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Folha de Pernambuco - 08/10/2012
postado em 08 de outubro de 2012

REALIDADE - Com a derrota do Palmeiras para o São Paulo - 3x0 - a crônica esportiva de São Paulo caiu na real e passou a admitir a queda do alviverde para a Série B, como ocorreu em 2002.

Um doce caseiro

O Náutico disputou 13 jogos nos Aflitos e somou 11 vitórias, 2 empates e uma derrota. Sua eficiência doméstica evidencia uma alternativa de que os clubes dispõem para alcançar suas metas, mas que dificilmente são exploradas com tamanha eficiência. Grande, médio ou pequeno, seja qual clube for, entrou no "caldeirão" será depenado, tal como aconteceu sábado com o Corinthians. E o artilheiro Kieza, mais uma vez, mostrou seu faro de goleador. E para não fugir a regra de que todo time vencedor é bafejado pela sorte, o gol contra caiu como uma luva na vitória que coloca o alvirrubro pernambucano na nona posição, na tabela de classificação, ficando a uma distancia confortável da zona de queda. No caso específico do Náutico, desde que o time continue sendo letal nos jogos que disputa em casa, o rótulo de doméstico recebe até a chancela dos torcedores que estão bastante satisfeitos com o produto final. Sem soberba, e com bastante respeito ao adversário, a vitória - 2x1 - em cima do Corinthians constava no roteiro deste capítulo da Série A. Afinal, o Náutico sempre leva a melhor sobre o Timão quando joga em casa. Que venha o próximo.

PODE PIORAR -
Uma das Leis de Murphy diz que, "Quando um trabalho é mal feito, qualquer tentativa de melhorá-lo piora". Diante das inúmeras lambanças cometidas pelos dirigentes do futebol do Sport, acreditamos que isto é fato na Ilha do Retiro. Não sei qual o conceito de profissionalização dos atuais gestores leoninos, mas o amadorismo tem sido a marca registrada do conjunto de ações. As respostas não poderiam ter sido diferentes: o Sport perdeu o título pernambucano e foi desclassificado na Copa do Brasil por clubes da Terceira Divisão nacional: Santa Cruz e Paysandu. E está na iminência de ser rebaixado para a Série B.

Contratação de risco

É difícil avaliar o que foi mais surpreendente: a demissão de Waldemar Lemos ou a contratação do seu substituto, Sérgio Guedes. De uma coisa temos certeza, foram duas ações de risco. O novo treinador é um profissional com larga experiência no futebol do Interior paulista. O único clube que treinou fora de São Paulo foi o Bahia. Trata-se de uma aposta com larga margem de erro. Um franco atirador.

Mestre motivacional


Sérgio Guedes não tem nenhum trabalho que lhe credencie a promover uma metamorfose na Ilha do Retiro em tão pouco tempo. O abatimento do grupo é notório e incontestável. Além do conhecimento técnico e tático ele terá que se transformar num mestre motivacional, uma das qualidades de Waldemar Lemos.

Dificuldade

Nenhum dos quatro clubes que estão na zona de rebaixamento - Sport, Palmeiras, Figueirense e Atlético/GO - venceu na vigésima-oitava rodada da Série A. Todos perderam, e dificilmente escaparão do descenso para a Série B.

Elegante

O técnico, Waldemar Lemos, divulgou, através de sua assessora de imprensa, Ana Campos, uma Carta Aberta para a torcida do Sport. Lemos, como sempre, foi bastante elegante, e se despediu com um equilíbrio pouco comum no futebol.

CURTAS

TEMPO -
No seu discurso, desde o início da disputa da Série C, o técnico Zé Teodoro afirma que o Santa Cruz vai melhorar. A três rodadas do final da fase de classificação, o futebol apresentado pelo bicampeão pernambucano continua sendo de péssima qualidade. E o tempo está se esgotando.

ROTINA -
O Santa Cruz disputou oito jogos fora do Arruda e não contabilizou nenhuma vitória. A torcida até aceita o rótulo de time doméstico, o que não é aceitável é o futebol mequetrefe que o time vem apresentando.

DESAFIO -
A classificação terá que ser assegurada nos dois jogos que o time irá disputar no Arruda, justamente contra Luverdense e Fortaleza, os melhores clubes do Grupo A.

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