Brasileiro da Série C
É com a torcida
postado em 30 de setembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

O Flamengo, no jogo que disputou com o Atlético Mineiro, quarta-feira, transformou a sua torcida no ponto de desequilíbrio. No final, comemorou a vitória por 2x1. Explorar a energia que vem das arquibancadas é uma receita infalível para os clubes de massa. E o Santa Cruz utilizará a mesma fórmula no confronto que terá, hoje à tarde, no Arruda, com o Cuiabá, válido pelo Brasileiro da Série C.

O jogo ganhou contornos de dramaticidade porque a distância que separa um clube do outro é de um ponto. E, a cinco jogos do final da fase de classificação, ambos têm chance de chegar ao G4. Portanto, uma vitória representará um salto substancial na busca da meta, que é passar para a próxima fase do campeonato. Nunca o mando de campo foi tão decisivo para o Tricolor do Arruda.

Não vou fazer estimativa de público, mas tenho certeza de que, tal como fez a torcida do Flamengo, no meio da semana, no Engenhão, o povão vai tomar conta das dependências do José do Rego Maciel. E quando a "poeira" levanta o Santinha volta a ser o Terror do Nordeste.

O técnico Zé Teodoro, como de costume, manteve segredo sobre o time que mandará a campo. Pouco importa. Afinal, quaisquer que sejam os jogadores escalados, todos estarão conscientes de que serão empurrados por uma das torcidas mais fieis e apaixonadas do futebol brasileiro. E o Arruda vai tremer. 

DIFICULDADE - Em seis jogos que disputou como mandante, o Luverdense/MT contabilizou cinco vitórias e um empate. O Salgueiro não conseguiu vencer nenhum jogo como visitante. Os números dão a dimensão exata do desafio do Carcará na décima-quarta rodada da Série C. Naturalmente que o Salgueiro vai adotar uma postura defensiva, até porque somar um ponto na casa do líder pode fazer a diferença na briga pelo G4.

 

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Artigos
Uma idiotice
postado em 30 de setembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UMA IDIOTICE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A liberdade de expressão é sem dúvidas uma das maiores conquistas do mundo democrático.

A censura é realmente uma agressão aos direitos do cidadão, que dentro do respeito ético tem a liberdade da livre manifestação.

Mas existe um conceito de limites para tais procedimentos, e uma capa da Revista Placar com Neymar numa cruz extrapolou totalmente o racional para ingressar num visão apenas comercial a fim de chamar a atenção e incrementar as suas vendas que reduziram nos últimos anos.

A matéria está boa, bem elaborada e trata de um assunto que vem acontecendo no futebol brasileiro, relacionado ao cai-cai desse atleta, mas a capa tentando fazer humor com um símbolo do cristianismo foi um tiro no escuro e de uma idiotice sem tamanho.

A reação foi grande nas mídias sociais, onde a maioria absoluta criticou a infeliz iniciativa dessa revista, o que ocasionou uma dura e justa nota da CNBB.

Na verdade, sempre nos pautamos com relação ao respeito a todas as religiões, e sempre separando-as das discussões, e muito mais, não as envolvendo com a política e os esportes, mas nos chocamos com a imagem do atleta crucificado, retratando um humor indecente, que hoje faz parte das mídias esportivas brasileiras.

Por conta de um imbecil norte-americano com um filme ironizando Maomé, simbolo do islamismo, o mundo pegou fogo, inclusive com a morte de um embaixador do seu país.

Na França, outra imbecilidade de uma charge contra o mesmo profeta obrigou o governo francês a fechar 20 embaixadas nos paises islâmicos.

Não entendemos a insensibilidade do corpo editorial da Placar ao autorizar uma capa como a que foi lançada, mesmo sabendo do que acontece pelo mundo.

Como bem disse a Nota da CNBB, essa foi um desserviço à consolidação da convivência respeitosa entre grupos de diferentes crenças.

Mais do que isso, foi uma imbecilidade e uma falta de respeito ao que existe de mais sagrado para o mundo cristão, que é a cruz do seu Cristo.

Felizmente, os cristãos são mais ponderados do que os islamitas, senão já estaria sendo preparada uma cruzada contra a Revista, que sempre prestou bons serviços aos esportes brasileiros, mas com essa pisada de bola entrou na mediocridade geral.

Lamentamos.

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Futebol Pernambucano
Qual o legado ?
postado em 28 de setembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES

A notícia de que Pernambuco sediará a edição 2012 da Libertadores de Futebol Feminino, na segunda quinzena de novembro - as datas ainda não foram definidas - foi aplaudida por muitos, mas merece uma reflexão. O total de investimento para a realização do evento ultrapassa os R$ 2 milhões. Primeira pergunta: Qual o legado que esta competição deixará para o futebol pernambucano?

É do conhecimento de todos que a categoria tem, no Estado, o Vitória num nível de excelência, e as outras equipes estão em outro patamar muito abaixo. O futebol feminino no Brasil sempre foi tratado como indigente, e em Pernambuco não é diferente. Basta ver os campos onde foram disputados os jogos do Estadual. O Vitória encontrou na modalidade, um meio de se tornar conhecido no cenário nacional, fato que justifica o investimento nos últimos anos, quando chegou a disputar o título da Copa do Brasil. Um feito que não ecoou nem no Estado.

Sempre defendi a realização de grandes eventos esportivos em Pernambuco, mas é preciso saber qual o legado que eles deixarão. O futebol feminino é um subproduto no nosso País.

A competição deverá ser levada para o Interior, onde existe uma carência muito grande de bons eventos esportivos e entretenimento. O destino é mais que suficiente para ver o tratamento que a CBF e a Conmebol dispensam à competição. Vejo a iniciativa como um tiro no escuro, onde se aplaude o estampido, sem medir as consequências.

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Futebol Brasileiro
O Camisa 10
postado em 28 de setembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O CAMISA 10


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Existe uma unanimidade em todos que discutem o futebol brasileiro, de que o camisa 10 é um produto em  extinção. Daqui há pouco irá fazer parte apenas da história.

O homem que pensava o jogo e fazia a sua distribuição deu lugar aos volantes brucutus, que servem mais para diminuir os espaços dos campos de jogos e matarem as jogadas com duras pegadas.

Por conta disso, o número de faltas tornou-se fora dos limites nos jogos de nossos campeonatos.

Surgiu um jogador com esse estilo, mas foi sacrificado no altar de imolação, por jogar algumas vezes com lesões e mesmo depois de operado retornou com brevidade para atender o seu clube numa competição. Trata-se de Paulo Henrique Ganso, recentemente contratado pelo São Paulo.

Esse apresentava o perfil de um perfeito camisa 10, e era o único em atividade nos campos do Brasil.

A diferença de um atleta que joga em linha diagonal do meio do campo para o ataque, liderando a sua equipe, com um bom passe e toque de bola, sabendo cadenciar e acelerar o jogo, sempre de cabeça erguida é bem latente, para aquele que corre atrás da bola, com pouca capacidade de pensar antes do adversário e armar o bote final.

Essas são as características de um camisa 10 perfeito, e Seedorf, no Botafogo, dá um bom exemplo. A qualidade do seu jogo melhorou em muito a criatividade da equipe de General Severiano.

Mas o intuito de nossa postagem é para analisarmos o crescimento do Flamengo  após a chegada de Cleber Santana. Esse ajudou a dar a qualidade que faltava ao elenco rubro-negro, que começou a jogar com a diretriz dada pelo meia durante os 90 minutos de jogo.

Ouvimos vários comentários sobre a evolução do clube da Gávea, e poucas referências ao seu responsável maior. Há muitos anos que o clube não tinha um jogador pensante no seu meio de campo, e o interressante é que isso aconteceu através de um profissional que pelo menos há cinco anos vinha em queda técnica.

Foi uma aposta arriscada se olharmos o currículo dos últimos anos do jogador, que teve no Santos de 2006 e 2007 os seus melhores momentos, e que vagou pela Europa, terminando na segunda divisão brasileira, jogando pelo Avaí.

O Flamengo bancou o jogo e pelo que parece está acertando o prêmio maior, quando a sua equipe ressurgiu com um bom futebol conduzida por um maestro que parecia que estava desencantado com o esporte.

Cleber Santana é um exemplo da necessidade de formação de jogadores para usarem a camisa 10, pois apenas esses diferenciados poderão melhorar a qualidade do nosso futebol, senão ficaremos a mercê dos muscolosos volantes e suas constantes faltas.

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Artigos
Futebol e Eleições
postado em 28 de setembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, FUTEBOL E ELEIÇÕES

* Artigo escrito pelo jornalista Airton Cordeiro publicado no jornal Gazeta do Povo, da cidade de Curitiba, no dia de ontem (27/09). 

Dois eventos que tendem a sacudir as emoções populares. Certo ou errado? Na conjuntura atual, errado. O povo está muito distanciado das duas provas de força. Na política, os brasileiros sofrem decepções todos os dias. Candidatos cassados por corrupção; aspirantes a funções públicas sem a mínima qualificação.

Na maioria dos casos, os pretendentes aos variados mandatos eletivos estão atrás de um emprego rentável financeiramente e com forte inclinação para tirar proveito pessoal por meio de atitudes incompatíveis com a ética e a moral.

Os partidos políticos - verdadeiros cartórios eleitorais - só se preocupam com puxadores de votos, aqueles candidatos com bom potencial. Preparo, seriedade, vocação para servir a comunidade, nada disso interessa. Dispensável exemplificar. O povo conhece essas figuras folclóricas.

A situação se agrava com a obrigatoriedade de votar, transformando direito em dever. Não foi por outra razão que este colunista defendeu o voto facultativo na formulação da atual Constituição. Infelizmente perdi, mesmo com o apoio de um dos mais lúcidos homens públicos do país, o ex-governador de Santa Catarina, Antonio Carlos Konder Reis, e deputados do PT alinhados com o meu pensamento.

Enquanto o voto for obrigação, vão ganhar os mais bonitinhos, os mentirosos de todos os matizes, os compradores de votos e os que têm condição de despejar dinheiro em cima de cabos eleitorais, mercenários da política brasileira.

No futebol, a situação não é muito diferente. Os clubes foram transformados em instituições mercantis. Os árbitros reinam soberanos. Prejudicam uns e favorecem outros. Como as decisões são abstratas, por ser impossível identificar as intenções reais dos apitadores, a cada jogo há um enorme número de decepcionados. Vários jogadores profissionais não respeitam os princípios norteadores do bom trabalho. São atores quando enganam dirigentes, treinadores, torcedores e até os controvertidos árbitros de futebol.

Os estádios brasileiros já estiveram abarrotados de pobres, remediados e ricos. Tempo em que o futebol tinha arte e quase nenhuma malandragem. Assistir à seleção brasileira no Maracanã já agradava pelo espetáculo dos milhares de torcedores - 150, 170, 200 mil - entrando e saindo do estádio em paz e esbanjando alegria pelo show de talento de Pelé, Garrincha e dezenas de verdadeiros artistas da bola.

Atualmente os clubes, com poucas exceções, viraram negócios para empresários e dirigentes com sede e fome de ganhar dinheiro. Futebol deixou de ser uma diversão para virar palco de enriquecimento irregular. Restabelecer a plena cidadania é uma imposição social com a participação de todos, iniciando pelos mais jovens.

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