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De cabeça para baixo
postado em 30 de abril de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, DE CABEÇA PARA BAIXO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O Consultor de gestão e marketing esportivo Amir Somoggi fez uma boa análise do balanço do Circo Brasileiro do Futebol, referente ao exercício de 2013, e nos mostrou que a Copa do Mundo foi um bom negócio para essa entidade.

Na verdade, Somoggi foi bem conservador, visto que os números apresentados representam um ¨negoção¨, e enquadram o Circo como um daqueles ungidos que participarão do legado financeiro da Copa.

Verificamos que desde o ano de 2007, quando a FIFA anunciou que o Brasil iria sediar o torneio mundial, o Circo acumulou um faturamento de R$ 452 milhões, e lucro de R$ 383 milhões.

O carro-chefe dessa montanha de recursos são os patrocinadores. O balanço apresentado mostra o recebimento de R$ 278 milhões dos parceiros: um aumento de 328% em relação a R$ 65 milhões de sete anos atrás.

São 14 empresas que utilizam as suas marcas na camisa da seleção, ou em locais privados determinados pela CBF. A estratégia que foi montada neste ano da Copa é que o volume de patrocínios chegue a R$ 320 milhões, o que representará o dobro alcançado na Copa da África do Sul.

Outra receita que teve um aumento expressivo, por conta da Copa, foi a proveniente dos direitos de transmissão, que cresceram 950%  desde o ano de 2007, atingindo a marca de R$ 113 milhões no exercício de 2013.

Nada que se possa contestar. O Circo tem sido competente no seu marketing, enquanto os clubes do futebol brasileiro agonizam em débitos, e se não fosse a Caixa Econômica não teriam patrocinadores, desde que a entidade maior levou para sí aqueles que poderiam estar investindo nesses.

Trata-se de um sistema que funciona de cabeça para baixo, quando os grandes recursos ficam com uma entidade que não tem as folhas salariais dos clubes, enquanto esses vivem um processo de recessão, com atrasos salariais, sem contratações de peso, quando deveria ser o contrário, posto que a base da pirâmide  é aquele que faz o futebol, e não os que o dirigem.

Trata-se de um planejamento às avessas, e mostra que algo está errado no sistema implantado.

Na Europa as seleções são exclusivamente para o consumo internacional, e os clubes é que formam um contexto de expressão.

Internamente fala-se muito mais de Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Bayern de Munique, Borussia Dortmund, Manchester United, Chelsea, Mancheste City, Liverpool, Ajax, PSG, entre outros, de que qualquer uma das seleções dos países que as sediam, enquanto no Brasil os clubes minguaram tanto internamente como externamente.

Na verdade ficamos pequenos em relação aos grandes do mundo, enquanto a seleção da CBF é vendida a peso de ouro.

O Circo Brasileiro do Futebol enche as suas burras de ouro, enquanto os que são responsáveis pelo esporte assistem a tudo de forma tranquila, fingindo que tudo vai bem nessa Ilha da Fantasia.

A verdade é bem diferente, quando os recursos maiores do futebol brasileiro e, a sua projeção, ficam nas mãos de uma só entidade, que os torram nas prestações de serviços, além de outros segmentos que participam dessa festança.

O futebol brasileiro vive de cabeça para baixo, e apesar disso a omissão é tão grande que ninguém ficou tonto.

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Somos todos macacos
postado em 29 de abril de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, SOMOS TODOS MACACOS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


No final da semana tivemos dois fatos relacionados à intolerância, e ambos com ataques racistas.

O jogador brasileiro Daniel Alves foi manchete em todo o mundo, não pelo futebol que está jogando, que cada dia está perdendo a qualidade, mas pela sua inteligente reação a um imbecil ataque racista, quando um torcedor do Villareal, adversário do Barcelona, jogou-lhe uma banana quando estava se preparando para a cobrança de um escanteio.

A capacidade de absorção do problema foi algo de espetacular, quando o atleta poderia fazer uma encenação, correr para o árbitro do jogo, preferiu dar uma resposta simples e que desarmou a quem tentou afrontá-lo, descascando a fruta e comendo-a.

O idiota já foi punido e banido dos estádios. O lamentável foi o aproveitamento de Neymar com um tema tão importante, para uma jogada de marketing.

Nada melhor do que isso para dar uma resposta aos imbediotas de plantão, que ainda insistem em tais procedimentos.

Com uma gravidade talvez bem maior, Donald Sterling, dono da franquia do Los Angeles Clippers, que atua na NBA, teve uma sua conversa revelada em um site norte-americano (TMZ), recriminando a sua namorada por ter tirado uma foto com o ex-jogador da Liga Americana de Basquetebol, Magic Johnson, com os seguintes dizeres: ¨Me incomodo muito você querer aparecer ao lado de pessoas negras. Por que você fez isso? Você pode dormir (com negros), pode fazer o que quiser. A única coisa que peço a você é que não divulgue isso. E não os traga aos meus jogos¨, disse ele.

Nada mais imbecil, principalmente pelo país ser comandado por um negro, além de que vários componentes de sua equipe serem também negros, que promoveram um protesto no último domingo, antes do seu jogo contra o Golden State Warrions.

Os atletas, que vestiam o uniforme de treinamento da equipe pelo avesso, tiraram a blusa e jogaram no chão, deixando a quadra em silêncio, sob os aplausos dos torcedores. Durante o jogo usaram meiões pretos como protesto.

Antes do jogo, os profissionais não queriam jogar, mas atenderam os apelos do treinador, e o reflexo se deu na quadra, quando foram atropelados pelo adversário com o placar de 118x97.

Por outro lado, como não poderia deixar de acontecer, além de ser recriminado pela opinião pública, Sterling ainda teve que ouvir declarações fortes do presidente norte-americano, Barack Obama, e do maior astro do basquete mundial, LeBron Jones, com grande repercussão.

¨Quando as pessoas ignorantes querem mostrar a sua importância, na realidade não há nada a dizer, a não ser deixá-las falar. Constantemente temos que estar atentos para atitudes racistas que nos dividem, ao invés de aceitar nossa diversidade como uma força¨, declarou o presidente.

LeBron James, que joga no Miami Heath, foi mais incisivo ao comentar as declarações do dirigente, pedindo que o comissariado da NBA tomasse medidas ¨agressivas¨ para puni-lo e resaltou: ¨Não há lugar para Donald Sterking em nossa Liga¨.

Enquanto isso, os principais patrocinados dos Clippers abandonaram a franquia, por conta das declarações do seu proprietário, que deverá negociá-la, desde que perdeu todas as condições de continuar no meio.

Na realidade, Charles Darwin, em seu livro a ¨Origem das Espécies¨, apresentou a evolução do homem, e o ponto básico de sua tese é de que todos os seres humanos e os macacos tiveram um ancestral comum, acontecendo depois a seleção natural e a evolução.

Como consequência, todos nós somos também macacos, e uma banana a mais sempre será bemvinda. Os imbecis não têm conhecimento da origem do homem, e insistem em chamá-lo de macaco, pensando em ofendê-lo, quando na realidade ele já foi.

Nada melhor do que essas iniciativas que destacamos como reação a intolerância dos ignorantes que ainda vivem em nosso mundo, mas que serviram para mostrar que a maior parte da sociedade não apoia atos como os analisados.

Racismo é coisa de idiota complexado.

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Brasileiro Série B
A frase de Mané
postado em 27 de abril de 2014

careca
Careca fez os dois gols do Náutico e pode equacionar um problema antigo para Lisca - Foto: Diego Nigro/JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES


O saudoso radialista, Mané Queiroz, tinha uma frase pronta que ele utilizava sempre ao final das jornadas: "Se o campeonato terminasse hoje...". Não importava se estivesse se referindo a segunda, ou a penúltima rodada da competição. Pois bem! Evocando Mané podemos afirmar: Se a Série B terminasse neste final de semana o Náutico estaria de volta à elite do futebol brasileiro e o Santa Cruz se manteria na Segunda Divisão.

Naturalmente que as tendências de acesso e descenso serão observadas no segundo semestre, quando o campeonato retornar após as disputas da Copa do Mundo. Mas o futebol de resultados leva os torcedores a vivenciarem momentos de intensa satisfação, ou de tristeza. É que os números dão o norte numa disputa onde a soma de pontos é imperativa. Com o equilíbrio observado nas duas primeiras rodadas as probabilidades indicam que, com 40 pontos um clube se livra do rebaixamento; com 65 chegará à Série A, e com 75 colocará a faixa de campeão no peito. Pode haver pequenas oscilações, nada que contraste tanto com a projeção que parece histórica desde que a Série B passou a ser disputada pelo sistema de pontos corridos.

Na rodada de abertura foram registrados seis empates e três vitórias. Vale lembrar que o jogo do Joinville com a Portuguesa foi interrompido aos 16 minutos do primeiro tempo porque o time paulista deixou o campo "respaldado" por uma liminar obtida na Justiça Comum. Na segunda rodada houve o registro de apenas dois empates. Das oito vitórias, cinco foram de clubes mandantes. América/MG, Náutico, Bragantino, ABC e Luverdense parecem jogar com a cartilha debaixo do braço, razão pela qual ocupam as primeiras posições na tabela de classificação.

Ao final das 38 rodadas o cenário terá sido alterado várias vezes. É importante, quem estiver com o time mais ajustado, somar o maior número possível de pontos nas 10 primeiras rodadas. O campeonato vai parar no dia 3 de junho e volta a ser disputado no dia 15 de julho. No período em que acontecerá a Copa do Mundo os clubes aproveitarão para realizar uma intertemporada, que para alguns funcionará como fator determinante de mudança. Portanto, quem tiver metas ousadas, é importante aproveitar o momento onde é notória a fragilidade de alguns clubes que, por tradição, são candidatos a uma vaga de acesso.

Se não apresentou um futebol de boa qualidade técnica na vitória - 2x0 - sobre o desarrumado Vila Nova/GO, o Náutico teve um ganho extraordinário que foi a boa desenvoltura do atacante Careca, autor dos dois gols. Desde o início da temporada que o técnica Lisca busca um jogador que possa vir a ser efetivado como o dono da camisa 9. Ao que tudo indica encontrou.

Na sua estréia no comando técnico do Santa Cruz, Sergio Guedes pôde observar a necessidade de qualificar o grupo tricolor. Afinal, a cobrada reação do time coral não se resume a uma troca de treinador.

Voltando a célebre frase de Mané - Se o campeonato terminasse hoje... - teríamos Vasco e Portuguesa com a mesma pontuação de times que estão na zona de rebaixamento. Mas a disputa apenas começou, muitas contas serão feitas no complicado jogo das mutações.

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Copa 2014
"Estádios estão prontos", afirma Dilma
postado em 26 de abril de 2014

SÉRGIO RANGEL  - FOLHA DE SÃO PAULO


Os principais responsáveis pela organização do Mundial decidiram adotar um discurso otimista ontem.

Até o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, preferiu deixar de lado o tom crítico e fez somente elogios ao evento. A presidente Dilma Rousseff, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o chefe do COL (Comitê Organizador Local da Copa), Ricardo Trade, e o ex-atacante Ronaldo mantiveram a agenda positiva.

O fim da discussão em público faz parte da estratégia dos organizadores do Mundial para evitar maiores arranhões na imagem do evento no exterior.

Anteontem, o diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil, admitiu que "há dúvidas" dos patrocinadores do Mundial sobre o impacto das manifestações populares durante o Mundial, mas que nenhuma das empresas desistiu de trazer os seus convidados ao país para o evento.

A presidente Dilma Rousseff foi a primeira a celebrar o Mundial. Em entrevistas a rádios do Pará, ela afirmou que o governo fez sua parte e que as obras estão prontas.

"Nós fazemos a nossa parte. Os estádios estão prontos, os aeroportos estão prontos. Eu não tenho dúvida de que, tanto fora de campo como dentro de campo, nós vamos mostrar a força do nosso país", disse.

Em seguida, a Presidência alterou a frase dita por Dilma. Mensagem divulgada no Twitter do "blog do Planalto", canal oficial da Presidência na rede social, trocou "fazemos a nossa parte" por "faremos a nossa parte" e omitiu os verbos que Dilma Rousseff usou para dizer que as obras estão prontas.

A 47 dias para o início da Copa, ainda há estádios inconclusos, como o Itaquerão, em São Paulo, Arena Pantanal, em Cuiabá, e Arena da Baixada, em Curitiba.

Alguns aeroportos das cidades-sedes, como os de Belo Horizonte e de Salvador, deixaram as obras mais ambiciosas para seus terminais para depois da Copa.

CAIPIRINHA

Crítico da lentidão dos brasileiros dentro da Fifa, o secretário-geral da entidade foi um dos mais empolgados ontem com a Copa.

Três dias depois de declarar que o país não tinha nenhum segundo a perder, o dirigente francês declarou que vai brindar com "caipirinha" e "champanhe" o sucesso do Mundial no Brasil.

"Existe o atraso, mas afirmar que nada foi cumprido não é verdade. Tudo o que foi acordado está aí. Mas posso afirmar que o ministro está certo, tudo está sendo feito. Todos estão engajados e tudo será esquecido depois da Copa do Mundo", afirmou Valcke, que deixou o país ontem e só volta ao Brasil na segunda quinzena de maio para ficar até o fim do Mundial.

"Foi uma organização difícil. No dia da abertura, eu e o ministro [Aldo Rebelo] vamos tomar uma caipirinha e vamos pensar: "Que trabalho". E na final, nós vamos tomar champanhe pensando: "Que Copa do Mundo!", acrescentou Jérôme Valcke.

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Dormindo em berço esplêndido
postado em 25 de abril de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, DORMINDO EM BERÇO ESPLÊNDIDO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O Brasil de tanto dormir em berço esplêndido, gostou e estagnou. Com o futebol está acontecendo a mesma coisa. Ficou famoso como o melhor do mundo, dormiu, e agora encontra-se em franca decadência.

Quando nos referimos a esse esporte, estamos fazendo para todos os segmentos que o envolve, sendo os mais dorminhocos por não observarem o que vem acontecendo, com a penetração internacional entre os nossos torcedores.

Quando deveríamos nos internacionalizar, acontece o contrário, os clubes europeus chegaram com força e estão captando a geração mais jovem para as suas bandeiras.

Só os anestesiados não percebem o que está acontecendo em seu entorno. Bastaria para tal que visitassem os shoppings de São Paulo, que tem a maior demanda do Brasil, e observassem as camisas dos clubes europeus sendo utilizadas por uma nova geração, no lugar daquelas dos clubes locais.

O efeito da TV por assinatura, que cresce no Brasil de forma geométrica, está sendo sentido, e a busca pelos eventos internacionais cada vez cresce mais. São os maiores campeonatos do mundo exibidos pelas telinhas, e com milhões de espectadores.

Para que se tenha uma ideia exata dessa influência, os jogos que foram mais comentados no Brasil, em especial em nosso estado, foram sem dúvida os da Liga dos Campeões.

Em qualquer lugar que se chegava, a conversa era a mesma. O fato mais concreto e que nós observamos, foram as perguntas formuladas, tanto em um supermercado e numa padaria movimentada, sobre quem seria o vencedor do jogo Real Madrid x Bayern de Munique.

Até ai tudo bem, mas o fato é que no período noturno iriam jogar Náutico x Sport na disputa pelo título estadual.

Na verdade, existe uma empatia geral do torcedor brasileiro com os jogos do Velho Continente, e que vem sendo incentivado pelas emissoras de televisão, inclusive as abertas.

A TV por assinatura será objeto de uma transformação que determinará o futuro de nossas torcidas, representando um perigo para os clubes locais, desde que a relação de eventos internacionais transmitidos por essa é muito maior do que os nativos.

Não somos contra esse processo, desde que faz parte do mundo plano, mas a cartolagem brasileira não entendeu ou fingiu não entender o problema e pouco fizeram para que pudessem competir com um produto de boa qualidade.

O futebol europeu é um produto bem elaborado, embrulhado em um papel fino de presente, com uma bela fita, enquanto o brasileiro é arrumado em uma folha de jornal, como nas antigas peixarias.

Como podemos fidelizar o torcedor tupiniquim, quando não existe organização, respeito e credibilidade entre aqueles que dirigem o seu futebol, e como não se aguenta mais jogos modorrentos, migram para algo mais positivo, e encontram no momento onde são disputados os falecidos estaduais, uma Liga dos Campeões, que é o inverso do que lhe é oferecido em sua terra.

São fatos reais, e por conta disso perguntamos: A CBF, Federações e Clubes por acaso estão analisando esses problemas? A imprensa tem comentado sobre o tema? Na verdade a resposta seria não, pois todos dormem em um ¨BELO BERÇO ESPLÊNDIDO".

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