JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
A nossa mÃdia trata o projeto
imobiliário do Sport como projeto de sua Arena, só que essa é o
engodo para enganar os associados do clube, visto que, o que conta
na realidade são os famosos espigões de concreto que pretendem
edificar na Ilha do Retiro.
Quanto mais nos aprofundamos nos assuntos da Arena do Palmeiras, cujo modelo é igual ao que desejam implantar na área do rubro-negro pernambucano, ficamos mais convictos que devemos alertar os sócios do clube dos riscos que irão enfrentar, caso esse projeto seja aprovado.
São tantos os imbróglios entre a investidora e o o clube alviverde de São Paulo, que certamente as decisões irão bater nos tribunais.
Até hoje não conseguimos entender como a Prefeitura do Recife conseguiu encaminhar esse projeto imobiliário para a Comissão de Controle UrbanÃstico, quando não existem escrituras da área, a não ser uma da década de 30, quando da aquisição do terreno do atual estádio, e com o agravante, a de não ter ouvido a Secretaria do Patrimônio da União, que detém quase 60% da área total que abriga o clube.
O mais estranho é que vivemos um problema sério de mobilidade, que vem sendo discutido em todo o paÃs, e, em especial, em nosso estado, e como erguer um projeto imobiliário em uma área que hoje já está saturada e sem grandes opções de locomoção.
Só a nossa edilidade poderá responder.
A vizinhança da Ilha do Retiro foi ouvida para responder sobre o impacto que sofrerá?
São fatores que pesam contra esse empreendimento além do risco de destruição do patrimônio de uma entidade centenária, e que terá um dono por 30 anos, e essa apenas como recebedora de taxas a serem pagas pelo seu novo proprietário.
Pelo menos no meio desse Conselho, algumas cabeças sensatas apareceram e verificaram que os problemas que estamos citando irão afetar a mobilidade do local, e solicitaram mais tempo para uma análise detalhada do projeto.
O Instituto do Recife, o Instituto dos Arquitetos do Brasil/PE, o Conselho de Arquitetura e Ubanismo e o Sindicato de Engenharia, mostraram mais competência no trato do assunto do que a edilidade que é a responsável maior pela mobilidade a acessibilidade dos seus munÃcipes.
Esperamos que essas entidades analisem devidamente o projeto, e vejam que a perda de uma área verde de quase dois hectares dará lugar ao concreto, e deixará de absorver as águas que caem durante as chuvas, ocasionando sérios problemas na região.
O mais estranho neste processo é a atitude da Secretaria do Patrimônio da União, que é a defensora e fiscalizadora do Patrimônio Público, que continua inerte com relação ao assunto.
Há três meses solicitamos desse órgão uma Certidão sobre a área do Sport, de conformidade com a atual legislação brasileira, que permite que tais pedidos sejam atendidos, e não recebemos uma única resposta, obrigando-nos a ingressar na Justiça Federal, objetivando que fosse determinada a entrega da documentação, feito esse que foi atendido, sendo concedido o prazo de 15 dias para que o órgão público entregue os documentos solicitados.
Ainda bem que temos uma Justiça atuante em nosso paÃs, que certamente nos dias de hoje é o único caminho para dirimir as pendências, desde que o poder público há muito vem sendo contaminado pelas influências dos poderosos.
Certamente os órgãos que pediram para analisar o projeto, o farão de acordo com o bom nÃvel dos seus técnicos, e que tenhamos uma solução final favorável à sociedade que já cansou de ser atropelada por fatos iguais a esses do projeto imobiliário do Sport.
Essa história da Arena é apenas a manteiga no focinho do gato. O resto é história para boi dormir.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








