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Folha de Pernambuco - 02/04/2013
postado em 02 de abril de 2013

POSSE - Luís Alexandre Almeida e Cláudio Cardoso tomam posse, hoje à noite, respectivamente, como presidente do Conselho e Comodoro do Cabanga Iate Clube. A solenidade será durante reunião do Conselho Deliberativo.

Entre sonhos e decepções

A Copa do Brasil não é tão valorizada quanto, tampouco tem o mesmo status do Campeonato Brasileiro, entretanto, é cobiça pelos clubes por conta do prêmio dado ao campeão: uma vaga na Libertadores da América. A partir das quartas de final a competição se torna rentável. Amanhã começam as disputas da vigésima-quinta edição da Copa que é considerada a disputa mais democrática do futebol brasileiro. Já sofreu várias alterações com o objetivo de beneficiar os grandes clubes do Sul e Sudeste, mas o conceito não foi alterado, sendo mantida a presença de clubes de todas as regiões. O Sport foi o único pernambucano que pontuou bem: vice-campeão na primeira edição, em 1989, quando decidiu o título com o Grêmio, e campeão em 2008. Santa Cruz e Náutico estão a dever, às suas torcidas, campanhas expressivas. Sempre buscamos explicações para os resultados negativos diante de adversários de reconhecida inferioridade técnica. Reconheço a dificuldade de se conseguir a unanimidade em relação à causa, entretanto, o perfil doméstico dos clubes tem um peso muito grande na formação da opinião, do conceito sobre o fato. Em algumas edições os representantes pernambucanos foram desclassificados por grandes clubes, reconhecidamente superiores. Contudo, em outras oportunidades eles foram anulados por ilustres desconhecidos sem nenhuma tradição no futebol nacional. Sport e Santa Cruz já jogam nesta quarta-feira na condição de visitantes. O histórico nos leva a ser cautelosos nos prognósticos.

DIFICULDADE - Uma das novidades da edição 2013 da Copa do Brasil é a presença dos clubes que estão disputando a Libertadores. Antes eles eram vetados de participar da competição nacional. A abertura representa uma elevação no grau de dificuldade para os outros participantes. É o adeus às surpresas.

Em casa

O Vitória vai enfrentar o Centro Olímpico de São Paulo nas semifinais da Copa Brasil de Futebol Feminino. A primeira partida será domingo, no Carneirão, e as taboquistas precisam fazer um bom resultado. O adversário é bancado pela Prefeitura de São Paulo, que andou atrasando salários, fato que provocou reação e ameaça de êxodo de algumas jogadoras. O primeiro passo para as finais tem que ser dado em casa.

Naming rights

Os baianos largaram na frente. Dentre todas as arenas que sediarão jogos da Copa das Confederações e do Mundial de 2014, a Itaipava Arena Fonte Nova foi a primeira a assinar contrato de naming rights. A cervejaria investirá R$ 10 milhões a cada ano, por dez anos de contrato. A nova arena será inaugurada domingo.

Na mira

Nos bastidores circulam notícias de que a cervejaria já entrou em contato com o consórcio que administra a Arena Pernambuco e fará uma proposta para um contrato de naming rights, com as mesmas vantagens oferecidas aos baianos.

Flexibilidade

Não sei se após a Copa haverá uma flexibilização para o comércio de bebidas alcoólicas nos estádios. Caso a proibição seja mantida será, no mínimo estranho, um estádio com o nome de uma bebida que não se pode consumir.

CURTAS

VIOLÊNCIA I - Ainda repercutem as absurdas declarações do presidente do Corinthians, Mário Gobbi, que considerou a prisão dos 12 torcedores envolvidos no caso Kevin, "uma brutalidade pior que a morte do jovem".

VIOLÊNCIA II - Desconheço qual o conceito do presidente corintiano em relação à violência. Mas suas declarações foram de uma infelicidade imperdoável, e lhe coloca no mesmo nível de insanidade de quem acionou um sinalizador durante uma partida futebol e culminou com a morte do rapaz.

VIOLÊNCIA III - Está mais que provado que umas das causas da crescente violência no futebol são os dirigentes que bancam as torcidas organizadas.

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