Futsal
Federações rejeitam contas da CBFS
postado em 28 de maio de 2014

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Pela primeira vez em quase quarenta anos, a Assembleia Geral da Confederação Brasileira de Futsal rejeitou as contas de sua diretoria.

Por 12 votos a sete, não aceitaram o que estava sendo mostrado, e ainda apresentaram um relatório de uma auditoria que demonstra a prática de nepotismo, e vários empréstimos e gastos não explicados.

O presidente Aécio Borba, que preside a entidade desde a fundação, do tempo da Arca de Noé, se defendeu das acusações, afirmando que não existia problema na participação de familiares recebendo da entidade, e que nunca tirou um centavo dela.

As filhas do cartola trabalham na Confederação, e o genro é dono de uma empresa que recebeu mais de R$ 3 milhões, sem Notas comprobatórias.

Inclusive tem um empréstimo que foi pago a mesma empresa (ARFE- Produção e Logística), sem contar ainda com comprovantes ou registro no Cartório.

Aécio está à frente da CBFS por mais de trinta e seis anos, e sempre a dirigiu de forma despótica, contando com a aprovação das federações estaduais.

Todos sabiam o que acontecia, e faziam cara de paisagem.

O próximo passo será o da saída do cartola, que já deveria ter renunciado, desde que a sua presença não é mais aceita no segmento.

Esse é um exemplo do que acontece nos esportes brasileiros, e a Confederação de Futsal é uma entre as dezenas de entidades com problemas iguais, e sem que providências sejam tomadas.

É uma vergonha.

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Brasileiro Série B
Santa Cruz sobe, Náutico desce
postado em 28 de maio de 2014
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem


CLAUDEMIR GOMES


A oitava rodada da Série B fugiu do lugar comum ao apresentar cinco vitórias dos clubes visitantes, um empate e quatro vitórias dos mandantes. Tal cenário foi benéfico ao Santa Cruz, único clube invicto da competição, e ruim para o Náutico que se aproximou da zona de rebaixamento. O equilíbrio estabelecido nesta primeira fase da disputa serve de alento para os times mais irregulares, pois terão tempo para desenvolver um trabalho durante a intertemporada a ser proporcionada pela Copa do Mundo.

Os nove mil torcedores que enfrentaram a noite fria e a chuva fina para ir assistir ao confronto do Náutico com o Avaí, onde à noite, nos Aflitos, se frustraram com a pobreza do futebol apresentado pelos comandados de Sidney Morais. A posição na tabela de classificação - décimo-sexto colocado - tem um efeito psicológico, mas os alvirrubros estão a uma vitória do sétimo colocado que é o Sampaio Correia. O que preocupa é a qualidade do grupo. Os dirigentes do Náutico cometeram dois equívocos na montagem do elenco: investiram na quantidade sem priorizar a qualidade, erro atestado pela dispensa de dez atletas em cinco meses de trabalho, todos por deficiência técnica, com exceção do apoiador Zé Mário que está vinculado ao Sport. E tomaram o Pernambucano, com sua edição mequetrefe de 2014, como parâmetro para montagem de um time visando o Brasileiro.

Embora tenha se passado oito rodadas, o nivelamento da disputa, cujo nível técnico é um dos piores desde que o campeonato passou a ser realizado no sistema de pontos corridos, é cedo para afirmar que foram formadas as tendências, e apontar os prováveis times que ascenderão à Série A, e os que cairão para a Série B. Entretanto uma coisa é certa: se não qualificar o grupo o Náutico corre risco de rebaixamento.

Numa disputa tão parelha, vencer como visitante representa um plus considerável na campanha. A vitória do Santa Cruz, a primeira a ser comemorada pelo tricolor pernambucano em oito rodadas, vai muito além dos três pontos contabilizados que levaram o time a dar um salto na tabela de classificação. Agora, é dar sustentação a evolução nos dois jogos restantes desta primeira fase do campeonato que sofrerá uma parada após a décima rodada retornando pós Copa do Mundo. Os adversários impõem respeito, mas o Santinha volta a jogar respaldado por sua torcida, e é provável que isso faça a diferença no "caldeirão" dos Aflitos.

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Brasileiro Série B
O torcedor sumiu
postado em 26 de maio de 2014
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O TORCEDOR SUMIU


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


No último sábado foi concluída a sétima rodada do Brasileiro da Série B, representando 18,4% do total da competição, e 21 pontos dos 114 a serem disputados.

Não conseguimos captar todos os públicos, mas por aqueles que foram divulgados, verificamos que a Caravana da Miséria encontra-se em plena atividade nos gramados brasileiros, numa demonstração de que o torcedor sumiu.

O melhor público foi de Joinville x Vasco, com 9.700 pagantes, e um total de 11.502.

Paraná x Náutico foi assistido por 2.791 testemunhas. Os públicos mais grotescos entre aqueles que conseguimos foi o de Portuguesa x Atlético-GO (538), Bragantino x Oeste (690), ABC x Icasa (969) e Vila Nova x América-RN (1.264).

Trata-se do retrato do futebol brasileiro, cujos dirigentes estão cuidando da Copa, deixando de lado as suas competições.

Dentro de campo nada que possa ter um grande destaque, a não ser a quebra da invencibilidade do Luverdense para o Sampaio Correia, com uma derrota de 1x0, e a chegada do Santa Cruz à zona de rebaixamento.

Nos dez jogos realizados, os mandantes foram os seus donos, com 7 vitórias. Dois jogos foram empates, e apenas uma vitória dos visitantes. Cada vez mais a competição está sendo decidida dentro de casa, ou então com os resultados iguais.

Foram marcados 24 gols, com uma média de 2,4 por partida.

No geral, nos 68 jogos realizados, o público total é de 245.846, com uma média de 4.237 por jogo, que vem caindo a toda rodada realizada.

São 32 vitórias dos mandantes, 24 empates e apenas 12 dos visitantes.

Foram anotados 168 gols, com uma média de 2,47 por jogo, e o placar que foi contemplado com maior número de vezes foi o 1x1 (11).

Com relação a participação dos clubes, o ABC voltou ao G4 (4º), enquanto o América-MG continua na liderança com 17 pontos, seguido pelo Joinville, com 14, e Ceará com 13.

O Luverdense que perdeu o seu primeiro jogo, caiu para a 5ª colocação, com 12 pontos ganhos.

Quem teve uma boa subida foi o América-RN, do 10º lugar para o 6º, enquanto o Vasco continua sendo a decepção, colocando-se em 8º lugar, com 9 pontos conquistados.

Do 9º (Paraná) ao 14º (Icasa), todos têm 8 pontos, e entre esses o Náutico que está na 11ª colocação, com um jogo a menos.

O Bragantino conseguiu sair da Zona de Rebaixamento, e agora ocupa a 13ª colocação, com 8 pontos, assim como o Boa, que está na 12ª.

Esses dois times deixaram os seus lugares para o Santa Cruz (17º) e Oeste (18º). 

Na realidade os times pernambucanos não estão bem na competição, e o Santa Cruiz está conseguindo algo inédito, com 7 empates seguidos, somando apenas 1/3 dos pontos disputados.

Pelo andar da carruagem, o América e Joinville são os candidatos mais fortes ao acesso, e Ceará e Vasco irão lutar pelas outras vagas.

Sempre temos chamado a atenção para a importância dessas nove rodadas iniciais, embora alguns ¨gênios¨ estejam afirmando que na segunda perna tudo será diferente, com novas contratações, os clubes melhores capacitados, entre outras coisas.

Na realidade irá acontecer o reverso da moeda, quando aqueles que somarem mais pontos nesta etapa inicial, levarão uma boa vantagem sobre os demais, e que dificilmente será alcançada.

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Brasileiro Série B
Equilíbrio mantém o cenário
postado em 25 de maio de 2014

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

O técnico Sidney Morais está sem opções para melhorar a qualidade do Náutico - Foto: Alexandre Gondim - Blog do Torcedor


CLAUDEMIR GOMES


Os cenários da sexta e sétima rodadas da Série B foram idênticos: sete vitórias dos mandantes; dois empates e uma vitória de clube visitante. Enfim, o mando de campo foi um fator determinante de sucesso. Esta é uma tendência que se acentua diante do equilíbrio da competição onde apenas um ponto separa o nono do décimo-sétimo colocado na tabela de classificação. Nesta primeira fase que vai até a paralisação para a Copa do Mundo, esta edição da Série B tem sido a mais fraca, tecnicamente, dos últimos anos.

O nivelamento dar-se pela fragilidade e limitação das equipes, fato que alimenta o discurso dos fracos. Ao final de cada rodada há sempre uma desculpa, uma ponderação ao fracasso e frases motivacionais pregando otimismo. Afinal, os números mostram que a distância para os clubes que estão na parte de cima da tabela representa uma vitória ou um empate. O atual cenário fragiliza qualquer estudo de probabilidade. As projeções perdem força diante do equilíbrio, assim como, inviabiliza um estudo sobre tendência, até porque foram disputadas apenas sete rodadas de um campeonato composto por trinta e oito.

O futebol de resultados se prende aos números, fato que leva dirigentes e torcedores a se equivocarem nas análises e avaliações técnicas. A falta de estudo às causas provoca um efeito negativo porque a qualidade é tratada como um item subjetivo.

O Santa Cruz empatou sete vezes, sendo seis pelo mesmo placar: 1x1. Os dirigentes corais não mensuraram a distancia que separa a Série C da Série B, não qualificaram o elenco e a resposta não poderia ser outra senão o jejum de vitórias.

O Náutico investiu na formação de um novo elenco priorizando a quantidade. Este ano já apostaram no clube alvirrubro mais de trinta profissionais. Desse montante uma dúzia já foi dispensada. Luiz Antônio, Pedro Carmona e Zé Mario foram os jogadores de melhor qualidade técnica garimpados pelo clube. Os dois primeiros estão lesionados e só retornam no segundo semestre. O terceiro retornou ao Internacional de Porto Alegre. Resumindo: o time perdeu o diferencial de qualidade. Com um grupo formado só de jogadores medianos o Timbu entra no lugar comum dos francos atiradores.

Os alvirrubros, atualmente com oito pontos, ocupam a décima-primeira posição na tabela, mas estão a uma vitória do sexto colocado, o América/RN, que tem dez pontos. É importante lembrar que o time de Sidney Morais tem um jogo a menos, pois o confronto com o Vasco, que foi adiado por conta da greve da PM só será realizado pós Copa do Mundo.

Terça-feira o Náutico volta a jogar nos Aflitos, onde receberá o Avai. Os dois times estão separados por um ponto, o mesmo acontecendo com o Santa Cruz que vai a Minas Gerais enfrentar o Boa Esporte. Se o cenário das duas últimas rodadas for mantido, o mando de campo dita o placar. Por sorte o Santinha se tornou expert em empates.

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Seleção Brasileira
Jogadores ganham até R$ 55 mil com tuítes
postado em 22 de maio de 2014

Site Máquina do Esporte


Convocados ou não para jogar a Copa do Mundo, jogadores de futebol começaram a faturar com posts patrocinados em redes sociais. Uma estrela da seleção brasileira, por exemplo, cobra até R$ 55 mil por um único tuíte que promova uma marca no Twitter. Mas dá para fechar negócio por menos. Atletas mais "baratos" topam gastar 140 caracteres com uma empresa por R$ 2 mil.

A realidade é que, neste caso, vale mais o número de seguidores do que efetivamente o espaço que o jogador conquistou no time de Luiz Felipe Scolari. Ronaldinho Gaúcho não foi convocado, mas, com 9,02 milhões de fãs na rede social, já fechou negócio com cinco marcas diferentes. Denílson, aposentado do futebol há alguns anos e atual comentarista da Bandeirantes, vem a seguir, junto com Lucas, outro que está fora da Copa.

Neymar é um caso à parte. Ele é definitivamente o atleta mais caro para tuítes ou posts pagos, porque tanto é protagonista da seleção quanto tem invejáveis 10,6 milhões de seguidores no Twitter. Os perfis dele em redes também são os que têm mais propaganda, aparentemente. Mas não quer dizer que ele seja o jogador que mais vende esse tipo de acordo. O atacante tem mais de uma dúzia de patrocinadores pessoais, e esses contratos já preveem um certo número de tuitadas que promovam essas marcas. Não sobr

Até agora, o único tuíte pago de Neymar foi para a Sadia. A marca de alimentos da Brasil Foods (BRF) fechou acordo com o atacante para que o filho dele, Davi Lucca, aparecesse em uma propaganda. O jogador mencionou o filho em um tuíte para promover a ação. Teve cerca de 1 mil de retuítes e outros 1,6 mil de "curtir", fora os milhões que o seguem.

Quem está por trás deste mercado?
Danilo Ricchetti, diretor da BrSports, é o responsável por fazer a ponte entre pessoas e marcas para posts pagos em mídias sociais. Primeiro, ele fechou parcerias com vários jogadores de futebol e atletas de outras modalidades. De jogadores da seleção brasileira a nadadores, skatistas e judocas. Depois, levou essa lista de agenciados para empresas como Unilever, Visa, Gol, TAM, Itaú, Sadia, Embratur e Ambev. Boa parte fechou negócio.

A poucas semanas do início da Copa, a maior parte da verba que empresas destinaram para o futebol já foi gasta seja com patrocínios a atletas ou entidades, produção de comerciais e campanhas ou compra de mídia na TV. Mesmo entre multinacionais que receberam aportes das matrizes, os orçamentos estão quase esgotados. Quase. Ainda há dinheiro a ser investido, principalmente em ativação, e mídias sociais despontaram como uma alternativa "barata".

"A gente enxergou uma grande oportunidade porque os valores são relativamente baixos, comparados a patrocínios ou campanhas de TV", diz Ricchetti à Máquina do Esporte.

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