4. A derrota para o Vasco e o empate com o Bragantino, logo em seguida, revela uma osciliação. O Náutico vinha de uma sequência de cinco partidas sem perder. Aconteceu o fato novo no Rio, embora o time pernambucano tenha feito uma boa partida em São Januário. O injustificável foi o empate de sábado, no Arruda.

Atribuir o tropeço ao estado do gramado é querer tapar o sol com uma peneira. A oscilação é mais que natural num time em montagem. O trabalho nos Aflitos tem sido positivo, mas ainda falta muito para a equipe alvirrubra atingir o estágio desejado pelo treinador, e cobrado pela torcida. E que os fluídos da décima rodada recaiam sobre o Náutico, que vai jogar como visitante.

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