Brasileiro Série B
"Se o campeonato terminasse hoje..."
postado em 31 de maio de 2015

CLAUDEMIR GOMES

 

Se vivo estivesse, o radialista, Mané Queiroz, que era um show a parte no plantão esportivo da Rádio Jornal do Commercio, por certo teria dito: "Se o Brasileiro da Série B terminasse hoje o Náutico estaria com seu acesso assegurado para disputar a Série A em 2016, enquanto o Santa Cruz estaria caindo para a Série C". Mané fazia este tipo de análise ao final de cada rodada, independente se o campeonato estivesse no princípio, no meio ou no fim.

Naturalmente que é prematuro fazer previsões, tampouco definir tendências. Afinal, de um total de 38 rodadas foram disputadas apenas 4, fato que nos leva a ter a certeza de que o cenário da competição será alterado muitas vezes.

Com 10 pontos ganhos, o Náutico do técnico Lisca segue invicto na competição, onde ocupa a terceira colocação. Teve chance e criou oportunidades para construir uma vitória sobre o Sampaio Correia, mas o empate de 1x1 lhe mantém entre os times de melhor aproveitamento neste início de disputa.

A metamorfose do alvirrubro pernambucano é um exemplo claro e atual de que no futebol não existe verdade absoluta. Antes de a bola rolar no Brasileiro o clube se via no epicentro de uma crise administrativa e não existiam previsões otimistas em relação ao seu futuro na Série B. Por sorte, a maioria dos reforços recrutados pelo treinador deu liga. O time acertou o passo e manteve o compasso com o crescimento de jogadores que vão se transformando em protagonistas. O grupo readquiriu a auto-estima e para que seu crescimento seja sustentável na longa caminhada, precisa apenas qualificar o seu setor ofensivo para que se torne mais letal.

O sucesso momentâneo do Náutico não chega a ser uma garantia de acesso, mas é um indicativo inconteste de que o trabalho ora desenvolvido por Lisca está no rumo certo. O time está encaixado, e quando isso acontece tudo parece conspirar a favor. O desafio é fechar o vestiário para evitar que a empolgação da arquibancada chegue aos jogadores.

Escudado no título de campeão pernambucano, o Santa Cruz iniciou sua participação na Série B creditado a conquistar uma das vagas de acesso. Mas o estadual não pode ser tido como parâmetro para a competição estadual. E este foi o grande equívoco dos tricolores, que esqueceram das dificuldades vivenciadas no Pernambucano, uma competição de nível técnico baixíssimo. Se por um lado o Náutico somou pontos em todos os jogos, o Santa Cruz só conseguiu uma vitória, resultado que chegou a lhe aproximar da zona de acesso. Contudo, as duas derrotas na sequência levaram o Tricolor à zona de queda. O raciocínio é o mesmo, ou seja, esta situação não é definitiva para o Santinha, que tem tempo e muitas possibilidades. Mas é bom não desviar a atenção da distância o que o separa do coirmão, que no momento é referência de sucesso nesta edição da Série B.

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Futebol Brasileiro
O silêncio dos cartolas
postado em 31 de maio de 2015
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O SILÊNCIO DOS CARTOLAS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Separamos algumas frases que servirão para ilustrar esse artigo, sobre o silêncio dos cartolas brasileiros com relação ao segundo escândalo no Circo do Futebol em menos de cinco anos.

Abraham Lincoln, o 16º presidente dos Estados Unidos, e um dos maiores de sua história, afirmou que: ¨Pecar em silêncio, quando se deve protestar, transforma os homens em covardes¨.

Um dos mais importantes escritores da história da humanidade, William Shakespeare, nos deixou uma outra frase marcante sobre a covardia: ¨Os covardes morrem várias vezes antes de sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez¨.

Uma terceiro personagem que deixou também a sua marca na história do mundo, Mahatma Gandhi, disse que: ¨O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não¨.

O que estamos assistindo no futebol brasileiro é a repetição de acontecimentos de anos atrás, e que nunca foram investigados, ninguém foi punido, e somente agora, por causa da uma investigação vinda dos Estados Unidos, é que aconteceu algo, levando um ex-presidente da CBF à prisão.

O silêncio quase sepucral dos dirigentes dos clubes do futebol brasileiro é de uma covardia que extrapola tudo que possa ser de racional.

O buraco é profundo e todos desviam os seus olhos, alguns por motivos óbvios, outros por covardia explícita, como se nada tivesse acontecido.

Só está faltando uma visita ao atual presidente Marco Polo Del Nero, para prestação da devida solidariedade, repetindo o que foi feito com relação ao fugitivo Ricardo Teixeira.

O bonde da história está passando, e a hora de participar de sua viagem é essa, mas está trafegando nas portas dos diversos clubes do país, sem que nenhum personagem faça o sinal para que o motoneiro possa parar para recebê-lo.

Será que os nossos dirigentes ainda não entenderam o mar de lama em que estão dando as suas braçadas, com um esporte perdendo a sua credibilidade, quando a sua entidade maior tornou-se o centro da corrupção?

Uma das maiores virtudes do ser humano é a coragem, e essa está faltando aos que fazem o futebol brasileiro, que já deveriam ter se pronunciando sobre tais acontecimentos, mas preferem um silêncio que dá sem dúvidas o consentimento.

Todos serão tragados pelo vendaval que se aproxima, e que vem sendo urdido nos bastidores, onde federações, clubes, agentes, empresas de marketing serão arrastados, e no final não restará pedra sobre pedra.

A atuação dos responsáveis pela existência do futebol, que são os clubes, seria fundamental para que o processo de restauração do futebol nacional enfim chegasse, mas o medo ou a covardia estão tolhendo essa possibilidade.

Uma CPI é um furacão. Sabe-se como começa, e nunca como termina, e os clubes deveriam antecipar-se à essa para que possam em conjunto traçar um novo futebol brasileiro.

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Copa 2014
Os alimentos que foram mais consumidos
postado em 20 de maio de 2015

MAQUINA DO ESPORTE - ERICH BETING


Quais os alimentos o torcedor consome quando vê um jogo da Copa do Mundo? A resposta a essa pergunta motivou campanhas publicitárias da indústria de alimentos no último ano no Brasil.

Aplicativo usado para contar calorias, o MyFitnessPal conseguiu responder parte dessa pergunta dentro de um universo de cerca de 1 milhão e meio de usuários que possuem o aplicativo no país.

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Um levantamento feito pelo aplicativo a partir dos dados enviados pelos usuários mostra que pipoca e linguiça foram os alimentos mais ingeridos nos dias dos jogos da seleção brasileira. A pipoca, aliás, teve um salto de 118% no consumo, graças ao Mundial e, também, às festas juninas.

No dia 28 de junho, quando o Brasil ganhou nos pênaltis do Chile, pelas oitavas de final, aumentou sensivelmente o consumo de churrasco. O motivo? O jogo foi num sábado, na única partida no final de semana disputada pela seleção até então.

Já o consumo de Brahma e Coca-Cola aumentou sensivelmente. O consumo total de cerveja cresceu 61% entre os usuários. A Brahma cresceu 24% entre eles. O de Coca-Cola saltou 35% durante o mês do Mundial.

Em três ocasiões os torcedores tomaram mais cerveja do que refrigerante. A primeira, na partida de abertura do Mundial. As outras duas, nos únicos jogos no fim de semana: o duelo contra o Chile e a disputa de terceiro lugar, contra a Holanda. Esse jogo, o primeiro após a goleada alemã por 7 a 1, foi o que menos teve consumo por parte dos torcedores. 

Veja abaixo alguns dados do infográfico feito pela MyFitnessPal:


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Brasileiro Série B
Náutico vence e Lisca "fresca"
postado em 20 de maio de 2015

Técnico roubou a cena na vitória por 2x0 sobre o Criciúma fazendo a mais dança do futebol pernambucano. Foto: Guga Matos / JC Imagem

Foto: Guga Matos - JC/Imagem - Blog do Torcedor


CLAUDEMIR GOMES

 

E Lisca "frescou" para Neto Baiano. O técnico do Náutico não perdoou o seu desafeto, que ano passado, deitou e rolou em gozações quando defendia o Sport. A vitória - 2x0 - do Náutico sobre o Criciúma, ontem à noite, na Arena Pernambuco, foi motivo mais que suficiente para o treinador reger o coro da torcida que celebrava um momento ímpar do time alvirrubro no Brasileiro da Série B, onde aparece como líder com 100% de aproveitamento.

O fato de o goleiro do Náutico, Júlio César, ter sido apontado como um dos melhores jogadores em campo, por conta de suas boas defesas, mostra que a vitória dos comandados de Lisca foi suada, motivo que levou os torcedores a extravasarem nas comemorações.

Futebol é isso. É o momento. Numa competição que dura sete meses os clubes vivem bons e maus momentos. O Náutico está voando em céu de brigadeiro, ainda não encontrou nenhuma turbulência pela frente. Naturalmente que o percurso não será todo dessa forma, mas enquanto estiver tudo azul, sem nuvens ameaçadoras, o comandante tem todo o direito de dançar e festejar. Afinal, nunca na história do Brasileiro o Alvirrubro dos Aflitos teve um início de competição tão positivo.

Os pessimistas hão de lembrar que o time carece de muitos acertos. Verdade. Igual a todos os outros que disputam esta edição da Série B. Todo o início de campeonato mostra as equipes em processo de reestruturação. Os estaduais não servem como parâmetros para o Brasileiro, e os clubes procuram qualificar seus elencos com a disputa em curso. O fato é que o Náutico está bem e pronto. Ninguém sabe o que acontecerá no futuro, pois o futebol não é uma ciência exata, e nele não existe verdade absoluta.

A sequência de vitórias é imperativa. Qualquer que seja o adversário, em qualquer lugar que venha a ser disputado o jogo, o Náutico será visto e respeitado como o líder.

É! O time de Lisca está de posse da bola, e a ordem é manter essa vantagem o máximo que puder. É assim que se consegue sucesso numa maratona de 38 jogos.

"N-A-U-T-I-C-O; N-A-U-T-I-C-O, Náutico, Náutico, Náutico..." Que bonito é ver um coro de mais de cinco mil alvirrubros entoando este grito de guerra no estádio. 

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Brasileiro Série A
A maldição do número 87
postado em 18 de maio de 2015


CLAUDEMIR GOMES

 

1987 é um ano que não acabou para os torcedores do Sport e do Flamengo, razão pela qual, o jogo disputado neste domingo pelos dois times rubro-negros teve contornos de dramaticidade, e levou a torcida pernambucana a se satisfazer com o placar de 2x2, após ver o Leão abrir uma vantagem de dois gols sobre o arquiinimigo.

É inevitável: sempre que Sport e Flamengo vão medir forças os "fantasmas" de 87 são evocados. E a pendenga de um título que foi conquistado nos tribunais acirra uma rivalidade que nasceu há 28 anos, e segue alimentando uma discórdia sem fim. Naturalmente que o futebol não ganha com isso, mas também não é correto afirmar que seja uma rivalidade malfazeja. Diria que apimenta os confrontos, mas não interfere nos resultados. Afinal, os protagonistas de hoje não são os mesmos que estavam em campo em 87. A maioria deles sequer era nascida. O restante eram crianças.

Flamengo e Sport disputaram um jogo de baixo nível técnico, similar aos outros nove confrontos que marcaram a segunda rodada do Brasileiro da Série A. Os dois rubro-negros não foram melhores, nem piores, que os outros times. Estiveram dentro da média. O diferencial do jogo disputado no Maracanã foi à áurea de 87. É como se estivessem disputando o jogo que não aconteceu naquele ano. E para que o episódio ocorrido há quase três décadas não passasse despercebido para os desavisados, Diego Souza foi a campo com a camisa 87. Aliás, desde que aportou na Ilha do Retiro que ele usa tal número na camisa. Uma provocação estudada, planejada, e que no final de semana surtiu o efeito desejado.

A primeira parte do jogo foi marcada pelo equilíbrio, a ponto dos goleiros, Paulo Vitor e Magrão terem sido pouco exigidos nos 45 minutos iniciais. Numa das poucas jogadas bem trabalhadas pelo ataque o Sport, o atacante Joelinto sofreu falta dentro da área. Azar do Mengo. O camisa 87 do Sport se encarregou da cobrança e foi implacável na marcação do gol que lavou a alma dos leoninos.

Naturalmente que o técnico do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo, não iria digerir a vantagem parcial do Sport com naturalidade. Fez duas mudanças no intervalo do jogo, colocou o time pra frente, mas foi surpreendido com o segundo gol do Sport. A ampliação do placar levou os leoninos a darem um passo atrás, fato que levou o time carioca a marcar o primeiro gol.

A sete minutos do final um outro fato veio ressaltar o número 87. O goleiro Magrão, do Sport, se machucou numa defesa que fez em dois tempos. Apesar do esforço e das tentativas, não conseguiu permanecer em campo. Como o Sport já havia feito às três substituições a que tem direito, Diego Souza assumiu a responsabilidade de ir para o gol. Vestiu a camisa um de Magrão, mas por baixo, como se fosse sua segunda pele, estava a camisa 87. Não teve culpa no gol do empate do Flamengo. No último lance da partida, fez uma defesa à lá Magrão, evitando que o adversário virasse o placar. Para os rubro-negros do Sport, um empate heróico. Para os rubro-negros do Flamengo, mais um efeito da maldição do número 87.   

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