Acontece
Fatalidade faz parte do esporte
postado em 29 de dezembro de 2013



          Foto histórica de Domício Pinheiro - O Estado de São Paulo - novembro de 1974.

Flagrante do chute de Anderson Silva -
Jayne Kamin-Oncea/USA Today Sports/Reuters


CLAUDEMIR GOMES

 

O apelo midiático do UFC é fantástico, fato que transforma os gladiadores do Século XXI em grandes celebridades. O mundo mudou, tudo mudou, mas o gosto da população pelo sangue continua o mesmo da antiga Roma, onde o público ia ao delírio ao ver homens lutando contra os próprios homens, ou se digladiando contra feras.

Nos dias de hoje temos inúmeros Coliseuns espalhados pelo mundo inteiro. O de Las Vegas/EUA, no Hotel MGM Grand, é o top de linha, onde tivemos o confronto entre o brasileiro Anderson Silva e o norte-americano, Cris Weidman.

A luta foi decidida por um lance bizarro, pouco comum nos octógonos, mas é rico em exemplos no futebol. Ao chutar o adversário, o brasileiro quebrou a perna. A riqueza de imagens captadas por diversos ângulos levou milhões de telespectadores à perlexidade.

Em novembro de 1974, num jogo do Campeonato Paulista - São Paulo x América - em São José do Rio Preto, o atacante sãopaulino, Mirandinha, quebrou a perna ao atingir o zagueiro Baldini. A imagem mais forte foi captada pelo fotógrafo do jornal - O Estado de São Paulo - Domício Pinheiro. Uma foto histórica que correu o mundo inteiro.

O UFC não é apenas um esporte de contato. É um esporte violento, cujo princípio é "quebrar" o adversário. Foi chocante ver, ao vivo, em tempo real, a perna do lutador se movimentar como um molambo. Mas numa modalidade esportiva como esta a fatalidade tem que ser encarada como um fato normal.

O clima de consternação que os apresentadores tentaram repassar, e a perplexidade da platéia me soam como hipocrisia. Afinal, o que se esperar de gladiadores senão sangue e quebra de ossos?.

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Final de ano sem alegrias e emoções
postado em 26 de dezembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O MERCADO DA BOLA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Nunca tivemos um final de ano tão morno com relação ao mercado da bola. 

O euforismo alienado dos dois últimos anos terminou esbarrando com uma realidade no final de 2013. Os clubes inviabilizaram os seus orçamentos, inclusive com folhas salariais infladas, com jogadores e treinadores ganhando R$ 600 mil, R$ 700 mil, fora dos padrões brasileiros, e acabaram esvaziando os seus cofres, sem condições de grandes saltos.

Este é o maior exemplo do amadorismo que comanda os nossos esportes. Os recursos cresceram, mas as suas aplicações foram desordenadas, e muitas vezes jogadas fora sem retorno dos investimentos.

Duvidamos que o dirigente do nosso futebol paguem salários europeus aos funcionários de suas empresas, como fazem nos clubes. Torrar um dinheiro que não é seu é muito fácil. 

Como resultado os balanços que começam a ser delineados, já dão sinais de altos prejuízos, numa demonstração de que gastaram mais do que arrecadaram. Os cartolas cometeram um equívoco que é imperdoável na economia, fizeram investimentos pensando em receitas futuras, e como essas não chegaram, a crise instaurou-se em alguns clubes mal planejados.

Exemplos temos muitos, e certamente a listagem seria extensa, mas o Vasco da Gama pode ser a referência para uma boa análise, e a sua situação atual está escancarada.

Por conta disso, algumas agremiações no final do ano começaram a mudar a maneira como estavam sendo administradas. Os treinadores de contratos milionários estão sendo substituídos por novos, com salários dentro de um padrão que possa ser atendido pelos seus orçamentos.

O mercado da bola está bem devagar. Os clubes não conseguem contratar, com raras exceções, e quando os fazem, são jogadores com direitos federativos livres, e que chegam apenas pelos seus salários, ou através de investidores, tornando-se barrigas de aluguel.

Um fato que deveria ser observado pelos dirigentes do futebol, na formatação de seus elencos, e para os compromissos que serão assumidos, é que o país irá crescer menos que 2013, que já foi pífio, e todas as previsões apontam para um PIB menor de que 2%.

Tudo aponta para isso, e o futebol ainda será mais afetado, desde que os recursos serão desviados para a Copa do Mundo, principalmente os dos patrocinadores.

O momento de aventuras desapareceu, e se desejam sobreviver, os nossos clubes terão que se adaptar a essa realidade, e sobretudo que possam contar com profissionais que entendam de planejamento, para adequá-los a um novo mercado que se aproxima.

O dinheiro fácil acabou, e a aplicação do existente tem que ser procedida com racionalidade, para que não haja a repetição dessa temporada, onde a grande maioria dos clubes terminou com o pires nas mãos.

Nada melhor do que uma boa política de pés no chão, e um trabalho de base correto, sem empresários.

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Otimismo para 2014
postado em 26 de dezembro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OTIMISMO PARA 2014


Flavio Prado - Blog ¨No mundo da bola¨.


Péssimismo é um mal terrível. As pessoas inteligentes aproveitam as más fases para crescerem. O ano de 2013 foi terrível para o futebol no Brasil. Verdade que a seleção ressurgiu deixando esperanças para a Copa do ano que vem. O torcedor do Cruzeiro também não tem motivos para reclamações . Mas e o resto?

Até o Atlético Mineiro que finalmente venceu uma Libertadores e jogando um bolão, terminou a temporada de forma patética dando um tremendo vexame no Mundial, perdendo de marroquinos e chorando sangue para ganhar de chineses.

O futebol paulista nunca foi tão pequeno. O Corinthians sumiu depois do ano mágico de 2012. O São Paulo flertou com a Série B e ainda fez aquele papelão na Sul-Americana tentando prejudicar um pequenininho e tomando um vareio dentro de casa.

O Santos se salvou porque nada se esperava dele. E perdeu Neymar. O Palmeiras subiu da Série B. Nada mais normal pela grandeza do clube. A pobre Portuguesa foi vítima de uma mutreta, que serviu para fechar o ano dentro da mediocridade que foi demonstrada nos jogos. Jogos feios e decisão em tribunal, sempre tendenciosa. Vergonhoso.

Falar das uniformizadas nem vale a pena. Essas não decepcionam nunca e no ano  que está acabando capricharam. Do assassinato do adolescente em Oruro  à briga de Joinville, elas mostraram do que são capazes acobertadas por poderosos canalhas. E aí eu falo em otimismo. Falo sim.

Teve o Bom Senso FC. Temos eleições em 2014 e podemos nos livrar de muitas porcarias, que infernizam nosso futebol faz tempo e o nível técnico em campo foi tão deprimente, que dificilmente será repetido. a seleção pode ganhar mais uma Copa. Por tudo isso vejo bons fluidos em 2014. Acreditar é preciso e pessoas de boa fé e inteligentes, como já citei, aprendem com os piores momentos.

Esperemos que surjam pessoas de boa fé e inteligentes no nosso futebol na próxima temporada.

* Flavio Prado é jornalista da Gazeta Esportiva, da Jovem Pan, e apresentador do Programa ¨Mesa Redonda¨, da TV Gazeta.

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Audiência do Brasileiro caiu em 2013
postado em 26 de dezembro de 2013

ERICH BETING e RODOLFO GOMES - Da Máquina do Esporte


O fim do Campeonato Brasileiro de 2013 marcou o segundo ano consecutivo em que os clubes paulistas não entraram na disputa pelo título. Com isso, de acordo com o levantamento feito pelo núcleo de pesquisa da Máquina do Esporte, mais uma vez a média geral de audiência da competição caiu.

Em 2012, o torneio nacional chegou ao fim com a média de 22,2 pontos de audiência, somando os resultados de Ibope da Rede Globo e da Rede Bandeirantes. Já em 2013, a média final da competição caiu para 21,8 pontos.

A queda mais significativa aconteceu na Band, que viu a sua média cair de 5,1 pontos, em 2012, para 4,8, em 2013. Já a média geral da Globo caiu apenas um décimo, de 17,1 para 17 pontos. 

A audiência mais alta do campeonato na Globo foi obtida no clássico entre Santos e Corinthians, que aconteceu no dia 7 de agosto. A partida rendeu 24 pontos à emissora carioca. Já as piores médias aconteceram em dois jogos também do Santos, diante de Grêmio e Cruzeiro, que renderam apenas 12 pontos. 

Na Band, a melhor média aconteceu no dia 13 de outubro, no clássico entre São Paulo e Corinthians. A emissora paulista anotou sete pontos na ocasião. Já a pior média da emissora foi de quatro pontos, audiência que se repetiu em 12 das 38 rodadas da competição. 

Cada ponto no Ibope é equivalente a 61.952 domicílios sintonizados. Os dados da medição consideram apenas a audiência de São Paulo, região de referência para o mercado publicitário.

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Acontece
Indy processa a Band
postado em 23 de dezembro de 2013

ERICH BETING -Da Máquina do Esporte


A Indy Racing League (IRL) decidiu processar o Grupo Bandeirantes pelo fim da São Paulo Indy 300, prova de corrida de rua que fazia parte do calendário da temporada da Indy. Em setembro passado, a Band decidiu cancelar a organização da prova, alegando falta de recursos para manter o evento. 

No último dia 12 de dezembro, a Indy deu entrada com um processo na corte de Indiana, alegando quebra de contrato, no processo de número 1:2013cv01968. A Band havia assinado acordo para promover a etapa de São Paulo até 2016 com a IRL.

Os três advogados que representam a entidade esportiva cobram indenização da Band pelo prejuízo causado à Indy com o cancelamento da etapa brasileira. A Band não quer se pronunciar sobre o assunto. O investimento feito pela empresa a cada ano para realizar a prova é de cerca de R$ 15 milhões.

O fim da etapa brasileira da Indy coloca um freio nas pretensões da IRL de expandir para o país a categoria. Tendo como principal patrocinadora a Apex, agência de promoção brasileira no exterior, e usando o etanol como combustível, a Indy tem no mercado nacional seu principal financiador. 

Em 2014, a temporada foi confirmada com 18 provas. O Brasil não faz mais parte do calendário

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