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Motivos do descrédito do futebol brasileiro
postado em 30 de novembro de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

O mais importante para qualquer segmento, inclusive para o ser humano, é a credibilidade. Quando se perde esse atributo, o fundo do poço se aproxima.

Acompanhamos de perto o futebol brasileiro há muitas décadas, inclusive participando do sistema como um dos seus dirigentes, e sentimos que existe um desânimo com o setor, por conta da perda de sua credibilidade e em especial dos seus gestores.

O futebol brasileiro encalhou por perda de crédito. Está endividado e sem as condições para  captar financiadores que possam retira=lo do buraco onde se encontra. Poucos clubes irão escapar da queda profunda que se aproxima.

Nada mais parecido com o que acontece no Brasil, país negativado pelas agências de risco, por falta de credibilidade em suas ações.

Como podemos acreditar numa entidade cujos ex=presidentes foram expulsos do sistema por conta das suspeitas de corrupção? Um está preso nos Estados Unidos.

Como podemos acreditar no setor de arbitragem que a cada rodada, com seus erros grotescos, modificam os resultados dos jogos?

Como podemos acreditar em segmentos das mídias esportivas, que são passivos perante as mazelas que acontecem, sem cobranças, como se tudo estivesse correndo as mil maravilhas? Vivem na Ilha da Fantasia.

Como podemos acreditar em competições que os seus regulamentos são alterados ao bel prazer dos cartolas, ferindo os interesses dos torcedores.

Como podemos acreditar nas entidades esportivas que são dirigidas pelos mesmos cartolas há décadas, como verdadeiros feudos, sem transparência, e com muitas caixas pretas a serem abertas?

Como podemos acreditar em um esporte onde a Confederação é milionária, as Federações ricas, e a maioria dos clubes rotos e esfarrapados?

Como podemos acreditar em um futebol com os seus clubes falidos, devedores de milhões, com salários atrasados, e que vivem no mundo da fantasia como se nada estivesse acontecendo?

Como podemos acreditar em um esporte onde mais de 400 clubes são sazonais, e mais de 12 mil profissionais são desempregados no terceiro mês do ano?

Poderíamos fazer um tratado com fatos que mostram a perda da credibilidade do esporte da chuteira do Brasil, e gostaríamos de citar mais um: as negociatas que muitas vezes acontecem na venda de jogadores, que representam também o lado maligno desse esporte.

A falta de credibilidade fez com que o futebol perdesse a vergonha, por tratar o fato como uma banalidade, aliás, procedimentos que acontecem no país que perdeu também esse sentimento, com tantas roubalheiras sendo escancaradas.

Na verdade, no mundo atual, tem=se vergonha de sentir vergonha.

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Sport
Começa a corrida pelo voto
postado em 27 de novembro de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Augusto Carreras (Chapa 1); Milton Bivar (Chapa 2) e Eduardo Carvalho (Chapa 3). Estes os candidatos oficiais a presidente executivo do Sport. As inscrições das chapas aconteceram na tarde desta terça-feira. A eleição está programada para o dia 18 de dezembro. Portanto, os candidatos terão 20 dias para intensificarem as campanhas na busca pelo voto do sócio leonino. Quem souber explorar, de forma mais efetiva, as redes sociais, fatalmente fará a diferença.

No cenário atual, Milton Bivar aparece como o grande favorito neste início de corrida sucessória. Na realidade foi o primeiro a colocar o nome nas ruas, e fez um trabalho silencioso nos bastidores que veio a lhe fortalecer, e inviabilizou o lançamento de um quarto nome, que seria o terceiro de oposição. A conquista do apoio de vários ex=presidentes também lhe respalda. Mas o que faz a diferença mesmo é o seu escudo: o título de Campeão da Copa do Brasil conquistado em 2008, um dos maiores da história do clube da Ilha do Retiro. Afinal, estamos falando de um clube cujo coração pulsa pelo futebol.

O outro candidato de oposição, Eduardo Carvalho, promete fazer uma campanha propositiva, e pela montagem do seu grupo, é o mais credenciado a levantar a bandeira da renovação. Carvalho já ocupou cargos diretivos no clube, inclusive na gestão de Milton Bivar, fato que o leva a ter ciência do desafio que será suceder Arnaldo Barros no executivo do Sport.

As chances de sucesso do candidato da situação, Augusto Carreras, nesta corrida sucessória, estão ligadas diretamente a permanência do Sport na Série A. O destino do time leonino na competição será decidido domingo, quando da disputa da última rodada do Brasileiro. Além disso, Carreras, embora seja o candidato da situação, vai ter que mostrar ao sócio do Sport, que tem propostas para uma gestão exitosa, bem diferente da atual, capitaneada por Arnaldo Barros.

Bom! A sorte foi lançada para o GP do dia 18 de dezembro.

Façam suas apostas.

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Brasileiro Série A
O título dos "operários"
postado em 26 de novembro de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Palmeiras campeão!

Estava escrito nas estrelas, ou seja, há várias rodadas que tal feito se mostrava iminente através dos números que nos eram apresentados pela tabela de classificação.

Felipão soube azeitar a máquina. E, nos momentos em que ela parecia emperrada, os adversários não tiveram um desempenho suficiente para superar o Porco.

Um time que ostenta uma invencibilidade há 22 rodadas; com o ataque mais positivo e a defesa menos vazada, merece os louros da vitória. A campanha dá legitimidade ao feito. Quanto a qualidade do futebol, isso nos arremete a uma outra discussão. O fato em discussão é o título. E quanto a ele, ninguém pode dizer que não está em boas mãos.

Se fala muito em "um grupo de operários", os próprios jogadores ressaltaram, enquanto comemoravam em campo, no sentido "família", que o treinador conseguiu dar ao grupo, enfim, na unidade que foi construída.

Não considero Felipão um mago. Tampouco coloco ele no grupo dos melhores treinadores do planeta. Mas é preciso se render aos fatos. Ele foi eficiente com o seu famoso "feijão com arroz". Acredito que não daria certo no futebol europeu. Mas, para o Palmeiras ele foi a peça que faltava para a engrenagem funcionar, e apresentar as respostas desejadas.

As declarações de jogadores e analistas traduzem tudo: ele foi um motivador brilhante. Era isso que o grupo precisava. No futebol moderno, se o técnico não for bem no viés da motivação, se perde no caminho. Um grupo motivado se aproxima da superação. Eis a razão pela qual o Palmeiras foi campeão com "operários". Jogadores que sequer podem ser comparados aos craques da saudosa "Academia". Mas isto é coisa do passado. Nos dias de hoje, o melhor do futebol brasileiro desfila em clubes europeus.

A verdade é que futebol de "operários" não empolga.

Um título alegra. E vai alegrar sempre as tribos vencedoras.

"Vencer é o céu!". Já profetizava o leonino Costinha.

A festa alviverde parece ter ficado restrita a zona leste de São Paulo, que sempre foi dominada pela torcida do Palestra Itália.

O Brasil inteiro reverenciou seu novo campeão. Mas de forma tão burocrática como o futebol apresentado pela nova "Família Scolari".

Campeão sem decisão tem dessas coisas.

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Artigos
Passe ou Drible?
postado em 24 de novembro de 2018

Por  ROBERTO VIEIRA

 

No principio era o chutão. Um pontapé desajeitado e tosco na bola primitiva. Isso é, quando se conseguia acertar a pelota. O futebol era misto de tourada e enfermaria. Porém, já em sua gênese, o futebol trazia a semente da fantasia, pois não permitia toques com as mãos. Era um exercício difícil de cálculo e abstração. Chutar uma esfera em movimento nunca foi arte genética no ser humano.

Um belo dia, nasce o passe. Um jogador mais inteligente, ou covarde, que os demais, desiste de avançar solitário com a bola recebendo agressões de seus adversários. Toca de lado para um companheiro desmarcado. O companheiro vendo a vantagem do jogo coletivo, toca para outro colega do time e gol. O fato não se deu na Inglaterra, berço do esporte, mas na vizinha Escócia. Os ingleses torceram o nariz para o passe, até que os escoceses começaram a enfiar goleada em cima de goleada nas equipes da Inglaterra.

Força ainda era atributo importante, mas a habilidade para tocar a bola de pé começava a se impor.

Claro que o egoísmo e a picardia não ficariam de fora do futebol por muito tempo. Logo apareceram indivíduos num lugar distante dali que transformariam o futebol novamente. A América do Sul tomara de assalto o futebol de passes e jogava de igual para igual com os criadores do futebol. Mas em Ribeirão Preto, um menino órfão, e com quatro irmãs que o tinham como xodó, aos sete anos, aprendeu que a bola era só dele. O peque Ti, depois virou Tim, com nome de Ilha toscana, Elba. O pai curtia nomes geográficos nos primeiros filhos. Aprendeu que os brinquedos era só dele.

E Tim virou El Peon. Bola no pé, comandando a equipe, driblando seus adversários, nada de passes antes do espetáculo circense, habilidade incomparável, o menino que chegou a seleção ainda sem barba brilhou intensamente. E depois de Tim vieram os Julinhos, dribladores e objetivos; os Garrinchas, alegrias do povo; os Cafuringas, Joãozinhos, e tantos e tantos outros.

Mas o drible genial sempre foi estigmatizado. Ao lado de Tim no fenomenal -Fluminense atuava Romeu. Romeu que passava meses sem errar um passe, e ainda fazia milhares de gos, ao contrário de Kroos. Não era que Romeu fosse avesso ao drible, mas drible em Romeu era complemento. Tim e Romeu se encontraram e se combinaram. Pela primeira vez o passe e o drible em campo na sua maior expressão. Bola de pé em pé e fintas desconcertantes para atalhar o caminho do gol.

Sublime.

Como o encontro de Didis e Manés, Gersons e Pelés, Rivelino e Gils, Tom e Vinícius.

O século XXI vive o apogeu do passe. A escola Guardiola privilegia a posse a bola. Os herdeiros dos escoceses e argentinos bailando em um ou dois toques pelo mundo. Aqui e ali são permitidos dribles, obras primas de Messi, Neymar, Cristiano. Dribles que despertam gargalhadas e sonhos. Dribles, porém, que só são levados a sério quando acabam em gol.

Romeu Pellicciari em sua cantina diria que isso tudo é besteirada. Futebol é macarronada e passes e dribles, cabeçadas e até chutões. Dribla quem sabe, passa quem sabe, joga quem sabe jogar. Seus passes eram certeiros, mas de vez quando ele entregava a bola para Tim e ficava observando o menino de Rifaina deslumbrando o público. Mas Tim também sabia dar passes como poucos. Didi diria o mesmo de Mané.

Então, eis a questão: quem é mais importante, o passe ou o drible?

Gullar e Canhoteiro responderiam que o passe é o drible despido de todas as suas vestes. Tem quem prefira nudez de um passe, mas tem quem se apaixone pelas vestes do drible.

Talvez porque a drible revele a nudez dos reis adversários.

E toda nudez de zagueiro será castigada.

Mas qual seria a sua resposta?

Quem é mais importante?

O passe ou o drible?

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Artigos
Nosso futebol deve ser simples
postado em 22 de novembro de 2018

PAULO CÉZAR CAJU = O GLOBO

 

Tem uma rapaziada que sempre pega no meu pé quando falo sobre a situação de nosso futebol: "Caju, você não acha que sempre bate na mesma tecla?". Enquanto deixarem dar os meus pitacos continuarei batendo porque não podemos nos deixar levar por essa lavagem cerebral, esse delírio coletivo.

Vi o jogo contra Camarões, e achei medonho, um teste que não servirá em absolutamente nada para a Copa América. Desliguei a TV quando um comentarista disse que o Renato Augusto era imprescindível para a seleção. Aliás, não consegui acreditar quando rodei com o controle remoto pelos SporTVs, Fox e ESPNs da vida e ouvi elogios à atuação da seleção contra o Uruguai, kkk. Só de ver Renato Augusto, Miranda, Danilo e Wallace no grupo, já levo na brincadeira.

E Neymar na coletiva?

Orientado pelos estrategistas de plantão, garantiu que amadureceu, que as últimas Copas perdidas serviram de lição.

Aí começou o jogo ele, o fominha de sempre, individualista, personalista, que não leva em consideração o jogo coletivo. Pior, com a arrogância de sempre. Ou não viram a birrinha dele com Cavani? A seleção continua sem padrão de jogo, venceu por conta de um pênalti maroto. Em um jogo desses, Felipão, quer dizer Dunga, quer dizer Mano, que dizer Tite, entrar com três cães de guarda soa como ridículo. E a sua comemoração no gol. Parecia final de Copa do Mundo. Ele sabe jogar com as câmaras. Outro dia esteve em uma dessas mesas redondas, em que os jornalistas babam e brilham os olhinhos a cada comentário, e revelou que ma revista especializada publicou o ranking dos técnicos intergalácticos e ele subiu algumas posições, kkkkkk!!!!! Peraí, qual é o nome da revista, "Me engana que eu gosto?" Sério, o que mudou na seleção e no futebol brasileiro após duas Copas perdidas?

Vejam o cenário: Paquetá, o novo Deus do futebol foi expulso novamente e segue a passos firmes para atingir o topo dos mais chiliquentos do futebol, Felipão pode ser o campeão com a sua tática ultrapassada, a mesma seguida por Odair , do Inter, e Mano, do Cruzeiro, e Gabigol que não deu certo na Europa e é o artilheiro da competição.

Como querem que eu não bata na mesma tecla se o nosso futebol não saiu do lugar. O Atlético Paranaense é um time bom de ver jogar, tem o dedo do ex=treinador, Fernando Diniz, que pode não ter alcançado resultados na época, mas traz um frescor necessário ao futebol. Os times de Roger (por onde ele anda?) também. Passou bem pelo Grêmio, Palmeiras e Atlético Mineiro.

Não falo de resultados, mas na forma de montar os times. Você vê uma filosofia diferente de jogo, a busca de algo novo. Mas a falta de tempo e de ousadia levam os dirigentes a investir em técnicos pedreiros, aqueles especializados em muros de contenção. kkkkkk

Não compliquem, nosso futebol deve ser simples, surpreendente, afinado e com a mesma linha de raciocínio da canção imortalizada por João Gilberto:

"Eis aqui este sambinha feito numa nota só, outras notas vão entrar, mas a base é uma só".

 

OBS: MATERIAL RETIRADO DO BLOGDEJJPAZEVEDO.COM     

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