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Maio 2012 ›› JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
No último sábado tivemos uma conversa proveitosa com um técnico de futebol que milita, há um bom tempo, em nosso Estado, sempre no comando de times menores , que nos deu o mote para uma postagem.
Ele sempre tem feito bons trabalhos e com pouco reconhecimento.
Como convivemos com muitos desses treinadores, alguns com bons currÃculos, nos lembramos do fosso que os separam daqueles que atuam em grandes agremiações, com contratos vultosos, carteiras assinadas, direitos de imagem e multas contratuais de milhões.
Na maioria dos clubes menores do futebol brasileiro não existe contrato assinado entre treinadores e clubes. Os acordos não são respeitados, e no final, são demitidos sem receberem salários.
A grande maioria termina na Justiça do Trabalho na busca dos seus direitos, e embora ganhem as causas não os recebem por conta das situações financeiras das agremiações.
As condições de trabalho são precárias, e esses profissionais atuam em diversos setores, e na primeira derrota se tornam os culpados e já começam a ser preparados para a degola.
São contemplados com salários que variam de conformidade com a situação de cada clube, e que vão de R$ 10 mil a um mÃnimo, mas na maioria são virtuais, existem apenas nas promessas e não chegam aos seus bolsos.
Noventa por centro desses profissionais não possuem direito aos benefÃcios trabalhistas, e vivem muito diferente dos treinadores das Séries principais, que contam com tais direitos, muito embora os clubes quando os demitem fazem acordo e muitos deles atrasam ou não pagam nos seus cumprimentos.
Todos têm um sonho grande ascenderem na profissão, mas vivem submetidos a um cartel que pouco permite que esses possam chegar a uma equipe de maior porte, desde que no Brasil existe uma reserva de mercado nesse segmento.
Os profissionais de clubes menores são os heróis de nosso futebol, e por incrÃvel que pareça, protegidos por uma Lei, a 8560 de 1993, do governo Itamar Franco, que determina que todos os contratos dos treinadores com os clubes sejam registrados nas federações, fato esse que não é respeitado. Os que disputam as divisões maiores os registram no Circo do Futebol. Trata=se de uma Lei daquelas que não são acatadas. Estão no sistema virtual.
Esse é um Brasil que poucos conhecem e que tivemos a oportunidade de vivenciarmos, onde o abismo entre os grandes e pequenos é profundo nas carreiras dos treinadores de futebol.
CLAUDEMIR GOMES
Os dois últimos jogos do Náutico nos Aflitos foram testes para cardÃacos. O mestre, Roberto Vieira, um dos maiores amantes do clube alvirrubro, escreveu no facebook tão logo a partida foi encerrada: "Duas decisões por pênaltis em 15 dias é muito". Verdade. à emoção pra valer. E existe a possibilidade de, nos próximos 15 dias haver mais uma decisão dessas de levar o torcedor para a emergência cardiológica. Afinal, se ocorrer a terceira ela valerá o tÃtulo.
A emoção é a essência maior deste jogo jogado dentro das quatro linhas. Após o Náutico conseguir o acesso, naquela decisão dramática com o Paysandu, confronto no qual o conjunto alvirrubro não conseguiu apresentar um futebol a altura do seu potencial técnico, o comandante, Gilmar Dal Pozzo nos falava do peso da decisão, fator que levou a bola "queimar" nos pés dos mais jovens.
Diante do Juventude o time alvirrubro deu mostra de maturidade. Não se abateu com a vantagem construÃda pelo adversário no primeiro confronto do mata, mata, e fez o dever de casa explorando as vantagens do mando de campo. Tal como manda o figurino. Que venha a final.
à preciso que o torcedor alvirrubro entenda o contexto das três decisões: Na primeira, onde o adversário foi o Paysandu, os clubes tinham como meta a definição do futuro (seguir na Série C no próximo ano, ou ascender à Série B), razão pela qual o sucesso foi qualificado como sendo até mais importante que o tÃtulo da competição.
No segundo mata, mata, não havia um acesso, ou um tÃtulo a se buscar. Náutico e Juventude lutavam pelo direito de ir a final. Tal detalhe tirou um pouco do peso emocional que atormentou alguns jogadores no primeiro mata, mata. O time se mostrou mais leve e confiante do seu potencial.
Agora, na decisão com o Sampaio Corrêa, existe um tÃtulo em disputa. A ambição pela conquista aumenta a pressão psicológica, que por conseguinte vai interferir no comportamento dos jogadores. Este sujeito oculto é um adversário a ser enfrentado pelos dois times que, por méritos, estão credenciados ao tÃtulo. E surge a máxima: "Decisão se vence nos detalhes".
Náutico e Sampaio Corrêa se confrontaram duas vezes na fase de grupos, com o registro de duas vitórias do time pernambucano. Tal feito, como carta de apresentação, pode até servir de intimidação, impõe respeito ao adversário, mas não chega a definir um favoritismo. Numa decisão de tÃtulo tudo é diferente. Treinador e comissão técnica precisam estar atentos a todos os sinais. O primeiro detalhe a ser observado é que a partida final será na casa do adversário.
Para o Náutico, a construção de uma boa vantagem no primeiro jogo, que acontece no próximo final de semana, nos Aflitos, será fundamental para a conquista do tÃtulo.
Vale lembrar a PolÃcia Militar, instituição que orgulha os pernambucanos, que o ato de omissão nos Aflitos, neste jogo com o Juventude, foi imperdoável. Uma deslealdade para com o torcedor. Uma verdadeira demonstração de descaso com a vida humana. Lamentável.
CLAUDEMIR GOMES
O jogo já estava na fase dos descontos, o empate assegurava o inédito tÃtulo de Campeão da Copa do Brasil ao Atlético Paranaense, mas os deuses do futebol resolveram derramar suas graças sobre Marcelo Cirino, que tirou da cartola o futebol raiz. Mágico como o saudoso Mané Garrincha, descobriu espaço onde não havia, entortou dois marcadores que estavam colados nele, em seguida, com uma finta desconcertante, deixou mais um para trás e serviu, de bandeja para Rony emoldurar a jogada com um toque preciso que redundou no gol da vitória (2x1) sobre o Internacional, em plena Arena Beira Rio, em Porto Alegre.
"Nada substitui o talento!".
Inevitável não lembrar da frase antológica do mestre, Paulo Jardel. A jogada de Cirino foi uma louvação a ginga do craque brasileiro. Seu virtuosismo já havia lhe tirado do lugar comum numa partida onde as duas equipes tentavam se impor através da força do coletivo. A diferença não poderia acontecer senão pelo talento individual. O Atlético/PR teve em Marcelo Cirino o ponto de desequilÃbrio. Ao Internacional lhe faltou o semeador de grandes jogadas: D'Alessandro.
Meu Brasil brasileiro pode até não ser mais chamado de "PaÃs do Futebol", entretanto, os bons jogadores brotam nos nossos campos igualmente as tulipas brotam nos campos da Holanda. Por mais que se exporte haverá sempre um virtuoso colorindo os gramados. Ontem foi a noite de Cirino.
Enganou=se aquele que assistiu a magistral apresentação de Di Maria, que comandou a vitória do Paris Saint Germain (3x0) sobre o Real Madri, na rodada de abertura da fase de grupos da Champions League, ontem a tarde, e pensou que havia testemunhado o melhor do dia. O feito do argentino foi memorável, mas a ginga do jogo foi vista do lado de cá do Atlântico, as margens do Rio GuaÃba.
Como o monstro do lago, Marcelo Cirino calou o Gigante da Beira Rio com seu talento. A bola não poderia ter sido mais submissa a sua "molecagem" que foi a assinatura maior da conquista atleticana. Coisa de menino travesso que se sente bem jogando no quintal de casa.
O Atlético Paranaense entra para o grupo dos campeões da Copa do Brasil. Um tÃtulo que serve de chancela para o seu crescimento e afirmação no pelotão dos grandes clubes do futebol brasileiro.
O jogo?
Nada a comentar. Fiquei embriagado com a jogada do Cirino.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
Pesquisa nacional realizada pelo Datafolha mostrou que o Flamengo contra com a maior torcida do Brasil. Segundo esse levantamento, o time rubro-negro tem a preferência de 20% dos brasileiros, seguido pelo Corinthians, com 14%.
Foram ouvidas 2.878 pessoas, todas com mais de 16 anos, em 175 municÃpios de todo o PaÃs, entre os dias 29 e 30 de agosto.
Há predomÃnio de torcedores do Flamengo em três das cinco regiões brasileiras. Ele tem a preferência de 39% no Norte; 28% no Centro Oeste e 27% no Nordeste. No Sudeste é registrado um empate técnico com o Corinthians, com 18% para o clube paulista e 17% para os cariocas.
Na região Sul, as equipes com mais torcedores são: Grêmio (23%), Internacional (17%), seguidos pelo Corinthians (11%), Flamengo (4%), São Paulo (4%) e Santos (4%). Os gaúchos sempre dando lições.
A região Nordeste é dominada pelos times do Rio e São Paulo. Dos clubes nordestinos, os únicos que aparecem com mais de 1% são: Sport (4%), Bahia (4%), Santa Cruz , Vitória, Fortaleza e Ceará, todos com (2%). Os que não torcem por nenhum time somam 24%, número bem expressivo.
No computo geral são 22% de brasileiros que não acompanham o futebol. Outro ponto que deveria ser destacado, está na Seleção do Circo, que só conta com o apoio de 2% dos brasileiros.
Os times do Nordeste que aparecem no total com 1% são: Bahia, Vitória, Sport, Santa Cruz, Fortaleza e Ceará.
Na verdade tudo que foi demonstrado nessa pesquisa faz parte da realidade do futebol nacional. O que mais nos preocupou com esse resultado é o fato de ver o Nordeste com 62% de torcedores de clubes de outras regiões, sendo 36% do Flamengo e 9% do Corinthians, e apenas 16 % dos nativos.
Com esses números que foram apresentados jamais iremos sair da segunda página das competições nacionais.
O cenário do Norte é mais grave: quando os clubes locais não somam 6%. Uma vergonha.
O bom exemplo vem do Rio Grande do Sul, quando 40% dos torcedores estão ligados aos seus dois times maiores, enquanto o Flamengo tem 4% e o Corinthians tem 11%.
Os que não gostam de futebol mostram também que o Brasil não é o PaÃs da Chuteira.
CLAUDEMIR GOMES
Ninguém tem dúvidas de que estamos assistindo a uma das edições da Série B de nÃvel técnico mais baixo. Existe um empacotamento, tanto na parte de cima da tabela, quanto na parte de baixo. A igualdade de forças coloca os times no lugar comum, fato que leva as equipes a terem um comportamento similar em seus jogos. Como resultante deste cenário, a sensação de que os clubes serão perseguidos pelo fantasma do "QUASE" até o final da disputa.
Dentro deste contexto, a regularidade será determinante para o sucesso dos clubes. Afinal, estamos a 16 rodadas do final do campeonato e as tendências começam a serem definidas. Bragantino, Atlético/GO e Sport ocupam os três primeiros lugares na tabela de classificação, com o rubro-negro pernambucano, que ocupa a terceira posição, com a vantagem de cinco pontos sobre o quinto colocado que é o CRB. Nos últimos cinco jogos o Leão da Ilha do Retiro contabilizou três empates e duas vitórias, mesma campanha do time de Goiás e do Paraná. Neste ciclo o melhor desempenho foi do América/MG que somou três vitórias e dois empates, performance que explica sua reação dentro do campeonato. Vale lembrar que o time mineiro já esteve na zona de queda e hoje se encontra na 11ª posição a uma vitória do 7º colocado.
Por outro lado, o Coritiba, que já figurou como vice-lÃder, não somou nenhuma vitória e acumulou três derrotas, performance que lhe levou a perder toda gordura caindo para a quarta posição com apenas um ponto de vantagem sobre o quinto colocado, o CRB, que tem a mesma pontuação do Paraná: 33 pontos.
Na parte de baixo da tabela, apenas quatro pontos separam o lanterna, São Bento de Sorocaba/SP (20 pontos) do 15º colocado, o Vitória/BA (24 pontos). São seis clubes ameaçados pela guilhotina, e a dificuldade que todos estão encontrando para somar um maior número de vitórias, mantém uma indefinição absurda no quadro do descenso.
A tendência é que Bragantino, Atlético/GO e Sport garantam o acesso a Série A, contudo, o que vai definir o alcance da meta é a regularidade. Numa competição de nÃvel técnico tão baixo, o que se exige dos times é o pragmatismo do resultado. O grande exemplo desta realidade foi a vitória do Sport (2x1) sobre o Figueirense, no final de semana. O rubro-negro recifense fez uma apresentação muito aquém do que é capaz, mas foi eficiente nas conclusões, fato que lhe levou a contabilizar uma vitória determinante para sua consolidação no G4.
Determinadas coisas são imutáveis no futebol. Vão mais além das regras definidas para as competições. Num campeonato de tiro longo, como é o Brasileiro da Série B, a regularidade é o objetivo mais perseguido pelos treinadores. Regularidade positiva, evidentemente, porque existe também aquela campanha linear que não lhe deixa sair do atoleiro.
O jogo do Sport com o América/MG, próxima sexta-feira, na Ilha do Retiro, nos arremete ao prognóstico de um bom confronto, uma vez que, o objetivo dos dois times será reforçar a regularidade apresentada nas últimas rodadas.