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Folha de Pernambuco - 14/08/2012
postado em 14 de agosto de 2012

RETRÔ - No amistoso que fará amanhã, com a Suécia, em Estocolmo, a Seleção Brasileira usará um uniforme idêntico ao que usou na final da Copa de 58. Só nos resta torcer para que o hábito faça o monge.

Grandes e pequenos

A inquietude do torcedor pernambucano é procedente da campanha que os clubes estão descrevendo no Brasileiro. O desconforto começa com o fato de nunca se torcer pela conquista do título da Série A. Rubro-negros e alvirrubros são obrigados a torcerem para que seus clubes escapem da queda, ou seja, do rebaixamento. Participam de uma festa sem direito a acesso ao salão de baile. Por maior que seja o meu esforço não consigo entender algumas projeções feitas por sites especializados. O Chance de Gol, por exemplo, coloca o Sport, que em 16 rodadas nunca esteve na zona de rebaixamento, com um percentual de 88,2% de chance de voltar para a Série B, maior que o Atlético/GO - 57,2% - que nunca deixou a zona de queda. No momento atual do campeonato, um clube com 35% de aproveitamento estaria livre do rebaixamento. Tal percentual pode ser mantido até o final da disputa, entretanto, as edições anteriores nos mostram que acontece uma elevação nos números, nos jogos de volta. É neste detalhe que os dirigentes do Palmeiras apostam, pois a tendência natural é que o clube paulista se mantenha na zona de rebaixamento, onde se encontra há várias rodadas. O Náutico faz a sua campanha de manutenção explorando as vantagens do mando de campo. Uma tática de risco que não livra sua torcida da pressão. Um clube que luta para sobreviver não é um clube vencedor. Não é fácil aceitar que os nossos grandes são pequenos no cenário nacional.

TEMPO -
O técnico Zé Teodoro aposta no tempo que dispõe para ajustar o time do Santa Cruz. O seu erro é não aceitar críticas. O comandante coral esquece que no futebol o que se analisa, e se julga, é o fato, o que há de concreto. O Santinha não foi bem contra o Fortaleza. Ninguém pode contesta. Que melhore no futuro.

Na vitrine

O garoto, Juninho Carpina, 12 anos, que trina no CT do Barão, está sendo recrutado para fazer um teste no CT de Zico, no Rio de Janeiro. Ele tem chamado a atenção por conta do potencial técnico. Já participou de torneios na Espanha, na Suíça e em São Paulo. O que causa estranheza é o fato de nenhum grande clube pernambucano ainda ter descoberto o garoto, que fatalmente irá estourar num time do Sudeste.

Boa descendência

Várias pessoas já me falaram sobre o potencial de Juninho Carpina, que tem um DNA fortíssimo. O seu bisavô foi Joaquim Lapa, craque do passado, que participou do primeiro tricampeonato do Sport. O seu avô, Jairo Cordeiro, foi goleiro do Náutico e disputava a titularidade com Lulinha e Warlindo Carneiro.

Na terra


O presidente da FPF, Evandro Carvalho, já retornou de Londres, onde foi acompanhar, a convite da CBF, o torneio de futebol dos Jogos Olímpicos. Retorna em tempo de fazer o balanço do seu primeiro ano de gestão.

Discurso

Apesar de ter adotado o discurso da modernidade, pouca coisa mudou no primeiro ano da gestão de Evandro Carvalho no futebol pernambucano. O principal projeto, uma espécie de título de capitalização, não saiu do papel.

CURTAS


MECA -
A cidade de Igarassu está se transformando na Meca do futsal pernambucano. Na próxima semana o município sediará a quinta edição da Taça Brasil Correios de Futsal Feminino Sub 17, competição na qual o Estado será representado pelas equipes do Náutico e do Santa Cruz.

VOCAÇÃO - A Federação de Futsal tem priorizado Igarassu por duas razões: o Ginásio Jota Raposo é o único na região metropolitana a ter uma quadra com medidas oficiais - 20x40 - e a cidade tem vocação para o esporte.

PÚBLICO -
Nas grandes competições de futsal realizadas em Igarassu o público médio foi de 2000 torcedores por rodada, fato que chamou a atenção dos dirigentes da CBFS.


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