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Folha de Pernambuco - 28/05/2013
postado em 28 de maio de 2013

CAXIROLA - Agora é oficial: a caxirola, instrumento criado por Carlinhos Brown, para ser símbolo da Copa de 2014, não será permitido na Copa das Confederações. A medida esvaziou os bolsos de muita gente.

Não é hora para achismo

O futebol também tem espaço para o achismo. Todo mundo acha tudo. E cada um que seja mais dono da verdade do que o outro. O achismo começa com o torcedor e termina com o cronista esportivo. Bastou uma rodada ser disputada no Brasileiro para se falar em candidatos a acesso e descenso. Como diz o amigo, Marcos Belfort, %u201Csão os poetas do apocalipse%u201D. E dentro deste conceito de tudo ou nada, o Sport irá a campo, hoje à noite, na Ilha do Retiro, para buscar uma vitória diante do ABC, como poucas vezes ocorreu em sua recente história. É que a seqüência de cinco derrotas tem tirado o sono da nação rubro-negra, que se sente desconfortável com o fato atípico. A presença do técnico Marcelo Martelotte no banco é um sintoma de que a atitude do grupo deve mudar. O novo treinador não teve tempo para trabalhar a parte tática, e terá no resgate da auto-estima à ferramenta capaz de levar seus comandados a uma reação diante do adversário que também tropeçou na primeira rodada da Série B. A programação de três partidas no espaço de oito dias, com viagens intercaladas, inviabiliza a realização de um bom trabalho de campo. E a pisada será essa até o recesso para a Copa das Confederações. Enfim, até a sexta rodada Martelotte vai dispor de pouco tempo para comandar treinos, terá que corrigir posicionamentos e fazer ajustes através de uma boa comunicação verbal, e usar essa meia dúzia de jogos como laboratório. Em julho a disputa começa pra valer. As tendências serão formadas e o achismo exercitado como nunca.

REFORÇOS - Martelotte falou o óbvio na sua apresentação, na Ilha do Retiro: o Sport precisa de seis a oito reforços. O clube rubro-negro precisa fazer uma reformulação no seu elenco desde o ano passado. Algumas peças foram substituídas sem a preocupação com a qualidade. O efeito foi muito negativo.

Para tremer

A Série B é uma competição de tiro longo, e esta edição deverá ser marcada pelo equilíbrio de forças. Portanto, a soma de duas ou três derrotas representará um passivo muito alto para ser resgatado. A vantagem do mando de campo é substancial. Entendo que torcida não entra em campo, mas a do Sport já funcionou como ponto de desequilíbrio em muitas vitórias do Leão. A ordem é fazer a Ilha tremer.

Duas torcidas

Procurei me informar sobre o horário dos jogos - Náutico x Portuguesa e Santa Cruz x Luverdense - no próximo domingo. Inicialmente ambos estão programados para o mesmo horário: 18h30. Embora sejam em estádios distintos, vamos ter duas torcidas nas ruas da cidade. A PM tem que ficar alerta.

Prevenção

Durante o Pernambucano a Polícia Militar não admitiu que fossem realizados dois jogos no mesmo dia e horário no Recife. Creio que no Brasileiro o risco de confronto entre torcidas seja o mesmo. Para a violência explodir basta ter jogo.

Torcidas

Por se tratar do último jogo do Náutico nos Aflitos, a expectativa é de um grande público no Eládio de Barros Carvalho. O Santa Cruz espera levar 40 mil tricolores ao Arruda. Os estádios são próximos, e o encontro de torcedores é inevitável.

CURTAS

AFLITOS I - A diretoria do Náutico programou uma série de ações para ser desenvolvida nos jogos com o Vitória e a Portuguesa, amanhã e domingo, respectivamente. Trata-se dos últimos jogos do alvirrubro no romântico Estádio dos Aflitos.

AFLITOS II - Poucos sabem, como André Campos, o quanto o Estádio dos Aflitos representa para o Náutico. Ele começou a frequentar aquelas arquibancadas ainda garoto, levado pelo pai, Wilson Campos, comandante de várias conquistas alvirrubras no temido reduto dos timbus.

AFLITOS III - A história dos Aflitos é rica de fatos marcantes e personagens inesquecíveis. De heróis que se tornaram célebres, e de anônimos que foram heróis.

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