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Folha de Pernambuco - 13/05/2013
postado em 13 de maio de 2013

APROVADO - É regra: no futebol pernambucano os técnicos se afirmam nos clássicos. Marcelo Martelotte disputou seis clássicos no Estadual e contabilizou quatro vitórias, um empate e uma derrota. Foi aprovado com o título.

Tri, tri, tri, tricolor

O Santa Cruz não era favorito para conquistar o título do Pernambucano no ano em que se sagrou campeão. O Tricolor do Arruda também não estava creditado para chegar ao bicampeonato, e novamente surpreendeu. Este ano, o time do Arruda não foi convincente no início do Estadual, mas a partir do primeiro clássico, quando venceu o Náutico, começou a crescer e novamente superou o descrédito para chegar a um título histórico. O último capítulo desta história, não poderia ter sido escrito de melhor forma, ontem à tarde, na Ilha do Retiro. Os comandados de Marcelo Martelotte foram a campo com a vantagem do empate, mas marcaram um gol logo no início do jogo, e foram aguerridos para suportar a pressão do adversário. Thiago Cardoso se agigantou no gol do Tricolor, fez defesas milagrosas. Como diria o saudoso Waldomiro Silva, %u201Cestava de corpo fechado%u201D. Quando o Santa Cruz ficou com um homem a menos, por conta da expulsão de Flávio Caça-Rato, o Sport teve mais 60% de posse bola, mas não foi eficiente no quesito que faz a diferença numa decisão: a finalização. Quesito este no qual o Santa Cruz se mostrou implacável, tanto no primeiro tempo com o gol de Caça-Rato, como aos 41 minutos finais com Sandro Manuel que flutuou numa jogada que concluiu com uma precisão cirúrgica. Detalhe: nos três títulos que o Santa Cruz decidiu com o Sport, o Tricolor do Arruda venceu as partidas decisivas que disputou na Ilha do Retiro.

LUCRO - O primeiro turno do Pernambucano de nada valeu, fato que contribuiu para que não houvesse uma grande pressão em cima dos árbitros estaduais. O resultado não poderia ter sido mais positivo. Gilberto Castro Júnior foi perfeito na condução do clássico de ontem. Há nove anos que um árbitro local não apitava uma final do Pernambucano. Resgate de dignidade.

Caça-Rato

Ao marcar o primeiro gol da vitória do Santa Cruz, o atacante Flávio Caça-Rato foi, de imediato, apontado como o herói do título do tricampeonato. Ao ser expulso, ainda no primeiro tempo, o personagem do jogo passou a viver a expectativa de se transformar em vilão, caso o Sport conseguisse virar o placar. Mas os guerreiros tricolores deram mais uma mostra de superação. E o tri veio com a sua assinatura.

Avaliação do elenco

O técnico Sérgio Guedes foi bastante equilibrado na sua análise sobre o jogo, mas deixou claro que é necessário fazer uma avaliação do grupo do Sport. No clássico de ontem o time foi aguerrido, mas não teve competência para traduzir o domínio das ações no placar. Enfim, há carências no ataque e no setor de armação.

Inédito

O presidente do Santa Cruz, Antônio Luís Neto, entrará para a história do Tricolor do Arruda por muitos motivos, dentre eles, por ser o primeiro presidente a ser tricampeão como comandante nos três títulos. É pé quente.

Aniversário

O Sport Club do Recife comemora nesta segunda-feira 108 anos de fundação. Acredito que este venha a ser um dos aniversários mais discretos do clube da Ilha do Retiro. A derrota imposta pelo Santa Cruz foi um presente de grego.

CURTAS

VIOLÊNCIA - Apesar do grande efetivo que a Polícia Militar colocou nas ruas por conta da final do Pernambucano, a violência explodiu em vários pontos da cidade, a começar pelo estádio da Ilha do Retiro onde vários carros foram depredados.

SEGURANÇA - A atuação da Polícia Militar é imprescindível, entretanto, os clubes, em jogos de risco como foi o de ontem, têm o dever de reforçar a segurança privada. Era previsto que, se o time rubro-negro perdesse o jogo haveria uma reação violenta dos seus torcedores, como realmente ocorreu,

QUEDA - Como era previsto, o Petrolina foi rebaixado para a Segunda Divisão em 2014. A Fera Sertaneja não tinha a mínima condição de ter disputado o Estadual.

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