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Folha de Pernambuco - 14/09/2012
postado em 14 de setembro de 2012

VAIAS - A torcida do Santa Cruz não digeriu o empate sem gols com o Salgueiro, ontem à noite, no Arruda, e reagiu com uma sonora vaia. O resultado mantém o Tricolor no G4, mas com um futuro incerto.

Deu a lógica no Olímpico


A ausência de quatro titulares é sentida por qualquer equipe de futebol, e com o Náutico não poderia ser diferente. O alvirrubro pernambucano foi campo, ontem à noite, no Olímpico, desfalcado de alguns dos seus melhores jogadores. Para tornar sua missão ainda mais difícil, Martinez, por imposição de uma lesão, foi substituído ainda no primeiro tempo, fato que levou o técnico Alexandre Gallo a posicionar sua equipe de forma defensiva com duas linhas de quatro jogadores, deixando duas peças avançadas para tentar surpreender o Grêmio nos contra-ataques. Numa situação de jogo como esta, a posse de bola é de uma importância vital. Os alvirrubros até que foram eficientes na proposta de parar o time do Grêmio, durante o primeiro tempo, mas não ficaram atentos as mudanças efetivadas pelo técnico Vanderlei Luxemburgo para deixar o Tricolor Gaúcho mais ofensivo. E Marco Antônio saiu do banco para marcar o primeiro gol, com a ajuda do goleiro Gideão. Cleber marcou o segundo gol já nos descontos.  A incapacidade de vencer fora de casa levou o Náutico a contabilizar a 12ª derrota no campeonato onde já sofreu 40 gols.


DIFICULDADE - O Campeonato Brasileiro chegou à fase de soma e subtração. Os clubes que estão na zona de rebaixamento, ou próximos a ela, não podem mais avaliar um empate dentro de casa como a soma de um ponto. Pelo contrário, ao deixar de contabilizar os três pontos em disputa, lhe ocorreu à subtração de dois pontos. Foi justamente o que aconteceu com o Sport ao deixar escapar a vitória no confronto com o Bahia, na Ilha do Retiro. Os rubro-negros ainda vão disputar 6 jogos como mandantes, e 8 na condição de visitantes. A manutenção do Leão na Série A passa por um aproveitamento de 100% nas partidas que disputar na Ilha, e ainda terá que buscar 6 pontos fora.

Pernambucano 2013

Após lançamento e definição dos grupos da Copa do Nordeste, cuja primeira rodada será disputada na segunda quinzena de janeiro, a expectativa fica por conta das mudanças que haverá na forma de disputa do Pernambucano 2013. O presidente da FPF, Evandro Carvalho, guarda a proposta a sete chaves. Tomei conhecimento de que ela será nociva aos clubes do Interior. Espero que não ressuscitem o "DRAGÃO" de 2008.

Quantidade e qualidade

O grande entrave para uma melhora de qualidade do Pernambucano é a quantidade de clubes: 12. Se o número de participantes fosse reduzido para 10, certamente a qualidade técnica da competição iria melhorar, e as despesas seriam menores. A decisão de realizar um campeonato com 12 times foi política.

Pilares

O futebol pernambucano é alicerçado em 3 pilares: Sport, Náutico e Santa Cruz. Restringir a participação desses clubes na competição é decretar a falência do Estadual. O Interior não é forte o suficiente sustentar a disputa.

Prioridade 


A CBF e a Rede Globo colocaram a Copa do Nordeste como prioridade na região. O projeto é acabar os estaduais num futuro próximo. O problema é que a realidade de Pernambuco difere das dos demais Estados do Nordeste.

CURTAS


DEFINIÇÕES -
A fase de classificação do Pernambucano da Série A2 alcançou a reta final, fato que levou a uma definição das tendências. Chã Grande, Cabense, Pesqueira e Olinda, pela "gordura" que têm, dificilmente deixarão o G4.

NO PÁREO -
O Vitória, que após um início claudicante apresentou um reação positiva, tem chances matemáticas, entretanto, não será fácil tirar a vantagem de 8 pontos do Olinda e do Pesqueira em 6 partidas.

LIDERANÇA -
Os clubes que formam o G4 - Chã Grande, Cabense, Pesqueira e Olinda - vão travar uma disputa particular, nesta reta final, para ver quem fica com as duas primeiras posições para ter vantagem de dois empates nas semifinais.

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