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Folha de Pernambuco - 07/01/2013
postado em 07 de janeiro de 2013

O MELHOR - A FIFA elege nesta segunda-feira o melhor jogador da temporada 2012. Os maiores concorrentes à Bola de Ouro são o argentino, Leonel Messi e o português, Cristiano Ronaldo. Excelente disputa.

A bolha dos clubes

Tem repercutido bastante o estudo feito pelo consultor em gestão esportiva, Amir Somoggi, sobre a bolha do futebol brasileiro, onde os clubes comprometem 69% de suas receitas com o futebol. Alguns têm despesa maior que a receita. O estudo tomou como base dez clubes que tiveram uma receita anual superior a R$ 100 milhões: Corinthians, São Paulo, Internacional, Santos, Flamengo, Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro, Atlético/MG e Vasco. O atual campeão brasileiro %u2013 Fluminense %u2013 não aparece na pesquisa que analisou os números de 2003, primeiro ano em que o Brasileiro passou a ser disputado pelo sistema de pontos corridos, a 2011. A pesquisa mostra que a receita desses clubes em 2012 foi de R$ 1,9 bilhão. Desse montante, R$ 1,3 bilhão foi investido no futebol. De acordo com o estudo feito por Somoggi, enquanto as receitas desses clubes tiveram um aumento de 319%, nesse período - 2003 a 2011 - às despesas chegaram a 329%, o que demonstra a dificuldade de alguns em desenvolver um planejamento. Nesses nove anos, o Corinthians teve um crescimento de 481% nas suas receitas, mas as despesas com o futebol aumentaram em 780%. A pesquisa diz ainda que a dívida dos dez clubes que mais arrecadaram chegou a R$ 2,4 bilhões, o que representa um crescimento de 306% de 2003 a 2011. Os clubes que mais aumentaram suas receitas foram Internacional e Santos, respectivamente, 644% e 548%. A estabilidade financeira só será possível se o futebol consumir, no máximo, 55% da receita do clube.

DISTÂNCIA - Os números apresentados no estudo feito por Amir Somoggi, e mais os que serão divulgados nos balanços de 2012, servem para mostrar, e justificar a dificuldade dos outros clubes, principalmente os do Nordeste, em se afirmarem na Série A do Brasileiro. Mas a bolha corre o risco de um dia estourar.

A posse

O novo presidente do Sport, Luciano Bivar, toma posse, hoje à noite, para cumprir o seu sexto mandato à frente do executivo do clube rubro-negro. Esta história começou há muitos anos, com os seus pais, Milton Bivar e dona Mimi, que ensinaram aos seus filhos que o Sport era uma razão para viver. Luciano foi atleta e, a partir da década de 80 começou a ocupar cargos diretivos numa época de grandes mudanças no futebol brasileiro.

Personagem da história

Luciano Bivar acompanhou todo o processo de criação do Clube dos 13, da Lei Pelé, foi um dos incentivadores da criação da Copa do Nordeste e vivenciou a única CPI do futebol no Congresso Nacional. Portanto, o presidente do Sport é um personagem com grande conhecimento sobre a história moderna do futebol brasileiro. 

Conhecimento

Poucos conhecem tão bem o Sport quanto Luciano Bivar. Eis a razão pela qual se propôs a assumir a presidência executiva do clube mais uma vez num momento de mudanças no futebol nacional, quando começa a era das arenas.

Resultados

O novo presidente sabe, desde criança, que o Sport é um clube vencedor, o que justifica a inquietação de sua numerosa torcida com o fato de o Leão, há dois anos não conquistar nada no futebol. A cobrança por resultados já existe.

CURTAS

AMIGOS - Semana passada, quando se apresentou no Sport, o técnico Vadão procurou se informar por onde andava o seu amigo, Ita Francelino. Dias depois recebeu a visita de Ita, o homem que lhe indicou Válber, Leto e Rivaldo.

CARROSSEL - Na época Vadão era o treinador do Mogi Mirim, clube do empresário, Wilson Barros. Com a chegada dos três jogadores pernambucanos o Mogi foi a sensação do Campeonato Paulista, e passou a ser chamado de "Carrossel Matuto".

OLHEIRO - O sucesso do Mogi Mirim levou Vadão a definir Ita Francelino como um dos seus principais olheiros, cuja missão era indicar jovens valores que estavam surgindo no futebol nordestino.

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