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Folha de Pernambuco - 06/05/2013
postado em 06 de maio de 2013

LEITURA - O técnico do Sport, Sérgio Guedes, fez uma leitura equivocada do jogo, fato que lhe levou a se confundir nas substituições. Seus erros levaram o time rubro-negro a uma queda de produção no segundo tempo.

Detalhes da decisão

Tiago Cardoso fez duas defesas espetaculares quando o jogo estava zero a zero e foi bafejado pela sorte ao ver a bola chutada por Marcos Aurélio esbarrar na trave, quando ele estava vencido no lance. O esforçado Flávio Caça-Rato fez uma jogada de craque quando tocou, de calcanhar, numa tabela perfeita com Dênis Marque que marcou o único gol da partida. Estes são apenas alguns detalhes que explicam a Vitória do Santa Cruz no primeiro jogo da final do Pernambucano. Agora, o Tricolor do Arruda tem a vantagem do empate para se sagrar tricampeão, título que não levanta há mais de quarenta anos. Como a história da decisão não acaba no primeiro jogo, Magrão, ao defender o pênalti batido por Dênis Marques, pode se transformar no grande personagem da decisão. Afinal, a defesa do goleiro leonino evitou que a vantagem do adversário ganhasse uma maior dimensão. Vantagem em decisão também é um detalhe que técnicos como Marcelo Martelotte, que tem se revelado um bom estrategista, exploram para tirar maior proveito do regulamento. O mando de campo é um estímulo a mais para o Sport tentar reverter a situação e forçar um terceiro jogo onde será decidido o campeão da temporada. O Santa Cruz chegará ao título se somar um ponto, fato que forçará os leões a jogarem no ataque, um detalhe que pode levar o tricolor a utilizar a mesma estratégia que o levou a conquista do título de 2011. Sport e Santa Cruz estão do mesmo tamanho nesta decisão. Outro detalhe que deixa o título ainda sem destino.

ESPAÇO - O Mogi Mirim foi eliminado pelo Santos na disputa por pênaltis. Através dos pênaltis o Corinthians despachou o São Paulo. O pernambucano, Dado Cavalcanti, treinador do Mogi, foi o destaque das semifinais do Paulista. Aos 31 anos ele conquista um espaço que pode alavancar a suja carreira.

Vitória

A Associação dos Cronistas Desportivos de Pernambuco venceu a queda-de-braço com a Federação Pernambucana de Futebol e assegurou os direitos dos repórteres das rádios e das televisões. No início da semana a FPF distribuiu uma circular que feria o Estatuto do Torcedor. O presidente da ACDP, Iranildo Silva, buscou, na Justiça, o que é de direito dos profissionais. Uma ação rápida e efetiva, que surtiu o efeito desejado.

Sem discurso

Não tem discurso que consiga explicar, ou justificar, a apática apresentação do Náutico diante do Ypiranga, no primeiro jogo da decisão do terceiro lugar do Pernambucano. O empate de 1x1 foi mais um sinal de alerta. Talvez a reformulação no elenco alvirrubro precise ser maior do que se imagina.

Equilíbrio

Central, Salgueiro e Pesqueira mantêm uma disputa equilibrada pela liderança do octogonal, cujo vencedor será um dos representantes pernambucanos na disputa da Série D. Teoricamente os jogos do Salgueiro são mais fáceis.

Queixas

Clubes que fizeram boas campanhas nos turnos iniciais do campeonato, e estão na iminência de serem rebaixados para a Segunda Divisão, se queixam do regulamento que eles aprovaram. É o preço por não lerem o que assinam.

CURTAS

PLACAR - A superioridade técnica do São José em relação ao Vitória ficou evidenciada logo no primeiro confronto entre os dois times, válido pela final da Copa Brasil de Futebol Feminino. Portanto, no jogo de sábado, em São Paulo, a surpresa ficou por conta do placar: 4x0. Os números tornam o título inquestionável.

SALTO - Nos últimos três anos o Vitória chegou a duas finais do título brasileiro de futebol feminino e a uma semifinal. O trabalho no Tricolor das Tabocas é bom, mas lhe falta o salto de qualidade indispensável a qualquer campeão.

RECORDE - Se o Santos for tetracampeão paulista, o zagueiro Durval contabilizará o seu décimo-primeiro título estadual seguido. Recorde nacional.

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