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Folha de Pernambuco - 04/03/2012
postado em 04 de maro de 2013

RESSURGIMENTO - O futebol paraibano ressurge com o Campinense na condição finalista da Copa do Nordeste. Em 2009 o rubro-negro de Campina Grande disputou a Série B, mas atualmente está na Série D. 

Ah! Eu já sabia

Tal como acontece há mais de dez anos, o Central não passou de uma ameaça para o Sport, que soube se impor com um futebol mais objetivo. Melhor ainda: a vitória por 1x0 deu a tranquilidade suficiente ao técnico Vadão e seus comandados para enfrentarem os próximos jogos na Ilha do Retiro, contra Pesqueira e Porto, respectivamente. A dinâmica do jogo foi à grata surpresa, principalmente no primeiro tempo quando os dois times foram bem incisivos na busca do gol, com ambos criando situações e até carimbaram as traves adversárias. Quando o desgaste físico começou a pesar, a melhor qualidade técnica de alguns jogadores do Sport funcionou como ponto de desequilíbrio. A mudança da forma de jogar, explorando mais os flancos no segundo tempo, também foi determinante para o time leonino. O gol da vitória, marcado por Roger, foi um prêmio ao autor, que deixou registrado, mais uma vez, o quanto conhece do ofício. O futebol apresentado pelos rubro-negros foi suficiente para superar um time mediano, mas ainda está muito aquém do que o grupo pode produzir. Enfim, a vitória era esperada e chegou em boa hora para afugentar uma crise que já colocava várias cabeças a prêmio. 

ENCANTO - O Salgueiro se reabilitou da derrota sofrida para o Porto, no meio da semana, e quebrou o encanto do Santa Cruz em pleno Arruda. O mando de campo, sempre determinante no confronto entre os dois clubes, não foi suficiente para os tricolores se manterem invictos na competição. A exemplo do que já aconteceu em anos anteriores, a tabela do Pernambucano 2013 é bastante generosa para o Tricolor do Arruda, que jogará no Sertão apenas uma vez, contra o Serra Talhada, e teve seus jogos com Salgueiro e Central - os dois clubes medianos mais fortes - programados para o Recife. É preciso explorar as vantagens.  

Uma avenida

Como jornalista não recordo de ter visto o Náutico levar seis gols de times pequenos do Interior em dois jogos seguidos. Por mais argumentos que o técnico Vágner Mancini, e os dirigentes alvirrubros apresentem, é difícil aceitar tal vulnerabilidade como um fato normal. No futebol existem coisas tão óbvias que se tornaram regra, como um time pequeno jogar na retranca e no contra-ataque. A defesa do Timbu é uma avenida.

Equilíbrio

A terceira rodada do returno do Pernambucano ressaltou o equilíbrio da disputa e surpreendeu porque o único mandante a vencer foi o Náutico. Em seis jogos foram registradas quatro vitórias dos times visitantes e um empate, fato que levou o Santa Cruz cair da condição de líder isolado para a quinta posição na tabela.

Indefinição

A distancia do líder do Pernambucano para o vice-lanterna é de três pontos. Por terem elencos de melhor qualidade técnica, Sport e Náutico fatalmente se classificarão para as semifinais, mas as outras duas vagas serão bem disputadas.

Classificação

O Vitória empatou em 2x2 com o Caucaia e se classificou para a próxima fase da Copa do Brasil de Futebol Feminino. O empate foi surpreendente em virtude da fácil vitória do Tricolor das Tabocas - 2x0 - no jogo de ida, em Fortaleza.

CURTAS

NEGROS I - O José Joaquim Pinto de Azevedo me ligou para saber se eu tinha conhecimento de algum negro que seja treinador em clubes grandes ou medianos do futebol brasileiro. O último que vi foi Andrade, no Flamengo.

NEGROS II - O Brasil foi o primeiro país a disputar uma Copa do Mundo com jogadores negros na sua seleção. Em contrapartida nunca teve um técnico negro no comando da Canarinha. Coisa do "futebol mulato" que o mestre Gilberto Freire não viu.

NEGROS III - Preconceito, discriminação, falta de confiança? Deixo a resposta para sociólogos, antropólogos e psicólogos. Digo apenas que o fato de não existir treinador negro no Brasil é intrigante.

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