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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
Com uma vitória - 1x0 - sobre o Náutico, na tarde deste sábado, nos Aflitos, a Ponte Preta deu um passo decisivo para assegurar o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro em 2026. O alvinegro de Campinas/SP fechou a primeira fase do quadrangular (jogos de ida), com cem por cento de aproveitamento, fruto de três vitórias pelo mesmo placar.
Se por um lado a Ponte Preta deu uma demonstração de força, ratificando o favoritismo que lhe fora atribuÃdo para conquistar uma das vagas em disputa no Grupo C, o Náutico frustrou sua torcida ao contabilizar duas derrotas, para Guarani e Ponte Preta, respectivamente, na condição de mandante. O Alvirrubro Pernambucano não teve competência para administrar as vantagens do mando de campo, fato que tornou mais difÃcil o desafio do acesso.
Com boas campanhas descritas na fase de classificação, Náutico e Ponte Preta se credenciaram como favoritos na briga por duas vagas de acesso para a Série A, num quadrangular onde Guarani e Brusque, teoricamente eram tidos como figurantes. Na primeira rodada, atuando como visitantes, os dois times confirmaram o favoritismo com vitórias pelo placar mÃnimo: Brusque 0x1 Náutico e Guarani 0x1 Ponte Preta.
A vantagem de enfrentar Guarani e Ponte Preta na sequência, ou seja, no temido Estádio dos Aflitos, onde os alvirrubros ostentavam uma boa sequência de resultados positivos, encheu a torcida de confiança em relação à subida para a Série B. Afinal, com a chegada do técnico Hélio dos Anjos, que em 2006 conseguiu levar o clube a Série A, o Náutico apresentou um crescimento sustentável que lhe posicionou na segunda posição na tabela de classificação.
No futebol, a distância que separa o discurso da prática é abissal, e como dizem os filósofos: "a bola tem suas ironias". O narrador, Bartolomeu Fernando, advertiu: "Chegou a hora de ver quem tem garrafa pra vender". O Timbu não conseguiu levar a campo a maturidade que define os vencedores.
Náutico e Ponte Preta têm a mesma estatura, por conseguinte, a vitória num confronto entre dois times parelhos somente sairia nos detalhes. E foi justamente numa falha de marcação, em jogada construÃda pelo setor direito da equipe paulista, os volantes do Náutico não acompanharam e se equivocaram na leitura do posicionamento deixando o atacante Toró entrar, livre de marcação, para marcar o único gol da partida.
No segundo tempo, Hélio dos Anjos corrigiu o posicionamento da equipe alvirrubra que "amassou" o adversário do seu campo de jogo, mas não foi efetivo nas finalizações. Em duas oportunidades o goleiro da Ponte Preta se agigantou praticando duas defesas que asseguraram a vantagem - 1x0 - da equipe de Campinas, lÃder isolada do Grupo C com 9 pontos ganhos em três jogos disputados.
Na sequência da tabela o Náutico sai para enfrentar o Guarani e a Ponte Preta, nessa ordem, em Campinas, e fecha sua participação medindo forças com o Brusque, nos Aflitos.
A frustração da torcida alvirrubra, após duas derrotas como mandante, é compreensÃvel. Afinal, resta o consolo de uma frase que é abominada por alguns treinadores: "Matematicamente ainda há chance!".
CLAUDEMIR GOMES
O dia amanheceu e o sol parece mais radiante do que nunca. à que hoje - quinta-feira 18/09/2025 - é um dia especial nas Repúblicas Independentes do Arruda. Jogadores, dirigentes e torcedores do Santa Cruz subirão ao Morro da Conceição, em Casa Amarela, num momento de louvação e agradecimento a Virgem SantÃssima, pelo acesso conquistado pelo Clube do Povo que, no próximo ano, disputará a Série C do Campeonato Brasileiro.
O Santa Cruz é um clube que foi fundado na calçada de uma igreja católica, e quando mudou de domicilio, edificou seu patrimônio num espaço para o qual a imagem de Nossa Senhora da Conceição, no alto do morro, tem os olhos fixos e os braços abertos. Eis a razão pela qual todas as suas conquistas do Tricolor têm o viés da religião.
Nos anos 60, 70 e 80 do século passado, era prática comum, todo clube pernambucano subir o Morro da Conceição um dia após a conquista do tÃtulo estadual. O tempo passou e houve uma mudança de hábito, mas o torcedor do Santa Cruz raiz mantém sua fé. Até porque, como canta o grande Gilberto Gil, "a fé não costuma faiá".
O futebol é um "templo" mÃstico que abriga todas as religiões. Católicos, evangélicos, espiritas, a turma do candomblé, da umbanda, todos recorrem as suas crenças na busca do sucesso. E para não levar bola nas costas, e ter os caminhos fechados, as conquistas são creditadas a todos os poderes.
A conexão do Santa Cruz com o Morro da Conceição é uma coisa extraordinária. Sempre haverá pagadores de promessas subindo o morro a pé, ou de joelhos, em agradecimento pela "graça alcançada", pelo seu clube do coração.
Existe um pelotão de profissionais, na mÃdia esportiva pernambucana, que perderam a conta das vezes que subiram o morro para testemunhar os campeões fazendo suas orações de agradecimento. E as histórias de superação alimentam a fé.
Miro do Samba é uma das figuras populares mais emblemáticas do Recife de hoje. Reside em Santo Amaro, tem uma vida dedicada ao samba, onde é respeitado como mestre de bateria com vários tÃtulos de campeão. Torcedor do Santa Cruz e, para fechar o currÃculo, nasceu no 8 de dezembro, dia dedicado à Nossa Senhora da Conceição. Miro conhece uma infinidade de terreiros com suas respectivas Mães e Pais de Santo. Faz pedidos e deixa oferendas em vários lugares, mas quando o Santinha alcança seus objetivos, ele sobe o morro para agradecer a "Minha Madrinha".
Eis porque o futebol vai muito mais além do jogo jogado dentro das quatro linhas.
Na minha vida de repórter, quando não existia internet, nem telefonia móvel, a busca pela notÃcia nos levava a visitar os clubes e as empresas dos dirigentes. Alguns tinham um verdadeiro altar, cheio de imagens de santos, em seus escritórios. Outros, optavam pela improvisação de um peji com imagens e sÃmbolos dos orixás. Assim é o futebol de todas as raças, todas as crenças e todas as cores.
O Santa Cruz já alcançou o grande objetivo da temporada: deixar a Série D. à hora de agradecer a Virgem da Conceição.
A nova ordem: Comemorar, rezar e jogar, para lá nunca mais voltar.
CLAUDEMIR GOMES
"Nesta terra, em se plantando, tudo dá!".
A frase, cuja autoria é atribuÃda ao mensageiro português, Pero Vaz de Caminha, há mais de 500 anos, tem suas limitações. Limites que foram, e seguem sendo delineados por uma cultura que é resultante da miscigenação de raças. Nem tudo que chegou por aqui foi aprovado. Por outro lado, o brasileiro se mostrou insuperável em outras práticas. No futebol, por exemplo.
O esporte mais popular do planeta nos dias de hoje, foi trazido pelos ingleses, mas ao ser descarregado no porto da Baia da Guanabara foi adotado pelo samba que lhe enriqueceu com o gingado dos mestres salas. E as charangas deram vida as arquibancadas onde bandeiras eram agitadas num prenúncio de que, grandes tribos iriam se confrontar num balé mágico, para ver quem seria o dono da bola.
Os registros atestam os fatos do passado. Mas a história é construÃda no presente. Os movimentos fazem o mundo girar. E algumas mudanças, por mais que sugiram movimento e dinâmica, esbarram na cultura.
Tenho visto em alguns jogos do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, um "balé" formado por um grupo de moças conhecidas como animadoras de torcidas. Nos Estados Unidos são as cheerleaders. Pois bem, elas ficam por trás da linha de fundo, num canto, imprensadas, dançando e agitando um "mamãe sacode", durante os 90 minutos da partida.
Fico a imaginar quem é que está prestando atenção ao movimento das graciosas bailarinas? Ninguém. Estádios cheios, jogos eletrizantes, os torcedores não despregam os olhos do que acontece dentro das quatro linhas.
Nos Estados Unidos as cheerleaders virou febre. Tudo começou no Século XIX, tempo de arraigados preconceitos e discriminações, sendo um esporte restrito aos homens. Nos anos 30 do Século XX as mulheres invadiram o "Clube do Bolinha" e tomaram conta da prática. Hoje, existem as disputas de campeonatos nas ligas, nos colégios e nas universidades. Enfim, quem vai assistir aos jogos de Basquete, Futebol de Campo, Futebol Americano... acaba sendo premiado com duas disputas, uma vez que as animadoras dão um show à parte.
As únicas animadoras que sacudiram o futebol brasileiro foram as TRICOLETES. Em 1980, o visionário João Caixero de Vasconcelos, reconhecidamente um dos maiores dirigentes da história do Santa Cruz Futebol Clube, inspirado no que já era sucesso nos Estados Unidos, montou um quarteto de bailarinas para animar a numerosa torcida tricolor nos jogos realizados no Estádio do Arruda.
As popozudas - Dalva, Selma, Graciete e Gisele - se posicionavam em quatro tablados colocados estrategicamente na frente das sociais e dançavam o frevo, o samba, enchendo o estádio de charme e graça. A torcida tricolor ia a loucura. A sensualidade das dançarinas tricolores deixou alguns marmanjos com um dilema: não sabiam se estavam indo para o estádio assistir aos jogos do Santa Cruz, ou para ver as TRICOLETES. O balé coral foi sucesso nacional. Reportagens nas revistas Placar e Playboy, aparição em programas de rede nacional e espaços garantidos em todos os veÃculos da mÃdia estadual.
Nada contra as animadoras de torcidas, mas acho que está faltando alguma coisa na conexão que elas buscam com os torcedores. Até que provem o contrário, até agora, o modelo que deu certo foi o das TRICOLETES.
Golaço de Caixero!
CLAUDEMIR GOMES
Nesta terça-feira começam as disputas da 71ª edição da Champions League, a competição de interclubes mais cobiçada do planeta. Nesta temporada, nada menos que 56 jogadores brasileiros foram inscritos na fase de "Ligas", onde cada time disputará 8 partidas, sendo quatro como mandante e quatro como visitante.
A competição europeia reúne, nesta primeira fase, 36 equipes, que estarão representando 11 paÃses. Apenas sete times não têm jogadores brasileiros em seus elencos. Como toda disputa com expressiva quantidade de participantes, existem clubes que passarão de passagem, ou seja, são candidatos a serem figurantes no pelotão dos 12 primeiros desclassificados; clubes intermediários que buscam afirmação e os "gigantes" que sempre são credenciados ao tÃtulo.
A quantidade de jogadores brasileiros dá para formar cinco times. Está explicado por que o técnico da Seleção Brasileira, Carlos Ancelotti, em suas convocações, recruta a maioria dos atletas nos clubes europeus. Nesta busca pelo protagonismo na Champions, veremos brasileiros vestindo as camisas do Real Madri, Barcelona, como também, os uniformes do Qarabag, do Azerbaijão e do Kairat Almaty, do Cazaquistão. A maioria desses 56 atletas brasileiros são desconhecidos da grande torcida brasileira. Sinais dos tempos.
Com dezenas de edições de sucesso, a Champions funciona como protótipo entre as competições continentais. Se conectou rápido com a nova ordem dando um salto de qualidade ao agregar valor aos clubes e aos atletas individualmente. Como não existem mais barreiras, todas as portas foram abertas para profissionais dos sete continentes. A disputa atrai a atenção de milhões de torcedores, dando uma contribuição efetiva para a consolidação do futebol como um dos negócios mais rentáveis do mundo.
Os números da final da Champions 2024/2025 são impressionantes: 380 a 400 milhões de pessoas sintonizadas no evento. Números que impulsionam a venda de produtos no mundo inteiro. Em conversa com o jovem, Guilherme Medeiros, 15 anos, aluno do Colégio Núcleo, fiquei impressionado com seu conhecimento sobre a Champions. Citou um grupo de dez amigos que conhecem muito mais sobre os clubes e a competição europeia do que a respeito das equipes e do Campeonato Brasileiro, pois é lá que acontece o brilho das estrelas.
Questão de qualidade! Esta seria a resposta a ser dada pela maioria dos que gostam e acompanham o futebol. Mas a comunicação é um fator determinante no aumento deste distanciamento, assim como a valorização e preservação da história. Quantos dos considerados grandes clubes do futebol brasileiro têm um museu? Não estou falando de depósitos de troféus. A maioria ostenta uma minguada sala com peças que registram a história gloriosa, mas não há ninguém para contar a história aos visitantes. Uma lástima.
Em tempos de Inteligência Artificial é possÃvel sonhar com uma "revolução" no setor de comunicação dos clubes brasileiros. Afinal, a preservação da história é de fundamental importância para que os jovens de hoje não pensem que, o futebol foi criado junto com a Champions League.
CLAUDEMIR GOMES
"A bola não quis entrar!"
A frase foi adotada por muitos torcedores alvirrubros na tentativa de se conformar com a derrota - 2x0 - sofrida pelo Náutico, para o Guarani, ontem no Estádio dos Aflitos. Uma heresia para a qual a frustração do tropeço, num jogo que todos tinham a vitória na conta do time da casa, é a penitência que leva a reflexão.
Certa vez, isso há muito tempo, um técnico, um jogador, um dirigente ou mesmo um cronista esportivo (narrador, comentarista ou repórter), na tentativa de explicar o inexplicável, saiu-se com a frase: "A bola não quis entrar!".
Ninguém nunca entrevistou a bola para saber da vontade, ou o porquê daquela birra de se recusar a entrar no gol. E assim foi criado um jargão que é usado até os dias de hoje. No caso deste jogo - Náutico 0x2 Guarani - embora tenha sido voz corrente entre os torcedores na saÃda do estádio, a frase, que considero uma das mais infames do futebol, soa como fake News. Afinal, a bola entrou duas vezes, só que do lado indesejado dos alvirrubros.
Reza a lenda que, em Limoeiro, quando o coronel Chico Heráclio ia assistir a um jogo do Colombo, e a bola ficava com pantim, ele ordenava para que ela entrasse no gol adversário. "Infeliz do poder que não pode!". Como ninguém, dentro da nova ordem, tem mais esse poder, sugiro que, no próximo sábado, alguém converse com a bola, e a convença de entrar no gol da Ponte Preta, que será o próximo adversário do Náutico.
Antes, porém, os puxões de orelha ficam a cargo do técnico Hélio dos Anjos. Em jogos decisivos, como todos esses que estão sendo disputados pelo Náutico, as diferenças estão embutidas nos detalhes. E eles são os pontos de desequilÃbrio. Perder o foco por dois minutos representa uma desvantagem de dois gols. Simples assim. E foi isso que aconteceu.
Dois gols nascidos em jogadas de bola parada, no curto espaço de dois minutos impactaram no time da casa, que vinha de uma boa sequência invicta, e cinco partidas sem sofrer gols. O fato novo sempre produz efeitos colaterais. à sobre essa verdade que o experiente Hélio dos Anjos vai alinhar a cabeça dos seus comandados durante toda a semana de treinamentos.
O Náutico deixou escapar a oportunidade de construir uma vantagem, mas não deu com os burros n%u2019água em relação ao desejado acesso. Sendo assim, a ordem é levantar-se, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Tropeços acontecem, o que não pode é transferir responsabilidade para quem não tem culpa: a bola.
Seria leviandade de minha parte afirmar que, o time foi a campo de salto alto, confiante de estar atuando em casa, no alçapão dos Aflitos, até porque conheço o treinador alvirrubro e sei o quanto ele trabalha no sentido de evitar que o ego dos jogadores sejam inflados. Mas no futebol nem tudo segue como manda o figurino. Isto é fato.
Sigo afirmando que não sei por que a bola não entrou. Acredito que, por capricho.
Pelo visto, a bola também tem suas propostas.