Brasileiro da Série C
Goiano erra, Ortigoza conserta
postado em 22 de julho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O talento resolve. O talento faz a diferença. Frases como essas são utilizadas com muita frequência para ressaltar qualidades de atletas em todas as modalidades esportivas. Mas, principalmente no futebol, vez por outra é possível observar sinais de teimosia, como ocorreu ontem, no jogo do Náutico com a Juazeirense, quando o técnico, Márcio Goiano, deixou o atacante Ortigoza no banco de reservas. Os 45 minutos do primeiro tempo foram suficientes para ele rever seus conceitos e corrigir o equívoco.

Levanta e muda a história desse jogo!

Acredito que tenha sido, mais ou menos assim, que o treinador alvirrubro falou para o craque, maior goleador do clube na temporada, no vestiário.

Quando o Náutico voltou a campo, para o segundo tempo, e o torcedor timbu viu o craque em campo, as esperanças de uma nova vitória foram renovadas. E na primeira bola recebida o paraguaio mandou um recado: um chute forte, de longa distância, exigiu uma defesa espetacular do goleiro Tigre. E ele foi o protagonista de outras boas jogas até chegar o minuto final do jogo. Quando todos se mostravam impacientes e desconfortáveis com aquele empate em branco, no dia em que se comemorava o cinquentenário do hexa, o título mais emblemático do clube, eis que uma bola é cruzada no segundo pau, onde estava bem posicionado o craque, que, com uma cabeçada certeira, marcou o único gol do jogo.

A vitória da classificação!

Os torcedores mais velhos presentes a Arena Pernambuco parecem ter mergulhado no passado vendo o gol de Ramos, o do hexa, que também foi oriundo de um cruzamento.

Os tempos são outros, e outras histórias são contadas em palcos diferentes. Mas uma coisa ninguém pode negar: a importância dos gols. Aquele de 1968 é inesquecível, e deu ao Náutico o título mais importante de sua história. O de ontem, do Ortigoza, basicamente carimba o passaporte alvirrubro para as quartas de final desta edição da Série C do Brasileiro.

A vitória (1x0), sobre a Juazeirense do iluminado goleiro Tigre, foi uma lição para o técnico Márcio Goiano, que a partir de agora sabe que o craque também é uma espécie de amuleto que leva os times ao título. Se esta possibilidade existe, o aconselhável é apostar no Ortigoza.

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Acontece
Paulista abre as portas para o futebol feminino
postado em 18 de julho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O prefeito da Cidade do Paulista, Júnior Matuto, resolveu apostar no futebol feminino, e está promovendo a primeira edição da Taça Cidade do Paulista de Futebol Feminino do Nordeste, que começa a ser disputada nesta quarta-feira e segue até o dia 29 de julho. Ao todo serão 91 partidas envolvendo 24 equipes representando os nove estados nordestinos.

O futebol feminino nunca recebeu um tratamento digno dos dirigentes do futebol brasileiro. Na realidade, a maioria dos grandes clubes sempre tratou a modalidade como um subproduto. Pernambuco parece ser um pólo de resistência, embora as meninas nunca tenham figurado no hall das prioridades dos grandes clubes do Recife: Sport, Náutico e Santa Cruz.

O presidente do Vitória, Paulo Roberto, vislumbrou no futebol feminino a possibilidade de dar visibilidade nacional ao Tricolor das Tabocas. Conseguiu. Mas os feitos do Vitória não reverberaram o suficiente para atrair a atenção dos outros clubes. Sentimos a falta de um salto qualitativo. Vitória e Sport atingiram um estágio ainda não alcançado pelas outras agremiações.

A Prefeitura do Paulista já promoveu campeonatos regionais de futebol nas categorias Sub15; Sub 17 e Sub 18. Agora, o prefeito Júnior Matuto resolveu estender o braço da inclusão ao futebol feminino. Pernambuco será representado por sete clubes neste "nordestão": Sport, América/Paulista, Náutico, Vitória, Ypiranga, Íbis e Centro Limoeirense. Lamentável a ausência do Santa Cruz, mas para suprir tal lacuna, as presenças do Centro, do Ypiranga, e do gigante Vitória, nos deixa com a certeza de que o futebol feminino segue vivo no Interior.

Se vivo estivesse, Lula Carlos, com o seu refinado humor, estaria tirando a maior onda com o Íbis. Será que o empoderamento feminino vai tirar o Íbis da condição de "Pior Time do Mundo"? Bom! Nesse mundo machista do futebol ninguém sabe do que a mulher é capaz.

A cidade do Paulista será representada pelo América. Há muito que o Município adotou o Mequinha, que passou um tempo como nômade, até aportar no Estádio Ademir Cunha, que hoje chama de seu.

Que venham as loiras, negras, morenas e ruivas, para com suas habilidades provarem que o futebol também tem o seu lado feminino.

Fico aqui na torcida para que a primeira edição da Taça Cidade do Paulista de Futebol Feminino do Nordeste revele novas protagonistas com sotaque nordestino.   

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Brasileiro Série A
Sport vive momentos de incerteza
postado em 18 de julho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O Brasileiro da Série A será reiniciado nesta quarta-feira com a disputa da 13ª rodada, onde o Sport enfrenta o Ceará, as 19h30, no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. A competição ficou paralisada durante 35 dias, período em que se construiu, no imaginário do torcedor rubro-negro, uma interrogação maior que a Ilha do Retiro: como voltará o time comandado por Claudinei Oliveira?

A incerteza não chega a ser um privilégio da torcida leonina, contudo, a expectativa em relação a uma provável mudança de cenário aumenta por conta das dificuldades financeiras que o Sport vivencia no momento. Antes da parada para a Copa da Rússia, o time da Ilha do Retiro surpreendeu a todos com uma campanha que lhe posicionou na parte de cima da tabela de classificação. Durante o recesso, as desejadas contratações para suprir algumas deficiências, não foram anunciadas, tampouco o time fez amistosos para não perder o ritmo de jogo. Para aumentar as incertezas, os jogadores começam a reclamar dois meses de salários atrasados.

Com a certeza de que o Leão não irá voar em "Céu de Brigadeiro", neste retorno do Brasileiro, o técnico, Claudinei Oliveira, deu o seu "Grito de Alerta" em relação a prováveis turbulências que porventura venham acontecer.

Diferentemente dos seus antecessores, o treinador leonino alerta os torcedores para a prioridade do clube que é de fazer uma campanha de manutenção na Série A. Um outro sinal emitido por Claudinei, e que deixa ressaltada, ainda mais, a sua precaução, e preocupação em manter o torcedor do Sport com os pés no chão, está nas entrelinhas de suas declarações quando ressalta a alternativa de disputar o restante do campeonato com os profissionais que  estão trabalhando na Ilha do Retiro. Fica claro que o clube não tem recursos para investir em reforços.

Por fim, um fato raro, visto que, o torcedor rubro-negro é sempre muito otimista: as contas que se faz  no momento é visando o ponto de corte, ou seja, quanto o clube precisa somar para exorcizar o fantasma do rebaixamento. Um comportamento que revela a falta de otimismo do amante do Sport em relação ao desempenho do time pós recesso de 35 dias.

O primeiro teste é o Ceará de Lisca "Doido".

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Brasileiro Série A
Clubes perderam 42 jogadores
postado em 18 de julho de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com

 

Quando o apito do árbitro autorizar o início do jogo entre Ceará e Sport, que é o primeiro no reinício do Brasileirinho, a competição estará com 42 atletas a menos, que foram levados para o futebol do exterior durante a Copa do Mundo, período em que a Série A esteve em recesso.

Uma lacuna muito grande que mostra o erro da manutenção desse calendário catastrófico.

Quinze times foram afetados , e o que sofreu mais foi o Atlético/PR com cinco transferências. A lista foi completada com os seguintes clubes:

São Paulo - 4; Corinthians - 4; Atlético/MG - 4; Palmeiras - 4; Flamengo - 3; Grêmio - 3; Chapecoense - 3; Vasco - 3; Bahia - 2; Cruzeiro - 2; Paraná - 1; Sport - 1 e Ceará 1.

Botafogo, Internacional, Santos, América/MG e Vitória não foram afetados. O Botafogo perdeu o seu técnico Alberto Valentim.

OBS: Dados do FOX-Sports.

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Futebol Pernambucano
De volta a nossa realidade
postado em 17 de julho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

A Copa da Rússia ainda vai servir de mote para várias crônicas e embalar muitas prosas. Mas é hora de aportar novamente na nossa realidade. Na noite da segunda-feira tivemos vários jogos válidos pela Copa do Brasil e, aqui em Pernambuco, Náutico e Salgueiro mediram forças no Cornélio de Barros, em jogo válido pela 14ª rodada do Brasileiro da Série C.

Para quem passou um mês se deliciando com o melhor do futebol mundial, os jogos oferecidos no início da semana provocaram um choque de realidades. Nada que assuste. O desafio para encarar tudo com naturalidade é evitar comparações. Tal lição me foi repassada há muitos anos, pelo mestre, Adonias de Moura.

Em 1978, a Seleção Brasileira se preparava para disputar a Copa da Argentina, e na programação constava uma excursão pela Europa. Fui escalado para tal cobertura junto com o fotógrafo, Maurício Coutinho. Nosso foco na cobertura era o atacante, Nunes, do Santa Cruz. A Seleção disputou amistosos na França, Alemanha, Arábia Saudita, Inglaterra, Itália e Espanha. No retorno ao Recife, a primeira pauta que me foi repassada pelo editor de esportes foi a cobertura do amistoso entre Sport e Vassoura, time amador formado por motoristas de taxis, que tinha no comunicador, Geraldo Freire, o maior incentivador.

Entendi o recado. Assimilei a lição que me veio à lembrança enquanto assistia ao confronto entre Náutico e Salgueiro, que terminou empatado em 1x1. Um resultado que não fere a lógica, uma vez que, sempre que os grandes clubes do Recife vão jogar em Salgueiro levam uma beliscada do Carcará. Embora os números das campanhas dos dois clubes fossem claros, e mostravam o melhor momento dos alvirrubros na competição, o jogo era uma questão de vida ou morte para o time sertanejo.

O Náutico, que vinha de uma sequência de cinco vitórias, buscava os três pontos em disputa que, basicamente, lhes assegurariam a passagem para a próxima fase da competição. Por outro lado, o Salgueiro precisava vencer para deixar a zona de rebaixamento. Dois times com objetivos distintos, mas que lutavam pelo mesmo resultado: a vitória.

Os alvirrubros não fizeram uma boa apresentação, mas foram premiados com um gol de Robinho, o atacante mais brilhante e objetivo do time comandado por Márcio Goiano. O Salgueiro dominou todo o segundo tempo, fez da superação sua arma para chegar ao gol do empate. A soma de um ponto não atenuou a tensão que os donos da casa vivem nesta reta final do campeonato. Por outro lado, a quatro jogos do final desta fase de classificação, somar um ponto na condição de visitante, foi para o Náutico um feito positivo, visto que, seu passaporte pode ser carimbado no próximo sábado, diante da Juazeirense, na Arena Pernambuco, onde o Timbu canta de galo.

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