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Folha de Pernambuco - 07/08/2012
postado em 07 de agosto de 2012

FORÇA - A seleção de basquete masculino tem dado uma demonstração de força nos Jogos de Londres. A vitória de ontem sobre a Espanha - 88x82 - consolidou o bom momento da modalidade no seu ressurgimento no País.

O penúltimo passo


A pobreza técnica do torneio de futebol das Olimpíadas de Londres é impressionante. Nem mesmo o Brasil capitaneado por Neymar conseguiu empolgar, a exceção da convincente vitória - 3x0 - sobre a Nova Zelândia, mas os comandados de Mano Menezes não deram sequência ao bom futebol na partida com Honduras. Nas Olimpíadas quase não há tempo para recuperação. E neste futebol de resultados os retrospectos das campanhas são comparados e os números tidos como determinantes. O Brasil marcou 12 gols em 4 partidas, tendo uma média de 3 gols por jogo. A pragmática Coréia do Sul chegou a condição de semifinalista com 3 empates e uma magra vitória por 2x1. Seu ataque marcou apenas 3 gols, menos de um por jogo. Mesmo se tratando de futebol, onde o imponderável se faz presente com relativa frequência, é quase impossível não raciocinar com lógica. O pragmatismo é uma característica dos times orientais. A Coréia do Sul tem consciência de suas limitações e vai jogar na espera. Deixará que o Brasil tome a iniciativa do jogo, e com sua disciplina tática buscará, pacientemente, um espaço para tentar surpreender. A posse de bola será determinante porque o desequilíbrio deverá acontecer por conta da qualidade técnica de alguns jogadores: uma jogada genial de Neymar, um passe milimétrico de Oscar ou uma chegada fulminante de Leandro Damião. O exército coreano não possui armas desse calibre. O penúltimo passo da caminhada do ouro não chega a assustar.

EVOLUÇÃO %u2013 A outra semifinal do futebol masculino será disputada por Japão e México. Assisti a dois jogos dos japoneses e fiquei impressionado com o posicionamento da equipe. Aliás, os Jogos de Londres têm ressaltado o quanto o futebol japonês evoluiu, tanto no masculino quanto no feminino. Impressionante.

Argolas de ouro

O ginasta Arthur Zanetti, surpreende o País com a conquista da inédita medalha de ouro, ontem, em Londres. A surpresa fica por conta da pouca divulgação do esporte no País, mas Zanetti venceu neste ano, três das quatro etapas da Copa do Mundo de Ginástica Artística. Mesmo sendo um país-continente, o Brasil concentra a elite do desporto no Sul e Sudeste. Esta edição das olimpíadas nos presenteou com as argolas de ouro.

Driblando a crise

Estudo feito pela consultora Delloite, e publicados na revista Placar, mostra que o futebol inglês conseguiu dar um drible na crise econômica que toma conta do continente europeu. A última temporada da Premier League gerou 2,5 bilhões de euros, com um incremento de 12% em relação a temporada anterior.
     
Televisão

O estudo mostra que a principal fonte de receita dos clubes ingleses é oriunda da televisão. Apesar dos jogos serem transmitidos, os estádios estão sempre cheios. No Brasil, a atual média de público da Série A é de 15 mil torcedores.

Repercussão


As defesas milagrosas de Magrão, goleiro do Sport, no jogo com o São Paulo, foram comentadas em todos os programas de rádio e televisão, ontem, na Capital Paulista. Ninguém poupou elogios ao "paredão" da Ilha do Retiro.
 
CURTAS


DATA - A respeito da nota que publicamos na edição de domingo, tecendo uma crítica pela realização dos Jogos Indígenas de Pernambuco no mesmo período das Olimpíadas de Londres, a assessoria de imprensa da Secretaria de Esporte informou que as datas foram solicitadas pelas tribos.

RETIRO - Na segunda quinzena de agosto as tribos entram e retiro espiritual e só retornam à atividade no mês de dezembro. Os Jogos reuniram treze etnias.

DESISTÊNCIA
- Embora continue sendo tratado como um ídolo na cidade de Pesqueira, o ex-jogador, Luciano Velozo - A Maravilha do Arruda -, desistiu da candidatura a vereador. A campanha estava nas ruas, mas a timidez falou mais alto.

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