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Folha de Pernambuco - 06/08/2012
postado em 06 de agosto de 2012
DOAÃÃO - Os jogadores do Náutico, ao invés de falar em superação, preferiram atribuir à vitória a "doação" de cada um. Seja qual for a terminologia, a mudança de comportamento foi decisiva para reação.
Reação alvirrubra
O Náutico aproveitou a oportunidade de enfrentar o Santos desfalcado de vários titulares e construiu uma das vitórias mais importantes da sua campanha, até o momento, na Série A. O gol de Patric, que deu inÃcio a vitória, e pôs fim a uma sequência de três derrotas, aconteceu aos 13 minutos do segundo tempo, mas a pressão dos comandados de Alexandre Gallo aconteceu desde os primeiros movimentos, fato que transformou o goleiro Aranha na peça mais importante do time adversário. As mexidas do treinador foram decisivas para o Náutico chegar aos gols. O domÃnio das ações era efetivo, contudo, faltava equilibrar o time, o que aconteceu com a entrada de Kim, autor do segundo gol aos 35 minutos do tempo final. O artilheiro Kieza, já na fase dos descontos, marcou o terceiro gol da vitória que recoloca o Náutico na zona de classificação para a Sul-America. O caldeirão dos Aflitos voltou a ferver.
MILAGREIRO - O alvirrubro, Roberto Vieira, foi muito feliz ao observar que "desde Frei Damião ninguém em Pernambuco fazia tanto milagre", em referência à atuação do goleiro Magrão, do Sport, ontem à tarde, no Morumbi. A vitória do São Paulo - 1x0 - foi decorrente de uma %u201Clinha burra%u201D, criada pela defesa rubro-negra na tentativa de estancar as investidas do tricolor paulista. Se os seus companheiros de equipe não tivessem sido tão primários, certamente o goleiro leonino estaria sendo louvado pela sua atuação que arrancou aplausos de Rogério Ceni, um dos profissionais mais qualificados do futebol brasileiro na posição. Mas nada que se falar do jogo será capaz de empanar a memorável partida do goleiro leonino. Não foi uma, nem duas defesas espetaculares. Foram cinco ou seis intervenções milagrosas. A torcida do Sport costuma chamar Magrão de "Paredão". Ontem ele foi milagreiro.
Flecha jamaicana
O jamaicano, Usain Bolt, deixou o mundo incrédulo mais uma vez ao conquistar a medalha de ouro nos l00m, prova nobre do atletismo, nos Jogos de Londres com o tempo de 9s63, cravando um novo recorde olÃmpico. Em momento algum ele deixou de ser favorito ao ouro, mas muito se duvidou da sua condição fÃsica, mesmo tendo se classificado bem nas eliminatórias. à a insustentável leveza do ser.
Resgate perfeito
O Santa Cruz resgatou a dÃvida que tinha com a sua torcida no mais alto estilo: goleando o então lÃder da Série C, o Icasa, por 4x0, resultado que colocou o bicampeão pernambucano na G4 do Grupo A. Quem foi ao Arruda ficou com a certeza de que o jogo foi o marco do inÃcio de um novo tempo. à só manter.
Otimismo
Sigo acreditando na conquista da medalha de ouro, único que tÃtulo que falta no acervo do futebol brasileiro, mas confesso que o susto que a seleção de Honduras nos deu sábado não estava nos planos. Bendito Leandro Damião.
O próximo
Não vi o jogo da Coréia do Sul com a Grã-Bretanha, onde os coreanos conquistaram a vaga nos pênaltis, mas não acredito que seja adversário para a Seleção Brasileira. Se não houver surpresa acredito numa final entre Brasil e Japão.
CURTAS
EQUILÃBRIO - A décima-segunda rodada do Pernambucano da Série A2 registrou cinco empates em sete jogos disputados, fato que mostra o equilÃbrio da competição que passou a ter o Pesqueira como o novo lÃder com 25 pontos ganhos.
JEJUM - O Petrolina segue sem vencer na Série D. Ontem foi derrotado pelo Horizonte/CE por 2x0. Em cinco jogos a Fera Sertaneja contabilizou três empates e duas derrotas, sequência que lhe colocou na lanterna do Grupo A3.
QUEDA - O técnico Givanildo Oliveira não resistiu à terceira derrota consecutiva e foi dispensado pelo América/MG. No inÃcio da Série B o clube mineiro engrenou uma sequência de quatro vitórias e liderou o campeonato em várias rodadas.
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