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Folha de Pernambuco - 25/09/2012
postado em 25 de setembro de 2012
SAÃDA - A Secretaria de Esportes está levando o Aprendendo a Torcer à s escolas públicas. Trata-se de uma tentativa de salvar o projeto no qual foi investido mais de R$ 300 mil, e não teve uma resposta positiva.
A elitização do futebol
Domingo no programa, ESPORTES NO 11, na TV Universitária, fizemos um debate com os sociólogo, SÃlvio Ferreira, e o pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, Túlio Velho Barreto, sobre a elitização do futebol. A nova ordem do esporte mais popular do planeta impõe mudanças culturais que provocam grandes impactos sociais. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em recente entrevista a revista Veja, foi enfático ao afirmar que o futebol passou a ser assimilado pelo mercado e, "quando o mercado se apropria dessa instituição, o torcedor deixa de se comportar como um apaixonado pelo esporte e passa a ser um consumidor do produto". Túlio Velho Barreto ressalta que a elitização do futebol brasileiro "não está restrita a transformação de estádios em arenas, fato que implicará numa mudança do público que frequenta as praças dês esportes, ela começa com a distribuição de renda. A elitização é uma imposição do mercado". SÃlvio Ferreira chama a atenção para o fato de "o clube representar uma resistência de identidade. A mudança de conceitos e comportamentos é uma realidade, mas o torcedor não muda de clube. A elitização poderá provocar uma transferência porque o atual público que freqüenta os estádios passará a ocupar as poltronas, e o produto que lhe será oferecido pela televisão talvez não seja o que ele consome atualmente". O futebol, que foi trazido para o Brasil por um elite, se popularizou, e hoje vive a maior de suas mudanças com a revolução comercial, uma imposição da nova ordem.
ARTIGO - O arquiteto e urbanista, Cristiano Nascimento, escreveu um artigo - A morte do décimo terceiro jogador - na revista Coletiva da Fundação Joaquim Nabuco - www.coletiva.org - onde ele trata o estádio como o décimo-terceiro jogador. Uma tradução perfeita da realidade do futebol pernambucano.
Na geladeira
O carioca, Pablo dos Santos Alves, que não é outro senão o árbitro que deixou de marcar um pênalti em favor do Náutico, no jogo de sábado com o Fluminense, em Volta Redonda, foi posto na geladeira pela CBF. Suspeito de que, quando moleque, Pablito batia pelada nas Laranjeiras. Paixão clubÃstica é uma coisa muito forte. A Comissão Nacional de Arbitragem jamais deveria escalar arbitro carioca para apitar jogos de times do Rio.
O jogo da vez
Num campeonato equilibrado, onde os clubes estão sempre próximos na tabela de classificação, o cenário é alterado a cada rodada. Portanto, não adianta fazer projeções sobre um determinado confronto, quando, antes dele, o time estará disputando outras rodadas. O jogo da vez é que indicará o futuro.
Em casa
Contra fatos não há argumentos, e os números atestam a condição de domésticos dos clubes pernambucanos. Portanto, as campanhas de Náutico, Sport, Santa Cruz e Salgueiro serão no limite porque não existe plus como visitante.
Surpresa
Torcemos muito por "surpresas", ou seja, vitórias dos nossos clubes na casa dos adversários, contudo isto não faz parte do script. Se todos tiverem um aproveitamento de 100% como mandante, o saldo será positivo. Nada é impossÃvel.
CURTAS
EVENTO - Na primeira quinzena de outubro, dias 12, 13 e 14, será realizado, no Centro de Convenções, o Pernambuco Multi Esportes, maior evento do gênero no Nordeste, que contará com a participação de atletas de vários Estados.
ATRAÃÃO - Uma das atrações será o "Parkour", modalidade esportiva criada pelos franceses cujo desafio é criar caminhos alternativos para sair do ponto A ao ponto B superando os obstáculos com pulos e acrobacias.
SUCESSO - A programação do Pernambuco Multi Esportes premia outras modalidades, entretanto, a concorrência maior é em relação ao V Encontro de Parkour, para o qual já estão inscritos 113 atletas do Nordeste, Rio e São Paulo.
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