Campeonato Pernambucano
Por um clássico emocionante
postado em 31 de maro de 2013

CLAUDEMIR GOMES


A rivalidade entre Náutico e Santa Cruz é bem mais amena que a alimentada por tricolores e alvirrubros em relação ao arquiinimigo Sport. Eis a razão pela qual o Clássico das Emoções leva os torcedores a terem comportamentos bem mais racionais do que os observados nos confrontos que envolvem o clube rubro-negro.

O fato, no entanto, não quer dizer que os jogos entre os times dos Aflitos e do Arruda sejam menos emocionantes, pelo contrário, sem o excesso de pressão que vem das arquibancadas, a tendência é os jogadores se sentirem mais soltos, por conseguinte, produzem mais.

Não foi por acaso que o confronto - Náutico x Santa Cruz - foi rotulado, e isso já faz muito tempo, de Clássico das Emoções. Especificamente, na edição deste domingo, vão ser testados o melhor ataque e a melhor defesa. O Náutico marcou 30 gols em 8 partidas do returno, o que lhe dá uma média de quase 4 gols por jogo. A defesa tricolor só foi vazada 5 vezes. Por outro lado, o ataque coral não tem sido tão eficiente, fato que pode ser atribuído ao jejum do artilheiro Denis Marques.

A qualidade técnica, o acerto e o momento do Náutico são melhores, mas o Santa Cruz pode surpreender através do posicionamento tático, fato que ocorreu com o Sport quando venceu o time alvirrubro no primeiro clássico do Estadual.

Num clássico como este a margem de erros é diminuída quando os times procuram ser eficientes na execução do básico. Uma regra simples, mas quando posta em prática pode transformar o jogo num clássico histórico.

ÚNICO - Tal como aconteceu com o clássico entre Sport e Náutico, este confronto do Náutico com o Santa Cruz, neste domingo, pode vir a ser o único entre tricolores e alvirrubros na temporada 2013. Coisas de um modelo de campeonato que só foi convincente para os seus criadores. Lamentável.

leia mais ...

Artigos
A farsa da prestação de contas
postado em 31 de maro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, A FARSA DA PRESTAÇÃO DE CONTAS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Uma das coisas mais bizarras que temos no futebol brasileiro está relacionada à aprovação de contas das entidades que o administram, assim como dos clubes profissionais.

Não existe a menor transparência, sendo entregue um prato feito, na sua totalidade aprovado por unanimidade, para um colegio reunido que não representa 25% dos seus componentes.

Tivemos no dia 15 desse mês de março a aprovação de contas da Federação Pernambucana de Futebol, com uma Assembleia legalmente convocada, e com a participação de poucos filiados, sendo a maioria das Ligas e dos clubes amadores da capital.

Presidida por João Antonio Moreira, presidente do América,  nenhum dos participantes solicitou explicações sobre o que estava sendo apresentado nas poucas folhas de papel que lhes foram mostradas.

O mais grave é que posteriormente à referida aprovação, durante a semana, os clubes que não participaram, assinaram a lista de presença e a Ata da Assembleia, que na verdade é uma rotina em todo o país, e Pernambuco não é uma exceção.

Trata-se de uma total subserviência a um processo incorreto, desde que se não estava presente no momento da reunião nenhum dos filiados poderia dar um ''aprovo'' ao que não viram.

Ficam depois com comentários paralelos criticando alguns detalhes que viram no Balanço, o que de nada vale, pois os questionamentos deveriam ser feitos quando da sua apresentação para a devida discussão.

Aprovam o que não viram, não sabem da realidade, e dão um carimbo cartorial a algo que poderia estar errado, e que passa despercebido por todos.

Esse sistema acontece há um bom tempo, e nenhum clube filiado tem o discernimento de solicitar a documentação antes da Assembleia para verificar se essa está dentro dos padrões exigidos, e alguns cometem um crime, quando assinam a Ata sem estarem presentes a reunião.

Solicitar documentos é uma obrigação de cada um e não representa desconfiança de quem quer que seja, e sim uma medida cautelar de não se aprovar o que pode legalmente está errado.

Não há salvação para o nosso futebol, desde que os  acúmulos de erros são gritantes, e entre eles esse tipo de aprovação de contas, procedido sem nenhum debate, sem pedido de informações, e sobretudo com uma submissão para não contrariar o poder dominante.

Nos governos temos o Tribunal de Contas da União e dos Estados para procederem com a análises dos seus gastos, mas nas Confederação, Federações e Clubes, os seus Conselhos Fiscais são formados por pessoas pertencentes ao poder, amigos e camaradas que nunca irão se contrapor ao que está sendo apresentado.

O retrato do atual futebol tem muita coisa por conta desses procedimentos não institucionais.

leia mais ...

Artigos
MMA e o glamour da violência
postado em 31 de maro de 2013

JAIR RASO(*) - FOLHA DE SÃO PAULO


O cigarro já teve a sua época de glamour, associado a grandes estrelas do cinema e a intelectuais. Hoje, o prestígio é da violência e as celebridades no Brasil são os atores das Artes Marciais Mistas (MMA). Wanderlei Silva, Anderson Silva, Rodrigo e Rogério Minotauro fazem publicidade, aparecem em programas de auditório e, o que é pior, inspiram o comportamento de milhares de pessoas, sobretudo jovens.

Pode-se chamar de arte ou esporte algo que lembra as "rinhas de galo" ou as lutas de gladiadores no império romano?

Além da violência inspirada por essas lutas, há o mal que elas causam à saúde dos lutadores. Dustin Jenson, lutador de MMA, morreu seis dias após sofrer uma lesão no cérebro durante uma luta em maio de 2012, nos Estados Unidos. O lutador de boxe brasileiro Maguila é um exemplo do portador de doença relacionada à luta: tem quadro de demência atribuído aos repetidos traumatismos cranianos sofridos durante sua carreira de lutador.

Há mais de 30 anos, a neurocirurgia fez uma série de estudos que mudou os paradigmas do diagnóstico e tratamento do traumatismo crânio-encefálico.

Grande parte desses estudos foi feita em animais. No entanto, os mais impressionantes foram aqueles realizados por meio da observação de vídeos dos nocautes nas lutas de boxe. O movimento da cabeça em cada golpe determina a gravidade da lesão no cérebro. Para que o boxeador vá a nocaute, ou seja, para que entre em coma, é necessário que o golpe sofrido faça um mecanismo de torção em seu pescoço, com os neurônios perdendo momentaneamente grande parte de suas conexões com o corpo.

Os estudos esclareceram os conceitos de lesão axonal difusa, amnésia lacunar e do coma de origem traumática. Quando um lutador é nocauteado, ele sofre uma lesão axonal difusa, que pode ser fisiológica ou anatômica. A última pode deixar danos irreversíveis.

A amnésia lacunar é a perda da capacidade de se lembrar de eventos que sucederam o traumatismo. Houve casos de lutadores que não se lembravam de um ou dois rounds numa sequência de luta em que caíram, mas conseguiram se recuperar. Um lutador sequer se lembrava se havia ganhado ou perdido determinada luta.

Em longo prazo, traumas repetidos no encéfalo podem provocar demência ou outros tipos de doença, como a Doença de Parkinson. Muhammad Ali (Cassius Clay), uma lenda do boxe internacional, é um dos exemplos.

O UFC (MMA), verdadeiro vale-tudo, é uma versão mais popular do boxe. Mas os mecanismos de agressão ao cérebro são os mesmos. Sequelas definitivas em seus praticantes também não são incomuns. Apesar disso, anunciadas com estardalhaço e assistidas por milhões de pessoas, as lutas garantem investimentos milionários nesse tipo de esporte.

Nesse aspecto, os animais estão mais bem protegidos. A Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada em 1978 pela Unesco, abomina toda forma de maus tratos de animais para divertimento dos homens. No Brasil, o governo Jânio Quadros proibiu as rinhas de galo e até hoje são caso de polícia. Os trabalhos sobre traumatismo crânio-encefálico tendo animais como modelos praticamente desapareceram.

Passa da hora da Declaração Universal dos Direitos Humanos fazer algo semelhante com essas estúpidas lutas, como o boxe e o UFC, versões de verdadeiras roletas russas. Não deveriam fazer parte do que consideramos esporte. Afinal, esporte é atividade relacionada à saúde e não à doença.

E além disso, para que fomentar mais violência em um mundo cada dia mais violento?

leia mais ...

Artigos
O programa sócio-torcedor do Flamengo
postado em 28 de maro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O PROGRAMA DO SÓCIO-TORCEDOR DO FLAMENGO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Há um bom tempo que estamos postando artigos sobre o Programa Sócio-Torcedor, por o considerarmos como um dos mais importantes para a vida financeira dos clubes.

Temos excelentes exemplos, e entre esses os dos clubes gaúchos Internacional e Grêmio, além do Corinthians, Coritiba e, o mais recente do grupo, o Cruzeiro.

Na última terça feira, o Clube de Regatas Flamengo apresentou o seu programa Sócio-Torcedor, que se chamará ¨Nação Rubro-Negra¨, e terá seis níveis de adesão: os planos Raça, Raça , Amor, Amor , Paixão e Paixão . O mais barato é o Raça, com a mensalidade de R$ 39,90. O Raça custará R$ 69,90; o Amor, R$ 99,90; o Amor , R$ 129,90; o Paixão, R$ 159,90  e o Paixão , terá a mensalidade de R$ 199,90. 

Existem prioridades entre os planos e os mais caros levam a vantagem na primazia da compra dos ingressos, e depois a venda vai sendo liberada para os membros de cada um dos planos. 

Membros dos quatro planos mais caros têm direito por um valor de R$ 30 mensais, e acrescentar dependentes nos planos e comprar ingressos também para esses, e o número será de acordo com cada plano, e o Paixão pode indicar até  três dependentes.

A novidade maior do programa é o cartão-ingresso. Servirá como identificação do associado e também servirá de acesso aos jogos do clube.

A compra do ingresso será através de um site especial, e o cartão será carregado automaticamente. Ao chegar no estádio, bastará passar o cartão da catraca.

As filas irão desaparecer, as bilheterias ficarão vazias. Um progresso.

Além disso, o programa contempla descontos em produtos e serviços relacionados ao projeto da Ambev.

A previsão de receitas do Flamengo é de R$ 200 milhões no primeiro ano, e R$ 600 milhões quando do amadurecimento do programa.

O sócio-torcedor é sem dúvida um dos mais importantes pontos para a recuperação das finanças dos clubes, e sobretudo a garantia de bons públicos nos estádios.

Que os nossos clubes acordem e possam também trabalharem em projetos como esses, que além de recursos financeiros, livrarão as agremiações das torcidas organizadas.

Junta-se, assim, o útil ao agradável.

leia mais ...

Artigos
Quem vai pagar a conta?
postado em 28 de maro de 2013

PAULA CESARINO COSTA - FOLHA DE SÃO PAULO


Mais surpreendente do que o próprio fechamento do Engenhão -menos de seis anos depois de sua inauguração- é o que se anuncia como inevitável. Tudo indica que mais dinheiro público será colocado numa obra que já custou seis vezes a previsão inicial.

O Estádio Olímpico João Havelange, bela obra arquitetônica encravada no bairro de Engenho de Dentro, zona norte, é visível de longe e do alto. Principal legado dos Jogos Pan-Americanos de 2007, tem uma história de malfeitos, da construção à concessão. A novela é rocambolesca.

O valor inicial era R$ 60 milhões. Custou R$ 380 milhões. A data prevista para a entrega era o final de 2004. Ficou pronto em 2007, só duas semanas antes dos Jogos. Houve três licitações, dois consórcios executantes, várias empreiteiras trabalhando.

Uma delas, a Delta, alegou que não tinha tecnologia para fazer a junção da cobertura. Sobrou para a OAS-Odebrecht. Anos depois, a Delta estaria no centro de escândalo com bicheiros, corrupção e licitações arranjadas. Desde 2007, a prefeitura tem recebido relatórios sobre problemas estruturais. Há cerca de dois anos, Eduardo Paes descartou riscos.

Em 2010, o então diretor do BNDES Elvio Gaspar disse: "Queremos evitar que os estádios se transformem em um estorvo para as cidades. Não podemos repetir o Engenhão".

Estorvo é o que os torcedores enfrentam no entorno do estádio sem infraestrutura alguma. Tragédia é o que pode ter sido evitado com a interdição. Mas escândalo é o termo mais adequado para o que virá.

A prefeitura ainda não sabe se "houve problemas de projeto ou de execução". Só depois será decidido "quem vai pagar a conta". Alguém desconfia? Algum agente público ou empresário vencedor de licitação de milhões de reais será responsabilizado? Quem vai ressarcir os cofres públicos? Respostas mais soltas do que a cobertura do Engenhão.

leia mais ...