Campeonato Pernambucano
O melhor da "festa"
postado em 31 de janeiro de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

"Começou!". Assim bradam os narradores, nos microfones de suas respectivas rádios, anunciando o início das partidas de futebol. Durante a semana, em várias matérias de jornais, o início da segunda fase do Pernambucano 2015, foi tratado como: "Agora é pra valer", numa alusão clara a pouca importância dada ao octogonal que marcou o primeiro turno da competição.

Neste sábado começa o hexagonal que marca a chegada do trio de ferro da Capital - Sport, Náutico e Santa Cruz - e mais o Salgueiro, na competição. Como desde 1945 o título estadual fica com Sport, Náutico ou Santa Cruz, está explicado porque somente agora o torcedor direciona sua atenção para a competição cuja edição 2015 tem a marca da incompetência, dado ao número exagerado de equívocos cometidos pelos organizadores, desde a definição do modelo de disputa, a elaboração da tabela, culminando com o absurdo de mudar a regra do jogo com a competição em andamento. E pode?  No futebol pernambucano pode tudo, desde que os clubes balancem a cabeça, fato que me parece cultural, ou seja, é regra desde a época do comodoro Rubem Moreira.

A corrida pelo título começa com o clássico - Santa Cruz x Sport - que reúne as duas maiores torcidas do Estado. Dirigentes da FPF usaram o argumento de um público superior aos 40 mil torcedores para convencer a nova e imatura diretoria do Santa Cruz a aceitar o confronto com um adversário bem mais estruturado. Mais um equívoco dos iluminados gestores.

O Sport manteve 80% da base com a qual conquistou dois títulos em 2014 e fez uma boa campanha de manutenção na Série A. Por outro lado, o Santa Cruz se desfez de 80% do grupo com o qual enfrentou os desafios da temporada passada. Por se tratar de um esporte coletivo, onde a harmonia do conjunto é um fator determinante de sucesso, uma vez que diminui a margem de erros, podemos afirmar que o time rubro-negro irá a campo com uma substancial vantagem que lhe permite ser apontado como favorito para contabilizar a primeira vitória. Evidente que favoritismo não é garantia de sucesso. Num clássico, outros fatores interferem, e surpresas acontecem.

Numa olhada rápida nas prováveis escalações, o Sport deve mudar apenas dois jogadores em relação ao time titular do ano passado. O Santa Cruz irá a campo com nove mudanças em relação ao time de 2014. Tal informação nos leva a pressupor os treinadores - Eduardo Baptista e Ricardinho - usarão estratégias bem distintas. Apostando na harmonia do grupo, o técnico leonino vai investir na técnica. Sem tem hábil para implantar uma filosofia de jogo, o técnico tricolor vai usar toda sua habilidade motivacional para levar o time a superação, desafio que é atenuado pela centenária rivalidade existente entre os dois clubes, fato que leva o torcedor a afirmar que "as camisas jogam por si só".

Partindo do princípio de que há 70 anos o título do Pernambucano fica com Sport, Náutico ou Santa Cruz, podemos apostar que tal regra não mudará em 2015, visto que, a distância técnica que separa os clubes da Capital dos clubes do Interior é abissal. Sendo assim, o campeão disputará 14 jogos, dos quais 8 podem vir a ser clássicos.

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Artigos
JE SUIS TIMBU
postado em 31 de janeiro de 2015
Por ROBERTO VIEIRA


Uma nação, um clube, uma roda de amigos numa mesa de bar.

Uma família.

Todos se constroem com amizade, respeito, civilidade e tradição.

Podem pegar um ESAB, um RECIFE da vida.

Ganham jogos e depois desaparecem sem deixar rastro.

O Clube Náutico Capibaribe levou cem anos para nascer, crescer e se multiplicar.

Náutico que cresceu por causa dos seus títulos, mas não apenas por isso.

O Náutico cresceu baseado em sua história de ídolos, fidalguia e tradição.

Não.

O Náutico não é o clube com mais títulos em Pernambuco.

Porque não precisa.

Até que gostaria, mas não precisa.

O tricampeonato dos anos 50 vale mais que um dez taças na sede.

Por causa da lembrança imorredoura de Ivanildo, Caiçara, Lula, Manuelzinho.

Por causa da reconstrução da sede incendiada.

O título de 1939?

É o apogeu de um estilo de jogo inédito em nossa região.

Um estilo de jogo jogado e de bola na rede.

Um título que deixou pra trás Tará e Queixada.

A briga com a Federação em 1946?

Um exemplo de que a honra não estava à venda no final do Estado Novo.

O Hexa, 1974, 2001?

Páginas definitivas de um clube digno dos Eládios e Sebastião Orlandos.

Não devemos temer pelo Náutico na luta contra os disfarces da ARENA.

Não devemos temer pelos dez anos sem título.

O perigo para o Náutico repousa no exílio de seus ídolos.

O ocaso do Náutico se vislumbra no discurso vazio e cheio de raiva e ambição desmedidas.

O juízo final alvirrubro?

Este só virá quando os dirigentes alvirrubros convencerem ao torcedor apaixonado que amizade, respeito, civilidade e tradição não valem nada.

O negócio é workshop, vaquinhas e arrendamento da sede por vinte moedas.

 O triste e vexatório - para o Náutico - episódio com Mestre Ivan Brondi é didático.

O ano de 2013?

Também.

Mestre Ivan Brondi é um gigante pela própria natureza.

Escreveu sua história nos campos e na vida.

Bela e imortal história.

Mas um clube de futebol que sacode 100 milhões de reais pelas janelas em dois anos.

Um clube de futebol que prescinde de um Ivan Brondi.

Um clube de futebol onde os dirigentes decidem seguir o messianismo ao invés da bandeira do clube.

Um clube de futebol que vive de dívidas e duplicatas.

Um clube de futebol que dialoga mais com as redes sociais que com sua torcida de carne e osso.

Um clube de futebol que sacode pedras em vez de construir pontes.

Este clube tem um futuro duvidoso.

Duvidoso, para dizer o mínimo.

Faz tempo que meu Náutico repousa no passado.

Aquele passado de amizade, respeito, civilidade e tradição.

Este é meu Náutico.

Este é o Náutico de milhares de apaixonados que não conseguem entender o que acontece com os dirigentes quando tomam o Poder.

Dirigentes que esquecem o que jamais poderiam esquecer - ou talvez nem aprenderam.

A lição mais simples e singela.

O bê-a-bá de quem é Timbu de corpo e alma.

Eles esquecem simplesmente o que é o Clube Náutico Capibaribe.


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Futebol Pernambucano
A luta tem que ser pela legalidade
postado em 30 de janeiro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A LUTA TEM QUE SER PELA LEGALIDADE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O presidente da Federação Pernambucana de Futebol tem que reconhecer que vivemos em uma democracia, e que canetadas pertencem a uma época de péssima memória para a sociedade brasileira, quando os atos institucionais eram publicados.

O maior equívoco da entidade aconteceu com a convocação do seu Conselho Técnico para a modificação do Regulamento com o intuito de atender uma solicitação de um filiado, que na sua história tem algo de positivo quanto ao cumprimento de Normas.

O título de Campeão Brasileiro de 1987, ganho pelo rubro-negro pernambucano, se deu pelo cumprimento do Regulamento, enquanto o adversário não o levou em consideração.

No final, a Justiça deu ganho de causa àquele que estava de acordo com a lei, ou seja, com as Normas da Competição.

Já mostramos que esse debate sobre o jogo na Arena Pernambuco é apenas um penduricalho, porque o mais importante será a manutenção da legalidade, através de um regulamento que foi aprovado e publicado no ano de 2014, para uma competição que começou nesse mesmo exercício.

Ao ir de encontro à posição do Náutico, que foi coerente, cumprindo as normas da competição, é dar um sinal verde para a ilegalidade, um dos grandes males que afetam a sociedade brasileira, quando muitos preferem esse sistema.

O artigo 9º, da Lei 10.671 e suas alterações, apresenta uma realidade para o debate, e a inviabilidade de mudança no regulamento, que foi procedida de forma ilegal, e sem suporte jurídico, por conta de uma caneta.

Artigo 9º- É direito do torcedor que o regulamento, as tabelas da competição e o nome do Ouvidor sejam divulgados até 60 (sessenta) dias antes do seu ínicio, na forma do § 1º do artigo 5º.

* Esse parágrafo referenciado, assegura o direito do torcedor à transparência e a divulgação das normas das competições.

O parágrafo 5º do artigo 9º é bem claro quanto à qualquer modificação nos regulamentos.

§ 5º - É vedado proceder alterações no regulamento da competição desde a sua divulgação definitiva, salvo nas hipóteses de:

I- apresentação de um novo calendário anual de eventos oficiais para o ano subsequente, desde que aprovado pelo Conselho Nacional do Esporte-CNE,

II- após dois anos de vigência do mesmo regulamento, observado o procedimento de que trata esse artigo.

A mudança publicada pela Federação e apoiada de forma inconsequente por clubes que nada tinham com o pleito, não se enquadra nas hipóteses previstas pela Lei.

Qualquer mudança é golpe e fere as normas, e nesse momento o presidente do Tribunal de Justiça Desportiva terá que tomar uma posição na defesa da Lei, que é a sua obrigação.

Se tivéssemos o Dr. Hilton Galvão no comando desse órgão, teríamos a certeza de que o ilegal não seria aceito, mas como tem um novo comandante, não podemos apostar, e sim aguardar a sua posição quando o assunto chegar ao seu gabinete.

O resto é perda de tempo, conversas para boi dormir, e mais uma vez vamos ter que aguentar mais um estadual do nada para o nada, que não deixa saudades quando do seu término, e que seis meses depois todos esquecem quem foi o campeão, e que começa a sua segunda fase com um debate que nada tem a ver com a bola.

O futebol pernambucano é o sinônimo de ditadura, e sobretudo do ilegal.

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Pegadinha em alta velocidade
postado em 30 de janeiro de 2015

Blog do JOSÉ CRUZ


Um mês depois de ter assumido o Distrito Federal, o governador Rodrigo Rollemberg livrou-se de um abacaxi: receber a milionária etapa de abertura da Fórmula Indy, em 8 de março. Mas comprou uma briga com o Grupo Bandeirantes de Rádio e Televisão. Os detalhes da rescisão de contrato estão na reportagem de Daniel Brito. indy

Dona da prova

A Band detém junto à Indycar LLC os direitos de exclusividade na organização e realização das etapas no Brasil entre 2015 e 2019. A não realização de uma etapa significa o desembolso de R$ 70 milhões em multa. O contrato entre o GDF/Terracap e a Band, ao qual a reportagem teve acesso, não tem cláusula específica sobre "multa", em caso de rescisão. Ao contrário, o GDF pode aplicar "multa compensatória" à emissora em caso de falhas administrativas previstas no contrato.

Repasse

O ônus das principais despesas da prova de 8 de março foi repassado pela Band ao Governo do Distrito Federal, conforme o "termo de compromisso" assinado pelo então governador Agnelo Queiroz, em março do ano passado.

Por exemplo, o GDF/Terracap garantia, "sem qualquer participação financeira da Band, inclusive em relação aos tributos associados%u2026 contratar equipes de coordenação, serviços de segurança e limpeza" (do Autódromo, onde a Terracapa já financiava o recapeamento da pista).

Parcelas

Só para esta primeira etapa o GDF/Terracap pagaria R$ 37,2 milhões em seis parcelas, à Bandeirantes. Outros R$ 148,9 milhões estavam programados para desembolso entre 2016 e 2019.

Oposição

Logo no início de seu governo, em 2012, o então governador Agnelo Queiroz enfrentou oposição do Grupo Bandeirantes, resultado do corte da verba publicitária para a emissora. Em 2014 as relações voltaram ao normal, quando Agnelo assinou contrato para a realização da etapa da Indy em Brasília. Mas deixou uma "pegadinha" para o governo seguinte.

Quando o contrato foi assinado, em 4 de setembro de 2014, a um mês da eleição, Agnelo já estava em terceiro lugar nas pesquisas e sabia que não pagaria essa fatura da Indy, mas seu sucessor, que herdaria cofre zerado, inclusive para honrar salário dos professores.

Apelo

Quando foi eleito governador, Rodrigo Rollemberg recebeu a direção da Band, que "apelou" para que mantivesse a prova. Mas as despesas na recuperação do autódromo e a falta de dinheiro em caixa para compromissos prioritários (saúde, educação e segurança, principalmente) levaram o governador à medida extrema, amparado por decisão do Ministério Público.

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Arena Pernambuco x Aflitos
postado em 28 de janeiro de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, ARENA PERNAMBUCO X AFLITOS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O debate inóquo sobre a inversão do mando de campo do Sport no jogo contra o Náutico, que seria na Ilha do Retiro- hoje renegada pelos seus dirigentes por causa das finanças do clube- para a Arena Permambuco, não tem como foco a mudança, por ser conveniente ao alvirrubro pernambucano, mas, pelo que o Consórcio está oferecendo ao Sport, como também ao Santa Cruz, para que esses utilizem as suas dependências.

O clube da Rosa e Silva vetou a inversão de mando de campo, em um ofício remetido a mentora da rua Dom Bosco, e tudo voltou à estaca zero.

Os dirigentes do alvirrubro receberam informações de que os responsáveis pela Arena estavam ofertando benefícios maiores aos dois clubes, em especial ao Sport, quebrando uma claúsula do contrato que permite a participação de outros, mas com valores inferiores aos acordados entre as partes.

Esse é o ¨Ser ou Não Ser do Problema¨, já que para o Náutico jogar na Arena é bem melhor do que no estádio Adelmar da Costa Carvalho, local verdadeiro dos rubro-negros, assim como das suas conquistas. e todo o debate está por conta dos $$ que estão sendo distribuídos

Sempre defendemos a ida do time da Rosa e Silva para São Lourenço da Mata, desde que iria jogar em um estádio com boas acomodações para receber os seus torcedores, somado às garantias financeiras que foram e continuam sendo pagas, além da conclusão das dependências do seu Centro de Treinamento. Porém, hoje, depois dos resultados técnicos e financeiros obtidos, estamos abrindo um novo debate sobre o tema.

O Náutico tem uma garantia do Consórcio de uma receita líquida por ano de R$ 5.1 milhões (2014), o que representou R$ 154,5 mil por cada jogo realizado, no total previsto de 33, com uma renda bruta de R$ 7,8 milhões, com 237,7 mil/jogo, para um público médio estimado pelo contrato de 13 mil torcedores (na realidade foi de 7.461).

Um fato bem interessante é que a arrecadação das bilheterias nos Aflitos em 2013 foi de R$ 7,5 milhões (Bruta), com custos bem menores por jogo, representando uma receita líquida de R$ 5,2 milhões, ou seja, um pouco maior do que o clube recebeu do Consórcio (R$ 5,1 milhões).

Além disso, na Rosa e Silva, teríamos os acréscimos da movimentação dos bares, da comercialização dos produtos licenciados do clube, aluguel de cadeiras, publicidades estáticas, entre outros, que dariam um bom incremento as receitas, além das taxas de manutenção, e com a condição de ter um ingresso mais caro.

No confronto Arena x Aflitos, o segundo ganharia de 7x1 na parte financeira, mas perderia pelos mesmos 7x1 na parte de conforto para os torcedores, em todos os seus segmentos, e ainda tendo uma capacidade bem maior do que o antigo estádio, capaz de absorver o crescimento de demanda. 

O alvirrubro não conseguiu colocar 20 mil pessoas em seus jogos, que é a capacidade total de absorção dos Aflitos.

Se somarmos tudo isso, e compararmos com as garatias que o clube tem com o contrato da Arena, achamos que uma análise bem detalhada poderia ser realizada, com efeitos comparativos, e o estudo do custoxbenefício, para que se chegasse a uma decisão que poderia ser o retorno para a casa antiga.

Poderiam alegar que isso seria um retrocesso, mas com uma reforma nas dependências antigas, certamente o torcedor alvirrubro seria bem recebido.

O clube tem que sobreviver na relação custoxbenefício, e para o Náutico essa não está sendo positiva, porque a Arena só é boa para o Consórcio que tem no estado o pagador de todos os seus prejuízos, ou seja, não dá lucro, mas não tem perdas, porque o tesouro estadual cobre todos os buracos que são formados.

Coisa de um bom pai, e com o dinheiro público sendo torrado.

A diretoria do Náutico deveria analisar com muito carinho a possibilidade da volta ao seu aconchego, que não é retroagir em seu projeto, e sim o atendimento de uma realidade que está aberta para que todos possam observar, desde que o clube está em um lugar que não é seu, e recebendo menos do que aqueles que estão chegando depois.

Trata-se de um caso para uma boa reflexão. O mote está dado. 

Com a palavra, os alvirrubros.

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