Sport
Sócios tratados como LIXO
postado em 18 de maio de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Nos consideramos um verdadeiro idiota quando pagamos, todo mês, a mensalidade de sócio do Sport Club do Recife.

Tal fato perdura por mais de 50 anos, e que na verdade não serve para nada, desde que não temos o menor direito a interferir na vida do clube.

Fazemos parte do seu lixo.

Os associados com os seus pagamentos sustentam os erros da cartolagem que está destruindo a entidade.

Essa nossa reação foi motivada por conta de uma tentativa que está sendo preparada para bloquear a convocação da Assembléia geral que foi solicitada por mais de 700 associados.

A interpretação que está sendo dada é motivada por um casuísmo indecente que foi posto no Estatuto a fim de preservar o presidente do clube, mesmo que esse tenha cometido algo irregular.

Algo que cheira a ditadura.

No entendimento de alguns dirigentes a reunião só poderá acontecer com a anuência do Conselho Deliberativo do clube, que só tem representantes da diretoria executiva, ou seja, jamais uma Assembléia será convocada, e os donos do clube, que são os seus sócios, não valem nada dentro desse sistema.

A atitude de Homero Lacerda foi correta no pedido da convocação, e pelo que tomamos conhecimento querem lhe tirar da presidência desse órgão por conta da posição tomada.

Na verdade não vão conseguir, pois não têm poderes para tal.

Enganam=se os personagens que tomaram conta do Sport quando tentam reprimir os direitos dos sócios, desde que os associados poderão ingressar com uma liminar na Justiça Estadual solicitando que o pedido de convocação da Assembléia seja atendido.

Por outro lado deeveriam ingressar no Ministério Público Federal com uma denúncia por conta da apropriação indébita de valores que pertenciam ao Fisco, cobrados e não recolhidos, conforme o Balanço do clube.

Além disso o não pagamento dos tributos federais também é um crime fiscal.

Na verdade a situação somo está não pode perdurar antes que seja tarde.

A atual diretoria não recolhe o FGTS desde maio de 2017, estava atrasada com os salários dos funcionários e só os pagou através de um empréstimo bancário. Cobriu um santo e descobriu um outro.

Que se convoque a Assembléia e que Arnaldo Barros, como fez na última terça=feira o presidente do Vasco, possa discutir os problemas que vem assolando o clube.

Esse é o tratamento democrático e transparente.

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Copa do Nordeste
Mudanças para melhorar nível técnico
postado em 16 de maio de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Dirigentes da Liga do Nordeste, e de clubes, se reuniram, ontem no Recife, para definir algumas mudanças que serão postas em prática na próxima edição da competição regional. O número de participantes segue o mesmo: 16 clubes. A mudança básica fica na forma de disputa onde as equipes serão divididas em dois grupos com 8 equipes cada um. Os quatro melhores colocados de cada grupo passam para as quartas de final.

A CBF mantém o número de 12 datas para a Copa do Nordeste. Os organizadores lutam por mais uma data para poder viabilizar as disputas das quartas de final, semifinal e final em dois jogos. Caso não consigam, as quartas e as semifinais serão disputadas em apenas um confronto entre os clubes. Na primeira fase as equipes do grupo A enfrentam as equipes do grupo B em jogos só de ida. Clubes do mesmo Estado não podem figurar no mesmo grupo, fato que viabilizará os clássicos na fase de classificação.

Existe a promessa de um aumento substancial nas cotas a serem distribuídas com os clubes.

A mudança mais importante, e que irá causar um impacto na competição está prevista para a temporada 2020, que é a redução do número de participantes para 12 clubes. Com a diminuição do número de clubes, a Copa do Nordeste vai se adequar ao espaço que lhe é reservado no calendário nacional. A subtração de vagas é imperativa para uma melhora do nível técnico da disputa que caiu assustadoramente a partir da elevação do número de clubes quando da inclusão dos Estados do Piauí e do Maranhão.

O grande mentor da Copa do Nordeste foi o saudoso, Carlos Alberto Oliveira. A época ainda não era presidente da FPF. Junto com José Joaquim Pinto de Azevedo definiu a forma de disputa da primeira edição que foi realizada nos moldes de uma Copa do Mundo, em Alagoas, com todos os participantes jogando em um único Estado. O modelo era interessante, mas muito oneroso.

Hoje, o mestre José Joaquim defende a criação da uma segunda divisão da competição regional, e uma redução no número de participantes. Ao diminuir o quantitativo se ganha no qualitativo com jogos mais interessantes, clássicos locais e regionais, por conseguinte, o torneio se torna mais atraente para o público consumidor.

Os ajustes acontecem para evitar o desgaste da atual edição, onde a competição foi "engolida" pelo Campeonato Brasileiro e pela Copa do Brasil. Os hiatos de quase um mês sem jogos fizeram com que os torcedores esquecessem a fase mais importante da Copa do Nordeste.

Mudar é preciso, entretanto, o torneio regional somente alcançará o modelo ideal nos próximos três anos. É esperar para ver.

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Futebol Pernambucano
Onde nada acontece
postado em 15 de maio de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Quando estamos viajando sempre mandamos mensagens para alguns amigos para sabermos sobre as notícias do nosso Estado. Uma das fontes utilizadas é o jornalista, Claudemir Gomes, que já tem uma resposta pronta: "nenhuma, pois aqui nada acontece". Eis uma verdade verdadeira.

O grande problema do futebol local é a mesmice patológica que tomou conta de todos os seus segmentos. Nada de novo acontece, não existe o planejamento adequado para mudanças que possam consolidar o seu futuro. Vive de ilusões, que são vendidas pelos ilusionistas.

Os bons projetos acontecem com um espaço de tempo bem longo, e o último foi na década de 90, o que demanda hoje 18 anos na espera de uma novidade.

O esporte da chuteira em Pernambuco estagnou.

O Náutico na década de 60 tinha um grupo composto pelos Josés que deu um novo formato a política do clube, levando=o a conquista do hexacampeonato local, e trazendo para os Aflitos novos torcedores.

Dez anos após, algo de novo surgiu na década de 70, quando o Santa Cruz viveu a época de ouro de sua história, contando com a presença de um colegiado que implementou um novo projeto, e os resultados positivos demonstraram o acerto.

O hiato foi bem mais longo, desde que somente vinte anos após, na década de 90, o Sport implantou um novo modelo de gestão, com profissionalismo e obedecendo a um projeto de longo prazo. Sem dúvida foi a era de ouro do Clube da Ilha do Retiro.

Por uma feliz coincidência o sucesso nesses períodos dos três clubes teve como força motriz o trabalho de base, e o aproveitamento da prata de casa, e da região.

Passaram=se 18 anos e nada de novo aconteceu. Os clubes regrediram, se apequenaram, raras conquistas e sem um trabalho de formação procedido de forma profissional.

O futebol de Pernambuco parou no tempo e no espaço, perdeu a sua força e sobretudo o respeito por falta de projetos, desde que os exemplos do passado poderiam servir como ponto de partida para que algo melhor pudesse ser implantado.

Como podemos evoluir se temos que esperar espaços longos para injetarmos no futebol algo novo?

Uma pergunta que necessita de uma resposta imediata, pois as transformações são coisas de profissionais, esses estão em falta no mercado.

Com esse presente, não teremos um futuro promissor, e o futebol local continuará sendo aquele que nada de novo acontece.

Os segmentos envolvidos nesse esporte fazem parte da Idade da Pedra.

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Brasileiro Série A
Nordestinos em dificuldades
postado em 14 de maio de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

A quinta rodada do Brasileiro será concluída na noite desta segunda=feira, com a disputa do clássico carioca envolvendo Botafogo e Fluminense, e o confronto entre Ceará e América/MG. Apesar das pendências já é possível fazer uma análise do primeiro ciclo (cinco primeiros jogos), cuja grande surpresa pode vir a ser o emergente América Mineiro, que em caso de vitória, hoje em Fortaleza, dará um salto considerável na tabela de classificação, passando a figurar na quarta posição. Antes de a bola rolar tal cenário era pouco provável.

O nível técnico da competição neste seu início é baixíssimo, fato que leva técnicos, jogadores, dirigentes e parte da imprensa a destacar coisas subjetivas, como a invencibilidade do São Paulo, na tentativa de valorizar a competição que é o reflexo da decadência do futebol brasileiro.

Ter clubes de massa como Flamengo, Corinthians e Atlético Mineiro dividindo a liderança do campeonato, com o mesmo número de pontos ganhos, é o combustível ideal para uma divulgação cujo objetivo único é ressaltar o futebol de resultados, sem a mínima preocupação com a qualidade do produto apresentado. A verdade é que, nos quase cinquenta jogos realizados até o momento, nada chama a atenção além do bom entrosamento do time do Grêmio.

Dentro de sua proposta de campanha de manutenção, uma vez que não tem elenco qualificado para pensar grande, o Sport depende de tropeços do América Mineiro e Botafogo, em seus respectivos jogos hoje a noite, para ter um saldo positivo no primeiro balanço da Série A, fechando o primeiro ciclo na parte de cima da tabela de classificação. O mesmo desempenho não se vislumbra para o time comandado por Claudinei Oliveira no segundo ciclo, onde, teoricamente, terá adversários de melhor qualidade técnica: Corinthians, Palmeiras, Atlético/MG, Internacional e Atlético/PR.

O primeiro ciclo da Série A deixou bem claro as dificuldades que os clubes do Nordeste terão para sobreviver na competição, ou seja, escapar do rebaixamento. Após as cinco primeiras rodadas, Bahia, Vitória e Ceará formam o grupo da degola junto com o Paraná.

Naturalmente que, até chegarmos a 38ª rodada acontecerão muitas mudanças de cenário, e serão criadas possibilidades diferentes das existentes no momento, entretanto, é mais provável a formação de tendências do que o surgimento de pontos fora da curva.

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Acontece
O dia mais aguardado
postado em 12 de maio de 2018

Enfim chegou o sábado!

Sábado é um dia especial, como nos mostra Vinícius de Moraes em "O Dia da Criação". Talvez, por essa razão, o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, tenha programado o seu retorno ao blog para hoje. Estava desfrutando de alguns dias de descanso em Portugal, país do qual ganhou cidadania, e nos deixou órfãos de uma boa leitura num curto espaço de tempo. O suficiente para fazermos uma reflexão, e valorizarmos, ainda mais, o trabalho que ele presta ao desporto nacional, em especial ao futebol, através de suas análises que são servidas como apetitosas crônicas.

Abaixo, o primeiro artigo escrito pelo mestre na sua aguardada volta. (Claudemir Gomes)

 

ENFIM O SÁBADO

 

JOSÉ JAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Enfim o sábado chegou nos trazendo ao convívio dos visitantes que estão conosco todos os dias, e que na verdade são os responsáveis pelo sucesso desse site.

No retorno vimos que o futebol de Pernambuco continua o mesmo onde nada se cria, na se transforma, e o mais grave, nada se copia, ou seja, tudo continua como dantes na Casa de Abrantes: Clubes no sistema de pré=falência, vivendo dias amargos e sem uma luz no fundo do poço em que se encontram.

Os três que já foram grandes (Sport, Náutico e Santa Cruz), continuam contratando jogadores que são tirados do fundo do baú, sem espaço pelo Brasil afora.

O Sport, dono de uma clínica de recuperação trouxe um atacante que há dois anos não consegue de firmar. Rafael Marques, com 34 anos chegou à nossa Capital para a alegria do Cruzeiro que irá pagar parte dos seus salários, mas com a outra metade sendo quitada pelo velho Leão.

O Náutico arrumou nas suas bases um treinador, que irá ajudar o time a afundar mais ainda na competição (Série C), e o Santa Cruz, quebrado nas finanças, está tentando sair da síndrome do empate. Jogar e não ganhar é o sistema tricolor.

Enquanto isso, o Salgueiro não é mais aquele Salgueiro, e sim um simples time do Interior, sem lenço ou documento, nada no bolso ou nas mãos. Está penando na Série C.

Para que se tenha uma idéia da realidade do futebol de Pernambuco, em 10 anos os três times da Capital tiveram uma receita líquida negativa de R$ 11 milhões.

O Sport, como sempre, é o que perdeu mais, com R$ 51 milhões negativos, seguido pelo Náutico com R$ 43 milhões negativos e do Santa Cruz com R$ 17 milhões negativos, ou seja, estão vivendo de prejuízos acumulados, e o retrato final está pendurado em suas sedes.

Com relação ao futebol brasileiro muito embora o Brasileirinho esteja com uma boa média de público, que há muito tempo não acontecia ( 700.661 pagantes e uma média de 17.965 torcedores por jogo), com exceção do Grêmio, os demais clubes estão maltratando a bola.

Os torcedores gostam de coisa ruim, que é sem dúvida a realidade dos jogos apresentados.

Tivemos na última quinta=feira um cartão de visita homenageando o nosso retorno ao País, com um jogo tão medíocre, válido pela Copa do Brasil, entre Flamengo e Ponte Preta, que terminou em 0x0. Por incrível que parece, o rubro=negro carioca é o líder do Brasileirinho (Série A).

É o que temos, e somos obrigados a conviver.

As mídias esportivas continuam lindas, desligadas da realidade, com as mesmas notícias, declarações de dirigentes do nada para o nada, de treinadores que falam e não deixam nenhum recado, e dos jogadores que estão amando os seus clubes, e que o time está se entrosando.

Quem acompanha o futebol europeu, até em Portugal, embora cada vez mais esse esteja se elitizando, o Brasileiro tem uma distância da Terra à Lua na qualidade técnica.

Há pouco assistimos dois jogos finais do Campeonato Português com a participação dos seus três maiores clubes, com torcida mista, futebol de qualidade e, sobretudo, a bola sendo bem tratada, sem necessitar de prestar queixa a Delegacia do Torcedor.

O mais grave de tudo isso é que não temos a menor perspectiva de uma melhora e que o reino da Dinamarca continuará bem estranho para a infelicidade de todos.

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