Copa do Brasil
O Leão é abatido na Ilha do Retiro
postado em 15 de fevereiro de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O que é que eu vou dizer na coletiva de imprensa?. Esta deve ser sido a pergunta que o técnico do Sport, Nelsinho Baptista, fez aos seus botões enquanto caminhava, cabisbaixo, para o vestiário, após a surpreendente desclassificação do time leonino na segunda fase da Copa do Brasil. Afinal, qualquer que fosse o argumento a ser apresentado pelo treinador, não iria justificar o apagão dos seus comandados que viram a vitória parcial por 3x0 escapar em dez minutos, tempo que o Ferroviário/CE precisou para empatar o jogo (3x3), e mudar o curso da história, levando a decisão para os pênaltis. Na cobrança dos tiros livres, o time cearense levou a melhor: 4x3.

No press kit distribuído pela assessoria de comunicação do Sport, a apresentação do técnico Nelsinho Batista ressalta a conquista da edição 2008 da Copa do Brasil, um dos títulos mais importantes da centenária história do clube leonino. Por ironia, o comandante que há dez anos foi vitorioso, nesta quinta=feira viu sua biografia ser arranhada por uma desclassificação proveniente de uma apresentação grotesca.

Nelsinho tentou buscar como argumento para justificar o inexplicável, a saída do lateral direito, Felipe, que deixou o campo aos 28 minutos do segundo tempo, fato que obrigou o treinador a desfazer a dupla de volantes: Anselmo e Fabrício. Sua verbalização não convenceu nem a si próprio.

Os 3.258 torcedores que foram ao estádio pareciam convictos de que o "desastre" era fruto da falta de qualidade do grupo. Da equipe que enfrentou o Corinthians na última rodada da edição 2017 da Série A, apenas três titulares foram a campo para enfrentar o limitado time do Ferroviário/CE: Magrão, Henriquez e Anselmo.

Evidente que um time que teve a defesa mais vazada da Série A, e que se livrou do rebaixamento na última rodada do campeonato, precisava ser requalificado. A diretoria deu sequência aos erros cometidos na temporada passada, quando recrutou para a Ilha do Retiro jogadores que nada agregaram.

O novo treinador, que estava afastado do futebol brasileiro há 9 anos, tem encontrado dificuldade para se adequar a nova realidade do mercado. Em nenhum momento o Sport foi convincente nas suas apresentações no Campeonato Pernambucano  e na Copa do Brasil, onde só enfrentou adversários de grandes limitações técnicas.

Os gritos de protesto que ecoaram nas arquibancadas tinham a diretoria como alvo. Afinal, com a qualidade do futebol que o Sport tem apresentado, fatalmente vai se posicionar como grande candidato ao rebaixamento para a Série B. Este o grande temor da torcida leonino ao perceber que, mesmo mudando todo o quarteto defensivo, o time segue vulnerável. O meio campo cria muito pouco e o ataque não funciona. Em todos os jogos disputados até o momento, a grande jogada do Sport se resume aos cruzamentos de Marlone no segundo pau. A falta de jogadas no cardápio torna o time previsível, fácil de ser estudado e analisado, como bem fez o modesto Ferroviário/CE.

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Campeonato Pernambucano
O público encolheu
postado em 15 de fevereiro de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Sem contarmos com o público do jogo de ontem entre Afogados e Santa Cruz, o público total do Estadual não lotaria a Arena Pernambuco. A capacidade desse albino é de 44.300 torcedores. Até o momento, em 29 partidas realizadas, foi registrado um público de 33.516 torcedores, o que daria 10.784 assentos ociosos na arena.

Um dos palcos da Copa do Mundo de 2014 em 2018 recebeu em seis jogos 4.606 pagantes, com a média por partida de 768 testemunhas. A melhor média do estadual é da Ilha do Retiro, com 3.008 pagantes, de um total de 6.015 para dois jogos. O estádio Luiz Lacerda, do Central de Caruaru, em três partidas colocou 6.651 pagantes, com uma média de 2.217. No Arruda, em dois jogos, o estádio abrigou 4.317 fiéis tricolores, com 2.159 por partida.

São detalhes importantes que refletem a decadência do futebol de Pernambuco, que foi batizado como FANTASMA.

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Acontece
Vencidos pelo cansaço
postado em 09 de fevereiro de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Náutico e Salgueiro disputaram quatro jogos, intercalados com viagens interestaduais, no espaço de nove dias, partidas válidas pelo Campeonato Pernambucano, Copa do Brasil e Copa do Nordeste, as três competições que os dois clubes estão disputando simultaneamente. O resultado de tal insanidade em início de temporada foi visto em campo nesta quinta=feira que antecede o carnaval. O Salgueiro foi goleado (4x0) pelo Sampaio Correia, em São Luís do Maranhão, enquanto o Náutico não teve forças para segurar o Botafogo/PB, e amargou uma derrota por 2x1, resultado que lhe deixa numa situação delicada na competição regional.

Ambos os clubes passam por um processo de remontagem de seus elencos, fato que dificulta sobremaneira o trabalho dos treinadores, ao mesmo tempo em que expõe os jogadores a lesões por terem que jogar sem o condicionamento adequado. As oscilações são inevitáveis, como ficaram bem visíveis no caso do Náutico que não tem feito boas apresentações na condição de visitante. Como mandante somou dois resultados expressivos: as goleadas sobre o Sport (3x0), num clássico onde o adversário era franco favorito, e sobre o Salgueiro (4x0). Os dois jogos foram na Arena Pernambuco.

Apesar dos bons resultados somados pelo Botafogo/PB na Copa do Nordeste, venceu o Bahia e o Náutico, o time de João Pessoa mostrou deficiências, e se o cansaço não conspirasse contra os comandados de Roberto Fernandes, no segundo tempo do jogo, fatalmente o alvirrubro pernambucano teria comemorado um resultado positivo. Coisa de uma sobrecarga.

Análise? Não podemos analisar um momento no qual os técnicos não têm tempo para trabalhar, para implantar suas filosofias. A única coisa que sabemos é que a soma de resultados positivos promove a autoconfiança do grupo, e com a auto=estima elevada a margem de erros diminui no coletivo. O Náutico está qualificando o grupo. As contratações de Ortigoza e Wendel fazem parte do segundo processo de remontagem do elenco.

Bom! Com a derrota para o Botafogo/PB, o técnico Roberto Fernandes já deve estar fazendo algumas ponderações sobre a necessidade de priorizar as competições. Afinal, na próxima quarta=feira o Náutico volta a entrar em campo pela Copa do Brasil, quando vai até Feira de Santana, Interior baiano, enfrentar o Fluminense local. A passagem para a terceira fase da CB representa um ganho financeiro substancial. No sábado após o carnaval os alvirrubros farão o segundo clássico no Estadual, enfrentando o Santa Cruz, no Arruda. Dois testes para mostrar que o Timbu também pode cantar de galo no terreiro dos outros.

Quanto ao Salgueiro, podemos dizer que o clube sertanejo não tem musculatura para encarar três competições simultâneas, principalmente num momento como este em que está reformulando o seu elenco. O resultado não poderia ser mais catastrófico: depenaram o Carcará. Nunca na sua história o time amargou duas goleadas seguidas, e pelo mesmo placar: 4x0. O time comandado por Paulo Júnior sofreu 11 gols nos quatro jogos em que disputou no curto espaço de nove dias.

Bom! O frevo já está nas ruas e é hora de encarar a folia. Até quarta=feira. Não levem a mal, pois chegou o carnaval.   

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Futebol Brasileiro
A derrocada dos estaduais
postado em 08 de fevereiro de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

O futebol brasileiro é um verdadeiro bode perdido em uma sala cheia de louça, com um resultado previsível de que todos os objetos sejam quebrados. As médias dos públicos dos diversos estaduais refletem o recado das arquibancadas que não suportam mais esse tipo de competição.

Existe um antigo ditado que diz: "A voz do povo é a voz de Deus".

Esse apego que as Federações estaduais têm com esse campeonato é algo que beira o grotesco, desde que foram as responsáveis pela decadência latente, que assolou a competição, sem terem o cuidado de formatarem algo para substituí=la. Deu no que deu, e hoje essas estão chorando o leite derramado. Em 2013, a Stochos Sports Entertaiment, uma das maiores consultoras esportivas do mundo, divulgou uma pesquisa em que mostrou o recado do torcedor sobre os estaduais.

Já mostramos, há um bom tempo, que uma pesquisa representa a amostra das tendências futuras, e nenhum segmento que gerencia o futebol em nosso país tomou o menor interesse em analisá=la, e assim procurar alternativas que pudessem atender os clubes.

Na ocasião a Stochos entrevistou 8.333 pessoas, com idade acima de 16 anos, que gostavam de futebol, e os números retrataram uma realidade que já sabíamos, e que os cartolas fingiam não acontecer.

A pergunta da pesquisa teve o seguinte teor: "Qual o campeonato no Brasil de maior interesse dos torcedores?".

As respostas tiveram os seguintes percentuais: Brasileiro (46,3%); Libertadores (29,2%); Copa do Brasil (14%); Estaduais (6%), e não responderam ou não lembraram (2,4%).

O recado com relação aos estaduais foi bem claro, estando esse modelo de competição em uma linha decrescente, quando em 2011 tinha 12,1%, caindo em 2012 para 7,66% e, finalmente, em 2013 para 6,5%.

Uma curva bem acentuada e que mostrava um destino traçado para a morte dessa competição, o que de fato está acontecendo com os números acachapantes da presença de público nos estádios. Os cartolas não buscaram alternativas para o problema, e insistiram na continuidade de algo que estava condenado  há um bom tempo.

Para que se tenha uma idéia, nunca em nosso Estado assistimos um jogo com menos de 200 pagantes como vem acontecendo, nem nos tempos do Vovozinha.

As ruas deram um recado e os "inteligentes" gestores colocaram tampões nos ouvidos para não receberem as vozes dos torcedores, e com isso ajudando na falência de muitos clubes que poderiam estar disputando mais uma divisão nacional.

Por conta disso é que em pesquisas mais recentes, aparece um percentual de 29% da população acima dos 16 anos que não gosta de futebol.

Na verdade, tudo isso que está acontecendo no momento já tinha sido anunciado, e isso representa o resultado do destrambelho que é a linha mestra dos cartolas do futebol nacional.

O ano de 2018 será marcado pela maior derrocada dos estaduais.

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Campeonato Pernambucano
Líder da regularidade
postado em 05 de fevereiro de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O folião, Adão da Burra, figura emblemática do carnaval pernambucano, assegura que, "não existe mais prévias no Recife, o carnaval foi antecipado uma semana". A afirmativa é de quem tem conhecimento do crescimento de blocos que tomam conta das ruas recifenses no final de semana que antecede o carnaval. A ordem é cair no frevo. E todos ganharam a rua.

Diante de tal realidade os grandes clubes recifenses, Sport, Náutico e Santa Cruz, pegaram a estrada e foram jogar no Interior. E voltaram com o mesmo placar na bagagem: 1x1. Resultados frustrantes para os torcedores, mas que os técnicos amenizar o impacto com argumentos poucos convincentes. Quem assistiu aos jogos do Sport com o Central; do Santa Cruz com o Salgueiro e do Náutico com o Pesqueira, constatou que o Trio de Ferro da Capital está distante de praticar um futebol aceitável.

Diante de tal realidade, o Vitória surpreende a todos como o líder do campeonato que tem três clubes do Interior = Vitória, Central e Salgueiro = invictos. Em 25 partidas realizadas até o momento, a competição doméstica teve o registro de 15 empates, fato que ressalta o nivelamento, por baixo, dos clubes que disputam o Estadual. Evidente que as quedas de Náutico e Santa Cruz para a Série C nacional deram uma grande contribuição neste processo de perda de qualidade.

O Sport, que seria um ponto fora da curva por seguir na Série a nacional, e ter uma previsão de receita bem superior aos demais, não consegue se posicionar num patamar acima. O técnico, Nelsinho Batista, mostra que está fora de sintonia e comete erros primários. Apesar das limitações para disputar o campeonato mais importante do País, o Brasileiro da Série A, o clube leonino tem uma base que lhe assegura um favoritismo inconteste na disputa do Estadual. Entretanto, na prática, o treinador ainda não conseguiu colocar o time no chão.

Santa Cruz e Náutico cometeram o mesmo erro de recrutarem um grande número de jogadores sem qualidade, fato que tem refletido nas oscilantes e pouco convincentes apresentações dos dois times no Pernambucano e na Copa do Nordeste.

Neste cenário, onde os grandes se apequenaram, surgem as equipes do Interior que conseguem se impor pela regularidade, e não por um futebol de melhor qualidade. O nível é o mesmo, de qualidade técnica sofrível, mas que segue uma infalível que é a de privilegiar o coletivo, coisa que os treinadores dos times da Capital não estão conseguindo.

A regularidade é a fórmula utilizada pelos surpreendentes Vitória e Central.

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