Acontece
Renovação do futebol brasileiro
postado em 30 de dezembro de 2014

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


José Gama Xaud- Federação de Roraima- 40 anos de poder;

Carlos Orione- Federação do Mato Grosso- 33 anos no poder;

Delfim Peixoto Filho- Federação Catarinense- 29 anos de poder;

Antonio Aquino- Federação do Acre- 26 anos de poder;

Francisco C. Oliveira- Federação MS- 25 anos de poder;

Heitor da Costa Junior- Federação de Rondônia- 25 anos de poder;

Antonio C. Nunes da Silva- Federação Paraense- 24 anos de poder.

José Clarivaldo de Souza- Federação Sergipana- 24 anos de poder;

Dissica V.Tomaz- Federação do Amazonas- 20 anos de poder, e

Leomar Quintanilha, Tocantins- 19 anos de poder.

São 10 Federações com longevos no comando. Na Paraíba, Rosilene Gomes comandou a entidade local por 25 anos, substituindo o seu esposo. Foi afastada, mas ainda manda no pedaço.

Os demais presidentes também participam do sistema há décadas, desde que a sua total mairia sempre foram diretores de outros gestores, como é o caso da Federação de nosso estado.

Nunca vimos algo tão estressante segundo os cartolas, segurar os dirigentes por tanto tempo.

Deve ser muito bom, ou então temos um grupo de masoquistas.

O resultado disso nós estamos acompanhando.

leia mais ...

Acontece
Atletas criticam presidente Dilma Rousseff
postado em 29 de dezembro de 2014

IMG_2870.JPG


A ONG Atletas pelo Brasil, que na sua diretoria os atletas - Ana Moser (Presidente), Ida, Patrícia Medrado, Raí Oliveira, Nelson Aerts (Neco) e William Machado - publicou a seguinte nota sobre a nomeação do novo ministro do Esporte, George Hilton, do PRB/IURD/MG:

"O Esporte brasileiro está decepcionado.

A Atletas pelo Brasil vem manifestar publicamente seu desapontamento com a forma de nomeação do atual Ministério do Esporte.

Somos uma organização não governamental que trabalha pela melhoria da política esportiva no Brasil.

Desde 2009, trabalhamos para influenciar as decisões governamentais a fim de que haja uma legislação mais moderna, uma alocação de recursos mais eficiente, uma melhor gestão e transparência no esporte e para que o País possa pensar no esporte como fator estratégico para o desenvolvimento humano e social com importante impacto na saúde, educação e planejamento urbano.

Como diz nossa missão, queremos "melhorar o esporte para melhorar o País". Acreditamos piamente nisto. Somos uma associação de mais de 60 atletas de relevância para o esporte.

Tivemos, junto com muitos outros, importância no passado, e continuamos tendo no presente. E, muito mais do que isso, queremos ajudar a construir um País com espirito olímpico.

Desejamos uma política esportiva (educacional, de participação e de alto rendimento) que nos orgulhe e que mostre um caminho diferente, que aponte para o Esporte que o Brasil merece.

Temos trabalhado na seara política pois acreditamos na participação ativa da sociedade para as mudanças do País.

No esporte, só teremos resultados expressivos e de longo prazo caso ele seja administrado com responsabilidade por nossos governantes e legisladores.

Exigimos muito mais respeito e cuidado com tudo que envolve o tema Esporte no Brasil.

O que está muito longe de acontecer quando constatamos os critérios, ou a falta deles, que foram usados para a escolha do novo ministro.

Infelizmente, há anos, o Ministério do Esporte é usado na barganha política.

Não se trata de decidir quem seria a melhor pessoa para ocupar o cargo, mas qual partido o terá de acordo com as alianças e que decidirá a seu bel-prazer quem o representará.

Nem mesmo uma familiaridade com o tema é observada, o que traz enormes prejuízos ao esporte e ao País em um setor que está à frente de um enorme investimento com os megaeventos esportivos.

A nomeação com critério unicamente político, na maior parte das vezes, traz consigo o aumento da ineficiência de gestão, descontinuidade da política, reinício de convencimentos e processos e tudo isso com custo aos cofres públicos.

Às vésperas das Olimpíadas, a Presidente Dilma abriu mão de uma oportunidade de melhorar a gestão do esporte.

Decepcionou todo um setor de atletas, jornalistas, empresários, organizações, trabalhadores e amantes do esporte em geral.

E nós, atletas, não podemos mais ser mais usados simplesmente para fotos conjuntas em momentos de vitória nacional.

Vamos ser francos, essas conquistas são muitas vezes obtidas a despeito da política esportiva, da legislação e da condução nacional do esporte.

E, em alguns casos, encontrando até forças contrárias a dificultar o caminho.

Se os governantes querem estar ao lado das vitórias, devem tomar consciência da sua enorme responsabilidade nas derrotas.

Mesmo assim, seguimos em frente pois acreditamos em um País melhor, mas reiteramos aqui hoje que, como cidadãos e cidadãs brasileiros, nos sentimos envergonhados e desprestigiados, vendo que o esporte no Brasil continua sendo encarado como algo menor.

Nós da Atletas pelo Brasil continuaremos prontos para ajudar, contribuir e dialogar com todos que desejam deixar um lindo legado esportivo para o País".

leia mais ...

Acontece
O presente de Natal
postado em 29 de dezembro de 2014

Valdir Appel - Onde ele pisa nascem histórias

CLAUDEMIR GOMES

 

A maioria dos torcedores dos clubes pernambucanos ficou frustrada por não terem recebido um "presente" de Papai Noel. Naturalmente que estamos nos referindo ao anúncio da contratação de um grande reforço. Foi-se o tempo em que rubro-negros, tricolores e alvirrubros eram presenteados com jogadores no final do ano, e ficavam aguardando o craque "ressaca" que era anunciado durante ou logo após o carnaval.

Pessoalmente nada tenho a reclamar. O bom velhinho foi generoso comigo. Como tinha muitas entregas a fazer, pediu ao amigo, Lenivaldo Aragão, que me entregasse o mais novo livro do Valdir Appel - Onde ele pisa nascem histórias.

Appel é um catarinense que conquistou o Brasil quando resolveu ser goleiro. Os melhores momentos foram vivenciados no Vasco da Gama, mas passou muitos anos no Rio Grande do Norte, teve uma passagem meteórica pelo Sport, enfim, foi um nômade que somou conhecimentos e fez muitos amigos pelo Brasil afora.

Quando resolveu guardar as luvas no armário, Valdir Appel resolveu contar as histórias e causos, com o conhecimento de quem vivenciou, como poucos, os bastidores do futebol. Segredos de vestiários e concentrações despertam nossa curiosidade.

Onde ele pisa nascem histórias é o terceiro título do Valdir. Antes ele nos presenteou com "Na boca do gol" e "O goleiro acorrentado". Todos são livros de crônicas que revelam a habilidade do Valdir no trato com as palavras.

Como goleiro aprendeu que futebol é um esporte coletivo, portanto, é fundamental a participação de todos da equipe. Trouxe tal ensinamento para literatura ao convidar vários amigos para, com seus depoimentos, enriquecerem a obra que é devorada num só fôlego.

Um presente de Natal e tanto!

leia mais ...

Náutico
Pouca gente no adeus a Lula Monstrinho
postado em 28 de dezembro de 2014

Arqueiro defendeu o Náutico por oito anos / Reprodução/Site do Milton Neves

Arqueiro defendeu o Náutico por oito anos


CLAUDEMIR GOMES


Lula Monstrinho - 72 anos - um dos heróis do hexa, título mais importante da centenária história do Clube Náutico Capibaribe, faleceu sexta-feira, e foi enterrado ontem, no cemitério do Parque das Flores. Segundo postagem do jornalista, Lenivaldo Aragão, no facebook, poucos alvirrubros foram se despedir do "paredão", que nos anos 60 foi um dos melhores goleiros do futebol brasileiro, chegando a ser contado para a Seleção Brasileira que se sagrou tricampeã no México, em 1970.

No post feito por Leni, diz que, sequer a bandeira do Náutico foi colocada sobre o seu caixão. Lamentável. Impressionante como no futebol pernambucano não se preserva os ídolos. Junto com Lula Monstrinho morre mais um pouco da história de um título que há mais de 40 anos serve de alimento para uma torcida.

Na realidade, apesar de sua importância na vitória e inesquecível trajetória do time dos Aflitos, Lula nunca foi louvado como deveria ser. Acredito que por não ter sido um jogador de linha, mas nada justifica este quase esquecimento. Mesmo levando em consideração este período de férias, quando parte da população recifense migra para o litoral e para as cidades do Interior, era esperado muita gente no adeus a um dos "monstros sagrados" do futebol alvirrubro.

"Onde ele pista nascem histórias" - Este é o título do mais recente livro escrito por Valdir Appel, ex-goleiro, que conheceu bem Lula Monstrinho. Verdade. Embaixo das velhas traves, no campo do romântico estádio dos Aflitos, Lula foi o personagem principal de muitas histórias.  

leia mais ...

Artigos
Padre Antônio Vieira e o Brasil de hoje
postado em 27 de dezembro de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O PADRE ANTONIO VIEIRA E O BRASIL DE HOJE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Uma obra barroca que até hoje se discute o seu autor, inclusive considerando que esse seja um anônimo, mas os livros que se encontram nas bibliotecas do mundo apresentam como responsável o Padre Antonio Vieira.

O título é bem sugestivo: ¨A arte de Furtar¨, escrita no século XVII, que destaca a variedade de furtos e ladrões, com instruções inclusive para que pudessem ser identificados.

Nos capítulos, o autor fala dos desvios de recursos que existiam na colônia portuguesa, com a participação de segmentos da sua sociedade, principalmente pelos representantes da coroa portuguesa.

Nada melhor para um presente de fim de ano para os mensaleiros e petrolões, que pululam nas terras brasileiras.

Tiramos um pequeno trecho para que os nossos visitantes façam as devidas comparações de algo escrito nos meados do século XVII com o que acontece no século XXI em que vivemos.

"CAPITULO II

Como a arte de furtar é muito nobre

(...)

E para que não engasgue algum escrupuloso nesta proposição, com a máxima de que não há ladrão que seja nobre, pois o tal ofício traz consigo extinção de todos os foros da nobreza, declaro logo que entendo o meu dito, segundo o vejo exercitado em homens tido e havidos pelos melhores do mundo, que no cabo são ladrões, sem que o exercício da arte os deslustre, nem abata um ponto do timbre de sua grandeza. (VIEIRA-p48/49)."

No livro, o Padre Vieira usou uma metodologia das unhas que eram usadas para roubar, políticas, disfarçadas, maldosas, sábias, ignorantes, entre outras coisas.

Na verdade a simbologia das unhas bate muito bem com a realidade nacional, e mostra que desde os anos mil e oitocentos essas são cravadas em diversos setores do então Brasil colônia, continuando no Brasil Império e da República até nos dias de hoje.

São as unhas que sonegam, que lavam dinheiro e se apropriam dos recursos públicos.

No esporte nacional a nobre arte de furtar também faz parte do seu contexto, onde existem também muitas unhas atuando e sorrateiramente enriquecendo às suas custas.

Fatos existem todos os dias, e muitos recursos que deveriam ser aplicados nos esportes, em sua boa parte, são desviados pelas diversas unhas que se locupletam desses, apoiados pela impunidade existente desde o Brasil colônia e que perdura até hoje.

O que falta ao nosso país é um número maior de tesouras, para que essas sejam cortadas, e o país possa ter um futuro mais digno e decente, bem longe do que nos apresenta o livro objeto dessa postagem.

leia mais ...