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Folha de Pernambuco - 07/05/2013
postado em 07 de maio de 2013

NOME - Ao que tudo indica a FIFA não vai mais mexer com o nome do Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Vitória do povo brasileiro. A reação popular transformou os cartolas internacionais em autênticos Manés.

As lições de Seedorf

Uma das imagens mais marcantes do final de semana futebolístico no Brasil foi a do experiente Seedorf chorando com a conquista do título carioca, pelo Botafogo. Aos 37 anos, o craque holandês que tem no currículo alguns dos títulos mais cobiçados no futebol mundial, se emocionou como um garoto egresso das divisões de base que coloca as mãos, pela primeira vez, numa taça. Lição de humildade. O acanhado estádio de Volta Redonda, e o decadente campeonato carioca fazem parte do script do que pode vir a ser o último capítulo da história de um craque que cruzou fronteiras e se tornou um cidadão do mundo. É possível que, ainda este ano ele inicie uma nova carreira, a de treinador. Esta é a proposta do Milan da Itália. Seedorf tem dado lições de cidadania desde que chegou ao Brasil. Sua simplicidade conquistou o carioca, não apenas o torcedor do Botafogo. Qual jogador brasileiro, com seu status, tem o desprendimento de utilizar o transporte coletivo? Nenhum. Clarence Seedorf, que iniciou sua carreira no Ájax da Holanda, e nos últimos dez anos esteve vinculado ao futebol italiano, se surpreendeu com os estádios no país do futebol, que comumente estão quase vazios. Naturalmente que se escandalizou com tantos desmandos. Elegante, evitou entrar em polêmica, se limitou a fazer o que mais gosta: jogar futebol. E o fez com maestria. Embora sendo uma celebridade se comportou como um cidadão comum, ciente dos seus direitos e deveres. E esta foi uma de suas mais belas jogadas.

SOMATIZAÇÃO - O desafio dos dirigentes e da comissão técnica do Sport é fazer com que o fato de o Santa Cruz ter conquistado dois títulos em cima do clube leonino, não venha somatizar de alguma forma no grupo. De vez em quando os "monstros" criados pelo psíquico refletem no físico. É dose para Leão.

Gol contra

Faltam 401 dias para o Mundial de 2014. Este ano três torcedores foram baleados nas ruas do Recife, em dias de jogos. Muitos tiros foram disparados sem que ocasionassem vítimas. As vidas humanas foram banalizadas em nome do futebol. Para cada caso uma tentativa vã de explicação. Deveríamos estar contentes por conta dos domingos de futebol. O medo não deixa. A violência sempre marca um gol contra.

A cor ou o tecido?

A ver a Polícia Militar escoltar um pelotão de torcedores pelas ruas do Recife perguntei aos meus botões: "A punição anunciada foi para as cores ou os tecidos das camisas das organizadas"? É que nada mudou no comportamento das galeras que aproveitam o futebol para badernar. Exceto as cores das camisas.

Solução

A sociedade não busca culpados, tampouco responsabiliza A ou B por esta "guerra civil", apenas torce para que se encontre uma solução. O sentimento é de que a segurança, a cada registro de fato, volta à estaca zero. Lamentável.

Comportamento

Com medo do pós jogo os torcedores estão deixando os estádios a dez minutos do final da partida. Uma alternativa para pegar as ruas mais livres e com menos risco de violência. A fuga pode lhe tirar a alegria de ver um gol.

CURTAS

VERGONHA - Reportagem publicada no Correio Brasiliense revela que, "dos 193 contemplados com Bolsa Atleta estudantil do Ministério do Esporte nenhum chegou aos Jogos Olímpicos, e um terço nem pertence mais a qualquer federação".

FIASCO - Criada há sete anos, a Bolsa Atleta não teve qualquer influência no atletismo brasileiro. O programa se tornou um fiasco por conta da falta de fiscalização, por parte do Ministério, para quem doa o benefício.

EVIDÊNCIAS - Tal como aconteceu com o programa Segundo Tempo, no Bolsa Atleta os recursos liberados pelo Ministério do Esporte acabam "beneficiando" um montão de gente, menos os que realmente merecem.

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