Brasileiro Série A
Santa Cruz favorito no clássico com o Sport
postado em 31 de maio de 2016

CLAUDEMIR GOMES


O fato de o Santa Cruz vir fazendo uma campanha brilhante neste início do Brasileiro da Série A, e o Sport se portar de forma inversamente proporcional, agitou o Clássico das Multidões programado para esta quarta-feira, no Arruda. A simples posição dos dois clubes na tabela de classificação - o Tricolor na terceira colocação e o rubro-negro na última - credita o Clube do Arruda a um resultado positivo. O argumento de que em clássico não existe favorito não tem consistência. Entretanto vale lembrar que favoritismo não é garantia de vitória. O Santinha vive um melhor momento, e isto é imperativo no futebol.

O futebol requer algumas análises que são desconsideradas pelos torcedores por conta do componente emoção. O maior adversário do Sport, no momento, é a pressão psicológica. O grupo perdeu a autoconfiança, e a sequência de partidas sem contabilizar vitórias provoca uma ansiedade incontrolável. O elenco é formado por jogadores experientes, mas até que surja um fato que venha resgatar a autoestima do grupo, fica difícil extrair o plus que o treinador espera para dar uma resposta a exigente torcida. Uma vitória no clássico serviria para uma mudança de cenário na Ilha do Retiro, onde todos se sentem pressionados - dirigentes e jogadores - por conta dos insucessos somados nesta temporada.

Com uma invencibilidade de 18 jogos, sendo quatro na Série A, o Santa Cruz exibe o ataque mais positivo da competição, e, de quebra, tem Grafite como o artilheiro da disputa com seis gols. O atacante de 37 anos tem sido o grande destaque neste início de campeonato, fato que levou vários clubes a fazerem propostas para tirar o artilheiro do Arruda. Domingo, ao final do jogo com do Corinthians com o Sport, na Ilha do Retiro, circulava nos bastidores do clube paulista a notícia do interesse por Grafite, inclusive, sobre uma provável proposta: Grafite por André e mais uma compensação financeira.

Não são poucas as especulações em relação ao interesse de clubes pelo artilheiro da Série A. Isso faz com que, a cada jogo aumente a marcação em torno do atacante do Santa Cruz. Se desvencilhar da implacável marcação dos zagueiros adversários é uma tarefa que Grafite executa com eficiência. O seu maior adversário, no momento, é a sequência de jogos. O Brasileiro da Série A chegou a uma fase onde os clubes jogam no meio e no final da semana, com viagens intercalando as partidas. Santa Cruz e Sport são os clubes que terão a maior quilometragem ao final da competição. Naturalmente que, os atletas mais jovens superam melhor a fadiga provocada pela sequência de jogos e viagens. É possível que chegue um momento no qual o técnico Milton Mendes se veja obrigado a poupar o seu artilheiro em alguns jogos.

Mas nesta quarta-feira o dia é de Clássico das Multidões, e todos os que forem a campo querem entrar para a história deste confronto de forma positiva. A rivalidade dita a ordem da superação.

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Brasileiro Série A
Com os dias contados
postado em 23 de maio de 2016











Por ROBERTO VIEIRA


Artilheiro de fino trato.

Pessoa idem.

Os dias de Grafite no Brasileirão estão contados.

Cinco gols em duas rodadas - um deles contra.

Um pênalti cavado, cavadíssimo.

Grafite agora terá olhos de juízes e zagueiros em sua direção.

O que não significa que o centroavante irá parar de marcar seus gols.

Mas agora haverá uma diferença:

Grafite será o CARA a ser derrotado.

Santa Cruz é líder.

Como o Náutico em temporadas passadas.

Santa Cruz que pode também sonhar com Libertadores e com o título... por que não?

Só que os dias contados como azarão?

Estes dias também estão com os dias contados.


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Sport
Segurança demais e futebol de menos
postado em 23 de maio de 2016

CLAUDEMIR GOMES



Antes do jogo - Sport 1x1 Botafogo/RJ -, ontem à noite, na Ilha do Retiro, o presidente leonino, João Humberto Martorelli, transitava nas dependências do estádio escoltado por cinco seguranças. O fato nos chamou a atenção por deixar claro que, o clima nos bastidores do clube rubro-negro estava sujeito a trovoadas e tempestades, tal como aconteceu na final do Pernambucano quando torcedores promoveram um quebra, quebra na sede. Bom! Com o time praticando um futebol de péssima qualidade, como vem ocorrendo, nada pode estar tranquilo e favorável.

Mas o torcedor do Sport protestou da forma mais pacífica possível, contra mais uma apresentação bisonha dos comandados do técnico, Oswaldo Oliveira, que ainda não conseguiu nenhuma vitória a frente do rubro-negro pernambucano. Os mais sensatos, simplesmente viraram as costas para o time, ou seja, não foram ao estádio, numa demonstração inquestionável de que não estão satisfeito com tudo o que vem ocorrendo no futebol, cujo produto final é apresentado dentro das quatro linhas. Os mais apaixonados (6.117 torcedores), dotados de boa dose de masoquismo, alimentaram a esperança de testemunharem uma evolução na equipe, fato que não ocorreu.

O Sport jogou 20 minutos na base do abafa, marcou um gol num lance faltoso em cima do goleiro, Helton Leite, do Botafogo/RJ, e em seguida diminuiu o ritmo, fato viabilizou a reação do time carioca, que empatou o jogo e teve o domínio da partida em todo o segundo tempo, não chegando a vitória graças as defesas sensacionais do goleiro Magrão. O torcedor reagiu através da vaia, instrumento do qual dispõe para externar seu descontentamento, com um time que não tem qualidade para descrever uma boa campanha na Série A.

O contraponto ao cenário cinza foi a boa entrevista dada pelo técnico Oswaldo Oliveira, em que pese o chá de espera que deu nos repórteres que ficaram mais de 45 minutos a sua espera. Franco e atencioso, o treinador leonino não se negou a responder nenhuma das perguntas que lhes foram feitas. Oswaldo não pode ser cobrado pela montagem do grupo. Os equívocos devem ser colocados na conta da diretoria. O torcedor sabe disse, razão pela qual entoou no final do jogo: "Ô, ô, ô queremos jogador".



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Artigos
A complexa negociação dos direitos de TV
postado em 19 de maio de 2016

Erich Beting - Máquina do Esporte


O Brasil talvez seja um dos países em que a negociação de direitos de TV do campeonato nacional seja das mais complexas do mundo.

Desde que o Clube dos 13 foi implodido, em 2011, temos engenhoso sistema de negociação, que exige das TVs um desperdício gigantesco de energia e que dificulta, ainda mais, qualquer mudança que ajude a melhor equiparar as receitas entre os times e a reduzir a força da Globo no domínio dessas negociações.

No processo de 1997 em que o Cade apurou se haveria um cartel formado por Globo, Globosat e Band, todas as informações relativas ao contrato de direitos de transmissão do Brasileiro tinha primordialmente quatro partes envolvidas. As três emissoras e o Clube dos 13.

Agora, o órgão de fiscalização precisa falar com as emissoras e, também, com cada um dos 20 clubes da Série A envolvidos nas negociações, sendo que cada um deles tem um tipo de contrato, com suas peculiaridades variando de acordo com as necessidades de fluxo de caixa, e não de interesse em negociar direitos.

Ao ler as justificativas dos clubes em escolher a proposta da Globo ou da Turner para o Brasileirão, os analistas do Cade devem começar a entender que o órgão precisa, urgentemente, fazer igual à Europa.

Lá, no fim dos anos 90, decidiu-se que o melhor para a saúde financeira do futebol era a negociação coletiva com a TV. Ela permite mais igualdade na negociação ante o poder econômico da TV e ainda gera divisão melhor de receita entre times.

O exemplo que era usado para isso? O sistema brasileiro do C13...

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CBF abre dialogo com governo Temer
postado em 19 de maio de 2016

Blog do RODRIGO MATTOS


O impeachment da presidente Dilma Rousseff e a posse do novo governo Michel Temer criaram um cenário favorável para a CBF. A CPI do Futebol, principal foco de investigação da entidade, deve ser enterrada. A diretoria da confederação já abriu diálogo com o novo Ministério do Esporte, e vê possibilidade de boa relação com o presidente Michel Temer.

Na semana passada, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, ligou para conversar com o novo ministro do Esporte, Leonardo Picciani. "Conversei com ele sobre o tema do futebol brasileiro. Queremos botar na pauta a internacionalização por meio da Apex (Agência Brasileira de Promoção e Exportação de Investimentos)", contou Feldman, que lembrou que o ministro já visitou a CBF antes.

O antecessor no Ministério George Hilton ficou do lado da Primeira Liga na disputa com a CBF, e bancou o Profut contra os interesses da confederação. "Havia diálogo com o ministro George Hilton também apesar de divergências", ressaltou Feldman. Ele disse que mantém relação institucional com os governos, e não festeja trocas no poder.

Mas agora há ainda a possibilidade de uma relação da confederação com a presidência que não existia com Dilma. Feldman disse que tem "relação histórica" com Temer, já que ambos foram do PMDB. E afirmou que o presidente Marco Polo Del Nero também o conhece, e pode procurá-lo no futuro. Temer recebeu o ex-presidente da CBF José Maria Marin, atualmente em prisão domiciliar, quando Dilma o ignorava.

Neste cenário, a CBF deve ter mais força nas negociações relacionadas aos cumprimentos dos requisitos do Profut (programa de refinanciamento de dívidas dos clubes). Por enquanto, a confederação não pediu as certidões fiscais para os clubes disputarem o Brasileiro. Há uma discussão jurídica sobre a obrigação desses documentos.

Ao mesmo tempo, a CPI do Futebol, principal pedra no sapato da CBF, ficou praticamente inviabilizada pelo relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que se tornou ministro do Planejamento. Na visão da equipe do senador Romário (PSB-RJ), ele apressou o documento justamente para assumir o governo: não incluiu nenhum item das investigações, e apenas fez propostas para desenvolver o futebol. O documento foi considerado "muito consistente" pela diretoria da CBF.

A equipe de Romário (PSB-RJ) trabalha em um relatório alternativo que incluirá pedidos de investigação de dirigentes da CBF para o Ministério Público Federal. Baseia-se no que foi descoberto pela CPI. Mas tem minoria dentro da comissão, e dificilmente conseguirá aprovar o texto.

Ainda há uma tentativa de mudar a composição da comissão até agosto, data final da CPI. Mas até a equipe de Romário admite que seus adversários estão ainda mais fortes com Jucá como ministro. A alternativa será levar os documentos da CPI ao Ministério Público Federal mesmo sem aval dos outros senadores.

Sem a CPI, não haverá nenhuma investigação em curso contra cartolas da CBF. Há a ação do Departamento de Justiça dos EUA que acusa Del Nero de levar propinas em contratos da entidade. Mas, se ele não viajar para o exterior, não precisa responder as acusações. Já a ação no Comitê de Ética da Fifa contra ele nem o pune, nem o absolve, pois está há seis meses parada.

Ou seja, quase um ano após a prisão de Marin, a CBF parece ter obtido o seu respiro e controlado a situação.

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