Futebol Pernambucano
Tenho medo
postado em 30 de novembro de 2012

CLAUDEMIR GOMES



Não tenho dúvida de que todos os ingressos colocados à venda para o clássico de domingo - Náutico x Sport - serão adquiridos pelos torcedores corajosos. Evidentemente que, esta coragem a que me refiro é motivada pela paixão e pela fidelidade dos amantes.

Nos dias de hoje para ir assistir, in loco, um jogo decisivo, envolvendo dois clubes rivais é preciso ter coragem. Não quero dizer com isso que haja violência nos estádios. No local do espetáculo é mantida a ordem.

A violência explode nas ruas da cidade, em lugares que distam muitos quilômetros de onde a peleja está acontecendo. O promotor, Ricardo Coelho, solicitou que fosse proibido o acesso ao estádio das torcidas organizadas - Jovem e Fanáutico.

As redes sociais foram transformadas em canais para marcar "acertos de contas" entre as organizadas. Batalhões de torcedores escoltados pela PM, depredação de ônibus, arrastões. Este é o cenário comum nas ruas da cidade em dias de clássico.

Fiz questão de manter contato com 10 torcedores do Náutico e do Sport, todos com menos de 30 anos. Perguntei se iam ao clássico, e a resposta foi uma só: "Tenho medo". O futebol nunca deixará de ser apaixonante, nem para os torcedores que trocam o estádio pela poltrona.   

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Futebol Brasileiro
O abismo da divisão de renda
postado em 30 de novembro de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, EM DEZ ANOS DE PONTOS CORRIDOS, SÓ 4 GRANDES FORAM REBAIXADOS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Como na própria sociedade brasileira, a distribuição de renda motiva os abismos entre os seus componentes. Embora tenha melhorado nos últimos anos, o hiato ainda é acentuado e a concentração de recursos continua ainda nas mãos de uma pequena minoria.

O futebol não poderia ficar de fora, por fazer parte do contexto geral do país, e essa diferença entre clubes se faz notar no Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão, quando em dez anos de pontos corridos, tivemos apenas 4 rebaixamentos dos chamados clubes grandes.

Pesquisamos em diversas fontes de estatísticas, e verificamos que entre 37 clubes rebaixados (faltando um do ano de 2012), apenas 4 saíram do grupo de elite (10,8%), os 33 demais foram clubes intermediários, sendo que alguns no dia de hoje encontram-se em divisões bem abaixo, inclusive sem nenhuma divisão.

O efeito sanfona funciona para os deserdados da fortuna, e apenas Grêmio (2004), Atlético-MG (2005); Corinthians (2007) e Palmeiras (2012), foram imprudentes e caíram no rebaixamento, mas com as condições financeiras diferenciadas dos componetes da segunda divisão, todos voltaram no ano posterior.

O site Fut Dados nos forneceu alguns detalhes sobre os estados que sofreram com o rebaixamento, e o mais atingido foi São Paulo, por conta de uma maior participação, e que completou com o Palmeiras, o seu nono time degolado no período, sendo que dos grandes foram apenas dois.

A seguir vem Santa Catarina (4), Paraná (4), Ceará (3), Bahia (3), Minas Gerais (3), Pernambuco (3), Rio Grande do Sul (2), Goiás (2), Paraná (1), Distrito Federal (1), Rio Grande do Norte (1) e Rio Grande do Sul (1).

Quando analisamos as estatísticas da CBF verificamos alguns fatos bem importantes com relação ao rebaixamento tais como: o Criciúma caiu em 2004 e somente nesse ano voltou à divisão de elite, Payssandu e Brasiliense caíram em 2005 e não voltaram mais, disputaram a Série C e o time paraense conseguiu o acesso.

O Fortaleza, rebaixado em 2006 (2ª vez), encontra-se hoje na Série C, assim como o São Caetano que caiu no mesmo ano e disputa atualmente a segunda divisão.

O Santa Cruz foi rebaixado em 2006 e até hoje vive a sua via crucis, chegando à série D e continuando na C. O Juventude passa pelo mesmo processo do nosso tricolor, caiu em 2007 e atualmente está na D, graças a um torneio recentemente disputado.

O Santo André disputou em 2009, caiu e continuou a sua queda, encontrando-se na quarta divisão.

Fortaleza, Guarani, Vitória, Coritiba e Figueirense foram rebaixados duas vezes nesses 10 anos de pontos corridos.

Na verdade, o Brasileirão é caracterizado por poucas debacles de grandes clubes, e a queda de outros que vivem no sistema sanfona, ou seja, sobem e descem, desde que não conseguem saborear a competição por mais de três anos seguidos.

Esses são os eternos figurantes, principalmente os clubes das regiões Norte e Nordeste, que jogam numa divisão principal lutando sempre contra a queda e nunca por maiores objetivos.

Isso é o sistema mercantilista que foi implantado em nosso futebol, onde os pobres se contentam com um pequeno mimo e os grandes participam de um grande banquete.

São coisas da vida e do futebol.

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Seleção Brasileira
Em sintonia
postado em 30 de novembro de 2012

BERNARDO ITRI E SÉRGIO RANGEL - FOLHA DE SÃO PAULO


O desejo do presidente da CBF, José Maria Marin, de ver astros brasileiros jogando na seleção será atendido.

Apresentado ontem no Rio como novo treinador da seleção, Luiz Felipe Scolari prometeu trazer de volta veteranos para o time nacional.

Em mais de uma hora de entrevista coletiva, Felipão deixou claro que vencer a Copa de 2014 é obrigação.

Desde que assumiu a CBF, em março, Marin expôs internamente que gostaria de ver atletas tarimbados na seleção. A vontade do presidente, no entanto, não era atendida por Mano Menezes.

O cartola, que pedia para ver a lista dos convocados 48 horas antes da convocação pública, era entusiasta da volta de Ronaldinho, Kaká e Fred para a seleção.

Os três foram convocados esporadicamente por Mano, que acabou sendo demitido na semana passada.

Fã de Ronaldinho, Marin nunca viu, em sua gestão, o gaúcho com a camisa 10. A promessa de Felipão é que atletas experientes retornem.

"Claro que não vamos começar do zero [o planejamento]. A seleção é jovem e temos jogadores experientes que podem voltar", afirmou o novo técnico, que ganhou a Copa de 2002 e deixou o Palmeiras neste ano pouco antes da queda do time para a Série B.

Além de resgatar os mais experientes, a intenção do novo treinador e de Carlos Alberto Parreira, o coordenador técnico, é de reaproximar a seleção dos torcedores até o Mundial, no Brasil.

Ambos já passaram por experiências semelhantes. Felipão treinou Portugal na Euro-2004, e Parreira comandou a África do Sul na Copa-2010.

"Temos que fazer com que o torcedor se sinta orgulhoso. A seleção tem que se sentir em casa. Sentir-se amparada", declarou Parreira.

"Não vou falar em ''família Scolari'', mas vamos fazer um ambiente de união, de envolvimento entre seleção e população", disse o treinador.

Os dois recém-contratados concordam que o Brasil não está hoje entre os mais fortes candidatos ao título mundial.

"Nós temos a obrigação de ganhar o título. Não somos favoritos no momento, mas pretendemos ser durante a competição", disse o técnico.

O treinador fará estreia contra a Inglaterra, em Londres, no dia 6 de fevereiro. Felipão terá um tempo para formar a comissão técnica, mas adiantou que contará com o auxiliar Flávio Murtosa e com Paulo Paixão, preparador físico. Na entrevista de ontem, Parreira já definiu a hierarquia da nova comissão.

"Sou o coordenador, ele é o treinador. O Felipão é a figura principal da comissão. A decisão final sempre caberá ao técnico", disse.

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Artigos
FIFA pede, e CBF antecipa anúncio de Felipão
postado em 29 de novembro de 2012

FERNANDO RODRIGUES - FOLHA DE SÃO PAULO


O presidente da CBF, José Maria Marin, disse ontem que duas razões o levaram a antecipar para hoje o nome de Luiz Felipe Scolari como o técnico da seleção brasileira.

Primeiro, e mais importante, o pedido direto do presidente da Fifa, Joseph Blatter, e do secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke.

"Eles me disseram que o anúncio produziria uma agenda positiva para o sorteio dos grupos da Copa das Confederações no sábado."

A segunda razão para antecipar seu cronograma (pretendia anunciar o técnico em janeiro) seria para evitar um efeito ruim no mercado de renovação de técnicos no futebol brasileiro: muitos poderiam ficar esperando para saber se tinham chance de serem escolhidos pela CBF.

"Principalmente o Tite, do Corinthians, que eu desejo que vá totalmente focado com o time para o Mundial de Clubes no Japão", diz Marin.

O cartola disse que o novo técnico terá "total liberdade na montagem do time e nas convocações". Mas deixou claro que quer ver a lista 48 horas antes da divulgação.

Folha- É oficial a nomeação de Luiz Felipe Scolari para técnico e de Carlos Alberto Parreira como coordenador?
José Maria Marin
- É oficial. Serão anunciados amanhã [hoje], às 10h30. Só não vai ser na sede da CBF porque o local não comportaria o número de jornalistas presentes. Será num hotel no Rio.

Já conversou com ambos?
Claro. Mas quero deixar registrado que antes de acertar em definitivo com o Parreira eu falei com o Felipão. Ele me disse que recebia o nome do Parreira com a maior alegria. Fiquei até arrepiado, porque o Felipão me disse que dava nota mil para o Parreira. Teremos dois campeões do mundo ajudando a seleção.

O sr. disse que iria anunciar o novo técnico em janeiro. Depois, antecipou para a semana que vem. Agora, ficou para esta semana. O que aconteceu?
Eu percebi que, se fosse em janeiro, iria prejudicar o mercado brasileiro de contratações neste final de ano. Muitos técnicos estão para renovar seus contratos e poderiam ficar desfocados de seus clubes esperando a definição na seleção. Principalmente o Tite, do Corinthians, que eu desejo que vá totalmente focado com o time para o Mundial de Clubes no Japão. Então, eu iria antecipar para a semana que vem o anúncio do novo técnico.

Mas acabou ficando para esta semana. Por quê?
Por uma razão muito simples. E essa foi a razão principal. Numa conversa hoje [ontem] com o Joseph Blatter [presidente da Fifa] e com o Jérôme Valcke [secretário-geral da Fifa] eles me disseram que o anúncio do Felipão e do Parreira produziria uma agenda positiva para o evento desta semana, o sorteio dos grupos da Copa das Confederações. Inclusive porque há uma entrevista coletiva dos técnicos na sexta-feira [amanhã], e seria uma pena a cadeira do Brasil estar vazia. Em consideração ao Blatter e ao Valcke, que fizeram uma ótima sugestão, vou anunciar os nomes oficialmente nesta quinta-feira [hoje].

O sr. cogitou contratar José Carlos Brunoro para ser o coordenador técnico?
Antes, eu quero dizer que ouvi que o Américo Faria [ex-supervisor] seria convidado. Não existe a menor hipótese de isso acontecer. Sobre o Brunoro, ele é um amigo, muito preparado, e eu gosto dele. Mas não está cogitado.

Por que o sr. extinguiu o cargo de diretor de seleções?
Primeiro, porque acho que um coordenador técnico já é suficiente para desempenhar essa função. Segundo, porque há uma limitação estatutária na CBF sobre o número de diretores. E quero criar uma diretoria de relações internacionais, para representar a CBF no exterior.

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Artigos
Os marajás do futebol brasileiro
postado em 29 de novembro de 2012

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A Pluri Consultoria divulgou mais uma pesquisa, e dessa vez detectou os maiores salários de treinadores do futebol brasileiro, e que demonstra a insanidade que tomou conta de nossos clubes, quando começam a ficar mais próximos dos praticados na Europa, com receitas muito menores do que as das entidades do Velho Continente.

Aos poucos estão formando uma bolha, mas contam com o governo federal que lava as mãos e não toma nenhuma providência, muito pelo contrário existe um forte lobby para o perdão dos débitos desses clubes, o que sem dúvidas seria um escárnio à população trabalhadora do país.

No topo da lista dos maiores salários temos Abel Braga do Fluminense, com R$ 700 mil mensais, seguido de Luxemburgo (R$ 600 mil); Muricy Ramalho (R$ 600 mil); Tite (R$ 600 mil);Dorival Junior (R$ 450 mil); Oswaldo de Oliveira (R$ 380 mil); Cuca (R$ 350 mil); Celso Roth (R$ 300 mil); Gilson Kleina (R$ 300 mil) e Ney Franco (R$ 300 mil).

Com tais dispêndios, o campeonato deveria chegar empatado, pois os técnicos teriam a obrigação de vencê-lo.

O dinheiro na mão é vendaval, e os cartolas se deliciam quando fazem tais pagamentos.

Felipe Scolari está fora da lista, desde que está inativo, mas ganhava R$ 700 mil do Palmeiras, e mesmo assim levou o clube a Segunda Divisão.

Os torcedores tem que cobrar vitórias, pois com salários como esses certamente nenhum outro resultado poderá ser aceito.

Os técnicos sao os Merlins do século XXI.

Quanta inconsequência.

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