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O jeito Rubão de ser
postado em 26 de dezembro de 2019

Neste período de recesso do futebol brasileiro, quando o noticiário esportivo se transforma num autêntico tabuleiro de abobrinha, recebemos um texto do amigo, Gilberto Prado, onde ele relata alguns fatos protagonizados pelo ex-presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Rubem Moreira. A narrativa espetacular nos mostra a força de um dos maiores caudilhos do futebol brasileiro quando era comandado por João Havelange.

 

O PODEROSO "RUBÃO"

 

Gilberto Prado

 

É preciso contar esta história, mesmo com alguns palavrões. Afinal o protagonista é o desportista Rubem "Rubão" Moreira, ex-presidente da Federação Pernambucana cujo linguajar chulo se tornou conhecido nacionalmente, embora estimado. E muito.

Seu jeito de ser, aliado ao espírito empreendedor, tornava-o carismático e poderoso. Conseguia coisas impossíveis. Quando jovem, já bem sucedido empresário, gastou fortuna mas fez o América, seu time de coração, campeão pernambucano.

Conseguiu, como presidente da FPF, fazer a Seleção Pernambucana representar o Brasil  em um Campeonato Pan Americano.

Certa ocasião, no Aeroporto dos Guararapes, para acompanhar o embarque da delegação de futebol de salão do Náutico, cujas passagens financiara, encontrou-se com seu sobrinho Mirinda (José Alexandre), um dos atletas da famosa equipe. Estranhou quando toda a delegação embarcou, menos Mirinda:

"E você? Vai viajar não", indagou.

Meio sem jeito, Mirinda que na época estava concluindo o curso de engenharia, explicou:

"É que estou fazendo estágio em uma construtora e não posso ir".

Veio a reação.

"Estágio um cacete! Você vai viajar e é agora. Deixa o resto que eu resolvo na construtora".

Antes que o sobrinho explicasse que a aeronave já estava para decolar, e ele não tinha sequer a passagem, foi arrastado até o balcão da Varig. Gritando, Rubão ordenou para o despachante da companhia aérea.

"Manda parar essa porra desse avião que o menino aqui vai viajar".

E o avião ficou estacionado, com os motores ligados, até Mirinda receber o bilhete e embarcar.

Recife, 29 de junho de 1958.

Decisão da Copa do Mundo entre Brasil e Suécia. Rubem Moreira acompanhava em casa, a transmissão do jogo pelo rádio. Ao seu lado, Napoleão Gonçalves, superintendente da FPF; Alberto Peres, coronel aviador da Aeronáutica; Núbio Flores, empresário gaúcho e diretor de futebol do Santa Cruz e o jornalista, Adonias de Moura.

O Brasil campeão do mundo pela primeira vez. Enquanto o País inteiro comemorava a conquista, o comodoro Rubem, como também era tratado, apenas bebia o seu "uisquinho". Sua atenção estava voltada para o rádio, no qual informava o narrador, Edson Leite, sobre o que se passava na Seleção.

Foi quando ouviu:

"A delegação brasileira sairá daqui da Suécia, com destino à Capital Federal, Rio de Janeiro, já na noite de hoje (29)".

Acrescentou o locutor:

"Os campeões do mundo seguirão para o Brasil em vôo direto para o Rio de Janeiro, com uma ligeira parada técnica no aeroporto do Recife, como fizera na ida, para abastecimento da aeronave".

"Porra, era isso que eu queria ouvir!", gritou Rubão chamando a atenção de todos presentes na sala.

Antes que alguém lhe perguntasse qualquer coisa continuou:

"O locutor disse que o avião vai abastecer no Recife".

Dirigiu-se ao superintendente da FPF, e ordenou:

"Napoleão comunique às rádios e ao Jornal do Commercio que a Seleção Brasileira vai desfilar aqui amanhã. Não precisa avisar ao Diário porque Adonias está aqui".

Incrédulo, o superintendente perguntou:

"Alguém sabe disso Rubem?".

"Puta que pariu, Napoleão! Lá vem você querendo botar merda no ventilador. Eu não tenho nada a explicar a filho da puta nenhum. Só estou dizendo que a porra da seleção vai desfilar no Recife. Trate de fazer o que estou mandando e pronto".

E continuou:

"Diga que o desfile vai sair do Aeroporto dos Guararapes assim que a delegação chegar, pela manhã, e vai almoçar no restaurante do Clube Português".

Após ditar as ordens para Napoleão, pediu a Adonias e Núbio Flores para ajudá-lo em detalhes como policiamento, uma viatura do Corpo de Bombeiros para conduzir os jogadores, trânsito, etc. Ele e o coronel Peres se encarregariam do resto.

Recife, 30 de junho de 1958.

Logo pela manhã, uma verdadeira multidão ocupava as ruas e avenidas anunciadas como roteiro: Avenida Boa Viagem; Saturnino de Brito; Imperial; Concórdia; Guararapes, Conde da Boa Vista até chegar ao Clube Português.

No aeroporto dos Guararapes, ponto de partida do desfile, uma aglomeração nunca vista. Gente "saindo pelo ladrão". E lá estava Rubem Moreira. Ao seu lado o coronel Alberto Peres, Napoleão Gonçalves e Núbio Flores. A responsabilidade era grande. Os acompanhantes tensos, inclusive o coronel Peres.

Rubão, tranquilo. Fez então as últimas observações, quando já taxiava na pista o moderno bimotor da Varig.

"Napoleão fica encarregado de orientar o policiamento e Núbio vai conter a multidão até eu e Peres subirmos. Daí permitam que a multidão invada a pista e cerque o avião. Isso é muito importante", salientou.

Tudo dentro do combinado. A aeronave parou, Rubem Moreira e o coronel Peres subiram e a multidão invadiu a pista, juntamente com uma viatura do Corpo de Bombeiros.

No interior da aeronave, foi recebido pelo chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho. Cumprimentou-o pela conquista e em seguida, ordenou de forma autoritária:

"Paulo, prepare o pessoal para desfilar pela cidade e almoçar aqui".

"O que? De jeito nenhum!". Respondeu o  dirigente paulista cujo prestígio estava em alta na CBF, acrescentando, em tom jocoso.

"Logo aqui? Quando nós passamos na ida não tinha uma alma sequer nos esperando".

Foi quando sentiu o primeiro golpe. Já em tom mais alto, Rubem Moreira expôs sua forma "diplomática" de dialogar:

"Não tinha ninguém porque esses filhos das putas não tinham ganho porra nenhuma. Agora são campeões do mundo. Dá pra você entender?".

Foi quando o representante da CBF apelou em tom ameno.

"Rubem, o presidente Juscelino Kubitschek está esperando esse pessoal junto com Havelange para almoçar".

Sem problemas. Em vez de almoçar, eles jantam. Fique sabendo que eles O

Rubem Moreira pegou-o pelo braço e o levou para porta do avião que estava cercado pela multidão. Então falou:

"Olhe aqui meu Capitão, se vocês não desfilarem, está aí o coronel Peres que não me deixa mentir. A Aeronáutica só garante o avião e a tripulação. O resto é com vocês".

Um "santo remédio". O desfile foi realizado. Juscelino e Havelange tiveram que se contentar com o jantar.

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Acontece
O desassossego das decisões
postado em 20 de dezembro de 2019

CLAUDEMIR GOMES

 

As decisões provocam grande desassossego nas torcidas envolvidas. Os europeus não valorizam muito o título mundial de clubes, mas na América do Sul a conquista é super cobiçada, razão pela qual o confronto entre Flamengo e Liverpool, que acontece neste sábado, no Catar, pelo título mundial da temporada, passou a ser o assunto em pauta de Norte a Sul no Brasil. Afinal, qual o torcedor brasileiro não gostaria de ver o seu clube envolvido em tal decisão?

Em tempo de globalização podemos dizer que, com base na euforia que tomou conta do País, quando da conquista da Libertadores da América pelo rubro-negro carioca, a cada dez brasileiros sete fãs do Flamengo tem. O time de Jorge Jesus redescobriu o país do futebol.

A decisão internacional foi transformada num "baião de dois" onde o tempero regional faz a diferença. É muito interessante observar os torcedores do Sport jurando amor ao Liverpool, ou, no mínimo, desejando sorte aos súditos da rainha. Coisas de uma rivalidade que nasceu há três décadas e continua sendo alimentada por conta de um título que não foi decidido em campo.

Um dos manobristas da padaria Diplomata, na avenida Conselheiro Aguiar, se orgulha por ter sido jogador do América. Todos lhes tratam como "Jogador". Pois bem, Jogador é um apostador inveterado. O interessante, é que nesta decisão entre Flamengo e Liverpool, apesar de se creditar um favoritismo ao time inglês, a maioria das apostas tiveram como foco o tempo do jogo, ou seja, se o campeão será conhecido nos 90 minutos; se a partida vai para a prorrogação ou se o título será decidido numa disputa de pênaltis.

Essa cautela que tem levado o torcedor a não apostar no placar pode ser atribuída ao fato de os dois times possuírem bons atacantes; terem uma postura ofensiva e usarem variantes táticas parecidas.  

As mesas redondas nos vários canais de televisão ficaram divertidas. Cada analista se acha mais sabido que os outros. Alguns se comportam como se fosse o descobridor da bola, e por isso mesmo ela lhe conta todos os segredos de sua intimidade com os craques. Mas no final acabam se rendendo a uma verdade inconteste: futebol não é ciência exata. Sua verdade não é absoluta.

Mesmo com a afirmativa de que os europeus não dão bolas para o Mundial de Clubes, tenho certeza de que o técnico do Liverpool, Jürgen Klopp, quer anexar este título ao seu currículo, o tanto quanto o treinador do Flamengo, Jorge Jesus.

Em todos os estados brasileiros existe mobilização para a grande decisão. Evidente que em uns mais, noutros menos, mas o domínio das cores vermelho e preto é indiscutível.

Ah! Não resisti a provocação e apostei que o campeão será conhecido nos 90 minutos.

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Acontece
Os dois lados da vida
postado em 17 de dezembro de 2019

CLAUDEMIR GOMES

 

No início da noite me vem a notícia de que o repórter, Alfredo Augusto Martinelli, da Rádio Clube AM, havia sofrido um AVC, e foi encaminhado para a Policlínica Amauri Coutinho, na Campina do Barreto, onde a precariedade no atendimento é um fato, assim como acontece na maioria dos equipamentos públicos. Durante todo o dia ele ficou na maca da ambulância. A noite foi transferido para o Hospital Pelópidas Silveira.

Martinelli é conhecido como o REPÓRTER PADRÃO. Um profissional com uma história elogiável no rádio esportivo pernambucano. São mais de 40 anos de estrada e um currículo enriquecido por grandes coberturas nacionais e internacionais.

O esforço de André Luís, presidente da ACDP, e atual diretor de esportes da Rádio Clube, durante todo o dia, foi no sentido de buscar um local onde Martinelli recebesse um melhor atendimento.

Anos atrás, quando da morte do repórter, Haroldo Rômulo, outra figura icônica que fez parte do famoso Escrete de Ouro comandado pelo saudoso, Ivan Lima, testemunhei a correria dos amigos atrás de dirigentes e ex-dirigentes em busca de doações para cobrir as despesas do sepultamento. Discuti o assunto com o presidente da ACDP, a época, Iranildo Silva, que de imediato sentenciou: "Isto não vai mais acontecer enquanto eu estiver a frente da entidade". E cumpriu a palavra.

Um dos primeiros investimentos feito pelo presidente Iranildo Silva, na sua gestão na entidade de classe, foi comprar um jazigo no Memorial Guararapes.

Recordo dos últimos anos de vida do espetacular comentarista, José Santana, que encantava a todos com um improviso incomparável, fato que lhe levava a uma ter uma identificação com torcedores de todas as classes. Conheci o Zé no estrelato, e testemunhei seu ocaso sobrevivendo de favores.

São muitos os exemplos de profissionais do rádio que conheceram os dois lados da moeda. O sucesso é muito efêmero, volátil. A força dos veículos de comunicação aos quais o profissional está atrelado o leva a um mundo de sonhos e ilusões. Grandes viagens, contatos com celebridades, visitas a lugares históricos, transita por grandes aeroportos, hotéis de luxo... Entretanto, nada disso condiz com sua realidade de vida.

A grafitagem do sucesso se apaga com o tempo.

Em 1982 o Diário de Pernambuco formou uma equipe com seis profissionais para cobrir a Copa da Espanha. Investimento arrojado, nunca feito por um jornal do Norte/Nordeste. Na véspera do nosso retorno, o mestre Adonias de Moura, reuniu todos num jantar, agradeceu o esforço e o trabalho executado por cada um, e tratou de esvaziar o ego de todos com uma única frase:

"Amanhã voltaremos a nossa realidade. Isto aqui é um mundo de sonhos. É importante que todos pisem no chão".

Com a chegada da internet, da telefonia móvel, o rádio perdeu um pouco do , um seu espaço, embora continue atraente e sedutor para algumas gerações.

Vejo sempre companheiros e torcedores se referirem a Martinelli como uma referência do rádio esportivo pernambucano. Mas isto pertence a um mundo verbal. Palavras são levadas pelo vento.

Ontem, o amigo Martina vivenciou uma das jornadas mais dolorosas de sua vida, deitado numa maca no corredor de um hospital.

Guardo na lembrança aquele intrépido repórter correndo no campo, levando os jogadores para serem ovacionados pelas torcidas de Sport, Náutico e Santa Cruz.

Vai na bola PADRÃO ! Vamos mudar este jogo.  

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Acontece
O tempo não pára
postado em 16 de dezembro de 2019

CLAUDEMIR GOMES

 

As transmissões de jogos dos campeonatos europeus, pelos canais pagos da televisão, me deram a certeza de que o tempo não parou, e de que, além-mar, as coisas continuam evoluindo. Por outro lado, aqui na nossa aldeia, neste período de recesso do futebol a pobreza aflora, fato que nos leva a observar o quanto somos devastados pela falta de criatividade e crescimento.

Fui pego de surpresa, na manhã desta segunda-feira, quando acessei o blog do amigo, José Joaquim Pinto de Azevedo, na busca por boas postagens, coisa que faço habitualmente todos os dias, e me deparei com um artigo no qual ele nos transmite um "Até Breve".

Ora, o desporto faz parte do DNA do Zé, está no sangue que corre em suas veias. Vê-lo desistir de escrever, um hábito que nutre há muitos anos, desde que criou o blog, e que a cada dia repete com mais maestria, vai mais além que um sinal de alerta. O bicho pegou, como se diz no popular.

Uma rápida análise sobre as pautas do momento, os assuntos dominantes nas mesas redondas dos programas esportivos das redes de televisões, e nas resenhas  dos rádios, nos leva a uma reflexão.

O tempo não pára! Isto é fato, e nos deixa com a certeza de que estamos fora de sintonia com a nova ordem mundial, o que leva o nosso futebol a ser visto como bizarro.

Um dia desses, numa boa discussão com alguns amigos, eu disse que o atraso do futebol brasileiro é porque nós pensamos com os pés. E segui o raciocínio afirmando que isto é bastante perceptível, pois nossos jogadores seguem brilhando em clubes europeus.

Trocando em miúdo queremos dizer que, nos nossos campos brotam bons jogadores, excelentes frutos que são exportados para embelezar, ainda mais, o futebol cuja gestão garante o crescimento,  a evolução.

Estamos em plena época de confraternizações, período que proporciona muitos encontros: jogadores do presente, craques do passado, cronistas novos e analistas aposentados, torcedores de várias idades... Enfim, todos juntos e misturados. Quando isto acontece é inevitável as comparações infames e aquela indagação cruel: quem foi melhor, fulano ou beltrano?

E são colocados nas mesas de discussões nomes de craques que atuaram em meados do século passado e de craques atuais.

Semana passada, após uma rodada da Champions League, um apresentado me vem com a pergunta para alguns jogadores: Quais foram os cindo melhores jogadores brasileiros de todos os tempos?

De imediato desliguei a televisão e fui ler ESCRAVIDÃO - livro de Laurentino Gomes - para não descobrir o sexo dos anjos. Tal indagação é pior que a célebre: "Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha".

Outro dia, numa dessas discussões idiotas, ouvi um cronista esportivo afirmar com voz bem empostada: "Não vi Pelé jogar, portanto, não posso votar nele".

As vezes entendo porque o amigo Gilberto Prado - Betoca - jornalista de primeira linha, se mostra tão intolerante.

José Joaquim chutou o pau da barraca porque achou impossível fazer um link entre a era digital e a idade da pedra.

É certo que o tempo não pára, mas as vezes anda em marcha lenta.  

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Artigos
O Descobridor de Talentos
postado em 12 de dezembro de 2019

CLAUDEMIR GOMES

 

A morte do treinador, Nereu Pinheiro, na manhã desta sexta-feira, deixou parentes e amigos consternados. Embora, há um bom tempo, sua saúde que a cada dia ficava mais debilitada, nos mostrava a iminência do óbito. A luta contra o câncer era inglória.

Certa vez, o roupeiro Chico, homem simples, mas de uma sabedoria popular impressionante, que trabalhou no Sport durante muitos anos, me alertou: "A vida é um jogo. Uma hora a gente está de posse da bola, mas ela também vai para o outro lado, corre contra".

Hoje o jogo acabou para o amigo Nereu.

De imediato, uma grande rede se formou e a notícia se alastrou pelas redes sociais numa velocidade impressionante. Amigos, na maioria ex-jogadores, externaram, através de posts a admiração e o carinho que tinham para com o "professor".

Conversei, por telefone, com o amigo e também jornalista, Amaury Veloso, que foi um dos responsáveis pelo crescimento de Nereu Pinheiro na profissão de técnico de futebol. Amaury e Nereu estreitaram tanto a amizade que eram feito "carne e unha", como diz o dito popular. E relembramos muitas coisas.

Médicos, jogadores, fisicultores, repórteres, dirigentes, todos têm um fato a ressaltar, uma estória para contar sobre Nereu, cuja maior virtude era descobrir talentos.

Com um olhar clínico, Nereu Pinheiro parecia viver mergulhado permanentemente num garimpo. E conseguia descobrir "pepitas valiosas" que passavam despercebidas aos olhos dos outros mortais. Sua sensibilidade diferenciada lhe levava a perceber a ansiedade, o medo e a incerteza que aterrorizavam seus comandados em momentos decisivos. O "professor" era semi alfabetizado, mas usava a filosofia da vida para encorajar a todos.

"Eu penso assim, você sabe escrever".

Não foram poucas as vezes que ouvi esta frase do Nereu. E ele a completava com a risada mais gostosa porque sabia que eu ia filtrar os erros do seu português ruim.

A aversão aos livros lhe colocou na linha de impedimento para evoluir como treinador de ponta no futebol brasileiro. Afinal, como bem nos ensinava o mestre Chacrinha, o Velho Guerreiro, "Quem não se comunica, se trumbica!".

Nereu encantava a todos com sua simplicidade, humildade e conhecimento de uma matéria que não se aprende nos bancos escolares: o futebol.

O amigo Nereu está imortalizado nas estórias do Descobridor de Talentos.

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