Brasileiro Série A
Sport surpreende o Flamengo
postado em 31 de agosto de 2012
CLAUDEMIR GOMES

O Sport surpreendeu o Flamengo ao conquistar um empate - 1x1 - ontem à noite, em Volta Redonda. O rubro-negro carioca foi a campo creditado pela melhor campanha, para somar os três pontos em jogo, e nos 15 minutos iniciais se movimentou com bastante facilidade, abriu o placar, mas não contava com a ousadia do adversário que partiu para cima em busca da reação, que foi consolidada aos 19 minutos quando Felipe Azevedo completou um cruzamento de Hugo com sucesso.
O gol do Sport desarticulou o time do Flamengo e acabou com uma inhaca que há sete jogos impedia que os atacantes leoninos marcassem um gol. A melhor qualidade técnica do time carioca não foi suficiente para os comandados de Dorival Júnior construir a vitória. Em duas boas oportunidades, Magrão operou milagres, o que já se tornou rotina nos jogos do Sport.
As entradas de Henrique e Gilberto não surtiram o efeito desejado pelo técnico Waldemar Lemos que segue invicto no comando do Sport. O resultado foi bem aceito pelos jogadores leoninos que se sentem mais estimulados. Afinal, nos dois últimos jogos, diante de adversários considerados favoritos, conseguiram somar pontos.
O gol aconteceu após uma espera de sete partidas, mas não foi suficiente para por fim a sequência de 11 jogos sem vitórias. Quando um clube entra na zona de rebaixamento deixa de depender apenas dos seus resultados. Com 16 pontos ganhos, Palmeiras, Sport e Atlético/GO, precisam emplacar uma sequência de vitórias e contar com tropeços de Bahia e Coritiba. Este é o único caminho que os levará à saída da zona de rebaixamento. 


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Futebol Brasileiro
Mais uma rodada do "ARRUMADINHO"
postado em 31 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, MAIS UMA RODADA DO ¨ARRUMADINHO¨


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Fomos os primeiros a analisar o ¨arrumadinho¨ que estava sendo articulado entre a CBF, Câmara de Deputados e contando com a participação do Ministério do Esporte, com o sentido de um pretenso ¨perdão¨ as dívidas dos clubes brasileiros.

Depois disso, vários artigos foram escritos, e no dia de ontem tivemos um comentário do jornalista Juca Kfouri sobre o assunto, tratando-o de forma bem dura, mas dentro da realidade do que vem acontecendo.

O nome dado pelo deputado do PT de São Paulo, Vicente Cândido, vice-presidente da Federação Paulista e sócio em um escritório de advocacia do seu presidente Del Nero, foi de Proforte, numa jogada ilusória, de ligar esse ¨arrumadinho¨ com a formação de atletas olímpicos.

Ontem tivemos mais uma rodada para a discussão do projeto, com a presença dos cartolas e do presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, deputado José Rocha.

Para que não se lembra desse parlamentar, é o mesmo que nas CPIs da Nike e do futebol foi um dos mais atuantes defensores de Ricardo Teixeira, e membro da bancada da bola.

Esse ¨brilhante¨ deputado nessa reunião sugeriu uma ação totalmente desprovida de racionalidade, ou seja, que as dívidas fiscais e tributárias dos clubes sejam compensadas por meio de publicidade das empresas públicas nas camisas dos times.

Certamente trata-se de uma proposta indecente, desde que alocar recursos públicos para que possam cobrir débitos contraidos de maneira irresponsável pela maioria dos clubes brasileiros, é certamente uma afronta a dignidade da população que paga todos os seus impostos em dia, particularmente os pequenos empresários.

Del Nero, nessa reunião, emocionou-se e afirmou que essa forma de equacionar essas dívidas, ¨poderá servir de paradigma no futebol¨. Só um cartola desse tipo poderia falar tal bizarrice.

O deputado José Rocha ainda teve outra ¨brilhante¨ ideia, a da reestruturação da Timemania, para que essa possa ganhar um formato mais atraente para o torcedor.

O que nos preocupa é a participação do governo nesse ¨arrumadinho¨, através do Ministro Aldo Rebelo, que deveria repensar e verificar que tal modelo fere os principios da isonomia, onde os tratamentos estão sendo diferenciados entre o cidadão comum e os cartolas do futebol.

Continuamos com a mesma opinião de que esses débitos deveriam ser descontados através de um percentual de todas as receitas dos clubes, e com uma normatização que possa proibir qualquer outro endividamento, sob pena do clube ser rebaixado de divisão, ou mesmo suspenso de suas atividades.

Algo terá que ser feito, mas não esse golpe que estão tramando contra os cofres do estado brasileiro.

Que a Presidente (a) Dilma não caia nessa história, e procure outros caminhos para solucionar tais problemas.

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Futebol Brasileiro
Um ano com 420 dias
postado em 30 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O 2013 DA CBF DEVERÁ TER 420 DIAS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A Confederação Brasileira de Futebol continua a mesma, e devidamente acompanhada por seus clubes filiados.

Com uma boa antecedência, e isso é bem importante, a mentora do futebol nacional divulgou o seu calendário para o ano de 2013, mas não explicou como conseguirá alocar tantas competições no período estabelecido, e tendo ainda uma Copa das Confederações no meio.

Para os clubes que atuarem em todas as competições, os seus atletas irão entrar em campo ¨apenas¨ 91 vezes, o que é inteiramente impossível e desgastante, desde que o normal em todo o mundo é de 64 jogos/ano.

De maneira irresponsável colocaram as mesmas 23 datas para os estaduais, acrescidas no mesmo período de mais 12  para o Campeonato do Nordeste e 08 da Copa do Brasil, e para os que disputarem a Libertadores, 15 datas.

No período estipulado para os estaduais, Nordeste e Copa do Brasil, sendo que esta última terá sua fase de grupos com a participação de nossos clubes, serão necessárias 43 datas, quando só temos exatamente 35 disponíveis. Oito ficarão por conta do aleatório da CBF e de seus ¨inteligentes dirigentes¨.

Todos os meios de semana serão ocupados, inclusive o período carnavalesco.

Se passarmos para o segundo semestre, encontramos mais insanidade na formatação desse calendário, quando fica totalmente sobrecarregado, quando irá ocupar 33 datas para as Séries A e B, que acrescidas das 12 da Copa do Brasil teremos exatamente 45, a partir de 3 de julho (com mais 08 da Sul-Americana).

Pelo calendário gregoriano teremos nesse período exatamente 45 datas, o que demonstra que iremos ter jogos em todas as quartas e domingos, e esses com a demanda de longas viagens.

A irresponsabilidade dos cartolas aumenta mais quando não conseguiram resolver o problema na coincidência de datas dos amistosos da seleção, e novamente vamos ter os mesmos problemas e queixas dos disputantes, mas que na verdade se submetem a tais coisas, com o rabo embaixo das pernas.

Isso vai se agravar com jogos da Seleção em nosso país, e que irão consumir datas que não foram previstas.

Só temos uma solução para os clubes que disputam várias competições, ou seja, um time para cada uma delas, pois somente para cobrir uma insanidade, uma outra insanidade.

São coisas de um futebol que é tratado politicamente por sua entidade, sem vislumbrar os aspectos técnicos necessários.

Mas um fato foi bastante positivo, os insanos conseguiram criar um ano de 420 dias.

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Brasileiro Série A
Para atingir a meta
postado em 29 de agosto de 2012

Foto: Blog do Torcedor

CLAUDEMIR GOMES

O Náutico enfrenta o Figueirense, hoje à noite, nos Aflitos, na rodada de abertura do returno da Série A, focado na meta estabelecida pelo técnico Alexandre Gallo, que foi de somar 10 pontos nos quatro jogos que o time alvirrubro faria no Recife. Nas três partidas já realizadas, o Timbu contabilizou 7 pontos, faltando, portanto, os 3 pontos que serão disputados logo mais. O jogo também representa o fechamento do quarto ciclo - cada ciclo é composto de cinco rodadas - e caso volte a ser implacável como mandante, este será o período de maior evolução do time dos Aflitos na competição.

O torcedor alvirrubro não digeriu a derrota - 2x1 - sofrida pelo Náutico no jogo de estréia, na qual o Figueirense marcou o gol da vitória já na fase dos descontos. Naturalmente que todos que se fizerem presentes ao estádio dos Aflitos estarão ávidos para dar o troco. Coisa de torcedor e que faz parte do futebol. O que não deve ser permitido é que este sentimento invada o vestiário. A maturidade talvez seja uma das maiores virtudes deste grupo comandado por Gallo.

Portanto, quanto mais se tratar o jogo com naturalidade, melhor. Todos têm consciência da força do time como mandante. Portanto, é só repetir a lição que já foi feita com maestria em outras oportunidades. Vencer em casa se tornou uma coisa tão natural para o alvirrubro quanto soltar o grito de N-A-U-T-I-C-O.


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Acontece
A salvação do futebol
postado em 29 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, TETO SALARIAL:  A SALVAÇÃO DO FUTEBOL

Artigo publicado na Espn e no jornal Estado de São Paulo. 

Na Europa ou no Brasil, a preocupação por altos salários no futebol é unânime. O medo do fracasso e das derrotas para os principais rivais fazem clubes pagar salários astronômicos às principais estrelas do elenco. O resultado aparece no balanço financeiro de grande parte das instituições: dívidas cada vez maiores em uma fase de crise global.

Por isso, o economista português, Paulo Mourão, da Universidade do Minho (em Braga), apresentou suas ideias através de um artigo no %u201CJournal of Sports Sciences%u201D, entidade responsável por pesquisas esportivas na Europa, sobre a causa dos endividamentos no Velho Continente. Em entrevista exclusiva à GE.Net, ele colocou que o ponto de partida para combater os desmandos no esporte seria a regulamentação através do tabelamento universal dos salários.

%u201CJogadores como o Cristiano Ronaldo e Messi não vão migrar para o basquete se ganharem 1 ou 2 milhões de dólares a menos. Mesmo com o tabelamento, esses atletas continuariam sendo bem pagos%u201D, avisa Paulo Mourão, que analisou uma inflação excessiva do futebol nas últimas duas décadas, superior do que a maioria das profissões e comparável somente ao ramo da tecnologia, em constante expansão.

O endividamento europeu vem sendo constatado pela própria Uefa. Em janeiro, a entidade controladora do futebol europeu divulgou um balanço das finanças e constatou que o prejuízo das agremiações do Velho Continente aumentou em 36% (cerca de R$ 1 bilhão) em relação ao levantamento do ano anterior. Os gastos seguem exagerados mesmo com a elevação das receitas em 6,6%. As dívidas totais das equipes alcançaram o patamar de R$ 21,1 bilhões. %u201CQuanto mais os principais jogares ganham, mais o mercado é inflacionado%u201D, completa Paulo Mourão.

Os times devem ficar dentro de patamares mínimos e máximos do teto estabelecidos pelos dirigentes. Aqueles que superam o valor definido são obrigados a pagar uma multa por cada dólar excedente.
No futebol brasileiro, a discussão é antiga sobre a diferença salarial. Diversos levantamentos mostram que a esmagadora maioria dos jogadores recebe apenas entre um e dois salários mínimos, ou seja, a riqueza está concentrada na mão de poucos. As regras salarias de Paulo Mourão também incluiriam os menos favorecidos.

Entretanto, a ideia de tabelamento só poderia vingar se todos os campeonatos europeus - e até mundiais - seguissem à risca. %u201CSe somente alguns implantarem, aquele país que fizer o tabelamento sairá prejudicado na concorrência. A regra teria de ser controlada pela Uefa ou até pela Fifa%u201D, diz Paulo Mourão.

Mesmo com a regulamentação, o economista reconhece que as diferenças vão continuar. Portanto, Paulo Mourão crê que os clubes mais fortes deveriam disputar somente ligas intercontinentais, situação que acabaria com disputas previsíveis, registradas, por exemplo, no Campeonato Espanhol em que Barcelona e Real Madrid normalmente disparam na classificação sem dificuldades. Enquanto isso, as agremiações de regiões menos favorecidas teriam espaço para disputar competições maiores.

No Brasil, há uma discussão semelhante em relação à falta de empolgação dos torcedores com competições regionais. Nas últimas edições, o Campeonato Paulista apresentou uma longa fase de classificação %u2013 com 19 rodadas %u2013 até alcançar a etapa decisiva. O resultado: os times como Corinthians e Santos pouparam seus principais atletas para a Libertadores da América e, ainda assim, estiveram na semifinal do Estadual.

%u201CAs equipes poderiam atuar em conferências. Uma delas poderia ser a Conferência Ibérica, com os melhores times da Espanha e Portugal. Os jogos seriam mais atrativos e chamariam uma quantidade maior de público, que querem ver partidas competitivas%u201D, pondera Paulo Mourão.

Outra preocupação do português estaria na regulamentação da formação dos atletas, com regras para evitar que os melhores jogadores das categorias de bases fiquem apenas nos clubes grandes. No Brasil, a lei permite a assinatura de contrato a partir dos 16 anos, portanto alguns adolescentes já ganham respeitáveis salários para ficarem presos às equipes tradicionais.

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