Artigos
Projeto para um clube sócio-esportivo
postado em 31 de outubro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O PROJETO PARA UM CLUBE SÓCIO-ESPORTIVO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Temos sido cobrados com relação às nossas críticas sobre os clubes de futebol e a ausência de um bom planejamento. Por conta disso, as solicitações são diversas para que explicássemos os pontos principais. 

Um clube que tem o futebol integrado em suas ações é um pouco diferenciado de outras atividades, já que mexe com a emoção de milhões de torcedores e milhares de associados, daí qualquer projeto que possa ser implantado tem que ter como foco esses segmentos, por formarem a sua razão de ser e de viver.

O projeto a ser elaborada é visando a uma gestão empresarial e um presidente eleito, no caso de oposição tem como primeira obrigação a realização de uma auditoria, não como caça às bruxas, e sim para que sejam detectadas todas as áreas do clube, e com os dados possam ser delineadas as outras linhas de ação.

Com um quadro real nas mãos, o processo poderá dar continuidade, e a base da pirâmide passa por um sistema de governança cooporativa. O Presidente tem o seu poder, mas não poderá ser a figura centralizadora, como acontece na grande maioria dos nossos clubes. Esse é o lider, com poder de veto, mas não pode decidir isoladamente, devendo ser decidido em um colegiado.

Alguns clubes já atentaram para tal necessidade e constituiram o Comitê Gestor, que conta com a presença do Presidente e Vice, e mais alguns membros com perfis de bons executivos, e com uma bagagem de competência e de seriedade.

Com isso, os os passos seguintes poderiam ser aplicados, começando pela formatação de um orçamento, para que seja cumprido rigorosamente.

O fechamento total do clube é fundamental, cujo acesso seria de exclusividade para os associados, e para tal necessita-se de uma boa prestação de serviços para esses. A relação sócio-clube é importante, e o retorno de todos à sua vida, com a recuperação nos seus pagamentos é fundamental para o futuro.

A implantação do sócio-torcedor é importante para a captação de novos recursos.

As fontes de receitas terão que ser ampliadas a curto  prazo, devendo contar com um setor de marketing competente, e que possa negociar a sua marca dentro dos valores reais do mercado.

O gerenciamento das dividas deverá ser procedido por um setor específico, criado para tal.

A profissionalização das áreas mais importantes do clube é fundamental, mas através de executivos de bom porte, e não amadores querendo ser profissionais.

A valorização do patrimõnio com a sua recuperação, especialmente o estádio de futebol, que poderá se tornar uma grande fonte de receitas.

Os esportes amadores deverão ser democratizados e abertos aos associados, principalmente dos seus filhos através de escolinhas organizadas e sem cobranças de taxas.

No futebol, a política de  formação deverá ser o ponto principal, e para isso se torna necessário um Centro de Formação de caráter mais urbano, para que possa dar aos atletas envolvidos a escola, que é peça fundamental nas suas preparações.

O estabelecimento do teto de 60% dos recursos para o futebol é fundamental para o equilíbrio financeiro, assim como a proibição da antecipação de receitas.

Como o espaço é reduzido, citamos os pontos principais que poderão tornar um clube bem sucedido, mas depende muito daqueles que irão dirigi-lo.

leia mais ...

Futebol Pernambucano
Uma proposta racional
postado em 31 de outubro de 2012

CLAUDEMIR GOMES


Os clubes ainda quebram a cabeça na busca de uma forma racional para a disputa do Pernambucano 2013. A proposta da FPF, única em discussão até o momento, em médio prazo pode trazer grandes prejuízos ao processo de interiorização.

O discurso é fundamentado na quantidade. Com o calendário nacional cada vez mais apertado, se torna imperiosa a necessidade de reduzir o número de clubes na Primeira Divisão estadual.

Ontem, consultado pelos dirigentes do Náutico, José Joaquim Pinto de Azevedo, sugeriu uma forma que me parece bastante lógica, uma vez que, mantém o mesmo número de participantes - doze clubes - e reduz a competição para, no máximo, dezessete datas. O primeiro impacto é causado pela fuga do sistema de pontos corridos, e o segundo é provocado pela redução do número de clássicos.

É importante se ter a consciência de que, toda e qualquer mudança resulta em perdas e ganhos. O Estadual pode perder na quantidade e ganhar na qualidade. Uma competição enxuta, onde todos os jogos passam a ser de caráter decisivo é bem mais atrativa.

Os dozes clubes seriam divididos em dois grupos de seis. No primeiro turno os clubes do Grupo A enfrentam os clubes do Grupo B. Os quatro melhores classificados fazem um cruzamento na semifinal e os vencedores disputam a final do turno.

No segundo turno as equipes jogam entre si em seus respectivos grupos. Também haverá o cruzamento na semifinal e a final do turno. Em nenhuma fase haverá jogos de ida e volta. Os vencedores dos turnos decidem o título em duas partidas.

leia mais ...

Santa Cruz
Para entrar no prumo
postado em 30 de outubro de 2012

CLAUDEMIR GOMES


O Santa Cruz acumulou erros na temporada 2012, e como bem disse o presidente, Antônio Luís Neto, "não merecia a classificação para as quartas-de-final da Série C.

O torcedor coral também nutria tal sentimento, e a prova maior foi à forma pacífica, e porque não dizer civilizada, que algumas dezenas de apaixonados foram receber a delegação, no início da tarde de ontem, nos Guararapes.

O vice-presidente do Tricolor do Arruda, Joaquim Bezerra, que está afastado do clube desde o final do Pernambucano, foi nosso convidado da edição de domingo, do programa ESPORTES NO 11, na TV Universitária.

Ele pontuou alguns erros estratégicos, que foram determinantes para o insucesso do Santinha na Série C, dentre eles, o excesso de poder que foi dado ao técnico Zé Teodoro e ao seu auxiliar, Sandro. Muita coisa vem à tona numa hora como esta. É a famosa "lavagem de roupa suja".

O importante é que todos os tricolores que vivenciam as Repúblicas Independentes do Arruda parecem conhecer as causas e os efeitos, pois a resposta aos inúmeros equívocos cometidos não fica restrita ao castigo de permanecer mais um ano na Terceira Divisão nacional. O prejuízo financeiro é grandioso.

É certo que o mundo não se acaba com um tombo, mas é preciso recolocar o clube no prumo.

leia mais ...

Artigos
Os Aflitos sem o Náutico
postado em 30 de outubro de 2012

Por ROBERTO VIEIRA

 

Bairro aristocrático.

O bairro dos Aflitos nasceu de uma capelinha.

A Capela de Nossa Senhora dos Aflitos,

Construção data de 1762.

Ninguém poderia imaginar que o bairro aristocrático e cristão.

Ficaria famoso por um ritual pagão:

o jogo de futebol.

Em torno dos Aflitos, surgiram os primeiros campos do Recife.

Campos mais sérios.

Com arremedos de grama.

O estádio da Malaquias.

O estádio da Jaqueira.

O campo do British.

E o estádio dos Aflitos.

Parecia que a Capela exortava os gols do futebol pernambucano.

Com o passar dos anos, apenas o campo dos Aflitos permaneceu.

Nos pés do Clube Náutico Capibaribe.

Um clube que se confundiu com o bairro.

A imensa maioria dos habitantes dos Aflitos é alvirrubra.

Prédios foram construídos como camarotes do velho estádio.

Os seus 30 hectares são a pátria alvirrubra.

Mas... e sempre existe um mas.

Com a inauguração da Arena da Copa tudo vai mudar.

O Náutico mandará seus jogos no novo estádio.

Um palacete avarandado em São Lourenço da Mata.

Região Metropolitana do Recife.

Pois é.

O último estádio dos Aflitos se vai.

A última lembrança do passado.

A Capelinha já reclamou.

Tem torcedor que não imagina futebol sem a rua da Angustura ao lado.

Até o trocadilho com Aflitos ficará apenas na memória.

Muita gente se pergunta:

o que será do Náutico sem os Aflitos?

Mas uma outra pergunta merece ser feita:

o que será dos Aflitos sem o Náutico?

Onde encontrará suas multidões vestidas de vermelho e branco?

Onde encontrará um grito de gol?

Será que o bairro festeiro e vetusto tornará a ser da Capela?

Dos passados de senhores de engenho?

Da triste e bucólica realidade burguesa?

Da mesmice dos empates do tempo?

leia mais ...

Brasileiro Série A
Livre da degola com 44 pontos
postado em 30 de outubro de 2012

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Desde que o Campeonato Brasileiro passou a ter 20 clubes, a pontuação média do 16º colocado é de 44 pontos.

Tomando-se com parâmetro essa pontuação, a situação dos clubes que não atingiram tal número e o aproveitamento  necessário até o final será o seguinte:

Cruzeiro, Ponte Preta e Santos - 43 pts - 33 jogos - 43,4% de aproveitamento. Necessitam de apenas 0,8% dos 15 pontos a serem disputados.

Coritiba e Náutico - 42 pts - 33 jogos - 42,4% de aproveitamento. Necessitam de 13,3% dos 15 pontos a serem disputados.

Flamengo - 40 pontos - 32 jogos - 41,7% - Necessita de 22% dos 18 pontos a serem disputados.

Portuguesa - 40 pontos- 33 jogos - 40,4% - Necessita de 26,6% dos 15 pontos a serem disputados.

Bahia -37 pontos -33 jogos - 37,4% de aproveitamento- Necessita de 46,6% dos 15 pontos a serem disputados, ou seja, terá que melhorar a sua perfomance.

Sport - 33 pontos- 33 jogos- 33,3% - Necessita de 73,3% dos 15 pontos a serem disputados, ou seja, praticamente terá que dobrar o seu percentual até hoje.

Palmeiras - 32 pontos - 33 jogos - 32,3%- Necessita de 79,9% dos 15 pontos a serem disputados, ou seja, mais do que o dobro do atual, e maior do que o aproveitamento do líder, Fluminense. 

Figueirense - 29 pontos - 33 jogos - 29,3%- Necessita de 100% dos pontos a serem disputados.

Atlético Goianense - 23 pontos- 33 jogos - 23,2%. Rebaixado para a Série B de 2013.

leia mais ...