Sport
#VOLTAMILTONBIVAR
postado em 26 de maio de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Está programado para o dia 11 de junho, no restaurante Varanda, um jantar comemorativo aos dez anos da conquista do título da Copa do Brasil, um dos mais importantes no rico acervo do Sport Club do Recife. O evento servirá como pano de fundo para o anúncio do nome de Milton Bivar como  pré candidato a presidente do clube leonino nas eleições que acontecerão no final do ano. Milton já assegurou aos seus pares que desta feita não irá refugar, está pronto para encarar todos os obstáculos.

O evento está sendo organizado pelos amigos de Milton Bivar, cuja maioria figurou como diretor na exitosa gestão de 2008. A proposta é de realização de uma missa as 19h, no santuário de Nossa Senhora, no hall de entrada da sede, com a participação de ex=jogadores e dirigentes que participaram da conquista da competição nacional. Em seguida haverá o jantar de confraternização que será animado com um show onde participarão os cantores, Geraldinho Lins, Almir Rouche, Petrúcio Amorim e Josildo Sá.

O título da edição 2008 da Copa do Brasil foi um passo substancial, dado pelo Sport, para se efetivar no grupo dos grandes clubes do futebol brasileiro, mas o salto, dado na época em que o clube era presidido por Milton Bivar, não teve sustentação com as administrações subsequentes. Tal fato credencia Milton como o nome capaz de recolocar o futebol do Sport no mesmo nível que alcançou há dez anos.

O lançamento oficial da campanha somente acontecerá em agosto, pós Copa do Mundo. Embora o ex=presidente tenha dito aos amigos que a candidatura é própria, do grupo, não está descartada a possibilidade de composição. O jantar do dia 11 de junho, que será reservado para 300 pessoas, capacidade sugerida pelo restaurante, servirá como termômetro para avaliação da pré candidatura do presidente campeão de 2008.

#voltamiltonbivar.

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Futebol Brasileiro
ENEM para os cartolas
postado em 25 de maio de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Ao assistirmos uma entrevista de Andrés Sanchez, presidente de um clube que tem a segunda maior torcida do País, o Corinthians, ficamos convictos de que o futebol brasileiro tem que realizar um ENEM para a sua cartolagem.

O cartola do nosso futebol é uma figura enigmática, principalmente nos novos tempos. Surge do nada, de repente ocupa as notícias, fazendo pose se sabichão. Se fizesse o ENEM de Gestão Esportiva seria reprovado.

Existem alguns que estão nas diretorias dos clubes, mas não torcem por esses. Viraram a casa por conta das amizades, e fazem cara de sofredores quando os "seus" times são derrotados.

Em outras épocas, o dirigente esportivo tinha uma escola, que era o seu clube. Muitas vezes começava praticando esportes, depois ocupava um cargo menor, ia subindo de escala, e terminava como presidente. Era um circulo de aprendizado.

Hoje tudo mudou, e o paraquedas é o equipamento mais utilizado pelos cartolas neófitos, que pousam nos clubes e em pouco tempo já estão dando ordens e até coletivas, muitas vezes assassinando o português e rasgando o Aurélio.

Por incrível que pareça existem cartolas que chegaram aos clubes pelo GPS desde que não sabiam de suas localizações.

Deveria haver um ENEM, com diversas provas para a computação de suas notas.

Teriam que responder alguns quesitos importantes, a começar pela história do clube, para que possam mostrar se tem o devido conhecimento de sua vida desde a fundação.

Por outro lado, uma matéria importante para a formatação das provas é o da governança corporativa. Dirigente que se preza sabe muito bem que o presidente tem o seu poder, mas não pode ser a figura centralizadora, como acontece na grande maioria dos clubes, e por isso tem que saber que o profissionalismo é fundamental, e a distribuição de tarefas é importante para  o sucesso.

Uma questão fundamental nesse exame de admissão é a necessidade de algum conhecimento de finanças, e nesse segmento a formação necessária para entender um orçamento anual.

Cartola que se preza tem que saber da relação importante entre receitas e despesas, e que o orçamento não poderá ter pedaladas.

No futebol as provas do exame deverão ser direcionadas ao trabalho de formação, como esse deverá ser procedido, e o retorno que trará os investimentos realizados. Cartola que é cartola de canudo na mão, sabe muito bem que o futuro do clube está nesse trabalho.

Se houvesse a obrigação de um ENEM futebolístico, muitos cartolas estariam reprovados, desde que de clube pouco entendem, e de futebol pensam que é um jogo onde a bola é chutada, e que uns apaixonados ficam nas arquibancadas dando gritos para algo que mereceria uma potente vaia.

Deveria haver uma legislação que obrigasse a realização de um exame nacional para os cartolas, nos mesmos moldes da OAB, para que recebessem os seus alvarás de atuação.

Mas como isso não acontece, iremos continuar com o amadorismo explícito, e assistindo torcedores de arquibancada dirigindo clubes, e todos caminhando de mãos dadas para os quintos dos infernos.  

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Santa Cruz
Um basta na mediocridade
postado em 23 de maio de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Num dia histórico, onde uma mobilização dos caminhoneiros coloca o País de ponta cabeça de norte a sul, nas Repúblicas Independentes do Arruda, a diretoria do Santa Cruz resolveu dar um basta na mediocridade que estava corroendo o futebol tricolor. A demissão do técnico Paulo César Gusmão, e de alguns jogadores, era inevitável para corrigir uma série de erros cometidos, e que levaram o clube a uma situação vexatória em várias competições.

A necessidade de um freio de arrumação era imperativa. As medidas, no sentido de corrigir os equívocos cometidos, e evitar maiores danos, foram tomadas na velocidade imposta pelas circunstâncias do momento. Horas após a confirmação da demissão de P C Gusmão, os dirigentes corais anunciaram o nome de Roberto Fernandes como o novo comandante do futebol.

Atualmente existe uma expressão, bastante usual no futebol, que não diz nada, mas que busca explicar muitas coisas: "Deu liga".

Pois bem! Não precisava ter muita experiência no futebol, um pouco de conhecimento já era suficiente, e isso o presidente do Santa Cruz, Constantino Barbosa (Tininho), tem, para saber que PC não daria liga. O grotesco foi testemunhar ele, e seu auxiliar, Adriano, afirmarem, apos apresentações bisonhas do Santa Cruz, de que o time estava "evoluindo". Dentro das quatro linhas o que víamos era trágico, como a humilhação histórica imposta pelo ABC.

Não sei qual a alquimia que Roberto Fernandes utilizará para acabar com o caos instaurado no Arruda. Afinal, desde o início da temporada foram recrutados vários jogadores sem a menor condição de vestir a camisa tricolor. Mas isso é o próximo capítulo, no qual o novo comandante vai limpar a casa e buscar uma fórmula que leve seu trabalho a dar liga.

O essencial foi feito: o basta na mediocridade.   

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Futebol Pernambucano
A crônica do nada
postado em 21 de maio de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Conversar com o mestre, Humberto Araújo, um dos maiores chargistas do País, é sempre prazeroso. Estávamos "despachando assuntos diversos", como ele gosta de ressaltar, quando a prosa enveredou para o futebol. Sempre gentil, em dado momento Araújo exclamou:"Você está verbalizando uma crônica. Ponha este texto no papel amigo", sugeriu.

De posse de todos os resultados dos jogos do Campeonato Brasileiro, disputados no final de semana, em todas as séries, constatei que, em sete partidas envolvendo clubes pernambucanos, foram registradas cinco derrotas, um empate e uma vitória das equipes do nosso Estado.

Dia desses, lendo uma crônica do Joca Souza Leão, na revista Algomais, ele encerra citando o poeta Manoel Bandeira: "como a vida, a crônica é feita de pequenos nadas".

Falar do futebol pernambucano após um final de semana trágico, é escrever a crônica do nada. Por sorte a dinâmica do futebol é algo de extraordinário e os resultados de ontem já não ecoam diante da notícia da contratação do novo técnico do Náutico, Márcio Goiano, e da preparação do Santa Cruz para o jogo com ABC, programado para amanhã a noite, no Arruda, válido pela Copa do Nordeste.

Na Ilha do Retiro todos estão convictos de que o Sport evoluiu. Minha análise segue por outra vertente: a do discurso. O que está acontecendo é que o atual vice=presidente de futebol, Guilherme Beltrão, não vende sonhos. Fala do clube sem aumentar a sua escala. Por conta de um discurso real a torcida começou a ver o time do tamanho que ele é. Diante de uma equipe alternativa do Corinthians, o Leão jogou nas suas limitações, sem ousadia, até porque também estava sem alguns jogadores que agregam qualidade ao time.

Os três representantes do Estado na Série D (Central, Flamengo de Arcoverde e Belo Jardim), foram eliminados da competição com as derrotas sofridas no final de semana.

"Esta é nossa realidade!". Sempre exclama Humberto Araújo quando o papo é futebol e reforçamos nossa cobrança por melhores performances dos nossos clubes. Não é fácil aceitar que o futebol pernambucano da atualidade é feito de vários nadas.   

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Brasileiro da Série C
Não é Fake News
postado em 20 de maio de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Ontem a noite, já passava das 22h quando o amigo, Bernardino Magalhães, me manda uma mensagem pelo WhatsApp procurando saber os resultados dos jogos do Náutico e do Santa Cruz pelo Brasileiro da Série C. Ao informar que os alvirrubros haviam sido derrotados pelo Juazeirense por 2x0, e os tricolores perderam para o Botafogo/PB por 3x2, no Arruda, ele faz a seguinte indagação:

É Fake News amigo?

Bernardino acompanha nosso trabalho há décadas e sabe que jamais seguiríamos o caminho das notícias falsas. Seu questionamento foi uma reação natural diante do que o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo chama de "grotesco".

Tradição, força de camisa, nada disso tem sustentação sem um bom trabalho de gestão. Qualquer empresa conceituada de consultoria, após analisar os dois clubes, Náutico e Santa Cruz, chega fácil a conclusão de que são duas agremiações em estado de insolvência.

Em décadas passadas, quando ainda não estávamos na era digital, quando não existia internet e nem redes sociais, o Fake News era chamado de "perua". Empresários e dirigentes costumavam ligar para as redações das rádios e jornais e implantar notícias falsas. Vi muitos repórteres escorregarem nas cascas de banana e cometerem as famosas "barrigas".

O saudoso, Carlos Alberto Oliveira, se mostrava muito atento com relação as "peruas", e justificava: "Uma mentira repetida várias vezes vira verdade". Esse é o grande problema das "peruas".

Bom! Não vamos mais tergiversar, voltemos a reação do Bernardino.

Não é fácil para o torcedor pernambucano aceitar os fatos como sendo decorrente da nova ordem do futebol. As coisas não são simples assim. O campeão pernambucano contabilizou quatro derrotas em seis partidas disputadas na terceira divisão nacional. Sofreu 12 gols, média de 2 por jogo, o que lhe dar um salto negativo de 6 gols. O momento é imperativo. É hora da nova diretoria do Náutico consultar os mais experientes porque a margem de erros se esgotou. Não existe mais espaço para equívocos como o de apostar em treinador sem nenhuma base e experiência.

E o Santa Cruz?

Apesar de um técnico, Paulo Cesar Gusmão, e o seu assistente, Adriano, afirmarem que existe uma evolução no time, não consigo enxergar tal progresso. Os erros de marcação foram grotescos. O posicionamento dos homens de contensão, e neste contexto se inclui os volantes, permitiu rotas de fuga para os atacantes do Botafogo/PB. Também sinto falta de uma doação maior dos jogadores corais. Série C é pura inspiração. Nada mais que isso.

Não é Fake News não meu caro Bernardino! É verdade patente. O futebol pernambucano se apequenou ao ponto de ser discreto numa Série C. Sinais dos tempos.

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