Campeonato Pernambucano
Correção na reta final
postado em 30 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES

 

O Pernambucano 2013 já entrou para a história por conta das inúmeras controvérsias causadas pelo seu bizarro regulamento. Sport e Santa Cruz vão decidir o título. Os times se confrontarão pela primeira vez no próximo domingo, mas a discussão sobre o local de uma provável terceira partida já ganhou as ruas.

Ao programar um terceiro jogo, se necessário for, a FPF pensou na utilização da Arena Pernambuco, que por conta da sua agenda de eventos testes está descartada.

Antes mesmo de conhecer o adversário do Leão na final, o presidente do Sport, Luciano Bivar, foi taxativo assegurando que o clube rubro-negro não faria o terceiro jogo no Arruda tendo o Santa Cruz como adversário.

O Artigo 15 do Estatuto do Torcedor é bastante claro: "O detentor do mando de jogo será uma das entidades da prática desportiva envolvidas na partida, de acordo com os critérios definidos no regulamento da competição". O artigo derruba a tese de que "o mando de campo do terceiro jogo pertence à Federação".

Ontem à noite, dirigentes da Federação e dos clubes envolvidos - Sport e Santa Cruz - tiveram o bom senso de escolher os critérios para a definição do mandante do jogo: saldo de gols, número de gols marcados na casa do adversário e sorteio. Ótimo. Tudo certo, fim da polêmica.

A única coisa que me deixa com uma interrogação é se um ato administrativo pode anular o que determina o regulamento, pois nada disso consta no que foi aprovado e assinado pelos clubes. Bom! Com a palavra os senhores juristas.

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O campeonato de Sucupira
postado em 30 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O CAMPEONATO DE SUCUPIRA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Existe um ditado que representa tudo que aconteceu com o futebol pernambucano: ¨Pau que nasce torto, cresce torto¨ . Nada mais real para demonstrar os desmantelos que aconteceram antes e durante o Workshop do Litoral Norte.

Começamos com um regulamento que não foi aprovado, portanto sendo ilegal. Apenas 19 artigos foram discutidos no Conselho Técnico, e os complementos vieram a posteriori, sem a reunião desse órgão, assinada por todos os representantes dos clubes.

Em seguida, o site da Federação de Futebol publicou a Resolução 073/2012, que o completava, disciplinando os critérios do desempate da fase semifinal, sendo citado que isso tinha sido aprovado pelos clubes disputantes.

Depois desapareceu, e no seu lugar foi publicado integralmente as Normas do Workshop, assinadas pelos filiados.

Como a Resolução 073/2012 estava aprovada pelos disputantes, se depois acordaram com algo contrário?

Odorico Paraguaçu na sua Sucupira iria dizer que ¨isso foi obra da esquerda comunista, marronzista e borderneto¨. 

A publicação foi no final de novembro, eivada de erros, e sem que os filiados fizessem nenhuma retificação, assim como o gabinete da própria entidade.

Começou o Workshop, com um turno fictício, do nada para o nada. Os clubes jogaram 720 minutos cada um, sem objetivos. Brincaram de fazer futebol.

Odorico Paraguaçu, em sua Sucupira, poderia traduzir o problema da seguinte maneira: ¨Como diria o rei dos persas, Dario Peito de Aço, para cada problemática tem uma solucionática. Se não disse, perdeu a oportunidade de ser citado por mim¨.

Começaram então inflar o público, e o nosso blog denunciou. Voltaram a realidade e o número de torcedores sumiu, depois de uma reunião com representantes do programa Todos com a Nota.

Depois desse brilhante turno, começou o returno, com uma tabela dando uma pequena ajudinha ao Santa Cruz. Foi correndo devagar, e quando os finalistas foram conhecidos começaram os problemas.

A decisão para que se pudesse conhecer o finalista poderia ser pelo número de cartões, ou sorteio após o jogo. A melhor campanha não valia nada.

Finalmente, mais um erro grave e que a entidade continuava persistindo ao desejar aplicar o que está escrito no regulamento, no tocante à possibilidade de um terceiro jogo para o conhecimento do campeão do Workshop, desconhecendo que maior do que esse, é o Estatuto do Torcedor, em seus artigos 14 e 15, que deixam bem claro de quem tem mando de campo são os clubes e mais ninguém.

Houve um recuo, e o fato tornou-se mais grave. Numa reunião a entidade modificou o artigo que dava-lhe poder do mando de campo no último jogo, para os critérios de saldo de gols, gols marcados na casa do adversário e sorteio. Mais uma vez o Estatuto do Torcedor foi rasgado, pois esse só permite qualquer modificação após o período de dois anos do regulamento.

Por fim, como estamos vivendo na época de Odorico Paraguassu e sua famosa Sucupira, o texto final é uma parte de um seu discurso, que encaixa totalmente com a realidade que estamos vivendo:

¨Meu caro jornalista, isso me deixa bastantemente entristecido, com o coração afogado na decrepitude e no desgosto. Numa hora em que eu procuro arrancar o azeite do dendê do estágio retaguardista do manufaturamento (...), me vem com esse acusatório destabocado, sometemente porque meia dúzia de baiacus apareceram mortos na praia¨.

No dia de ontem recebemos um telefonema de um dirigente de um clube de nosso estado, que nos perguntou: "Até quando vamos aguentar Evandro¨? A nossa resposta foi simples: por muito tempo, desde que nunca vimos tanto amofinamento dos filiados de nosso estado, que assistem a tudo passivamente, e vão morrer afogados em um único abraço.

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Artigos
Vai embora, Tite
postado em 30 de abril de 2013

LÚCIO RIBEIRO - FOLHA DE SÃO PAULO


Quem não era corintiano e estava vendo pela TV o time do Tite passear contra a Ponte Preta no domingo, certamente se irritou com duas coisas: como o Corinthians consegue transformar um jogão pedreira numa partida sem graça de tão tranquila; e com a chata falação non stop do técnico, que vazava nos microfones da TV e atrapalhava até o narrador. Fala muito o Tite.

Segundo o treinador, chefe do melhor time brasileiro, sul-americano e, até que Marrocos diga o contrário em dezembro, do mundo, ele fica à beira do campo se esgoelando com os atletas porque isso é um modo de "jogar junto" com sua equipe.

Tite, no deserto de homens e ideias que é a função de treinador no Brasil, ou nesse "inferno astral" pelo qual passa a função, talvez tenha entregue um segredo seu e do time que os fazem tão superiores aos outros. O de que o Corinthians, desde o Brasileirão-2011, joga com 12.

Repare os outros técnicos de nome do país. Luxemburgo já ensaia o discurso de "Não temo a demissão" no Grêmio. Acompanhei um forte motim de gremistas no Twitter enquanto o time empatava com o São Luis pelo Gaúcho semana passada, em casa e com um homem a mais. Era como se gritassem "Luxemburgo não nos representa".

O Mano foi expurgado e sumiu. O Abel caminha com o timão do Flu em meio a uma relação bipolar da torcida com ele. Já o papa-títulos Muricy, assim-assim no Santos do Neymar, diz que pensa em parar a carreira. E tem o Felipão"¦ Cóf, cóf.

Sempre olhando para o Mundial 2014, torneio tão próximo de acontecer no Brasil para aumentar nossa responsabilidade de "país do futebol" e para o qual não temos um time perto de estar pronto, gostamos aqui de numa campanha para o que julgamos visar o bem da pátria de chuteiras.

Há tempos pedimos para o Neymar ir embora do país, a fim de que a "realidade europeia" lapidasse sua vocação de supercraque e nos entregasse algo para os visitantes temerem na Copa, além do "fator casa". Só que agora já é tarde.

Na verdade, do jeito que a coisa vai, está na hora de pensarmos além do Mundial do ano que vem. Para esta Copa, como vimos no festival de vaias que foi o último jogo contra o Chile, entramos oficialmente no modo "Seja o que Deus quiser" (e o que Espanha, Alemanha, Argentina, Holanda, Itália quiserem).

Então vamos logo para 14 de julho de 2014. E o que temos? O Tite!

Já com sondagem para ir treinar um europeu e viver o dia a dia do principal futebol do mundo, a gente pede desde já: "Vai nessa, Tite".

Vai armar uma arapucabilidade para vencer o Mourinho, falar titês com o figuraça do treinador do Borussia, ver de perto se o Guardiola bota volante ofensivo para agradar jornalista e tomar um vinho com o Sir Alex Ferguson em Old Trafford.

Vai e aguarde o telefonema do Rio para voltar.

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Campeonato Pernambucano
Emoções e lambanças
postado em 29 de abril de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A vitória do Náutico sobre o Santa Cruz - 2x1 - na última edição do Clássico das Emoções nos Aflitos era motivo mais que justo para uma grande comemoração da torcida alvirrubra. Entretanto, os critérios de desempates estabelecidos para as semifinais, transformaram o resultado numa autêntica Vitória de Pirro.

Como era esperado, a partida foi bem disputada, com o Náutico sendo mais agudo do princípio ao fim, mas as atenções estavam mais voltadas para os critérios de desempates que, em determinados momentos do jogo, o cartão amarelo passou a ser o sujeito da decisão.

E o instrumento que é utilizado para coibir a violência e o antijogo, passou a ser determinante para o futuro das equipes, fato que interferiu no comportamento do árbitro e dos jogadores.

Rogério voltou a ser o atacante que desequilibra, e dos seus pés surgiu a jogada maravilhosa que culminou com o primeiro gol de Elton. E foi ele que fez a jogada que resultou no pênalti, e no gol da vitória alvirrubra, também marcado por Elton.

Mas o Santa Cruz tinha Renatinho, que no melhor momento do Tricolor fez uma jogada e sofreu um pênalti convertido por Dênis Marques em gol. Os times foram a campo buscar a vitória, os técnicos fizeram boas leituras do jogo, mas o "fantasma" do cartão amarelo interferiu de forma incontestável.

É certo que este não foi o critério de desempate que beneficiou o Santa Cruz, mas foi o detalhe que induziu o árbitro a cometer uma série de erros. Foram muitas as emoções, e muitas as lambanças também.

PREJUDICADO - O árbitro, Gilberto Castro Júnior, sentiu a pressão que lhe foi colocada sobre os ombros pelo regulamento do Campeonato Pernambucano, onde tem como critério de desempate nas semifinais o número de cartões. Equivocou-se na interpretação de algumas jogadas. A FPF lhe colocou em impedimento.

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Campeonato Pernambucano
O árbitro saiu chamuscado
postado em 29 de abril de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, NO INCÊNDIO DO FUTEBOL SÓ O ÁRBITRO SAIU CHAMUSCADO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A Federação Pernambucana fez de tudo para esculhambar de vez o futebol de Pernambuco. Os erros do regulamento foram mais discutidos do que os jogos das semifinais do Workshop do Litoral Norte.

As estrambelhadas promovidas foram discutidas em todo o Brasil, mas, felizmente, os deuses do futebol deram uma ajuda, e a classificação do Santa Cruz foi decidida dentro dos gramados.

O presidente da entidade que administra o futebol local já estava preparado para o seu show pirotécnico, com a realização do sorteio para a decisão do jogo. Entretanto, o fato não aconteceu, levando de volta o famoso globo para a rua Dom Bosco. Uma pena, pois seria um fato inédito no esporte mundial, e Pernambuco seria manchete em todas as mídias, contudo, de forma humorística.

O nosso presidente que se preparou para o grande fato, infelizmente perdeu os seus 15 minutos de glória.

Nas imediações do estádio, antes do jogo, assistimos a cenas de violência, inclusive com direito a tiros e prisões.

Ao deixarmos o advogado Lenivaldo Gaia em sua residência no Espinheiro, após o programa Domingo Esportivo, tivemos a ocasião de presenciarmos cenas de faroeste em plena luz do dia, o que nos mostrou as dificuldades que o bom torcedor encontra para assistir os jogos dos seus clubes.

Ficamos engarrafados no meio da confusão e dos tiros.

A partida, embora fraca tecnicamente, foi excelente para quem gosta do futebol. Uma boa movimentação, os clubes jogando dentro do planejado, com o Náutico melhor que o Santa Cruz, e terminando vencedor pelo placar de 2x1, embora a classificação final tenha sido do tricolor, por conta do gol marcado na casa do adversário.

Em nossa postagem de ontem, assim como no programa Domingo Esportivo, tínhamos deixado bem claro que a vitória do tricolor no primeiro jogo iria influenciar bastante o segundo, já que no mata-mata quem sai na frente leva uma boa vantagem, mesmo jogando fora de casa.

Achávamos que o alvirrubro, pelo seu segundo tempo na partida anterior, deveria ganhar o jogo, e isso aconteceu, embora tenha encontrado um adversário lutador, que conseguiu o gol salvador, levou-o à final do Workshop do Litoral Norte.

A decisão será mais uma vez entre Sport x Santa Cruz, que já começa com confusão, caso haja a necessidade do terceiro jogo, porque obviamente o rubro-negro não aceitará jogar no Arruda, a casa do adversário.

No incêndio ocasionado pelo regulamento, o único que foi chamuscado foi o árbitro Gilberto Castro Junior, não pelas marcações das penalidades, pois achamos que ambas aconteceram, mas por aceitar participar de uma farsa, jogando toda a sua conduta de um bom profissional na lata do lixo.

Para ele, o problema do regulamento era dos cartolas, e dentro do campo teria que aplicar as regras, e os cartões poderiam ser dados se houvessem motivos para tal. Em várias ocasiões escondeu no bolso esse equipamento, e sempre deixando empatada a competição, no processo do toma lá, dá cá. Dava para um, e logo depois para o outro.

O mais grave foi o de não ter dado o segundo amarelo ao defensor do Santa Cruz, Thiago Costa, em um lance tão acintoso, que envergonhou a quem estava assistindo ao jogo.

Uma amarelada geral.

O árbitro é independente e deveria ter agido desta maneira e não tentar ajudar a cobrir os erros dos ¨gênios¨ que fizeram o regulamento.

São coisas do futebol. Na verdade, o Santa Cruz mereceu mais esta final, por tudo que fez no Workshop, principalmente quando conta um grupo pequeno, com alguns jogadores limitados, porém com a vontade de vencer.

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