Brasileiro Série A
O futuro incerto do Sport
postado em 06 de agosto de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Ontem a noite, quando deixava a Ilha do Retiro, após comentar o empate (1x1) do Sport com a Chapecoense para a Rádio Clube = 720AM = um funcionário do clube se aproximou e foi curto e grosso na sua pergunta: "Este time sobrevive na Série A, ou vai cair?".

Antes de qualquer resposta, prosseguiu: "Não vemos uma jogada ensaiada; não se faz nenhuma triangulação. Não vejo nada que me faça pensar de forma otimista".

E se retirou sem demonstrar nenhum interesse sobre minha opinião. Deduzi que sua necessidade de desabafar, externar seu descontentamento pelo que testemunhou durante 90 minutos, era imperativa naquele momento.

Na verdade, a reação daquele funcionário e torcedor, teve o efeito de um referendo ao comentário que acabara de fazer, que teve como mote a desqualificação do elenco que o Sport montou para disputar a edição 2018 do Brasileiro da Série A.

Não quero isentar o técnico, Claudinei Oliveira, de culpa. Observo que ele tem muita dificuldade em definir as funções certas para determinados jogadores. Acaba prejudicando o individual e o coletivo. Mas não acredito que existe, disponível no futebol brasileiro, um treinador que consiga mostrar eficiência com o grupo de profissionais que ora representam o Sport.

A indagação que me foi feita pelo funcionário e torcedor, sobre a probabilidade de queda, me levou, de imediato a traçar um paralelo com o elenco com o qual o Sport encerrou a temporada 2017, e, por pouco não foi rebaixado para a Série B. Não precisei me esforçar muito numa comparação de valores. Tomei por base apenas volantes: Anselmo, Rithely, Patrick. É notório que não houve nenhum cuidado com a qualidade na reposição de peças.

É impossível ter bons sentimentos em relação ao futuro do clube na Série A, com o futebol que vem sendo praticado pelos comandados de Claudinei.

O treinador se queixou do comportamento da torcida nas arquibancadas. Protestos são válidos, e até necessários. Funcionam como gritos de alerta. Mas que este ano não ecoaram na Ilha do Retiro. Os atuais gestores são mestres em cometerem erros grotescos.

Quinta=feira, ouvi, um dos novos dirigentes do futebol do Sport, tecer várias críticas ao quadro de funcionários. Disse que o clube estava cheio de profissionais, velhos, viciados e que se comportavam como pseudos donos. Enfim, deixou a entender que, o insucesso da gestão do presidente, Arnaldo Barros, se deve muito ao quadro de funcionários. Disse ainda que, cada setor do clube era liderado por uma facção política.

Não sei o que é mais aterrorizante: ouvir tal depoimento de um dirigente, ou assistir uma apresentação do time rubro=negro com esses jogadores.    

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Brasileiro da Série C
Metamorfose alvirrubra
postado em 05 de agosto de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

A metamorfose alvirrubra na Série C é um dos fatos mais relevantes do futebol pernambucano nos últimos meses. Não queremos, com tal afirmativa, tirar o valor do título pernambucano, conquistado após 14 anos de espera. Os dois feitos ratificam 2018 como o ano do Náutico, que terá na reabertura do Estádio dos Aflitos, a cereja do bolo para brindar uma temporada de grandes conquistas.

Deixar a zona de rebaixamento, e ocupar a primeira posição do grupo na tabela de classificação, num salto comum aos grandes cometas, ainda não assegurou o returno do time alvirrubro à Série B, mas deixou a torcida alvirrubra esperançosa de que tal feito é possível, coisa inimaginável antes da chegada do técnico Márcio Goiano.

A decisiva vitória sobre o ABC, em que pese os sustos tomados no primeiro tempo, quando a equipe do Rio Grande do Norte construiu três chances reais de gol, duas em cobranças de falta, devolveu a autoestima do grupo que, nos jogos anteriores foi ao êxtase nos últimos minutos, quando aconteceram gols salvadores.

Levanta=te e resolve!

Eis a ordem que vinha das arquibancadas para o craque Ortigoza, que somente no entendimento do treinador deveria figurar no banco. E, como se fosse regra, ele entrou em campo e resolveu. Marcou o primeiro gol da vitória (2x0) que carimbou o passaporte alvirrubro para a próxima fase da competição. A partir daquele momento determinante o Náutico passou a jogar com inteligência: os jogadores que estavam pendurados forçaram o recebimento dos cartões e, dessa forma, o time chegar inteiro, com sua força máxima disponível para o mata, mata, que definirá quais os clubes que terão acesso à Série B no próximo ano.

A mudança na forma de disputa é um desafio a mais para os oito clubes que estarão envolvidos no mata, mata. A disputa será num cruzamento olímpico, ou seja, o primeiro do Grupo A medirá forças com o quarto colocado do Grupo B. Teoricamente uma vantagem, razão pela qual é importante o Náutico se garantir como primeiro do Grupo A. Se a disputa da primeira fase fosse encerrada neste final de semana os comandados de Márcio Goiano iriam medir forças com o  Bragantino. A adequação a essa mudança na forma de disputa não é tarefa fácil. Vimos o esforço do Fortaleza para deixar a Série C. O time cearense, que está liderando a Série B, fez várias tentativas para poder superar o desafio na Terceira Divisão. Conseguiu ano passado.

No momento, o importante é chegar na próxima fase com a autoestima e a autoconfiança altas. O resto, é só não deixar Ortigoza quarando no banco que ele resolve. Afinal, "nada substitui o talento".

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Futebol Feminino
Uma categoria invisível
postado em 03 de agosto de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

A luta do futebol feminino para sobreviver no Brasil me parece inglória. O universo de jogadoras aumenta, o número de clubes cresce, mas as meninas continuam invisíveis.

E surge uma série de perguntas: para quem jogam; onde jogam; quem fala?

Recentemente acompanhei, de perto, a disputa da Taça Cidade do Paulista de Futebol Feminino do Nordeste. A competição reuniu 24 equipes de 9 estados nordestinos. Foram mais 600 pessoas envolvidas na disputa que teve o Sport como campeão invicto. A decisão foi com o Vitória/PE, e as leoninas saíram vencedoras por um placar de 4x0.

Evidente que o título é importante, mas pelo que vimos, outras campanhas foram relevantes. As quatro equipes semifinalistas chegaram a tal condição invictas, fato que já assegurava um campeão sem sofrer derrotas.

Mas o grande prêmio para quem acompanhou a Taça Cidade do Paulista foi o conhecimento da luta pela sobrevivência de uma categoria que é extremamente teimosa, e insiste em sobreviver num universos machista, de poucas oportunidades para as mulheres.

O modelo da disputa foi aprovado por todas as delegações. A esperança era de que a CBF e as Federações copiassem para implantar a Copa do Nordeste de Futebol Feminino. Aliás, este modelo de reunir todas as delegações numa única sede foi apresentado pelo amigo, José Joaquim Pinto de Azevedo, quando da primeira edição da Copa do Nordeste, em 1994. A disputa aconteceu em Alagoas e foi um sucesso.

Tudo funcionou a contento na Taça Cidade do Paulista de Futebol Feminino do Nordeste, mas os organizadores chegaram a conclusão de que, o número de 24 equipes não é viável porque demanda em um tempo maior, as despesas se tornam muito alta e a logística é complicada. O número ideal é de 16 equipes.

Além dos times do Sport e Vitória/PE, campeão e vice, respectivamente, me chamou a atenção o nível técnico das equipes do Vitória/BA, Botafogo/PB, Lusaca/BA, Kashima/PB, Ceará. Enfim, a região tem potencial para promover uma boa competição de futebol feminino.

O desafio é tornar a categoria visível. Afinal, elas continuam sem espaço neste "mundo" masculino.

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Acontece
Valdomiro Matias
postado em 03 de agosto de 2018

CLAUDEMIR GOMES


O amigo, José Neves Cabral me confirma a morte do ex=árbitro, Valdomiro Matias.

Nas redes sociais, e nas resenhas das rádios, muitos depoimentos sobre o profissional que se destacou na arbitragem pernambucana.

Valdomiro era um bom sujeito.

Gostava dele como árbitro de futebol, e como ser humano. Um cidadão notável pela sua sinceridade. Como comentarista de arbitragem foi notável, mas esbarrou no seu carregado sotaque de nordestino.

As últimas vezes que nos encontramos foi no restaurante, Pra Vocês, no Pina. Ele gostava de levar uma prosa com os amigos que são frequentadores assíduos do famoso restaurante recifense.

Na cidade imaginária ainda não tem Comissão de Arbitragem. Vamos fundar uma com o nome de Matias. Os amigos agradecem.

Valdomiro era um sujeito puro. Apesar de uma aparência rude, era um homem afável. A cara enfarruscada era apenas para assustar. Seu sorriso era maior. Amigo dos amigos.

Foi agradável ouvir tantos depoimentos, relatos de fatos e episódios envolvendo Matias. Todos ressaltando qualidades que só encontramos nos grandes homens.

Fica a saudade.

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Acontece
Como levar um clube à falência
postado em 02 de agosto de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

"Qualquer semelhança é mera coincidência".

O futebol brasileiro tem uma carência de bons dirigentes,retratado nas precárias situações dos clubes.

Uma boa parte dos dirigentes do setor, incluindo os seus executivos deixa muito a desejar, sem a capacidade de preparar um bom projeto a médio e longo prazo, com um adequado planejamento estratégico para o período.

Para que um torcedor de futebol reconheça um péssimo cartola basta focar alguns pontos nos procedimentos adotados, para que possa elaborar o seu manual sobre o assunto,

 Quando alguém assume um clube, sem estudar de forma profunda o seu estatuto, regulamentos internos, os princípios da legislação esportiva, e uma idéia analítica do seu funcionamento, departamentos,etc., é o passo inicial para o fracasso, Quando for aprender o buraco já está profundo

Um segundo ponto, está referenciado quando o cartola deseja ser o dono da bola, o maioral, a sua boa a única a ser ouvida, com uma vaidade fora do limite, cercando-se de áulicos. É a pavimentação do caminho da mediocridade.

A arrogância é um pecado mortal de um dirigente. Tal procedimento começa com o tratamento dado as pessoas, como se essas fossem subalternas, sem ouvi-las, dirigindo de forma unilateral, bem longe dos padrões democráticos.

O final será melancólico

Por outro lado, um péssimo dirigente é retratado quando falha -na escolha dos seus diretores, assim como executivos, deixando de lado a meritocracia, a competência, para dar lugar aos amigos, aos afilhados e parentes, que não conseguem agregar valores para uma administração.O resultado final será o caos.

Um retrato de um dirigente fraco, e que certamente levará o clube à falência, é o de falar muito, de gostar de microfones e das câmaras de televisão. Quando usa o marketing, corre o risco de falar demais, cujas palavras muitas vezes são distorcidas. A confusão se implanta.

Quando o torcedor observa que não existe um projeto para o seu clube, com a cobrança de metas, com o objetivo de chegar a um padrão de qualidade, e que no final o resultado será o inverso que pensavam.

O péssimo dirigente se conforta com os sobservientes de plantão, que não servem para nada, senão trazer problemas para as gestões, desde que formam um bloco de puxa sacos que balançam a cabeça para tudo, inclusive as coisas erradas. O sistema não funciona.

Quando o cartola não frequenta o clube diariamente, certamente é o caminho para o desastre. A sua presença é importante, um estímulo para os diretores e funcionários. A ausência é sinal de abandono.

Esses são alguns pontos que poderão servir de efeito comparação, objetivando que os torcedores tenham a visão do que vai acontecer com o seus clube, e qual o seu destino final.

Se o seu presidente esteja seguindo esse manual, provavelmente o clube está caminhando para a falência.

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